Notícia das notícias em gráficos
O jornal Público divulga hoje o relatório da ERC sobre os gastos em publicidade por parte do Estado central – isto é, sem contar com autarquias, instituições de ensino, tribunais, Presidência e Assembleia da República.
É portanto apenas uma parte do total desta desta despesa e desde logo espanta pelo seu valor: 408 milhões de euros! Caro leitor, fique sabendo que só para a propaganda do Estado central contribuiu no ano passado com mais de 40 euros. Contribuiu, aliás, bem mais do que este valor, pois o número de contribuintes efectivos é muito inferior a 10 milhões. Dada a falta de números oficiais, estima-se em 3.5 milhões o número de contribuintes efectivos. Neste caso, a sua generosa contribuição em 2009 para os cartazes do solar, das Novas Oportunidades, dos programas patrocinados na TSF, anúncios de página inteira em jornais e mais uma catrefada de "investimentos" (!) foi superior a 100 euros.
Mas vejamos esses números saídos hoje no Público, aqui apresentados em 5 gráficos, para depois os lermos.
1. Gastos totais









Na semana passada houve algumas indignações por causa do que os fotógrafos do parlamento registam com as suas câmaras. Um equivoco, claro, pois as reclamações eram por causa das fotografias que foram publicadas e não propriamente pelo acto de fotografar. Sinceramente, acho de mau gosto e violador da privacidade publicar SMS dos deputados ou qualquer outro assunto pessoal. Naturalmente, jornais online e Farmeville/Facebook não são assunto pessoal.
«Poderes públicos e privados têm um inacreditável arsenal de meios e instrumentos para condicionar, dosear e embalar os factos, para não dizer disfarçar a verdade. A grande arma de defesa dos cidadãos é a independência da informação»
Sem escrutínio pelo Parlamento de todos os documentos relativos ao caso PT-TVI não haverá restabelecimento da confiança
Assegurar um debate de ideias e informações desinibido e contundente
Já vivi o suficiente para perceber que o poder, em geral, aceita com dificuldade a crítica, a denúncia e a irreverência



