a política na vertente de cartaz de campanha

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3 anos de Umbigo



O melhor blog de educação faz três anos. Parabéns.


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Dias de chuva



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Fenprofiar



Ora aí está o que a FENPROF propõe para avaliação de desempenho da actividade docente. Francamente acho a proposta uma desilusão. Não vejo que difira do modelo anterior e, portanto, nada de novo trará. Depois de tanto barulho sobre o actual modelo, esperava algo que me permitisse escrever "o ME apenas está preocupado em redução de custos mas os sindicatos apresentam algo que melhorará o ensino". Estarei a ver mal? E de onde nasceu esta proposta? É dos professores ou da direcção do sindicato? Esta coisa das representatividades por inerência aborrece-me um bocado!


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No reino das coincidências


Luísa Tavares Moreira



Armandina Soares

Quem assistiu ao Prós e Contras desta semana terá notado alguns aspectos interessantes:
  1. A primeira que pessoa da assistência que falou, Luísa Tavares Moreira, teve direito a um tempo de antena notavelmente superior ao que os que se lhe seguiram tiveram;

  2. Armandina Soares, outra das pessoas da assistência, «afirmou de forma explícita que existe coacção física por parte dos adeptos da suspensão deste modelo de avaliação sobre os crentes do dito modelo»;

  3. A moderadora pegou na deixa de Armandina Soares e, sem pedir mais detalhes, dela fez eco. Aliás, antes mesmo dela falar, já a moderadora dizia «espere que há ali quem tenha outros dados».

  4. O Pai do País, Albino Almeida, foi a única pessoa a falar em nome dos pais. 

Agora, as coincidências:
  1. Luísa Tavares Moreira e Armandina Soares discursaram no Fórum Novas Fronteiras, a máquina eleitoral socialista. Os seus discursos fazem parte da página oficial do PS.

  2. Armandina Soares aparece também na revista oficial do PS, a Acção Socialista, n.º 1311 de 15 de Setembro de 2008, página 13.

  3. No dia seguinte às declarações de Armandina Soares, a DREN, pela voz da sua inenarrável directora, fez saber que avançará com processos sobre professores que exerçam pressão sobre colegas para boicotarem o processo de avaliação.

  4. Há quem afirme que afirme que a situação descrita por Armandina Soares não corresponde à da escola dela.

  5. O Forum Novas Fronteiras é parte integrante da estratégia política do PS. Basta ver os nomes que por lá passaram. 

  6. Albino Almeida tem mantido um alinhamento de posições com o ME. Acresce que é sempre apresentado como a voz dos pais. Mas com que legitimidade? Acaso consulta os seus associados antes da tomada pública de posições? Além disso, poderá representar os seus associados, nunca os "pais" como um todo.

Quem não conheça estas coincidências achará que se alguns implementaram o sistema de avaliação sem problemas, outros só não farão por má fé ou perante coação para o não fazer.

E o leitor, acredita em coincidências? E no Pai Natal?

ADENDA:
corrigido em função do 4.º comentário


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Dúvidas

Recebi um email do professor Karamba a dizer que fazia macumbas contra a ministra. As tácticas que esta gente usa. Será que devo dar crédito a este email? Se o recebi deve ser verdade. Se calhar até havia de fazer um post no Fliscorno sobre ele.


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Big Brother is watching you - IV

she's watching you

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No Público:
«Uma das coisas mais criticadas nos últimos dias foi o aparecimento online, por parte do Ministério da Educação, de uma plataforma para que quem voluntariamente assim o quisesse colocasse os objectivos individuais, o que foi considerado terrível e uma forma de pressão”. A directora da DREN realçou à rádio que foram registados casos de professores que “quiseram entregar os objectivos e tiveram outros colegas a dizer que não os recebiam”.»

Viva o disparate. Se isto tivesse uma ponta de verdade, já o ME estaria a instaurar um processo contra os visados. Dito assim, lançado para o ar sem concretização, é apenas jogo político misturado com insinuação.

Continua sem resposta:
  1. A base de dados está registada na Comissão Nacional de Protecção de Dados? 
  2. E os objectivos individuais não são para ficar estritamente entre o avaliado e o avaliador?


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Puxar o tapete

Puxar o tapete, n'O Insurgente:
«[...] se, com uma simples alteração legislativa, o Governo alterasse o modelo de financiamento das escolas, retirando-as da dependência directa do Ministério, e fazendo o financiamento de cada escola depender directamente da escolha dos pais em lá matricularem os seus filhos, elas (e os interesses instalados no seu interior) só sobreviverão se tiverem a capacidade de atrair os pais, ou seja, se fizerem as adaptações necessárias para poderem fornecer um bom serviço (por outras palavras, darem uma boa educação aos seus alunos). Esta seria a única avaliação que os professores precisam: aquela que os pais fariam no momento de decidirem se determinada escola merece o seu dinheiro ou não.»
Há actualmente um exemplo desta liberalização do ensino, em que os alunos escolhem a escola que querem. É o ensino superior privado. Que qualidade têm essas escolas? Os alunos escolhem as escolas em função da qualidade da escola ou das notas que poderão obter?
 
A escola não é uma fábrica. Os pais não são clientes. Os alunos não são produtos.
 
Nada me oponho a que os pais escolham a escola que queiram. Até vejo vantagens para mim nisso. Mas acreditar que isso melhorará globalmente a qualidade da educação é uma ilusão. Algumas escolas seriam muito procuradas e a sua capacidade esgotaria facilmente. Necessariamente, a escola precisaria de seleccionar os seus alunos. Com base em quê? Talvez seriado-os com uma prova de acesso. Como sabemos da correlação entre o meio socio-económico da família e o sucesso escolar, não surpreenderá que as famílias melhor estabelecidas em termos económicos serão aquelas que conseguirão colocar a descendência nessas escolas.
 
A tese de que as piores escolas desaparecerão, como se dum sabonete mal cheiroso que não atrairia clientes se tratasse, está obviamente errada. Actualmente, o número de escolas existente é aquele que é necessário para satisfazer a procura. Há, até, quem diga que é insuficiente. Portanto, as escolas piores em vez de desaparecerem simplesmente passam a acolher os alunos que não ficaram colocados nas melhores escolas.
 
Passaríamos então a ter escolas de elite para elites e, numa gradação eventualmente linear, escolas fracas para os outros. Ficaria o país globalmente melhor?


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Ensaio sobre a cegueira


 

 



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Prós & Contras: da inutilidade do programa

O anúncio do programa, com os manifestantes e a polícia em confronto, trocando a seguir de posições, é genial. O mesmo não se pode dizer do programa propriamente dito, que não passa da inutilidade. Os intervenientes têm pouco tempo para falar; a moderadora interrompe-os a todo o momento para colocar na discussão a linha que acha melhor, em vez de deixar os participantes exporem a sua argumentação; o programa tenta ouvir o máximo número de pessoas, o que não deixa tempo suficiente para ninguém. O programa parece constantemente procurar o sound bite.


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PP 9

Paula Romão parece mesmo a voz do PS. Até consegue bater no argumento PSD da avaliação externa. Diz que não há modelos perfeitos e que agradem a 140 mil professores e a não sei quantas escolas. Logo, digo eu, mais vale aplicar o modelo do ME.


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PP 8

Gama sobre o caso do concurso dos titulares: só contaram os últimos 7 anos.


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PP 7

Roldão diz que os profs não querem ser avaliados por razões que não dependem deles: o ensino em Portugal estabeleceu-se num modelo em que os professores trabalham independentemente e sem supervisão.


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PP 6

Maria do Céu Roldão. Diz que não está do lado dos prós nem dos contras.


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PP 5

M.ª do Rosário Gama: o modelo não é aplicável.


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PP 5

Pedreira acusa Nogueira de fazer graçolas.


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PP 4

O trunfo de Pedreira é o memorando.


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PP - 3

Pedreira lá trouxe o argumento do memorando.


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PP

Mário Nogueira não caiu na rasteira de Pedreira e avançou para o ataque.


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PP 1

Acabo de ouvir Jorge Pedreira falar do número de reprovações no 9º ano e no 12º e insinuar que isso se deve aos professores.


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Birth place: A23, Km 18

BI

gracinhas anteriores


O Expresso de ontem, 22-11-2008, traz um artigo intitulado «Bombeiros fazem um parto por semana». Depois de revisitada a polémica do fecho das maternidades, face ao fim da contestação pública, caminha a autora pelas posições oficiais que conduzem à conclusão da correcta solução do anterior ministro da saúde, Correia de Campos. Acrescenta aos factos a ausência de notícias publicadas sobre os partos em ambulâncias, como se a notícia publicada fosse um retrato do país.

Portanto, tudo está bem?

Não. Escreve a jornalista: «Já só falta um serviço para o trabalho ficar concluído: Guarda, Castelo Branco e Covilhã serão concentrados em duas maternidades logo que esteja criado o correspondente centro hospitalar. Mas os especialistas que desenharam a rede, entre eles Jorge Branco, querem mais e para breve. "Dada a escassez de recursos humanos são precisas mais concentrações, incluindo na Grande Lisboa, e antes das férias de Verão e 2009", alerta o responsável. Cascais, Vila Franca de Xira e Torres Vedras são os blocos que se seguem e que, desta vez, caberá a Ana Jorge fechar.»

Curiosamente, este mesmo artigo também cita Luís Graça, da Ordem dos Médicos, segundo o qual é "mais complicado transportar uma grávida ao início da manhã de Odivelas para o Hospital de Santa Maria do que da Guarda para a Covilhã". Este argumento, parece-me, devia fazer reflectir sobre a estratégia de centralizar, criado unidades gigantescas, mais difíceis de gerir e às quais o acesso é mais complicado. Também os movimentos demográficos de concentração nos grandes centros urbanos deveriam ser tido em conta no momento da reorganização. Ou fecha-se apenas sem aumentar a capacidade onde a procura aumenta?

O artigo termina com este parágrafo: «A ministra da saúde está, por agora, atenta ao sector privado e prepara-se para aprovar um documento com requisitos técnicos para as maternidades. Sabe-se já que as novas regras vão levar ao encerramento das unidades mais pequenas, sobretudo, no norte do país.» Num artigo sobre o número de partos que os bombeiros fazem por semana, em lado algum se aborda a questão da sua preparação para a tarefa em causa. Têm estes profissionais a necessária formação? Ou a questão está reservada para eventuais partos que corram mal? Por outro lado o artigo ajuda na validação da política de redução do serviço público e abre caminho a mudanças que incluam o serviço privado. Olho para esta opção jornalística como se fosse um trailer: serve para apresentar o que aí vem.

O artigo em questão:
Bombeiros fazem um parto por semana - 1
Bombeiros fazem um parto por semana - 2
Bombeiros fazem um parto por semana - 3


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E depois da maré vazar

Pela sua, pertinência, republico a crónica de São José Almeida no Público de hoje.


E depois da maré vazar
São José Almeida, Público, 2008-11-22

A grande dúvida é perceber qual a real dimensão dos danos que provocará a batalha campal que se vive na sector da educação. O problema político de fundo já nem é o de saber quais os danos que esta guerra terá sobre o Governo - esses são públicos, notórios e difíceis de digerir até pelo PS -, é sim o de saber as consequências que ela irá ter sobre a sociedade portuguesa, ou melhor, sobre o ensino público em Portugal.
Desde que entrou no Ministério da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues procurou protagonizar o que foi assumido pelo primeiro-ministro, José Sócrates, como a reforma do ensino público, com o objectivo de não só melhorar, como assegurar o futuro desse mesmo ensino público. Sem tencionar questionar aqui a validade e a verdade dos propósitos dessa promessa, o que é facto é que a atitude intolerante, impositiva e autoritária que a ministra adoptou desde a primeira hora deitou a perder qualquer bondade e mérito que existissem nas intenções do Governo socialista em prol do ensino público.
Durante mais de três anos Maria de Lurdes Rodrigues, com absoluto apoio de José Sócrates, foi esticando a corda, forçando a pressão sobre os professores. Sempre com uma táctica de afronta directa. Sempre insistindo na demagogia de que o mau funcionamento da escola era responsabilidade dos professores. Sempre assumindo um tom de insulto de quem considera que os professores são pessoas mal formadas, que estão de má-fé nas escolas, que escolheram ou aceitaram leccionar apenas para fazerem uma carreira fácil (?), relativamente bem remunerada (?) e que permite estar de papo para o ar (?), gozando a vida.
Quando é sabido que o Ministério da Educação é uma mastodôntica estrutura de poder que envia directivas em cascata para as escolas. Quando é sabido que nada se passa numa escola sem que haja autorização, ordens, licença da 5 de Outubro ou da 24 de Julho. Quando é sabido que o Ministério da Educação é uma espécie de Titanic à beira de se afundar, ingovernável e cheio de pequenos poderes autoritários e de tiranetes patéticos, como já afirmei aqui (PÚBLICO 17/06/2006). Maria de Lurdes Rodrigues achou que podia atirar-se aos professores, como se eles fossem a origem de tudo o que corre mal no mundo da educação, como se fossem bandidos, que é preciso admoestar.
Ou seja, Maria de Lurdes Rodrigues elegeu os professores como bodes expiatórios de um sistema de ensino, apontando-os como uma cambada de preguiçosos e calões, aproveitadores dos dinheiros públicos e que se estão nas tintas para os alunos. E assumiu-se a si como a salvadora do sistema, que ia moralizar a classe docente, impor regras, acabar com a balda da escola pública. Ora, ao fim de três anos, a esquizóide cruzada de Maria de Lurdes Rodrigues resultou naquilo que era previsível. Os professores fartaram-se de ser insultados, fartaram-se de ser tratados como párias. E Maria de Lurdes Rodrigues bateu contra a parede.
Todas as boas intenções de Sócrates para o ensino público, se alguma vez existiram, esboroaram-se no embate da atitude suicidária de Maria de Lurdes Rodrigues contra o muro de mais de cem mil professores em luta. Nenhuma reforma se fará ou será lançada esta legislatura. E a verdade nua e crua é que, mesmo que José Sócrates insista em manter Maria de Lurdes Rodrigues no Ministério da Educação, ela já não é de facto ministra. E não é de facto ministra porque as escolas ignoram-na, os professores não aceitam a sua autoridade e não a respeitam, o país assiste incrédulo ao dilapidar da credibilidade da política por quem a devia dignificar.
É pena que Maria de Lurdes Rodrigues avance na táctica de pescar à linha escolas e interlocutores neste ou naquele sindicato, nesta ou naquela associação de pais, procurando até comprar o silêncio dos alunos com uma alteração menor no Estatuto do Aluno. É pena que Maria de Lurdes Rodrigues dê o dito por não dito e vá abastardando o seu modelo de avaliação, que garantia perfeito, com pequenas alterações tácticas, que não resolvem nada do problema de fundo, só mostram a sua incapacidade para o lugar que ocupa. É pena que o Governo não perceba que não se governa satisfazendo as reivindicações da rua, mas também não se pode governar ignorando o pulsar da rua. É pena que o PS tenha esquecido que é Governo. Como dizia António José Seguro, quando está "em causa a qualidade da escola pública", é certo que "não há lugar para posições inflexíveis".
Quanto à reforma de José Socrátes e do PS para a educação: qual era mesmo o objectivo? Melhorar a escola pública? Era?

O campo de batalha em que se transformou o ensino público trouxe à ribalta um outro protagonista: Mário Nogueira, que lidera a Fenprof e a plataforma de sindicatos de professores e que tem tentado puxar por toda a sua capacidade para se manter a surfar na crista da onda que foi formada pela revolta e indignação de professores na rua.
É importante que ninguém esqueça que não há sindicalismo em parte nenhuma do mundo que consiga o que a atitude sistemática de afronta à dignidade dos professores seguida pela ministra da Educação conseguiu em Portugal: colocar a classe docente na rua com manifestações sucessivas e um calendário de acções reivindicativas que passa pela greve nacional e pelo boicote às notas do primeiro período.
De facto, os sindicatos assinaram um acordo com a ministra e aceitaram um tipo de avaliação que foi lançada e posta a funcionar. Só que os sindicatos não são as escolas. Os sindicatos representam professores, não são os professores. E é evidente em toda esta guerra que os sindicatos foram ultrapassados pela rua. E só resta aos dirigentes sindicais engolir em seco, rasgar o acordo que assinaram e tentar navegar na crista da onda da contestação da rua, sob pena de serem afogados pela voragem da rebentação e acabarem a não representar ninguém. E, por mais que a posição de Mário Nogueira e dos outros dirigentes sindicalistas seja de pura sobrevivência política, é bom que sobrevivam e que o poder negocial não caia de todo na rua. A bem do ensino público e do que restar da escola, quando a maré vazar.


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Big Brother is watching you - III

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Big Brother is watching you - II

Por interposta pessoa (mas seguro dos factos), soube do caso dum professor que acedeu à aplicação online para introdução dos objectivos individuais.
Tal como outros os professores que já participaram nos concursos de colocação de professores usando os formulários online, tinha recebido um mail do ME incentivando-o a usar a dita aplicação.
Usou o username e password que lhe tinham sido atribuídos para entrar no site e espreitar de que é que se tratava. Saiu de seguida. Algum tempo depois recebeu um mail enviado pela DGRHE onde era perguntado porque não tinha ele preenchido os objectivos individuais.
Afinal, é o objectivo "apoiar as escolas na implementação do processo de Avaliação do Desempenho dos docentes", como dizia o referido email, pretende-se controlar individual e directamente cada professor?
Nota 1: curiosamente, a aplicação que o email refere não está online, como se pode verificar acedendo a https://concurso.dgrhe.min.edu.pt/DefinicaoObjectivos2008.
Nota 2: ver também http://fliscorno.blogspot.com/2008/11/big-brother-is-watching-you.html:
1. Já agora, a base de dados está registada na Comissão Nacional de Protecção de Dados?
2. E os objectivos individuais não são para ficar estritamente entre o avaliado e o avaliador?

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a ministra na RTP - frases que apanhei



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ministra na RTP - 16

Porcaria de serviço público! Não se consegue ver toda a emissão online!

http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tv=1&tipo=log
«Por questões de direitos, a emissão online da RTP1 não pode ser emitida na íntegra. Por esse motivo poderá encontrar em certos momentos do dia o videoclip do "Hino RTP".»

Acabo de ter a emissão interrompida numa estação paga com os meus impostos!



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ministra na RTP - 15

«sou sensível a todos os apelos»

fliscorno: excepto dos profs



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ministra na RTP - 14

«a avaliação é um direito»

fliscorno: eh lá, e vem na constituição?



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ministra na RTP - 13

«o conselho de escolas não pediu a suspensão do modelo»

«...não pedi ao Presidente do Conselho...» LOLLLLLLLLL



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a ministra na RTP - 12

pergunta: se estas alterações não tiverem o resultado que deseja, o que é que fará?
resposta: -- não respondeu --


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a ministra na RTP - 11

«isto são medidas muito poderosas para facilitar o trabalho»


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a ministra na RTP - 10

«Há professores que querem de facto a avaliação e se deparam com problemas de tempo.»


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a ministra na RTP - 9

Pergunta: «disse que tinha sido objecto de chantagem, que os professores estavam a ser chantageados»

Resposta: «não me ouviu dizer isso»



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a ministra na RTP - 8

«O problema da delagação de competências não se colocou no ano passado; há problemas que só agora começam a surgir»

Fliscorno: bom, já tinha lido sobre isto no Umbigo há muito.



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a ministra na RTP - 7

«O que me levou a fazer estas alterações foi ter ouvido e compreendido os problemas.»

Fliscorno: E andou surda durante um ano?



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a ministra na RTP - 6

«Se fosse fácil estava feito. Se fosse fácil há 30 anos que teria sido feito.»

«Esta política educativa foi feita com os professores.»

«O objectivo destas medidas é que os professores se sintam confortáveis.»



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a ministra na RTP - 5

Pergunta: qual é o país da Europa que serviu de base a este modelo?
Resposta: não há nenhum país da Europa com este modelo. Não há nenhum país da Europa com o nosso insucesso e com o nosso método de admissão de professores.


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a ministra na RTP - 4

«a OCDE há muito que recomenda a introdução de aulas observadas»

Fliscorno: E nos outros países são observadas por quem? Professores ou inpectores?



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a ministra na RTP - 3

«A sobrecarga do trabalho vinha das aulas de observação.»


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a ministra na RTP - 2

fliscorno: A ministra não quer perguntas.


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a ministra na RTP - 1

«Nunca disse que o problema estava nas escolas.»


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Desligar a democracia?




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Um ano a falar para surdos

 
Então mas afinal o modelo não era o único possível? E a existência de problemas não era apenas uma fantasia dos professores que apenas não queriam ser avaliados?
 
Vá lá sr.a ministra, peça desculpa pelos sucessivos insultos que sairam do seu ministério. Os problemas que agora descobriu já são denunciados pelos profs desde que o modelo foi apresentado.

adenda

«Por outro lado, os resultados dos alunos não contarão para a avaliação dos professores, “por dificuldades técnicas e de concretização que exigem mais tempo para ser aplicada com confiança”.»
Isto implica que boa parte do trabalho que tenha sido feito até agora será deitado fora. Até imagino que seja preciso refazer muita coisa. Será? Se sim, ironia das ironias, ainda vai trazer mais trabalho aos profs!


«a observação das aulas apenas se realize por solicitação dos professores, é indispensável “para a classificação de muito bom ou excelente”»
Comprova-se que a tese do ME sobre a avaliação ser essencial para melhorar a qualidade do ensino é meramente um pretexto. Todo este esquema consiste, podemos concluir, em seriar professores para o acesso ao segundo escalão da profissão. E a divisão da carreira docente não passa duma forma de reduzir os gastos com pessoal. 

Uma chapada de luva branca para todos os que aplaudiram a ministra com a sua coragem reformadora que, diziam, melhoraria o ensino.


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Frases fantásticas

 
«A conferência de imprensa do conselho de ministros extraordinário está marcada para as 18h00, e contará com a presença da ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues.»
 
Dahhhhhhhh por isso é que é um conselho de ministros!
 
Entretanto, dominar o espaço mediático é claramente a estratégia:
18h - Conselho de Ministros
20h - Directos nos telejornais com as "conclusões" do Conselho de Ministros
21h - Entrevista da ministra na RTP1, repetindo as "conclusões" do Conselho de Ministros
Adianto já essas "conclusões", resumidas no último texto de Vital Moreira no Público (que aqui antes abordei):
Vital Moreira escreveu no Público de 18-11-2008 uma crónica sob o título "Uma reforma que não pode ser perdida", ocupando a quase totalidade do texto sobre considerandos quanto à bondadade das medidas educativas emanantes do ME. Discorre ainda sobre o direito que cada qual tem à manifestação e a discordar. A já habitual cassete do PS quanto aos professores não serem avaliados não sei há quanto tempo, sobre a enorme justiça que traz a cisão da carreira docente e sobre imperadora necessidade de cumprir esta lei da availiação - já sobre outras não sabemos - têm lugar de destaque.
 
Balelas, portanto.


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Big Brother is watching you

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1350642

Já agora, a base de dados está registada na Comissão Nacional de Protecção de Dados? E os objectivos individuais não são para ficar estritamente entre o avaliado e o avaliador?

«Não há acesso aos conteúdos da informação que é lá colocada»
Só quem perceber zero de informática, em particular de bases de dados, é que come isto. Obviamente que querendo, o ME tem todo o acesso que queira.

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The Monty Python Channel on YouTube


Monty Python já têm canal no Youtube (vídeo)

Posted by email from fliscorno's posterous



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Carne para canhão - III

No meu entendimento há que distinguir duas coisas: o objectivo e a forma de o atingir.

O objectivo de mudar esta forma de avaliação é claro. Já sair de uma reunião, anunciando previamente que o fará, não contribui para esse objectivo.

O PS reagirá apenas em função da bitola eleitoral. Sair da reunião sem negociar não ajuda a colocar a opinião pública do lado dos professores. Isto é, não contribui para retirar votos ao PS e, consequentemente, não contribuirá para fortalecer as posições dos professores.


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Carne para canhão - II

Vital Moreira escreveu no Público de 18-11-2008 uma crónica sob o título "Uma reforma que não pode ser perdida", ocupando a quase totalidade do texto sobre considerandos quanto à bondadade das medidas educativas emanantes do ME. Discorre ainda sobre o direito que cada qual tem à manifestação e a discordar. A já habitual cassete do PS quanto aos professores não serem avaliados não sei há quanto tempo, sobre a enorme justiça que traz a cisão da carreira docente e sobre imperadora necessidade de cumprir esta lei da availiação - já sobre outras não sabemos - têm lugar de destaque.
 
Balelas, portanto.
 
Termina, no entanto, com dois parágrafos esclarecedores:
 
«Nesta "guerra" da avaliação dos professores, o pior que poderia suceder era uma desistência do Governo por razões de calculismo eleitoral, imitando o grosseiro oportunismo eleitoral do PSD. Ao contrário do que alguns defendem, o PS pode bem suportar a provável perda eleitoral entre os professores que se opõem às reformas da educação, que aliás nenhuma cedência agora recuperaria. O que não deve arriscar são as perdas bem maiores que teria entre os eleitores em geral, que são a favor das reformas, caso cedesse à chantagem eleitoral, perdendo não somente a coerência política mas também a firmeza e a autoridade reformadora, que constitui o seu grande activo político nas eleições que se aproximam.

De resto, o saldo eleitoral desta contenda pode ser neutro ou mesmo positivo, se cada voto perdido entre os professores que não querem ser avaliados for compensado por outros tantos, ou mais, entre os eleitores que pagam a escola pública e querem ver aumentar a sua qualidade e eficiência, não aceitando que as reformas sejam sacrificadas por causa da defesa sectária de interesses profissionais.»
 
Não restam dúvidas que o PS nunca cederá na questão da avaliação. Poderá estar aberto a uma lavagem de cara que acalme os ânimos mas suspender a actual lei da avaliação nunca acontecerá. Quais questões de príncipio qual quê. Trata-se duma questão de mero cálculo eleitoral. Suspender não trará de volta os votos perdidos entre os professores e ainda fará perder mais votos entre a restante população.
 
Não sendo esta uma análise propriamente inovadora - até o PS a faz, temos que admitir que também os sindicatos a ela não serão estranhos. Assim sendo e sublinhando que suspensão nunca ocorrerá, porque faz disso Mário Nogueira uma bandeira? Porque colocou a FENPROF como condição para o dialógo que a ministra anunciasse de imediato que a suspensão da avaliação? Mário Nogueira sabia muito bem o resultado que sairia da reunião no ME ao anunciar publicamente este braço de ferro. Obviamente que a ministra não iria recuar.
 
Acontece que a uma certa forma de fazer oposição, na qual a Fenprof se integra, não interessa resolver os problemas mas sim manter o conflito em aberto. Para quê curar a ferida se ela ainda pode infectar mais? Mário Nogueira não está a procurar resolver os problemas dos professores que esgotam o seu tempo e energia num modelo de avaliação mal concebido. O conflito alimenta a estratégia de poder da Fenprof e das forças políticas que a suportam.
 
À saída da reunião furada, Mário Nogueira afirmou: "a posição da Fenprof, a posição da Plataforma Sindical dos Professores e a posição dos professores e posição dos Conselhos Executivos e a posição de todos aqueles que racionalmente estão neste processo é que o que há que fazer imediatamente é suspender este modelo". Mas a verdade é que ele não possui a legitimidade para falar em nome daqueles que enumerou! Uma manifestação de rua onde alguém anuncia tomadas de posição em nome de todos não confere representatividade a ninguém. Só a terá quando apresentar uma proposta que seja votada pelos professores. Só aí poderá falar em nome deles.
 
Resolver os problemas implica encontrar soluções. Os sindicatos e o ME fazem parte do problema.


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Carne para canhão ...

...é assim que Mário Nogueira tratou os professores.
 
 
 


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Nova ideologia: maneliparvismo

Eu não acredito em conteúdos, quando se está em postagem.... Quando não se está em postagem é outra conversa, eu tenho ideias geniais mas não as escrevo. E até não sei se a certa altura não seria bom haver seis postas sem conteúdo, fica tudo no vazio e depois então tudo o que vier será algo que se veja.


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Nova ideologia: maneliparvismo - 1



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Nova ideologia: maneliparvismo - 4



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Nova ideologia: maneliparvismo - 5



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Nova ideologia: maneliparvismo - 6



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Nova ideologia: maneliparvismo

Algo que se veja.


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Das reformas

No Blasfémias:
 

Concluindo

Publicado por JoaoMiranda em 18 Novembro, 2008

Lei das rendas - irreformável
Ministério da Educação - irreformável
Ministério da Saúde - irreformável
Sistema político - irreformável
Ensino superior - irreformável
Sector das Farmácias - irreformável
Administraçãopública - irreformável

Sites a visitar:

Immigration Australia

Immigration New Zealand

Immigration Canada

 

Há também outros aspectos.

1. Perante uma reforma, alguém a olha sob o ponto de visto da sua qualidade?
2. Ter o poder e uma ideia não significa que se esteja a fazer a fazer uma reforma adequada.

Em concreto, na justiça mudam-se os tribunais onde as pessoas vão para determinados processos mas o essencial, os recursos humanos e materiais e os códigos, fica na mesma. Talvez não fosse má ideia olhar para os computadores que nos tribunais correm o Habilus para se perceber que não bastam medidas "simplex" para que tudo passe a funcionar. Ou o n.º de processos por funcionário judiciário (não me refiro juízes).

Na educação, decide-se reduzir os gastos com pessoal introduzindo a conceito de professor titular. Para convencer a população perante os esperados protestos da classe, afirmar-se que é uma reforma para melhorar a qualidade do ensino. Para decidir quem progride na carreira torna-se necessário montar uma máquina burocrática de avaliação. Novamente, a mensagem passa pela afirmação que tudo é em prole da qualidade.

Entre falta de coragem em assumir os verdadeiros objectivos e medidas avulso, o que não tem faltado são reformas. Todos os governos as têm tido em abundância. Por isso, tem graça esta posta mas não tem fundamento.



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Não entregar Magalhães foi opção pedagógica

Afinal havia razões elevadas. De pedagogia,  até. 
 
 
 
Margarida Moreira em declarações ao SOL
'Não entregar Magalhães foi opção pedagógica'
A directora-regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, mandou uma equipa à Escola do Freixo, em Ponte de Lima, para perceber por que é que as crianças a quem Sócrates entregou computadores não os levaram para casa. Moreira concluiu que se tratou de uma «opção pedagógica» e que nos próximos dias os alunos poderão levar os Magalhães
 


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Passou por aqui uma manif de 100 mil

Permitam-me este momento de umbiguismo :-)

O Fliscorno passou os 100 mil visitantes, 95 mil dos quais vindos no último ano e meio, em coincidência com o início da postagem mais regular.

Obrigado aos visitantes que por aqui têm passado e aos que têm ajudado à divulgação pela publicação de links do Fliscorno.

Já agora, que estamos em bloguísses, o aniversário do blog aproxima-se e virão algumas mudanças. Uma nova template mais funcional; mais web 2.0; e uma mais clara separação dos conteúdos que por aqui vão caindo.

Entretanto, como chamariz do número redondo que se aproximava, tinha prometido uma prenda gráfica, vá lá saber-se o que isso é :-) Aqui ficam. Não é um Picasso, é o que se arranja ;-)


Imagem vencedora do
Wolpress Press Cartoon 2007

categoria Gags

(antes de a "estragar")
~~
Imagem adaptada do
Thomas' Spinning Tops Collection
Ver também: Rua da Tradição


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Sócrates entregou Magalhães só para a fotografia

«José Sócrates esteve na Escola do Freixo, em Ponte de Lima, a entregar computadores aos alunos do 1.º ciclo. Mas, depois de o primeiro-ministro ir embora, as crianças tiveram de devolver os Magalhães.»
O resto: no Sol.


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Depois do Magalhães...

Recebido por mail.


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Valter de Lemos Back to the Future

Valter de Lemos Back to the Future

mais: ver Sol e Público

gracinhas anteriores


O Valter de Lemos de sexta não era o mesmo de domingo à noite. O primeiro era ele no futuro, como no Back to the Future. Só que se esqueceu de tomar a medicação e baralhou-se, aparecendo ao vivo na TV. Isto causou uma desordem quântica que alterou o equilíbrio espaço-tempo, com resultados imprevisíveis. Coisas estranhas já aconteceram, como por exemplo um grupo de professores da anterior manif ter reaparecido em Lisboa no sábado passado. Outras poderão vir a acontecer, se bem que improváveis, tais como ouvirmos os habituais defensores do ME dizer que este fez asneira e que agora está a descartar responsabilidades para as escolas.


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Valer de Lemos e a sua entrevista à RTP sobre o Estatuto do Aluno

Na passada sexta-feira já tinha deixado o que vem a seguir no Blasfémias; fica aqui também para memória futura.

Valter de Lemos, em entrevista à RTP na passada sexta-feira, no Jornal da Tarde, ao minuto 3:48:
Só há aplicação de medidas disciplinares ou correctivas no caso das faltas serem injustificadas. No caso das faltas serem justificadas não há nenhuma aplicação de medida correctiva ou disciplinar. Por exemplo aquela aluna que ali falou que deu quatro faltas justificadas não tem nenhum problema com essas quatro faltas justificadas porque esteve doente. [...]

Quando um aluno está ausente [por] um período de tempo muito alargado, independentemente da razão, os professores têm que verificar qual é (sic) as aprendizagens que ele não fez [...] não para os penalizar mas para conseguir que eles tenham apoio, aulas de apoio, fichas de trabalho, etc. para recuperarem as aprendizagens que não fizeram. [...]

Nenhuma medida disciplinar pode ser aplicada a nenhum aluno por causa de faltas justificadas e as provas de recuperação assim chamadas no estatuto têm que ser feitas a alunos com ausências muito longas não têm em vista decidir sobre a reprovação ou não do aluno [mas] exclusivamente para que os professores obtenham informação sobre as aprendizagens não feitas e possam estabelecer os mecanismos de apoios necessários.



Artigo 22º do estatuto do aluno:
2 - Sempre que um aluno, independentemente da natureza das faltas, atinja um número total de faltas[...] deve realizar, logo que avaliados os efeitos da aplicação das medidas correctivas referidas no número anterior, uma prova de recuperação, na disciplina ou disciplinas em que ultrapassou aquele limite, competindo ao conselho pedagógico fixar os termos dessa realização.

3 - Quando o aluno não obtém aprovação na prova referida no número anterior, o conselho de turma pondera
a justificação ou injustificação das faltas dadas, o período lectivo e o momento em que a realização da
prova ocorreu e, sendo o caso, os resultados os resultados obtidos nas restantes disciplinas, podendo determinar:
a) O cumprimento de um plano de acompanhamento [...]
b) A retenção do aluno [...]
c) A exclusão do aluno [...]


Concluo:
1. Não percebo porque insiste Valter de Lemos em misturar as medidas disciplinares ou correctivas com a questão das faltas. Existe uma ténue ligação (artigo 22.1 com o artigo 26) mas lendo o artigo 26 não se vislumbra o que é que isto tem a ver com faltas. Talvez a alínea c) do nº 2 esteja, com boa vontade, relacionada.

2. Faltas justificadas têm consequências. Valter de Lemos, apesar da insistência para repetir com o intuito de informar, não disse o que está na lei. Ou mentiu ou não sabe o que diz o Estatuto do Aluno.

3. Face ao posto no ponto 2, tenho que duvidar da honestidade das restantes declarações de Valter de Lemos.


Finalmente, ainda sobre o estatuto do aluno, mais umas considerações:
1. Um aluno que falte intermitentemente durante o ano (até “tapar”) e que acabe por exceder o limite de faltas acaba por ter que fazer a dita prova. Possivelmente não existirá razão para isso.

2. Isto com reuniões para a frente e para trás, chamar pais, reuniões para decidir a aplicação de medidas correctivas, respectiva aplicação, reuniões para analisar o seu resultado, provas de recuperação, planos de acompanhamento, … Bom, isto faz-me lembrar aquele sketch dos Gato Fedorento “O Papel”. Enfim, algo kafkiano. Aceito o princípio subjacente mas caramba é mesmo preciso vir com o esplendor da burocracia?


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Mais uns míseros votos em fotos

professores em luta
Fotos duma manifestação
que "terminou sem incidentes" (!!!)






manif 15 nov 2008 mosaico
Galeria de todas as fotos no Flickr

Também registei algum som e vídeo que comporei num vídeo a publicar amanhã.


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Afinal a polícia sabe contar

Depois de não haver números da manifestação de 8 de Novembro e de, segundo o semanário Sol, a PSP deixar de revelar o número de participantes em manifestações, eis que aí está novamente o número no Público e nas televisões. O mesmo número, note-se. Há coisas que não caem do céu, portanto seria interessante saber de onde saiu este número.

7 mil diz a polícia, 20 mil disse a organização. Bom não sei quantos são. Estive lá e vi a organização ordenar os manifestantes em filas de 10, ao passarem na rua que dá acesso ao Parlamento, com o intuito de contar os manifestantes. Não vi a polícia fazer contagens.

Registo a conveniente dualidade de critérios sobre a apresentação de números destas manifestações.


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Quando a razão não é suficiente...


Imagem do anúncio da Apple sobre a introdução do computador
pessoal Apple Macintosh. Vale bem a visita no
youtube e na wikipedia.




... vai a martelo:
  • Os gestores das universidades que não façam boa gestão do dinheiro que não recebem serão substituídos (ver declarações de Mariano Gago);

  • Os Conselhos Executivos que suspendam o processo de avaliação, tenham ou não razões para isso, serão substituídos (ver declarações de Maria de Lurdes Rodrigues ao RCP).


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Pela primeira vez, o Fliscorno está quase a chegar aos 100 mil visitantes *

Haverá uma prenda gráfica para o respectivo visitante. Ver o contador "sitemetter" aqui à direita. Basta colocar nos comentários algo como "fui eu". Não sendo 100 mil exacto mas superior, também não faz mal (desde que ainda não existe aqui o tal comentário).


* toparam a piada (seca)? lol


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Bombástico




«A PSP deixou de revelar o número de participantes em manifestações. Assim, não forneceu valores oficiais sobre a última concentração de professores. Depois da ‘invasão’ de Lisboa por 100 mil docentes, em 8 de Março, cuja divulgação irritou o Governo, as ordens foram para não contabilizar números daqui para a frente...» no Sol


Eu já tinha pensado que a polícia só sabe contar até 100 mil. Vejo que afinal não é o caso e que a falha não foi dos professores (no que respeita aprender a contar).


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Vai a martelo

Amanhã no Correio da Manhã e no Rádio Clube Português, entrevista de Maria de Lurdes Rodrigues. No teaser do RCP, a propósito das escolas que não cumpram a avaliação, a ministra disse algo como «há formas de substituir os Conselhos Executivos».


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A decência flutua?

«Está hoje claro que essa acção ostracizante foi praticada cobardemente por jovens, instruídos por professores, que os dispensaram das aulas para esse efeito. Sabe-se que não pertenciam à Secundária D. Dinis, em Chelas. A investida terminou com a destruição de património da escola, perante a total passividade da polícia. Isto é, os professores procuram agora envolver crianças, jovens, na sua ‘guerra’. Fogem da avaliação a sete pés. Os filhos dos portugueses, entregues a estes professores, aprenderam nestes últimos dias que não é importante serem pessoas educadas. Em termos mais gerais, percebe-se que o regabofe tem apoios inusitados.» Emídio Rangel, assinando como jornalista no Correio da Manhã.

Usando o mesmo registo com que Rangel escreveu este texto, poder-se-ia dizer que Emídio Rangel é um jornalista à procura das boas graças do PS, querendo envolver as pessoas menos informadas na luta do governo contra a educação séria a que um país tem direito; que foge da realidade a sete pés; que os factos entregues a estes jornalistas não têm relevância face à mensagem que se queira difundir. Insinuar por insinuar, onde está a diferença? Está, obviamente, no nível que se queira chegar. Como não conheço as razões de Rangel, digo apenas que está errado.


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Penso que este é apropriado a este governo



Vem isto a propósito da questão do professor titular e do que isso significa em termos de menos despesas com pessoal. A guerra que agora se vive na educação é o primeiro dos preços desse corte.


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Para compor o cesto, só falta Sócrates falar

«"Creio que há uma tentativa de instrumentalização, que acho lamentável, porque estamos a falar de educação e (...) de crianças e jovens que não devem ser usados nem instrumentalizados no seu processo educativo", disse o secretário de Estado.»
 
Só falta mesmo Sócrates falar para que todos os ovos fiquem no mesmo cesto. Com variantes, a insinuação tem estado presente. De ontem para hoje, ao longo do dia, tem-se materializado em acusação. Entretanto, a procura da verdade pouco tem interessado. Em política, na política socialista, pelo menos, primeiro dispara-se e só depois se pergunta.
 
Ao ME interessa culpar os oponentes às suas políticas, o que implica por acusar professores de manipularem os alunos:
«Segundo o porta-voz do PS, os protestos dos últimos dias: "são desacatos que nos parecem muito orquestrados, muito instrumentalizados, talvez por alguns radicais e alguns professores. Uma minoria, porque não estamos a ver os professores a instrumentalizarem os alunos. Mas poderá haver uma minoria que o está a fazer", explicitou.» (Vitalino Canas)
Destaco o «poderá». Não sabe mas acusa.
 
Entretanto, convém ler isto no Blasfémias: entrevista no AGIP, jornal da Juventude Comunista, com uma entrevista a uns miúdos da associação de estudantes de uma escola de Matosinhos.
 
Desde ontem até hoje, as seguintes vozes socialistas já lançaram as suas insinuações e acusações:
  1. Jorge Pedreira, ME
  2. Maria de Lurdes Rodrigues, ME
  3. Albino Almeida, CONFAP
  4. Vatalino Canas, PS
  5. Margarida Moreira, DREN
  6. Valter de Lemos, ME
  7. António Amaral, CONFAP
Isto tudo em pouco mais de 24 horas!
 
A cereja no topo do bolo, Sócrates, está reservada certamente para uma posterior ocasião de maior dramatismo. Valem apostas?


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A teoria da insinuação desenvolve-se

A directora Regional de Educação do Norte, Margarida Moreira, afirmou hoje haver pessoas estranhas às escolas a mobilizar os alunos para o protesto que se realizou ao início da manhã em algumas escolas da região Norte. Em declarações à Lusa, Margarida Moreira disse que foram identificadas várias pessoas pela PSP e que outras foram reconhecidas por elementos dos conselhos directivos como sendo ex-alunos.  [...] A directora Regional de Educação do Norte estranha "a coincidência de movimentos" e disse aguardar pela conclusão dos casos averiguados pelas autoridades para perceber se há ou não "funcionários do Ministério da Educação" envolvidos.
 
Portanto, agurdam-se conclusões mas isso não impede que se acuse desde já.


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Aí está a linha argumentativa em desenvolvimento: a insinuação

 
 
Alguém os ouvi falar em apurar a verdade? Registo também esta cirúrgica aparição do Pai do País, em sintonia com o PS.


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Ovos de Chelas

Tomates e ovos atirados em invasão de escola

notas:

1. «cerca de 200 alunos aglomeraram-se junto ao auditório e arremessaram ovos e tomates contra as paredes, depois de não terem conseguido atingir os carros dos governantes. Isto durante dez minutos e sem qualquer intervenção da polícia.»

Torna-se claro que interessa mais conseguir a vitimização do que manter a ordem pública. Acho espantoso que a polícia, até estando no local, não tenha investigado.



2. «"Fomos dispensadas das aulas", contam Claudia e Sofia, entusiasmadas por a professora ter sido sensível aos seus apelos. "Então, também queríamos ir gritar contra a ministra, era injusto ficarmos de fora da manifestação".»

Importa determinar a questão da dispensa. É condenável se foram realmente dispensados. Pergunta ao jornalista: procurou confirmar isto junto da professora em causa?



3. «"Há seguramente uma tentativa de envolvimento dos alunos, com o pretexto do Estatuto, num conflito laboral entre o Ministério da Educação e os professores", afirmou Maria de Lurdes Rodrigues em conferência de imprensa.»

Insinuações. Registo que a ministra não falou em apurar responsabilidades. Ver ponto 1.


Educação: António Costa admite que descontentamento pode levar PS a perder a maioria
Entretanto, o PS mostra medo. Obviamente. Perder o poder é coisa que não lhes interessa nada (quanto aos desígnios do país, ver o cartoon patinhas).


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Lamentável. Que se apurem os factos com urgência.

Mais ovos:
 
Lamentável esta forma de protesto que mais serve os interesses do ME do que o dos professores. Quem organizou? A quem interessa?
 
Acabo de ouvir na Antena 1 Jorge Pedreira afirmar que não são alunos a organizar este triste episódio. Deixa no ar suspeitas. Se houver honestidade por parte do governo, do ministério público, dos sidicatos e dos professores - as partes envolvidas - imediatamente será pedido um inqérito para que se apurem responsabilidades. Se não fizerem, temos que concluir que preferem a mistificação à verdade. Espero que os jornalistas procurem também eles mesmo a verdade, fazendo perguntas aos manifestantes. Ouvi-os agora em directo na Antena 1 mas apenas para passarem as messagens de Jorge Pedreira e da ministra.
 
Entretanto, a ministra que não cumpriu a lei que ela própria definiu, sobre o modelo de avaliação, já avançou com as ameaças sobre quem não prosseguir com a avaliação. Interrogo-me se as pessoas serão forçadas a fazer horas extras se as 35 horas semanais não forem suficientes. Além disso, acabou de afirmar que agora valoriza muito o protesto da última manif.

Adenda:
agora nas notícias das 20h, ouvi melhor e Jorge Pedreira disse "são adversários políticos". Excepto se ele incluir os jovens na classe de adversários políticos, temos que concluir que ele disse que isto foi organizado a) pelos professores ou b) pelos sindicatos ou c) por outros partidos políticos. Isto é grave. Não o ouvi dizer que entregou a investigação à polícia; apenas deixou no ar a insinuação.


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Agora só falta a parte das consequências e o PR fazer o que lhe compete

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1349851&idCanal=23


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Imperativos do deficit

Imperativos do deficit

mais: ver Público

gracinhas anteriores


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Governar para o circo das sondagens

Uns míseros votos


gracinhas anteriores


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Coisas que poderiam ser sublinhadas

1. Reparem nesta incongruência. No actual modelo, os professores são avaliados com notas como regular, bom, muito bom e outras. Mas o número de classificações atribuídas para as melhores notas é limitado. Não importa se a pessoa é muito boa ou não, apenas se há quota para isso. O erro neste processo está em misturar progressão na carreira com desempenho. A progressão na carreira pode estar sujeita a quotas. Já reconhecer o desempenho, com um bom ou um muito bom, sendo devido não deve ter quotas.

2. A grande ênfase do actual modelo está na quantidade de alunos passados e não no que eles aprendem. É uma pequena grande nuance. Porque ligou o ME o complicómetro ao avançar com este modelo? A minha opinião é que com ele a pressão para passar alunos aumenta. Note-se que Valter de Lemos e a própria ministra têm opinado sobre o sucesso 100% no horizonte próximo.

3. Mais do que avaliar os professores, o actual modelo pretende definir quem terá acesso à categoria de professor titular. A divisão da carreira docente é um processo de gastar menos dinheiro com salários. Nada tem nada a ver com a qualidade de ensino.



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Notas pessoais

1. A polícia só aprendeu a contar até aos 100 mil. Isso explicaria porque ainda não se ouviu a contagem oficial de quantos estiveram no sábado em Lisboa.

2. Oito meses depois, ouvi as mesmas palavras de ordem gritadas nos autofalantes dos comícios. Concluo que do lado do ME e do lado dos sindicatos nada se aprendeu.

3. 120 mil professores reuniram-se em Lisboa e houve "moções" aprovadas. Se o caro leitor é professor, votou em alguma? Entre o rumo estatístico do ME e a agenda política sindical, venha o diabo e escolha.

4. O grande trunfo do ME/Sócrates é o inglório memorando. Olhando para os seus 10 pontos percebe-se que os sindicatos o aceitaram já sabendo que a avaliação como está era para vingar. (Quase) não ouço os sindicatos explicar porque o querem denunciar, dando enorme terreno para o governo ganhar a batalha mediática. Nem se mesmo os ouvi afirmar que foi um erro. Há alturas em que mais vale engolir o sapo.


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Parlamento reúne hoje no Telejornal

Vítor Constâncio é ouvido hoje no parlamento às 21 horas. Sim, nove da noite, a jeito para os directos. O nosso parlamentarismo ponderado e douto realiza-se em 5 minutos nas luzes da ribalta.


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Aconteceu em Lisboa e há fotos disso

120 mil
"míseros votos"
em fotos








Dificuldades na visualização deste slideshow? Experimente ver esta galeria de fotos no Flickr. Algumas destas fotos também fazem parte da galeria pública do Público no Flickr.


Todas as fotos (clicar nelas para ampliar):
001: 8 de Novembro de 2008, aconteceu em Lisboa002: Venda de camisolas003: Escudo refletor - educação não entra004: Suspensão, já005: Bodes expiatórios006: Erro de casting007: Vila Real
008: Queremos educação009: Gondomar010: Papelada011: Educação não pára obras públicas012: Entretanto, indiferente à manifestação...013: Rio sem contentores014: Arco Triunfal, mas ponto de partida desta vez
015: Orgulhosamente só016: Aranguez017: O Antero e o Kaos voltaram a marcar presença018: Citações019: Simbolismos020: Outra perspectiva021: Símbolos
022: Revogação do ECD023: Perspectivas024: «Aquela máquina»025: Roda do azar026: Colorido027: Dispensados028: Chapéus há muitos
029: Ritmo030: Drama031: Ministério da Justiça Longitudinal032: Burrocracia033: Adufes de Bragança034: Avaliação + justa035: Constatações
036: Cartões I037: Cartões II038: Praça do Comércio, 15:50039: Sentido proibido atrasou manif?040: Ainda a espera041: A divisão divina (mas com rasgo de azul límpido)042: Pessoas como nós
043: De luto044: Sem prazo de validade? I045: Sem prazo de validade? II046: Formação Magalhães047: Jamais048: Ólhópassarinho049: Revelhe-Fafe
050: Memorando051: Citações052: (As)sim não053: A Europa quer estatística054: Rossio055: Santo Tirso056: Castelo I
057: Mensagem I058: Mensagem II059: Exigência060: Nenhuma!061: Nos Restauradores I062: Nos Restauradores II063: Avenida da Liberdade I
064: Filipa Vilhena065: Palavras de ordem066: SIPE067: Avenida da Liberdade II068: Avenida da Liberdade III069: SNPE070: Organização
071: Avenida da Liberdade IV072: Cravos073: A foto da foto na foto074: S. João da Madeira075: Mais nenhuma076: Suspensão077: Norte
078: Contra o exame079: Na multidão I080: Pódio081: Na multidão II082: Constatações083: Em luta084: Grelhas e impressos
085: 1 professora=10 contratos086: E agora?087: Professores e educadores088: Quer choba quer fassa sole089: FBI, presente. E o SIS?090: Na pileca da loucura091: Reconsiderar compensa
092: Ingressos093: Ferreira de Castro094: Em negro095: Vila Real096: Sadismos097: Famalição098: SPRC
099: Deixem-nos ensinar100: Estou sem voz mas não me calam101: Pombal102: Escudo103: Queremos educação104: Também são encarregados de educação105: Estudar para avaliar
106: Pedro Alexandrino107: Preencher papéis108: Na multidão III109: Mascotes110: Na multidão IV111: Aranguez112: Frases do dia
113: Na multidão V114: Momento Kodak I115: Pe. Ant. Vieira, 1670117: Momento Kodak II117: Quentes e boas118: Escola da Bandalheira119: Oferta
120: Mentir é feio121: Novas oportunidades122: De luto123: Tríplice124: Braga125: Mais escudos126: Gabinetistas
127: Queremos ensinar128: O Manel não pôde vir129: Elevador de Santa Justa130: 15 de Novembro volto131: Desta forma não132: Mesão Frio133: Agradecimento
134: Bragança135: O Mostrengo136: Não ao memorando137: O Simplex das grelhas de avaliação138: Escolas de Prado139: Constatação140: Avaliação?!!
141: Graças a mim, o caos142: Novo ensaio da cegueira143: Fafe144: Kafkianos não145: Frei Bartolomeu dos Mártires146: Onde está a ASAE?147: Educadoras de infância?
148: Mesmo ao fim do dia, animação149: Autoridade para a Segurança da Acção Educativa (ASAE)150: Barcelos151: Braga152: Sta. Maria da Feira153: Espinho154: Respeito
155: Basta156: Felgueiras157: Deixem-me voltar a viver158: Avaliação sim159: Deixem-nos também ensinar160: SPRC161: Chega
162: Escola democrática163: Escola pública164: Ficamos sem educação165: Cartão vermelho I166: Cartão vermelho II167: Luísa Todi168: Não ao reitor
169: Restelo170: SPRC171: E o burro sou eu?172: E em certos sábados também173: Ideais174: Não a esta avaliação175: Coimbra
176: Grupo Rosa Choque177: Música178: Escola Pública179: Somos professores180: Retorno181: Os últimos são  os primeiros182: Licenciados de fim-de-semana
183: Verbo avaliar184: Professores à beira de um ataque de nervos185: 18h05, Rua Áurea186: Gestão187: Fim (até dia 15)