a política na vertente de cartaz de campanha

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Quem é ele, quem é?



Mão amiga fez-me chegar esta pérola.
Artigo no jornal O Diabo.


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O Chefe


Depois de ler este texto de Gabriel Silva, passei pelo Clube de Jornalistas para ver do que estava ele a falar. Os dois ou três primeiros minutos do programa são simultaneamente surreais e elucidativos da mentalidade de quem controla os media. Para Jorge Wemans, discutir o serviço público de rádio e televisão, num contexto generalista e "como conceito", não faz sentido "de todo" sem a presença do chefe - ele. Não é "jornalisticamente defensável" que um tal debate se faça sem um representante da RTP. Seria algo "no mínimo extraordinário."  Ficou claro quem é o chefe.


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Novo começo, com esponja

Nova direcção no Público sem que Bárbara Reis, a nova directora, escreva uma única palavra sobre aquele que teve 20 anos de «responsabilidades directivas no PÚBLICO», dos quais «estes últimos onze como director». É obra.

URL das notícias relacionadas:
http://publico.pt/1407731
http://publico.pt/1407689


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«Comprar os jornais»



PRIMEIRO PLANO
Comprar os jornais
por Ricardo Reis, Publicado em 24 de Outubro de 2009

Há países onde já há estudos sobre a manipulação do governo nos jornais. Em Portugal continuamos a debitar opiniões avulsas...

Durante as campanhas eleitorais falou-se muito na suposta manipulação da comunicação social por parte do PS. As acusações de que os media são enviesados e manipulados pelo governo são uma constante em todas as democracias do mundo. No entanto, ao contrário de Portugal, noutros países esta discussão já foi para além da teoria da conspiração.
Por exemplo, dois economistas argentinos, Di Tella e Franceschelli, fizeram um cálculo simples para detectar o controlo dos media pelo governo. Mediram o espaço da primeira página dos quatro principais jornais argentinos que é dedicado a expor escândalos de corrupção entre 1998 e 2007. Depois compilaram os dados públicos sobre os destinatários dos gastos em publicidade do Estado. Por fim, simplesmente olharam para a correlação entre estas duas variáveis. O resultado salta à vista: por cada 230 mil euros que o governo dá em publicidade a um jornal, esse jornal tem em média menos meia página por mês dedicada à corrupção.
De seguida, os economistas olharam para o tratamento de cada caso de corrupção por cada jornal. Mostraram que quanto mais publicidade estatal mais casos em que o jornal não noticia o escândalo, menor a probabilidade de o jornal ser o primeiro a noticiá-lo e menor o número de artigos que lhe são dedicados. Por fim, mostraram que estas opções editoriais não correspondem aos desejos dos leitores. Por cada página a menos por mês dedicada a expor escândalos de corrupção, cada jornal tem menos 1,48 milhões de circulação esse mês. Os estudos que se seguiram mostraram que os jornais que declaram frequentemente o seu apoio a candidatos de esquerda têm mais notícias sobre o desemprego se o presidente é de direita do que se é de esquerda e vice-versa. Por fim, outro estudo recente identificou as expressões não usadas pelos políticos de esquerda que os de direita mais usam nos seus discursos. Por exemplo, a direita diz "a guerra ao terror" e "o imposto sobre a morte" enquanto a esquerda diz "a guerra no Iraque" e "o imposto sucessório". Os autores mostram que os jornais se dividem claramente em matéria de uso de vocabulário de esquerda ou de direita.
É óptimo que se discuta a "asfixia democrática" em Portugal. Mas, por favor, com tanta energia e tempo gastos em debates e opiniões avulsas, não há ninguém no país que queira investir antes umas semanas a recolher alguns factos a sério sobre este assunto tão importante?

Professor de Economia, Universidade de Columbia 

Artigo no i



Comentário: agora liguem este artigo ao facto de o Público ser um jornal onde o estado ou empresas participadas não colocarem um cêntimo em publicidade. Um comentador no 31 da Armada diz que isto é totalmente falso. Talvez haja dois cêntimos de publicidade... Basta comprar o jornal e verificar que os omnipresentes anúncios da energia solar e das novas oportunidades, só para apontar dois casos que encheram outdoors e jornais pelo  país fora, estão fora deste diário.


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Liberdade de imprensa em Portugal

No final do governo liderado pelo «Cristo da política portuguesa», descemos oito posições no ranking da liberdade de imprensa 2009.Passámos para a posição 30ª, logo depois de países como a Jamaica e o Uruguai. Mas atenção, estamos à frente da África do Sul e da Macedónia! Mesmo assim estamos em "boa situação", sem ninguém ligado à comunicação social morto ou preso. E estamos melhores do que a Espanha, com a sua "situação satisfatória" (posição 44ª no mesmo ranking).


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Ainda o email das "escutas" de Belém


Ontem aconteceu mais um Prós&Contras. Não vi e pelos vistos apenas perdi um espectáculo deplorável. Frente a frente quatro directores de órgãos de comunicação social, de um lado Henrique Monteiro (Expresso) e José Manuel Fernandes (Público); do outro João Marcelino (DN) e Paulo Baldaia ( TSF). Curiosa divisão esta. No meio (?) a moderadora, Fátima de Campos Correia.

Parece que Henrique Monteiro revelou que a fonte que forneceu o email ao Expresso terá sido um político. Os detalhes podem ser lidos no blog Porta da Loja:
João Marcelino continuou a explicar que era notícia a tradução das suspeitas da presidência da República e acaba por dizer que Louçã tivera conhecimento do conteudo do mail, antes dele..
(...)

Henrique Monteiro confirma mais uma vez que o mail ( conversa entre jornalistas) que o Expresso recebeu vem de uma fonte política e não de um jornalista...
Confirma-se, novamente, que há por aí jornalismo que não passa de uma farsa. Outros blogs que abordam este tema:

Foto: descaradamente surripiada do blog Devida Comédia.


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Já me esquecia desta

«O responsável pelo cancelamento do Jornal Nacional de 6.ª assumiu que a decisão foi tomada com o intuito de não interferir na campanha eleitoral através da revelação de novos factos sobre os casos Freeport e Casa Pia. Estou arrepiado.» Tiago Moreira Ramalho no Corta-Fitas

Pois, também eu. Comprova-se a tese de que não seria preciso Sócrates telefonar à Prisa. Bastou a possibilidade do último negócio não avançar.


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Geimer e Polanski











Textos originais, publicados na revista People, a 15 de Dezembro de 1997.

Estive a ler a história do Polanski e da miúda de 13 anos que ele violou há 32 anos, numa reportagem sobre ela, nos seus 33 anos à altura da reportagem (1997). Traduzo uma passagem (ultima imagem, com os meus destaques), onde ela diz
«Não guardo raiva a Polanski. Tenho até alguma empatia por ele, com a mãe dele ter morrido num campo de concentração e depois a sua esposa Sharon Tate ter sido assassinada pelo gang de Charles Mason e a passar os últimos 20 anos como fugitivo. A vida foi dura para ele, tal como foi para mim. Ele fez-me algo verdadeiramente bruto mas foram os media que me arruinaram a vida.

Até agora, os assim chamados peritos usam a minha situação em programas de TV para fazer valer os seus próprios pontos de vista, os quais não têm nada a ver com o que sinto. Há vinte anos tudo o que foi sobre mim foi horrível. Mas hoje em dia, não é moda falar mal da vitima. Agora estou completamente pronta para me erguer e para me defender e todos andam a dizer "oh pobrezinha". Mas eu não sou uma pobrezinha. E não posso agradar a todas as pessoas tornando-me apavorada e perturbada só para fazer as coisas parecerem mais interessantes. Se Polanski voltar, tudo bem. Pelo menos terminaria isto. Nunca terminará até que isso aconteça.»

Parece-me que a comunicação social não sai bem desta história e, se calhar, de outras parecidas. Não se trata de matar o mensageiro mas ambos, Geimer e Polansky, querem deixar aquele capítulo para trás e a comunicação social continua colocá-lo na actualidade. À conta do direito de informar - ou será de abusar? - parece que o direito de privacidade da vítima é coisa secundária. Um lado e outro que agora andam por aí em polvorosa poderiam pensar nisto por momentos.


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Explicação simples

Ongoing compra 35 por cento da Media Capital

Como ouvi na Antena 1, este é um negócio que carece de várias autorizações por parte do regulador. Para mim é claro porque é que a Prisa correu com Manuela Moura Guedes.

Adenda: confirma-se o poder do estado no negócio: além do primeiro-ministro já ter em em Junho impedido que a PT comprasse 30% da Media Capital, é agora a vez da CMVM, da Autoridade da Concorrência, e da ERC terem voz neste outro negócio. Sócrates nunca precisou de telefonar à Prisa para acabar com o Jornal de Sexta.


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O fantasma da RTP


Num breve zapping pela TV de ontem reparei no Prós & Contrinhas da Fátima Campos Correia. Estava nesse momento  Pedro Duarte do PSD a falar, ou pelo menos a tentar, já que a condutora do programa o interrompia constantemente, dirigindo o discurso dele, coisa que este, certamente fruto da inexperiência, permitia. O mesmo se passou com o representante do BE, cujo nome não fixei. Os restantes participantes também foram alvos das intempestivas interrupções de Fátima mas, mais calejados nestas lides, simplesmente a ignoravam.

Portanto, nada de novo neste programa onde a moderadora procura meter palavras na boca dos que estão a falar em vez de ouvir o que estes têm para dizer. A parte que me espantou mesmo foi a realização que fazia um ping-pong de imagem entre Santos Silva e quem estivesse a falar. Impressionante. O tempo de imagem deste senhor deve ter estado próximo dos 50% do total da emissão. O homem aparecia lado a lado com o orador, era colocado em segundo plano numa das televisões laterais, preenchia a totalidade do televisor e, noutros planos, flutuava num televisor por cima do painel de convidados, pairando como um fantasma. Ficou claro quem tutela a comunicação social pública.


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Site do DN: 46 links para o caso das escutas presidenciais


O site do DN de ontem, às 23h55 tinha o aspecto a imagem aqui incluída (clicar para zoom 100%). Repare-se bem:
  • na área de destaque existe o título a falar de encomenda de uma notícia, acompanhado de uma foto e de 24 links para outras notícias sobre o mesmo assunto;
  • esta mesma área de destaque ainda coloca em relevo mais 3 notícias e  mais outros 4 links relacionados com esta temática;
  • na coluna de notícias em destaque, todas as 5 notícias são sobre o tema que o DN destacou;
  • nesta mesma coluna, há um total de 13 links para o caso em questão;
  • e o editorial e o vídeo de destaque versam o mesmo tópico.
No total, o site do DN ontem ao fim do dia apresentava  um total de 46 referências ao caso do email interno do Público que foi parar às mãos do DN e que este decidiu publicar titulando que o «Homem forte do presidente encomendou 'caso das escutas'». Atente-se bem na palavra escolhida: «encomendou». Com isto está o DN a dizer que o Público realiza encomendas noticiosas, em vez de fazer jornalismo. Parabéns sr. João Marcelino. Sócrates tinha razão quando lhe deu aquele enorme elogio na entrevista à SIC. Não pretendo, obviamente, fazer a defesa do Público, até porque eles o farão se assim entenderem. Na verdade, saem mal vistos os dois diários mas, no meu ponto de vista, o DN bateu no fundo.

Curiosamente - uma feliz coincidência, O Sr. Comentador - programa de humor satírico da Antena 1, abordava ontem precisamente o jornalismo. Com o habitual toque, falava «do livro de Vasco Ribeiro, apresentando no Porto, baseado num estudo também seu sobre a influência das fontes na construção do noticiário político em Portugal. Vasco Ribeiro concluiu que só um terço do produto jornalístico dos diários estudados é produzido por iniciativa das redacções e que mais de 60% das noticias analisadas resultaram da acção de assessores de imprensa, relações públicas, consultores de comunicação, porta-vozes e outros.» Mas o DN será certamente diferente, lá não se publicam encomendas nem se funciona como megafone dos gabinetes de imprensa.


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Dias agitados na comunicação social

Ventos de tempestade:
  • alterações editoriais na TVI;
  • um jornal que faz manchete sobre notícias de outro jornal;
  • a notícia que é lançada anunciando a saída do director do Público sem que este disso soubesse;
  • a ERC a querer controlar quem comenta na comunicação social durante a campanha eleitoral;
  • um primeiro-ministro a transformar uma estação de televisão e um jornal em adversários políticos;
  • e essa televisão e esse jornal precisamente sob fogo cruzado.
Isto é apenas campanha eleitoral ou é sobretudo campanha eleitoral?

Já agora: está preparado o lodo para não se falar dos problemas do país por mais uns dias de campanha eleitoral. Por este andar, chegaremos a dia 27 sem que tiradas socialistas como "equilibrámos as contas públicas", "a educação melhorou" e "modernizámos o país" sejam devidamente analisadas. A oposição continua a ir em folhetins sem de facto marcar a agenda política.


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De onde veio o email?

Segundo o DN, a propósito do caso de hoje das escutas na presidência, surge na própria transcrição do email (de Luciano Alvarez para José Tolentino Nóbrega) que o jornal publica:

12- Esta história só é do conhecimento do PR, do Lima, minha, do Zé Manuel Fernandes (que me pediu para não a contar a ninguém por enquento, mas que eu tenho que ta contar para tu te pores em campo com o conhecimento total do que estamos a falar). Peço-te por isso toda a discrição.

Assim, os conhecedores deste email são apenas Luciano Alvarez para José Tolentino Nóbrega e os conhecedores da história são estes dois mais o PR (o «queixoso»), Fernando Lima (o «informador») e José Manuel Fernandes (director do Público). Cavaco colocou-se fora da questão e os restantes aparentam não ter interesse na divulgação deste email. Como é que então este email foi parar ao DN?


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O relatório-síntese da sondagem DN, JN, Antena 1 e RTP (CESOP-UCP)


Quanto à última sondagem (presencial) da CESOP-UCP (DN, JN, Antena 1 e RTP, publicada 17 Setembro), a leitura do relatório-síntese é muito interessante e elucidativa. A imagem é uma parte deste relatório com os destaques a vermelho da minha autoria. Atente-se aos destaques:
  • a intenção directa mostra o PS a subir 3 pontos e o PSD sem alteração;
  • a redistribuição dos indecisos mostra o PS a subir um ponto e o PSD a descer 3 pontos;
  • a salvaguarda de que a estimativa tem um «resultado meramente indicativo, dado que pressupostos diferentes poderão gerar resultados diferentes».
A bem da clareza, creio que quem publica os resultados faria bem em publicar os dois quadros, tanto a intenção directa de voto como a estimativa de resultados eleitorais. Até porque esta última resultou num redondo falhanço nas europeias. Além disso, as perguntas colocadas no inquérito deviam ser de divulgação obrigatória na ficha da sondagem.


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O quarto poder




Ninguém dos envolvidos fica bem na história. Nem o Público, nem o DN, nem a Presidência. Com acusações de isto ser uma história de Abril do ano passado que o Público lançou em Agosto deste ano, com DN a ser acusado por José Manuel Fernandes de forjar parte do email em questão e com os silêncios de Cavaco, ainda muita tinta há-de correr.


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O imposto que o poder paga à democracia

2009-09-04 - Público - VPV - Os debates (2ª parte)


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A promoção ao Jornal Nacional que foi censurada



Vídeo de promoção ao "Jornal Nacional" da TVI que terá desagradado à administração da Media Capital, disponibilizado pelo Expresso.


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Rasgado

rasgado


O verbo preferido dos socialistas

gracinhas anteriores


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«Quando não me vierem no ar é porque alguma coisa se passou»

Hoje de manhã, pelas 10h00, coloquei online uma cópia da entrevista de Manuela Moura Guedes ao Público. Por si só vale a leitura. Mas agora depois desta exoneração, tornou-se incontornável. «Quando não me vierem no ar é porque alguma coisa se passou», disse Moura Guedes e hoje algo se passou. Passou-se que o primeiro-ministro e o seu governo que se recusam ir a uma estação de televisão correram com uma voz desalinhada. No país dos ajustes directos e dos negócios espanhóis como o TGV, com a sua vencedora proposta relâmpago e do negócio da vigilância da costa portuguesa (concurso polémico, ganho pela INDRA, empresa amiga de Zapatero, o qual até deu uma perna na campanha eleitoral socialista para as europeias), alguém duvida que o dinheiro fala mais alto do que uma jornalista fora do controlo?


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Entrevista Manuela Moura Guedes - Público



Uma entrevista interessante.

Nota: a blogagem por estes lados anda em câmara lenta. Vicissitudes das coisas.