a política na vertente de cartaz de campanha

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Sacos de vírus

Numa das histórias sobre robots, não me lembro exactamente qual delas mas seria uma em que o detective terrestre se desloca a outro planeta para investigar um caso de roboticídio, Asimov meteu uma das suas personagens a dizer que os humanos são uns sacos de vírus. Isto em oposição aos colonos desse planeta, no qual todas as doenças haviam sido extintas.

Esta estranha ideia do nosso corpo como um sendo contentor de viroses tem-me aflorado ao pensamento volta e meia nos últimos tempos, sobretudo por causa do vírus H1N1. É uma ideia extravagante, apesar de encerrar alguma exactidão. Poderíamos pensar que o ideal seria, à semelhança desses colonos, conseguirmos extinguir todas as doenças e de uma vez por todas deixarmos de espirrar e de dizer disparates. Receio no entanto que, apesar de tão contagiosa, não ser viral a forma de transmissão da parvoíce. Pior, deixaria o nosso DNA de receber ocaionais sequências genéticas trazidas pelos vírus e responsáveis, segundo alguns, por saltos evolutivos da nossa espécie.

Uma gripe ocasional parece-me pois um preço justo a pagar por manter em aberto a possibilidade de evolução de ministros que recomendam papas maizena ou que gostam de malhar na oposição ou que, simplesmente, acham que uma manta de retalhos cozidos com burocracias é uma batalha ganha na educação.


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Educação sexual


Monty Python's sex-ed


Desde há 20 anos que por cá se fazem leis e discussões sobre educação sexual nas escolas. Muda-se aqui, muda-se acolá, faz-se muito alarido, as jotas partidárias mostram existência e os partidos têm a sua oportunidade de se mostrarem modernaços. Depois, fica tudo na mesma.

Os portugueses têm uma dualidade quanto às leis. Sabem que não é por uma lei ser feita que algo muda. Aliás, têm até uma postura de as relativizar e ajustar ao seu ponto de vista. Mas depois encetam acesas discussões sobre as leis que estejam na ordem do dia como se afinal depois as fossem levar a sério.

À conta da educação sexual, durante uns dias deixamos de ouvir falar na Bela Vista e na crise económica que nos morde os pés, o que é óptimo. Entre prometer milhões para salvar bancos e empresas e pretender distribuir preservativos pelas escolas, sempre é preferível esta última. Fica mais barato e tem igual eficácia nula.


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Da encenação na política

A TVI passou ontem uma reportagem sobre a ida de Sócrates às minas de Aljustrel, nas vésperas do Natal passado, a anunciar que estava tudo bem lá pelas minas. Agora sabe-se que isso era mentira mas não é essa a minha questão neste momento. Nessa reportagem, da qual retirei a foto mais à direita, Sócrates encenou um "segure-me que estou quase a chorar". Até fungou, o que me fez lembrar Hilary Clinton e as suas lágrimas de crocodilo. Já na foto mais à esquerda, vemos Sócrates em outra encenação, fazendo de conta que estava a despoletar a explosão controlada que viria a implodir as torres de Tróia. O que se veio a saber ser falso. Tivemos considerável abundância destes números, desde as crianças contratadas para fazerem de conta que eram alunos passando pelos faz de conta das Novas Oportunidades e sem esquecer todas as encenações de vitimização com os casos licenciatura/casas/apartamentos/Cova da Beira. O que mais me surpreende nisto tudo é que as pessoas vão votar em pessoas como estas, políticos dessimulados, que pretendem vencer eleições pela imagem construída em vez de serem eleitos pelo projecto que apresentem. Portugal não precisa de outros políticos; precisa sim de outros eleitores.


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Susan Boyle



Um vídeo que tem circulado por aí. Com legendas em português. Não
aprecio o estilo (musical) mas dentro do género já ouvi bem piores
performances em festivais da Eurovisão. O que, de resto, também não
seria difícil.

Não deixa de ser irónico que aqueles da audiência que apenas uns
minutos antes assobiavam de escárnio logo depois deliravam com as
longas tiradas de sirene à la Celine Dion. Só não sei o que é mais
parvo: se as palavras politicamente correctas do júri no fim, se o
facto de assistência e júri não perceberem que as cordas vocais não
são compostas de cabelos bem arranjados e de medidas 86-60-86.




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Clones

Quando passo pelas caixas de comentários dos blogs encontro com frequência clones de um mesmo estereotipo: pessoas que em vez de dissertar ou argumentarem sobre a tese do post, antes optam pelo insulto ao autor e aos que comentem.

Há-os de dois tipos. Aqueles que defendem os actuais governantes e os que acusam alguém de ter esses governantes por dono. Uns e outros são o mesmo: alguém que verte em caracteres o vazio de fachada Armani.

O que os move? Têm tempo, são obsessivos e até conseguem escrever. Se aplicassem as suas energias em algo produtivo, como a vermicompostagem por exemplo, estariam ao menos a edificar algo de positivo.


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O exemplo da escola de música

Há uns anos, pela década de 90, fui director de uma escola de música. Como tínhamos um bom programa, conseguiu a direcção um bom leque de apoios privados e públicos e foi possível baixar consideravelmente a propina mensal. O objectivo deste apoio era fomentar a formação de músicos em determinadas áreas instrumentais menos vulgares, para depois integrarem grupos ligados a esta escola. Os alunos pagavam uma propina simbólica (face aos custos reais) e esperava-se que ao fim de algum tempo se tivesse uma boa oferta de músicos. Em linguagem actual, era portanto um incentivo à "produção".

Mas foi necessário desistir desta ideia logo no fim do primeiro ano pois os alunos faltavam sistematicamente, desistiam ou simplesmente não estudavam. Foi um ano de dinheiro perdido. No ano seguinte as propinas passaram a ser cobradas ao preço real e apesar das queixas iniciais, todas as vagas foram preenchidas e os alunos deixaram de faltar.

A percepção que obtivemos foi que os alunos não tinham dado valor a algo para o qual não precisaram de esforço financeiro. Durante este segundo ano percebemos que havia de facto alunos que se empenhavam mas não conseguiam pagar aulas de música. A esses fizemos uma discreta redução de preço.

Aprendi então uma lição e com o passar dos anos constato a sua actualidade. Quem recebe algo sem se esforçar para a merecer acabará por não lhe dar valor. O que conduz ao não aproveitamento do potencial do bem ou serviço recebido. Creio que muitos políticos, com as suas políticas de incentivos, de Magalhães e mais os intermináveis subsídios, deviam também ter passado por esta escola de música.


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A mãe das campanhas negras


Imagem picada aqui

É pela campanha eleitoral que se ganham eleições, as quais permitem chegar ao poder, o qual é uma mão da corrupção, a qual permite riqueza instantânea, a qual paga campanhas eleitorais, as quais são, em última análise, as mães de todas as campanhas negras.

Quanto à actual campanha com ausência de cor que tanto aborrece Aquele-Cujo-Nome-Não-Devemos-Pronunciar-Se-Não-Queremos-Um-Processo-Judicial, é de facto notável o número de coincidências. Todas acidentais, claro.


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Ministério do Poder

Há uns tempos, saiu no Público uma crónica de Desidério Murcho com o título "Ministério da Propaganda". Partia da constatação de há algumas décadas ser comum a existência de ministérios da propagada, coisa hoje em dia impensável. (Por acaso, continuam a existir com outros nomes, tais como assessores de imprensa e central de comunicações.) Mas que o conceito dum ministério com esse fim seria ridículo, tanto quanto o é existir actualmente um ministério da educação.

Do ponto de vista do conhecimento, claro que um ministério da educação não faz sentido. Que legitimidade tem um estado para determinar o que é o conhecimento oficial? Compreendo e aceito que existam lotes de conhecimento que se possam considerar basilares. Mas a actual acção do estado vai muito mais além, determinando ao ínfimo detalhe a vida escolar dos alunos. O estado não tem que definir conteúdos programáticos. Basta que certifique, quem assim o desejar, que forma aprendidos.

Mas a questão do estado na educação não é a do saber mas sim a do poder. Uma teia burocrática emana do ministério e com ela uma rede de pessoas mantém-se colada ao seu poder. Tanto se tem falado na autonomia das escolas mas depois vamos ver os pormenores e lá está o ME a tudo determinar.

Acabar com certos ministérios, como o da educação ou o da economia, seria aceitar que as pessoas são capazes de se organizarem sem a existência dum estado-paizinho. Seria aceitar que as escolas são capazes de ensinar sem a supervisão do ME e que as empresas sabem fazer negócios sem que o estado as tutele.

No entanto, sem estes ministérios fica o estado menos forte, logo serão menos poderosas as pessoas que o comandam em determinado momento. Ministério da Educação? Não, Ministério do Poder.


Divagação decorrente do excelente texto N medidas para melhorar a educação (work in progress).


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A cada quatro anos

Volta e meia passo por cima dum buraco na estrada e saem-me boca fora algumas interjeições azedas mas suavizadas pela certeza do remendo que me trarão as próximas eleições. Não importa quais. 

É sabido que a cada quatro anos há más notícias para os bate-chapas os quais, temporariamente, perdem negócio por menos jantes partidas e pneus furados. Pelos mesmos motivos, cada eleição é motivo de alegria pela berma que passa a existir onde antes estava uma valeta e pelo buraco tapado que permite transferir a atenção do rali urbano para os peões nas passadeiras. A cada quatro anos é certo e sabido as estradas melhoram. Nada mais costuma mudar mas agora há um novo evento cíclico. Tal como as obras de Santa Engrácia, processos judiciais que nunca parecem terminar ganham súbito vigor com o cheiro a eleições. No meio do ruído, fica-se sempre a saber um pouco mais do que se havia sabido durante os quatro anteriores anos de inacção.

Não compreendo por isso a indignação de Sócrates. Para que algo aconteça, é bom que processos adormecidos como o do Freeport reapareçam de cada vez que há eleições. Além disso, leva nas orelhas quem tem capacidade para mudar a justiça mas não o fez.



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Verniz hidrófilo

No supermercado duas pessoas tocam-se acidentalmente. Um movimento distraído faz encostar a mão de uma ao ombro da outra. Mil desculpas, perdão e talvez mais uma ou outra palavra de delicadeza. Que cordialidade extrema vestem os portugueses. Que educação. Basta no entanto umas gotas de chuva para que a capa de cortesia se dissolva na água que acaba na sarjeta. No bairro onde vivo, um satélite do IC19, há permanentes engarrafamentos que pioram exponencialmente em dias de chuva como o de hoje. A maior parte das pessoas engrossa uma fila para sair dali mas a tentação está mesmo à mão de semear. Se se virar para as traseiras dum prédio, volta-se a entrar uns metros mais à frente, sem violar regra alguma de trânsito mas dando o golpe descaradamente, à vista de todos e, inacreditavelmente, com a voluntariosa colaboração dos que já esperavam, abrindo-lhes espaço. Esgota-se toda a polidez de quem salta perante um encosto com a oportunidade do chico-espertismo. Talvez esta dualidade esquizofrénica explique porque são tolerados aqueles que dão o salto à Vara na política. Há a indignação de terem sido eles mas sobrepõem-se a compreensão de podermos ser nós.


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Um e meio

Ao sair de casa, hoje o termómetro marcava um grau e meio. Frio, mas nada que a memória não me recorde que o Inverno é assim, se bem que nos anos recentes tenha sido mais ameno. O que acho giro nisto é a atitude duma série de blogs por aí fora. Caia um nevão nos Alpes ou faça gelo por cá, é vê-los logo a perguntar "então onde é que andam os alarmistas dos warmers?". É certo que mal faça 40º no Alentejo, lá vêm os tipos do aquecimento global com a sua lengalenga. Mas se estes agora se calam perante o frio, já o mesmo espaço mediático é ocupado em igual proporção pelos defensores do "tudo bem" e, adicionalmente, ainda a barafustar que os do outro lado da barricada estão de bico fechado. Pelo caminho, batem palmas os da comunicação social que ganham palha para enfardar.


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E não bastava baixar impostos e pagar as dívidas?

Parece que a solução para bancos e empresas em dificuldades passa por os salvar. Tradução: dar-lhes dinheiro dos contribuintes. Isto significa que a competitividade é colocada na gaveta, dando prémio por igual a empresas que se esforçam por ser competitivas e a outras que poderiam ganhar prémios de gestão exemplarmente má.
 
Porque chega a crise às empresas? Possivelmente porque as receitas são inferiores às despesas. Entre os diversos factores, isto pode acontecer porque
1. as vendas são menores;
2. os custos de produção aumentam;
3. as vendas existem mas os compradores não pagam os bens adquiridos.
 
Seja no mercado nacional, seja nas exportações, a competitividade das empresas é um  factor determinante para a sobrevivência das empresas, sendo a carga fiscal um factor crítico para o seu sucesso. E se o governo baixasse radicalmente os impostos aos indivíduos e às empresas? E se o estado pagasse todas as dívidas que tem a fornecedores? Duma penada, as empresas passariam a ter mais capital (menos impostos e dívidas pagas) e os indivíduos passariam a ter maior poder de compra. Ou seja, resolvia os anteriores três pontos. Adicionalmente, as empresas com boa gestão sairiam reforçadas e as com má gestão sentiriam pressão para mudar.
 
Acontece que esta solução significava uma perda de poder por parte do estado. Por outro lado, dar dinheiro (dos contribuintes) às empresas cria uma rede de dependências que favorece quem detém o poder e, perante o eleitor, ainda permite vestir o papel do salvador empregos que apenas pede em troca um pequeno X absoluto lá para meados deste ano.
 
A solução de Sócrates é má. Aumenta o peso do estado na economia, aumenta o défice e faz desaparecer a hipótese dos impostos baixarem no futuro imediato*.  Injectar dinheiro dos contribuintes para segurar a economia é o mesmo que fazer uma fogueira com notas de euro: arde enquanto houver dinheiro e aquece enquanto arder. E a aposta de Sócrates é que o lume aguente até às eleições. Depois destas, lá virá o ministro sombra Constâncio dizer que a a despesa pública tem que ser saldada. Com os seus impostos.
 

* Note-se que baixar um ponto percentual ao IVA, face volume global de impostos, só com muito boa vontade se poderá chamar de "baixar impostos".


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Logo à noite, numa televisão perto de si ...

... saberemos em primeira mão sobre um novo pacote de medidas sociais (leia-se de redistribuição de impostos); ser-nos-á explicado que um maná de obras públicas a iniciar em breve servirão para salvar o país (apesar de ser esta a receita há 20 anos sem que tenhamos saído da cepa torta); será reafirmado que avaliar os professores é um marco para a qualidade do ensino (se bem que a realidade demonstra que o importante é manter as quotas no acesso aos escalões melhor remunerados).
Por outro lado, não será abordada a questão do ajuste directo de obras até 5,15 milhões de euros (como já aconteceu na SIC quando este diploma foi aprovado); não será perguntado porque é que não funcionando o sistema judicial, nem uma palha se mexeu quanto a isso (cosméticas como o mapa judiciário informatização dos serviços não mudam o modus operandi); e finalmente continuará a não se confrontar a realidade com as afirmações sobre que as contas públicas foram postas em ordem (quando é público que o défice só baixou graças ao aumento substancial dos impostos, tendo inclusivamente a despesa pública aumentado).
Valem apostas?


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Circo eleitoral



2009 aí está. Parece que a crise será o prato forte e aqui estou eu para o confirmar. Já vamos no segundo dia do ano e ideias para postagens, nada. Crise total. Valham-me os nossos queridos políticos a quem recorro sempre que preciso de entrar pela parvoíce. E tenho a certeza que este ano não me desapontarão. Haverá a eleição dos frigoríficos, da rotunda e do multi-usos. O verdadeiro maná das finanças partidárias, financiamento particularmente coadjuvado este ano graças aos múltiplos cheques ao portador no valor de 5,15 milhões de euros. Outra eleição, com uma previsível fraca participação eleitoral mas com forte impacto na vida dos eleitos, será o euromilhões de Bruxelas. Uma espécie de Sibéria para os inconvenientes no partido mas com os luxos do Dubai. Finalmente, terá lugar a eleição daqueles que nos aumentarão os impostos e que nos diminuirão os serviços prestados pelo estado. É também a eleição que escolherá os estagiários que daqui a algum tempo farão parte de metade dos quadros das grandes empresas portuguesas. Neste ano não espero, portanto, crise alguma quanto a assuntos para blogar. Infelizmente.


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Relatório IVAzinho

Em 1 de Julho, com pompa e circunstância, o governo decidiu magnanimamente baixar o IVA de 21% para 20%. Isto é, baixou-o em 4.75%, depois de o ter subido 10.53% aquando da passagem de 19% para 21%. E os preços ao consumidor baixaram em proporção? Em vez de escolher um cabaz tedioso optei por um conjunto bem mais interessante, onde a cerveja é protagonista. Há que ter prioridades!

produto preço iva data variação em € variação %
açúcar branco pingo doce 0,86 21,00% 15-04-08

0,86 20,00% 01-11-08 0 0,00%
chocolate milka caramelo 100g 1,09 21,00% 16-05-08

1,19 20,00% 19-09-08 0,1 9,17%
fósforos quinas 1,68 21,00% 16-06-08

1,68 20,00% 01-11-08 0 0,00%
rolo papel cozinha pingo doce 1,19 21,00% 16-05-08

1,19 20,00% 09-07-08 0 0,00%
superbook 0,33 pack6 2,99 21,00% 11-06-08

2,96 20,00% 21-07-08 -0,03 -1,00%
superbook mini pack6 2,19 21,00% 16-05-08

2,19 20,00% 09-07-08 0 0,00%
preços do Pingo Doce


Vemos que nesta criteriosa lista de produtos essenciais a qualquer homem - as mini são para as visitas sensíveis, já que homem que é homem emborca 0,33 de cada vez - dizia, vemos que estes preços não seguiram a baixa do IVA. Então e o vinho? E a cachaça? Confesso que não sei, não por não os consumir em abundância, à homem, mas por os ir buscar a atacado directamente à fonte. Mas como o governo tanto badalou que haveria fiscalização, e vimos de facto Manuel Pinho comparar preços de dentífricos, acredito piamente que nos restantes produtos, do arroz Cigala extra vaporizado com água desionizada ao fio dental comestível, a baixa de preço correspondeu aos decretados 4.75%. Eu é que tive azar com a minha selecção. Mesmo assim, apraz-me a consciência social do Pingo Doce que teve a decência de baixar em 1% um pilar da minha dieta alimentar.


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Já que é Natal


Posted via email from fliscorno's posterous



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Casamentos para miúdos

Depois da saltaria, grande momento de diversão proporcionado por escorregas, andaimes e trampolins, eis chegado o momento da fotografia. Primeiro em grupo, depois um a um com o noivo. Ups, perdão, com o aniversariante. Danças e karaoke e finalmente o lanche. Não se atira o ramo mas neste casamento em pequena escala para miúdos lá está na mesma a compra dos instantâneos registados em papel Kodak. A 15 euros por criança, a vida formatada chegou em forma de franshinsing às festas de aniversário.


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Pensamento do dia

cherry tattoo


A net é como as cerejas: uma página puxa a outra.


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Web PC

Quanto a este novo fôlego na guerra dos browsers, abriu JCD do blog Blasfémias a discussão com o post "Competição a Zero €uros".

Sobre o tema em questão, há sem dúvida muito dinheiro evolvido. Com a largura de banda a aumentar regularmente e com o advento do DSL (ou ADSL para os "pobres"), a computação distribuída ganhou novo fôlego. Do servidor central com terminais passámos para a informática pessoal do PC. Um notável percurso que culminou com o domínio da Microsoft graças a estratégias diversas - e nem todas de cariz tecnológico. No universo Windows o consumidor, perdão, o utilizador, compra uma máquina e licenças de utilização dum conjunto completo de software, desde o sistema operativo até aos pacotes de produtividade. O core businesses da Microsoft reside precisamente nesta particularidade de se estar agarrado à plataforma pelo sistema operativo e pelas suas aplicações.

Neste ponto entra em jogo o factor "Internet & banda larga". Estas ligações em rede, cada vez mais rápida e de maior capacidade, permitem voltar ao conceito do servidor com os seus terminais. Excepto que estes, contrariamente aos primeiros, não são "estúpidos" - têm capacidade de processamento local. Este facto aliado à ligação em rede traz um novo conceito de computação para a generalidade dos utilizadores, sendo a peça chave o software que permita integrar a capacidade de processamento local com a do servidor à qual se está ligado em rede e que, até ao momento tem sido o browser.

O Google Chrome não é apenas mais um browser. Constitui a entrada dum novo actor num momento de mudança de paradigma. Opções tecnológicas, descritas num anterior texto, como um site web corresponder a um processo, a existência duma framework para alargar as funcionalidades do browser e o suporte à comunidade de programadores indicam que o Chrome poderá vir a constituir uma nova plataforma aplicacional. Em vez de se desenvolverem aplicações para Windows, Mac ou Linux, desenvolvem-se para o Chrome . Não importa que máquina e que sistema operativo está o utilizador a usar. Basta que corra o Chrome e tenha ligação à net.

Em certa medida, os actuais browsers já são usados como plataformas aplicacionais mas apenas para áreas específicas. O lucrativo feudo das aplicações de produtividade como processamento de texto, imagem, dados, etc. ainda é praticamente exclusivo ao tradicional software para computador pessoal. Quem quiser entrar e vencer neste mercado tem que fazer melhor e mais barato do que a concorrência. E mesmo assim não tem garantido o sucesso. Vejam-se os casos do OpenOffice (gratuito) e do StarOffice (cerca de 70 dólares) que são funcionalmente equivalentes ao Microsoft Office, mais baratos, compatíveis até ao nível do formato de documentos (até a Microsoft ter mudado e patenteado um novo formato de ficheiros no Office XP) e, no entanto, estas aplicações não arrasaram o mercado da Microsoft.

Com a computação distribuída que a web actualmente permite, as empresas de software deixam de ter que competir no terreno Microsoft. Por outro lado, os utilizadores deixam de estar agarrados ao sistema operativo e às suas aplicações específicas. Talvez fiquem agarrados ao browser ou à nova plataforma que o substitua. Mas, garantidamente, deixam de estar dependentes dum sistema e das suas aplicações.

Esta mudança é substancial, comparável à mudança do MS-DOS para Windows. O Wordperfect perdeu para o Microsoft Office. Veremos a repetição do dono da nova plataforma conseguir impor o seu pacote aplicacional como o standard de mercado? É um caso a seguir, até porque a concorrência não dorme.


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Soluções mágicas

Tecnologia, technology


gracinhas anteriores

Cada época tem tido a sua crença sobre como resolver os males do mundo. Estas soluções mágicas já foram a religião, a ciência, a indústria, a Internet, a globalização, o conhecimento e, agora entre nós, a tecnologia. Se é certo que cada uma destas áreas trouxe aspectos positivos à vivência humana, nenhuma delas por si só cumpriu essa missão que por vezes lhes foi imputada, a de ser resposta para todas as dificuldades. Não existem soluções mágicas. Melhorar implica esforço, planeamento e trabalho. Mas as soluções simplistas têm o condão de serem explicadas facilmente, o que lhes confere um enorme potencial propagandista. Não requerem, também, grande esforço de compreensão, bastando-lhes fé - disposição para acreditar que uma gota faz o oceano. Um outro aspecto das soluções milagrosas consiste em focar apenas os aspectos positivos, o que se compreende, já que as massas não se convencem pelo apelo à ponderação. É neste contexto que chegamos à cega aceitação de algumas medidas governativas. Propõem-nos chips para aumentar a nossa segurança, quadros electrónicos para ensinar os miúdos a ler e portáteis para aumentar o sucesso escolar. Ninguém questiona se não estamos apenas perante soluções mágicas?


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