Jorge do Fliscorno
Quando andava na primária - e até no ciclo e no liceu, chegado ao fim do ano lectivo lá vinha a inevitável pergunta, pintada de sorriso maroto «então apanhaste a raposa?». Era a forma dos meus pais me perguntarem se tinha passado de ano. Quem chumbava tinha apanhado uma. São animais bonitos e apesar de algumas vezes terem descoberto como entrar na capoeira lá na quinta, por ele nutro simpatia. E uma até por aqui postou umas coisas, vejam só! Acontece que a ministra da educação anunciou que vão acabar os chumbos no básico, ou talvez tenha dito que 100% de aprovações será possível, o que no fundo é a mesma coisa. Deixa de haver, portanto, raposas para apanhar e a Raposa Velha foi-se embora. No seu lugar ficou o Jorge do Fliscorno.
Dito de outra forma
A RTP teve sobre-representação do Governo e Partido Socialista em 2007 e, no primeiro semestre de 2008, essa situação ainda se mantém no Jornal da Tarde. Mesmo assim, a Entidade Reguladora para a Comunicação Social considerou positiva a actuação da RTP em 2008.
ERC e o caso licenciatura Sócrates
- Da manipulação (texto de Gabriel Silva)
- RE: Da manipulação (resposta de Estrela Serrano)
- Re: Re: Da manipulação (resposta de Gabriel Silva)
- Ou foi uma gravidez de risco ou atolamento do papel (texto de Helena Matos)
- Adenda (resposta-bis de Gabriel Silva)
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O e-escola ataca de novo
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É tudo para nossa defesa, claro!
PE incentiva um debate aberto sobre o estatuto dos bloguesa
«Informação - 25-09-2008 - 14:35
O Parlamento Europeu incentivou hoje a que se realize um debate aberto sobre todas as matérias relacionadas com o estatuto dos blogues. A resolução sobre a concentração e o pluralismo nos meios de comunicação social na UE, aprovada por 307 votos a favor e 262 contra, propõe também a criação de um estatuto editorial tendo em vista prevenir a ingerência no conteúdo da informação por parte dos proprietários, accionistas ou órgãos externos, como os governos. [...]»
E o projecto de relatório em PDF, cujo ponto 9. diz:
«Sugere a clarificação do estatuto, jurídico ou outro, dos blogues e incentiva a sua classificação voluntária em função das responsabilidades e interesses profissionais e financeiros dos seus autores e editores;»
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Falácias
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Para quê?...
Para quê aprender a fazer contas se se pode usar uma calculadora? Para quê aprender caligrafia se se dispõe de um processador de texto? Para quê aprender a pensar se se têm governantes?
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Isto é propaganda. Isto é mentira. Isto é manipulação.
Labels: educação , eescola , eescolinha , magalhães , propaganda
O Magalhães não é um portátil 100% feito em Portugal. Nem mesmo 90%,80% ou 70%. Nem mesmo 5%. Talvez 1%? Vou dar o benefício da dúvida. Afinal, sempre é preciso imprimir os recibos e as etiquetas.
É lamentável a comunicação social pegar na propaganda partidária e difundi-la sem sequer verificar o que é que divulgam. É mau jornalismo. Aliás, não é jornalismo. É manipulação, é mentir.
Não tenho problema nenhum em afirmar isto, estou em casa.
Que se saiba, em Portugal não se vai passar a construir waffers, chips, microprocessadores, placas gráficas, modems, placas de rede, écrans, teclados, discos rígidos, ratos, memórias e por aí fora. Isto só para falar do hardware pois, novamente, que se saiba, entre nós ainda ninguém vende um sistema operativo, aplicações, browsers, anti-virus, etc.
A parceria entre Portugal e a Intel é a mesma que temos com a Coca Cola: vir cá vender os seus produtos.
É um quadro, não tem ícons para clicar
Labels: educação , eescola , eescolinha , magalhães

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Uma boa impressão (a 300 dpi)
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Um dia com os mesmos carros

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Preço gasolina, gasóleo e brent: Janeiro a Setembro 2008

Dei-me ao trabalho de usar os dados disponíveis em algumas fontes (DGEG, EIA e oanda.com) para analisar a evolução dos preços dos dois combustíveis mais popular entre nós, a gasolina sem chumbo 95 octanas e o gasóleo rodoviário.
Este gráfico foi elaborado nas seguintes condições:
- Estes dois preços são apresentados no gráfico antes da aplicação de ISP e IVA (preços sem taxas: PsT).
- Também são apresentados os valores brent blend spot price em euros, desfasados em uma semana relativamente aos valores PsT (os valores do brent na semana 10, por exemplo, são mostrados na mesma vertical dos valores do PsT da semana 11). Desta forma é possível comparar directamente as curvas do brent e do PsT.
- Estas três séries foram ajustadas para num gráfico de índice 100 para comparar os valores em causa mais facilmente.
- Finalmente, acrescentei patamares de variação para o gasóleo rodoviário com o intuito de melhor perceber o que se passa com o combustível que pago.
Fontes:
- Brent: http://tonto.eia.doe.gov/dnav/pet/hist/wepcbrentw.htm
- Câmbios: http://www.oanda.com/convert/fxhistory
- Preços PT: http://www.dgge.pt/pagina.aspx?lws=1&mcna=0&lnc=AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA&codigono=6891700270037129AAAAAAAA
Adicionalmente, também disponibilizo no Google Docs os dados usados:
Adenda 22-09-2008: a DECO parece ter agora descoberto a blogoesfera. A ideia dum dia sem abastecer é inconsequente. Mas poderia fazer outras coisas realmente úteis como por exemplo seguir o mercado dia a dia e alertar para eventuais "descuidos" das petrolíferas!
Migalhas
| Gráficos relacionados: |

Gráfico em USD. Fonte:
http://busforex.com/chart/BRENT-USD/
João Miranda no Blasfémias não percebe porque « petróleo subiu 15% nos últimos 3 dias e hoje a GALP desce a gasolina 3 cêntimos». Apesar destes 15% serem em dólares e os 3 cêntimos serem em euros, talvez este gráfico ajude a perceber que esta subida foi uma migalha face ao que o brent desceu recentemente. Tal como foram migalhas estes 3 cêntimos que a gasolina desceu e o um cêntimo que o gasóleo desceu.
Está tudo bem
A misteriosa velha senhora
Pelo Público fiquei a saber duma notícia que, para variar, me deixou muito satisfeito. Refiro-me ao texto com o título "Agatha Christie deixou para trás 27 pistas...".Aprecio a forma como a escritora enrolava as histórias, apresentando soluções coerentes, enredos interessantes e dissertando sempre algo sobre a condição humana.
Sobejamente conhecidas são as histórias de Hercule Poirot e de Miss Marple, ambas já disponíveis em DVD, depois de, também, já terem passado pela TV. Menos conhecidas, no entanto, são as histórias de mistério. A última delas que li foi Passenger to Frankfurt, tendo agora numa googlada encontrado até um PDF da versão portuguesa. A história foi escrita em 1970, com o incontornável Maio de 68 ainda a escaldar e aborda o tema de que interesses fizeram estas movimentações acontecerem. Fez-me reflectir que as pessoas com a idade ganham sabedoria e, nesta história, Agatha Christie não se fez rogada na partilha.
Ironicamente, a história Passenger to Frankfurt incide precisamente no tema da juventude, cheia de ideais e de força, como um exército a precisar da orientação certa. Transcrevo algumas passagens que considero geniais (edição brasileira). Já agora, não esquecer: mesmo que plausível, esta história é ficção!
Lady Matilda sobre uma certa agitação mundial. Referências prováveis ao Maio de 68 e aos movimentos similares da altura.
«Eles — sejam eles quem forem —trabalham através da juventude. Da juventude de todos os países. A juventude impetuosa. A juventude que canta seus lemas, lemas que parecem emocionantes mas que geralmente ela não sabe o que querem dizer. E tão fácil começar uma revolução. E isso é natural para a juventude. Todos os jovens sempre se rebelam. Você se rebela, você quer depor o governo, você quer que o mundo seja diferente do que é hoje. Mas você está cego também. Há uma venda sobre os olhos dos jovens. Eles não podem ver aonde estão sendo levados. Que vai acontecer depois? Que está em frente deles? E quem está por detrás, instigando-os? É isto que é realmente assustador. Você sabe que alguém está na frente levando o capim fresco para fazer o burrinho avançar e ao mesmo tempo está por detrás fustigando-o com um chicote.»
Lady Matilda sobre os políticos
«— Sim, não se pode confiar em ninguém. Não se pode contar para qualquer pessoa. Não passe adiante para esses idiotas do Governo ou que têm conexões com o Governo ou que esperam participar do Governo quando esses que estão lá por cima se forem. Os políticos não têm tempo de olhar para o mundo em que vivem. Olham apenas para a região em que vivem e a vêem como uma vasta plataforma eleitoral. Eles se contentam com isso por enquanto. Fazem coisas que honestamente acreditam que tornarão a vida melhor mas se surpreendem quando essas coisas não agradam, porque não eram as coisas que o povo queria que fizessem. E não se pode deixar de chegar à conclusão de que os políticos pensam que têm o divino poder de contar mentiras, desde que seja por uma boa causa. »
Jamie sobre as forças e quem as controla
«— Se acontecem certas coisas no mundo, você precisa procurar uma causa para elas. Os sinais exteriores são sempre facilmente visíveis, mas eles não são [...] importantes. Sempre tem sido da mesma forma. Tome por exemplo uma força natural, uma grande queda dágua lhe dará a potência de uma turbina. Veja a descoberta do urânio a partir da pechblenda, e isto lhe trará, no devido tempo, a força nuclear com que nunca sonhamos ou soubemos existir. Quando se encontra carvão ou minerais, eles lhe dão transportes, força, energia. Existem sempre forças trabalhando que lhe fornecem certas coisas. Mas atrás de cada coisa há alguém que a controla. É preciso encontrar quem está controlando os poderes que lentamente ganham ascendência em praticamente todos os países da Europa, e mais longe ainda em diversas partes da Ásia. Menos possivelmente na África, mas novamente nos continentes americanos tanto do Norte como do Sul. É preciso estarmos por dentro das coisas que estão acontecendo para descobrirmos qual a força motriz que as estão fazendo acontecer. Uma delas é o dinheiro. »
Jamie sobre os padrões das rebeliões
«E há ainda o que podemos chamar de tramas. São palavras que usamos muito ultimamente! Tramas ou tendências... há inúmeras palavras que usamos. Elas não querem dizer sempre a mesma coisa, mas estão relacionadas umas com as outras. Uma tendência, poderíamos dizer, para a rebelião está aparecendo. Olhe para trás, para a história. Você encontrará isto aqui e ali, repetindo-se periodicamente, repetindo-se nos mesmos moldes. Um desejo de rebelião. Um sentimento de rebelião, os meios de rebelião, as formas que a rebelião toma. Não é nada em particular com nenhum país em particular. Se surge em um país, surgirá em outros mais ou menos da mesma forma. [....]»
«— É um padrão, um padrão de vida que surge e que parece inevitável. Podemos reconhecê-lo onde o encontramos. Houve um período em que o ímpeto para as cruzadas varreu os países. Por toda a Europa as pessoas embarcavam para libertar a Terra Santa. Muito claramente, um padrão perfeitamente definido de um determinado comportamento. Mas por que eles iam? É este o interesse da história, o senhor sabe. Vendo aonde esses desejos e esses padrões de vida aparecem. Não é sempre uma resposta materialista assim. Todos os tipos de coisas podem causar rebeliões, um desejo de liberdade, liberdade de expressão, liberdade de cultos religiosos, novamente uma outra série de padrões muito relacionados. Pode levar as pessoas a escolher a emigração para outros países, à formação de novas religiões, freqüentemente tão repletas de tiranias como as formas de religião que deixaram para trás. Mas em tudo isto, se se olhar duramente, se se fizerem as investigações necessárias, você pode ver o que foi que deu origem à investida desses e de muitos outros — e eu usarei a mesma palavra — padrões. De certa forma é como uma doença provocada por vírus. O vírus pode ser levado, pelo mundo afora, através dos mares, por cima das montanhas. Pode se propagar e contaminar. E aparentemente se propagar mesmo que não tenha sido posto em movimento. Mas ninguém pode ter certeza, mesmo agora, de que isso seja sempre verdade. Pode haver causas. Causas que fazem as coisas acontecerem. A gente pode ir adiante. Há pessoas. Uma pessoa, dez pessoas, algumas centenas de pessoas que têm capacidade para movimentar uma causa. Desta forma não é para o processo final que temos de olhar, mas para as primeiras pessoas que lançaram a causa em movimento. Você teve os seus cruzados, teve os seus entusiastas de religião, teve os seus desejos de liberdade, você teve todos os padrões mas você deve olhar mais para trás ainda. Deve penetrar no âmago da questão. Por detrás dos resultados materialistas, existem idéias, visões, sonhos. O profeta Joel já o sabia quando escreveu: — "Os homens velhos sonharão sonhos, os jovens terão visões". E destes dois, qual o mais poderoso? Os sonhos não são destrutivos. Mas as visões podem abrir novos mundos para você e as visões podem também destruir os mundos que já existem... »
Sobre as máscaras na política
«Na sala de reuniões do N° 10 na Downing Street, o Primeiro-Ministro, Sr. Cedric Lazenby, estava sentado à cabeceira da mesa e olhava para seus oficiais de Gabinete sem nenhum prazer. A expressão de seu rosto era definitivamente sombria, o que de certa forma proporcionava-lhe um certo alívio. Estava começando a pensar que apenas na intimidade de sua sala de reuniões podia descansar seu rosto com uma expressão infeliz, abandonando aquela que presentemente usava perante o mundo: um sábio e animado otimismo que tão bem lhe servira nas várias crises políticas de sua vida. »
Esta é para ler em voz alta
In a classroom, the teacher asks the students to compose a sentence with the words "yellow", "green" and "pink".
The Brit guy says "This morning I saw the yellow of the sun through the green of the trees and I thought it'll be a pink day."
Then the French: "Green is my favourite colour and yellow is ok. But I don't like pink."
Then the Italian: "I was at home and the phone made green.... green. Then I pink up the phone and I said yellow!"
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Uma constatação digna de Colombo

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Habemus Secretário de Estado da Defesa do Consumidor
Análise de preço de combustíveis para "tranquilizar consumidores"
Secretário de Estado da Defesa do Consumidor apela à Autoridade da Concorrência
Reparem na nuance: para "tranquilizar consumidores". A conclusão é conhecida à partida, apenas é preciso tranquilizar os consumidores. Algo que a AdC já anunciou fazer com rigor.
Ah! e parece que há mesmo um Secretário de Estado da Defesa do Consumidor. Uau!, tenho andado defendido e não sabia.
vewd.org
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Piada seca
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Ensinar ou educar?
A Sábado desta semana publica um muito interessante trabalho sobre o que se verte para os manuais de História do luso ensino secundário. E, sem menor mérito, o Mário coloca essas páginas à disposição dos internautas de todo o planeta aqui, aqui, aqui, aqui e aqui. Ora vão lá ler que vale a pena.
Via O Insurgente
Vale a pena, realmente, ler as páginas referenciadas na citação!
A anedota
Labels: economia , parvoíce
Teixeira dos Santos surpreendido com duração da instabilidade nos mercados financeiros
Ai que ainda me dói a barriga de rir.
Ó homem, só falta v.exa dizer que se estivesse no FED já tinha arrumado com o problema. E se calhar até tinha. Fazia como cá: aumentava a carga fiscal, como fizeram para resolver o nosso défice.
Site do dia
Has the Large Hidron Collider destroyed the world yet?
http://www.hasthelargehadroncolliderdestroyedtheworldyet.com
tip: ver também o código fonte ;-)
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TSF: Pessoal e Transmissível: João Magueijo
http://feeds.tsf.pt/~r/Tsf-PessoalTransmissivel/~5/389575700/pet_20080910.mp3
Edição de 10 de Setembro de 2008 - João Magueijo - Físico Teórico em Cambridge
Sobre a afinal não constante velocidade da luz, peer reviews, o meio científico e a produção científica em Portugal.
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Flirt
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CERN - Grande Acelerador de Ladrões
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Grande filme
Web PC
Sobre o tema em questão, há sem dúvida muito dinheiro evolvido. Com a largura de banda a aumentar regularmente e com o advento do DSL (ou ADSL para os "pobres"), a computação distribuída ganhou novo fôlego. Do servidor central com terminais passámos para a informática pessoal do PC. Um notável percurso que culminou com o domínio da Microsoft graças a estratégias diversas - e nem todas de cariz tecnológico. No universo Windows o consumidor, perdão, o utilizador, compra uma máquina e licenças de utilização dum conjunto completo de software, desde o sistema operativo até aos pacotes de produtividade. O core businesses da Microsoft reside precisamente nesta particularidade de se estar agarrado à plataforma pelo sistema operativo e pelas suas aplicações.
Neste ponto entra em jogo o factor "Internet & banda larga". Estas ligações em rede, cada vez mais rápida e de maior capacidade, permitem voltar ao conceito do servidor com os seus terminais. Excepto que estes, contrariamente aos primeiros, não são "estúpidos" - têm capacidade de processamento local. Este facto aliado à ligação em rede traz um novo conceito de computação para a generalidade dos utilizadores, sendo a peça chave o software que permita integrar a capacidade de processamento local com a do servidor à qual se está ligado em rede e que, até ao momento tem sido o browser.
O Google Chrome não é apenas mais um browser. Constitui a entrada dum novo actor num momento de mudança de paradigma. Opções tecnológicas, descritas num anterior texto, como um site web corresponder a um processo, a existência duma framework para alargar as funcionalidades do browser e o suporte à comunidade de programadores indicam que o Chrome poderá vir a constituir uma nova plataforma aplicacional. Em vez de se desenvolverem aplicações para Windows, Mac ou Linux, desenvolvem-se para o Chrome . Não importa que máquina e que sistema operativo está o utilizador a usar. Basta que corra o Chrome e tenha ligação à net.
Em certa medida, os actuais browsers já são usados como plataformas aplicacionais mas apenas para áreas específicas. O lucrativo feudo das aplicações de produtividade como processamento de texto, imagem, dados, etc. ainda é praticamente exclusivo ao tradicional software para computador pessoal. Quem quiser entrar e vencer neste mercado tem que fazer melhor e mais barato do que a concorrência. E mesmo assim não tem garantido o sucesso. Vejam-se os casos do OpenOffice (gratuito) e do StarOffice (cerca de 70 dólares) que são funcionalmente equivalentes ao Microsoft Office, mais baratos, compatíveis até ao nível do formato de documentos (até a Microsoft ter mudado e patenteado um novo formato de ficheiros no Office XP) e, no entanto, estas aplicações não arrasaram o mercado da Microsoft.
Com a computação distribuída que a web actualmente permite, as empresas de software deixam de ter que competir no terreno Microsoft. Por outro lado, os utilizadores deixam de estar agarrados ao sistema operativo e às suas aplicações específicas. Talvez fiquem agarrados ao browser ou à nova plataforma que o substitua. Mas, garantidamente, deixam de estar dependentes dum sistema e das suas aplicações.
Esta mudança é substancial, comparável à mudança do MS-DOS para Windows. O Wordperfect perdeu para o Microsoft Office. Veremos a repetição do dono da nova plataforma conseguir impor o seu pacote aplicacional como o standard de mercado? É um caso a seguir, até porque a concorrência não dorme.
Posterous
Labels: blog , blogtip , Pela net
Mais um. No entanto...
No entanto tem uma funcionalidade maravilha que o Blogger ainda não tem, vá lá saber-se porquê. Falo da possibilidade de publicar por email, o que Blogger já faz, mas publicando igualmente as imagens que existam no email - coisa que o Blogger não faz.
Comecei a usar este serviço hoje e ainda está à experiência:
http://fliscorno.posterous.com
Particularidades:
- Os conteúdos multimédia, docs, pdfs, imagens, etc. enviados por email são alojados e publicados no blog. Esta coisa trivial poupa uma trabalheira!!!
- Quem possuir diversos serviços (Tweeter, Flickr, outros blogs) tê-los-á actualizados em simultâneo. Por exemplo, o post anterior foi publicado no Posterous e foi automaticamente adicionado ao Blogger. Apesar de ter melhor aspecto no Posterous.
- Nas FAQ é explicado em detalhe como são processados os diversos conteúdos presentes no email. Vale uma visita.
3 meses, é quanto dura a memória colectiva?
Hoje em dia, ao que parece, a característica mais notável na política é a absoluta falta de vergonha na cara dos respectivos protagonistas. Não apresentam o menor sinal de escrúpulos em ludibriar, manipular e mentir.
Daqui a 48 horas as nossas finanças públicas irão ser recriadas no CERN
«Novo acelerador de partículas vai recriar "Big Bang"
segunda-feira, 8 de Setembro de 2008 | 14:19
O LHC, aparelho que permite recriar as condições do «Big Bang», vai ser activado pelo Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN) dentro de 48 horas, com o objectivo de saber mais sobre a natureza da matéria.
[...]
No entanto, um grupo de cientistas levantou objecções ao funcionamento do aparelho, solicitando ao Tribunal dos Direitos Humanos de Estrasburgo a paralisação do projecto, alegando que o LHC poderia desencadear um buraco negro com consequências apocalípticas, sugerindo que a Terra correria o risco de ser engolida.
Robert Aymar, director geral do CERN, já emitiu um comunicado no seguimento destas alegações para tranquilizar todos os que temem pelo "fim do mundo", dizendo que "O LHC é seguro e qualquer sugestão que seja perigoso é pura ficção"»
Soluções mágicas
Labels: divagações , gracinha , tecnologia
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Cada época tem tido a sua crença sobre como resolver os males do mundo. Estas soluções mágicas já foram a religião, a ciência, a indústria, a Internet, a globalização, o conhecimento e, agora entre nós, a tecnologia. Se é certo que cada uma destas áreas trouxe aspectos positivos à vivência humana, nenhuma delas por si só cumpriu essa missão que por vezes lhes foi imputada, a de ser resposta para todas as dificuldades. Não existem soluções mágicas. Melhorar implica esforço, planeamento e trabalho. Mas as soluções simplistas têm o condão de serem explicadas facilmente, o que lhes confere um enorme potencial propagandista. Não requerem, também, grande esforço de compreensão, bastando-lhes fé - disposição para acreditar que uma gota faz o oceano. Um outro aspecto das soluções milagrosas consiste em focar apenas os aspectos positivos, o que se compreende, já que as massas não se convencem pelo apelo à ponderação. É neste contexto que chegamos à cega aceitação de algumas medidas governativas. Propõem-nos chips para aumentar a nossa segurança, quadros electrónicos para ensinar os miúdos a ler e portáteis para aumentar o sucesso escolar. Ninguém questiona se não estamos apenas perante soluções mágicas?
Outros textos relacionados:
- Tecnedu
- O erro de Orwell
- O ímpeto de controlo estatal
- Uma má notícia
- A prova de que o Plano Tecnológico funciona
- A ambição do controlo
Tecnedu
E como poderá alguém apresentar-se com tão elevada excitação quanto aos quadros electrónicos? É isso que fará os miúdos aprenderem a ler, escrever, interpretar e a fazer contas?
Há uns anos, quando a Via Verde, o Multibanco e os telemóveis faziam furor nas notícias, foi criada a ideia de que os portugueses aceitavam muito bem a tecnologia. Que eram doidos por geringonças electrónicas. Parece mesmo que foi nesses textos que algum assessor foi buscar inspiração para os delírios tecnológicos do governo. A tecnologia é um multiplicador do conhecimento mas de nada valerá se for zero o que os miúdos aprendem na escola.
Porcos descarregam nos Milagres
Em Dezembro do ano passado escrevi um texto sobre este assunto:
A Ribeira dos Milagres e os porcos
Apresento nesse texto o resultado duma pesquisa de notícias no Público para contabilizar quantas notícias tinham sido publicadas neste jornal entre 27-11-2003 e 28-12-2007 sobre as descargas ilegais na Ribeira dos Milagres. Este não é um indicador fidedigno mas é o único que tenho. O gráfico seguinte é um sumário:

Pela "trend line" torna-se notório que em 2005 existiu um ligeiro abrandamento no ritmo das descragas ilegais. Mas logo compensado em 2006.
Algumas reacções que na altura recolhi nas diversas notícias:
População de Leiria vai fiscalizar cursos de água para prevenir descargas suinícolas
04.12.2003
Associação de Suinicultores nega aumento de descargas na ribeira dos Milagres
14.04.2004
Populares entregam queixa-crime por atentados ambientais na ribeira dos Milagres
26.04.2004
Leiria: Protecção Civil teme acidente ambiental em estação tratamento esgotos
05.05.2004
Associação de Suinicultores de Leiria pede punição para autor da descarga (actualização)06.05.2004
Leiria: descarga de efluentes suinícolas contamina ribeira recentemente limpa
30.06.2004
Leiria: populares despejam baldes com efluentes suinícolas em frente à Câmara
14.06.2005
Governador civil de Leiria [José Miguel Medeiros] reafirma confiança no processo de despoluição do rio Lis
15.06.2005
Solução para suiniculturas de Leiria passa por Milagres [criação de ETAR que deverá entrar em funcionamento no segundo semestre de 2008! ]
04.01.2006
Leiria: defensores da ribeira dos Milagres apelam ao Parlamento Europeu
22.03.2006
Ministro do Ambiente [Francisco Nunes Correia]: descarga na ribeira dos Milagres "é lamentável"
18.01.2007
E o comentário que então fizera continua válido:
Sendo em número finito estas suiniculturas, ter-se-á que concluir que
- a polícia e o sistema judicial são completamente incompetentes por não conseguirem fazer aplicar a lei: que rolem as respectivas cabeças;
- ou não há interesse em que a lei seja cumprida: novamente, que rolem as respectivas cabeças.
Doutra forma, amanhã, em reacção a este assunto, apenas veremos (admitindo que pelo menos alguma reação haverá!) o Governador civil de Leiria, José Miguel Medeiros, reafirmar a confiança no processo de despoluição do rio Lis ou o Ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correi, considerar esta descarga na ribeira dos Milagres como sendo "lamentável".
Isto depois de não sei quanto dinheiro estoirado a despoluir para nada.
Já que tanto se quer ser "Europeu" em coisas como a flexigurança e impostos, pois aqui está uma boa oportunidade que têm os responsáveis nestas áreas de mostrarem o seu europeísmo: que resolvam o problema ou, se incapazes, se demitam. Nada disto se concretizando, que sejam demitidos e que se peça consultoria à ASAE sobre como ser escrupulosamente minucioso no cumprimento da legislação.
Fotos de Einstein
Um site com fotos de Einstein:http://www.th.physik.uni-frankfurt.de/~jr/physpiceinstein.html
Acho particularmente interessante aquela em que ele anda de bicicleta - que ar de divertimento ele ostenta!
Uma outra curiosidade: também lá se encontra uma cópia do seu diploma de graduação da escola comercial aos 22 anos. 6 é a nota máxima. Parece que há alguma contorvésia sobre se Einstein era um bom ou mau aluno. Segundo o site http://www.abc.net.au/science/k2/moments/s1115185.htm não era, garantidamente, um mau aluno. O mito, de que ele teria falhado na escola, terá sido devido à inversão do sistema de classificação que ocorreu no ano da sua formatura: no novo sistema a nota 6 passou a ser a mais baixa.
Bébé
primeiros funcionários chegaram, alimentaram o bebé e apresentaram-no
a Sócrates para saber o que deveria ser feito com aquela criança.
Ele emitiu a seguinte comunicação interna:
De: Sócrates
Para: Direcção de Recursos Humanos (D.R.H.)
Acusamos o recebimento de um recém-nascido de origem desconhecida.
Forme-se uma comissão para esclarecer:
- se o achado é produto da casa;
- se algum funcionário da casa está envolvido no caso.
Após um mês de investigação, a D.R.H. enviou ao Governo a
seguinte comunicação interna:
De: Comissão de Investigação
Para: Sócrates
Após quatro semanas de diligentes investigações, concluímos que o bebé não
pode ser produto deste Governo. Motivos:
- actualmente, no Governo nada é feito com prazer ou com amor;
- actualmente, no Governo jamais duas pessoas colaboraram tão intimamente entre si;
- actualmente, no Governo não é feito nada que tenha pés nem cabeça;
- actualmente, no Governo jamais é possível alguma coisa ficar pronta em nove meses.
Kids in school think quick
MARIA: Here it is!
TEACHER: Correct. Now class, who discovered America?
CLASS: Maria!
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TEACHER: Why are you late, Frank?
FRANK: Because of the sign.
TEACHER: What sign?
FRANK: The one that says, "School Ahead, Go Slow ."
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TEACHER: John, why are you doing your math multiplication on the floor?
JOHN: You told me to do it without using tables!
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TEACHER: Donald, what is the chemical formula for water?
DONALD: H I J K L M N O!!
TEACHER: What are you talking about?
DONALD: Yesterday you said it's H to O!
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TEACHER: Winnie, name one important thing we have today that we
didn't have ten years ago.
WINNIE: Me!
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TEACHER: Can anybody give an example of COINCIDENCE?
TINO: Sir, my Mother and Father got married on the same day,
same time.
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TEACHER: George Washington not only chopped down his father's cherry
tree, but also admitted doing it. Now, Louie, do you know why his
father didn't punish him?
LOUIS: Because George still had the axe in his hand.
__________________________________________________________
TEACHER: Now, Simon, tell me frankly, do you say prayers before eating?
SIMON: No sir, I don't have to, my Mom is a good cook.
__________________________________________________________
TEACHER: Clyde, your composition on "My Dog" is exactly the same as
your brother's. Did you copy his?
CLYDE: No, teacher, it's the same dog!;
_________________________________________________________
TEACHER: Harold, what do you call a person who keeps on talking
when people are no longer interested?
HAROLD: A teacher.
Google Chrome, uma descrição funcional aligeirada

- Muti-tarefa ao nível de cada uma das páginas. Significa que se um site está a deixar o browser pendurado, os outros sites abertos noutros tabs continuarão a funcionar. O site mal comportado pode ser então fechado sem ter que mandar abaixo todas as outras páginas abertas.
- Cada tab, ou seja, cada site aberto, corre num processo próprio, contrariamente aos actuais browsers que usam um único processo para todos os tabs. Pondo isto numa analogia terra-a-terra, o processo aqui referido pode ser pensado como sendo uma actividade comercial. Os actuais browsers são como um centro comercial, um único edifício para todas as lojas. Já o Google Chrome é como se tivesse um edifício para cada loja. Continuando nesta comparação simplista, nos actuais browsers, ou seja no centro comercial, se há um problema na estrutura do edifício todas as lojas são afectadas: segurança, intrusões, uma loja que ficou desocupada mas o espaço liberto é demasiado pequeno para uma nova loja, etc. No Google Chrome, sendo cada loja um edíficio, então os problemas duma das lojas não afectam as restantes lojas.
- Esta versatilidade trazida por "um tab = um processo" é possível às expensas de mais memória e mais capacidade de processamento. Isto seria impossível há uns anos mas actualmente estes recursos são perfeitamente suficientes para que se possa optar por algum "desperdício", ganhando robustez e segurança.
- O browser dá informação sobre os recursos gastos por cada site, sendo possível mandar a baixo uma página que está a carregar o PC em demasia. Isto decorre da abordagem "um tab=um processo" e permite manter controlados os sites mal comportados.
- As actuais páginas web são muito mais do que texto e imagens, como acontecia nos primeiros sites, no início dos anos 90. A interactividade é um imperativo, constituido verdadeiras aplicações - chamadas de web 2.0. Exemplo disso é o próprio Gmail e o Blogger onde escrevo este texto. Esta interactividade é possível porque por trás do aspecto visual da página existem pedaços de código específicos da página - javascript - que criam essa interactividade. O javascript foi concebido para pequenas funcionalidades mas actualmente as aplicações web usam-no ao extremo. Um browser com uma má máquina de javascript é como ter um Ferrari com um motor dum Fiat. O Google Chrome inclui uma motor de javascript escrito de raíz e com um verdadeiro turbo, o Just InTime Compiler. Isto significa maior velocidade para as aplicações web.
- A interface com o utilizador também foi simplificada. Neste aspecto é de notar que ideias de outros browsers (Firefox e Opera, por exemplo) foram trazidas para o Chrome.
- É possível que os aspectos até agora focados não convençam os utilizadores em geral. Mas a questão da segurança é absolutamente crucial e aqui o Chrome dá cartas. O facto de cada tab correr no seu próprio processo aumenta significativamente a segurança da navegação web. Um site não conseguirá espreitar outro site. Actualmente isso também é suposto não ser possível mas teremos que confiar que o browser está a fazer bem o seu trabalho. Supostamente, um tab por processo aumentará a segurança. Mas isto é o plano teórico; logo se verá como a implementação se porta. Além disso o Chrome implementa o conceito "sandbox", caixa de areira, que consiste no ambiente que a aplicação web dispõe para si mesma, com todo o processo de comunicação inciado sempre e unicamente pelo utilizador.
- Ainda na questão da segurança, os plugins que gostamos muito de instalar no browser, como por exemplo para ver os vídeos do youtube, poderão ser fonte de enormes falhas de segurança e de bugs. O Chrome coloca os plugins a correr num processo próprio, contribuido para a estabilidade e segurança geral.
- Finalmente, o código fonte do Chrome está disponível para quem o queira ver e/ou usar. Além disso, é ainda disponibilizado um conjunto de serviços, uma API, que permite à vasta comunidade informática expandir as funcionalidades do próprio browser.
Este texto não traduz a minha experiência de utilização do Chrome. Afinal de contas, este software foi lançado há umas horas! Procurei apenas traduzir o jargão tecnológico para leitores menos familiarizados com as IT.
No próximo texto abordarei a questão de como a Google não está apenas a proporcionar um bom ambiente de trabalho mas sim a mudar o paradigma de computação pessoal. Algo absolutamente fatídico para as empresas, como a Microsoft, que vêm a informática pessoal como um utilizador=um sistema operativo + um conjunto de aplicações.

























