a política na vertente de cartaz de campanha

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Abaixo os professores

Abaixo os professores porque é deles a culpa do estado do país. Quando se esperam anos por uma justiça ineficaz, não é  do legislador a culpa de não mexer num sistema que não funciona. É dos professores que não conseguiram incutir nos seus alunos a correcta noção da legalidade.

Quando grassa corrupção, é culpa dos professores porque falhou o ensino da ética. Se há desemprego é porque os professores não desenvolveram o espírito de iniciativa nos estudantes. Se há fome é culpa dos professores não terem ensinado a pescar. Se está escuro, é culpa dos professores não terem ensinado a fazer luz. Quando há problemas, é culpa dos professores não aparecerem soluções.

Tivemos a “paixão pela educação” de Guterres e a carnificina da avaliação docente com Sócrates. Vamos em mais de 10 anos de políticas para resolver os problemas do país mexendo na educação. Melhorámos? Basta olhar para as parangonas para se ler a resposta.

Em todas estas décadas, pese embora tantas “mudanças”, há uma aldeia de irredutíveis gauleses onde as fundações continuam inabaláveis: o sistema judicial. Um país onde a justiça seja incapaz de responder em tempo útil nunca poderá ter níveis de desenvolvimento aceitáveis. Se se perde um concurso devido a truques, de nada vale, passados anos, esgrimir argumentos em tribunal. Incumprimentos contratuais precisam de ser resolvidos na hora, não é num futuro incerto. Direitos violados assim continuarão até que, tantas vezes tarde demais, seja possível obrigar à reparação de danos. A incerteza quanto ao tempo necessário para que se faça justiça é um campo fértil para quem se disponha à ilegalidade.

Os governos têm passado e a justiça fica. Em contrapartida, a mensagem “abaixo os professores” trazida pela enxurrada de reformas após reformas tem sido uma constante, como se isso resolvesse os problemas do país. É mais do que tempo de parar com o faz de conta. Quando é que se reforma a justiça, começado pelas bases processuais?



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Pisolim

pisolim

pisolim
(italiano pisolino)
   s. m.
  
1. Torre inclinada de onde os acrobatas formam os saltos estatísticos
   2. Fig. sucesso educativo feito de estatísticas



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Uma casinha caiada

casinha

Era uma vez uma casinha, trabalhadora mas com a pintura desbotada pela intempérie. Levantava-se quase às nove, já em plena hora de ponta da rotunda de Massamá, apesar do despertador diariamente fazer tiriri-tiriri-tiriri com uma antecedência suficiente para evitar correrias. Mas o Malato, depois o Espírito indomável e por fim o CSI empurram a leitura da Margarida Rebelo Pinto para tão tarde que as manhãs se colam às costas da noite.

A sua juventude foi fulgurosa, irrequieta, imediata. Sobretudo imediata. Hábitos de trabalho e esforço pouco importavam quando o branco da sua fachada tanto olhar ofuscava. E quando a telha marselhesa do seu beiral, desgrenhada ao vento em trejeito rebelde, fez notável sensação. Quem se preocupa nessa idade com anexos e garagens, fontes de atenção para toda a vida?  Ou com arrecadações para os 12 anos de enciclopédias trazidas diariamente à porta, isto se descontarmos as férias do Natal, da Páscoa e do Verão. O tempo era o instante e este incompatibilizara-se com o planeamento do futuro.

Com os pilares cansados e o branco sujo, os dias passavam rotineiros e sem expectativas. O vigor era menos e já havia dado como certo o seu rumo quando o Engenheiro a encontrou. Mirou-a e sabedor que ali teria uma eleitora, deu-lhe a conhecer a Revelação. Um andaime, uns dossiers e três meses de auto-ajuda na escrita da sua Experiência de Vida trazer-lhe-iam uma pintura nova e de primeira qualidade. Igualzinha à daqueles que estudaram 12 anos de fascículos da Luso-Brasileira. E que, se usasse uma encadernação térmica com capas plásticas, ainda se poderia candidatar-se ao Superior Patamar que lhe seria colocado por cima do terraço.

Novas Oportunidades não aparecem todos os dias e a casinha empenhou-se. Hoje está pintada com 20 valores e quase não se vêm as rachas no reboco nem a derrocada parece tão eminente. Continua a ficar presa no engarrafamento matinal mas agora, Doutora feita, não se coíbe de barafustar com maior veemência quando não lhe facultam uma passagem prioritária na bicha. E até lhe faz bem, já que assim entretida vai ficando no esquecimento o prometido amanhã dourado que uma fachada caiada para inglês ver não trouxe.



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Tiririca e as Novas Oportunidades

tiririca

Mais:



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hehehehehehehehe

«Cavaco Silva não deixou também de reconhecer “os sucessos em matéria de ensino nas duas últimas décadas”, nomeadamente através da generalização do ensino obrigatório, redução das taxas de insucesso escolar e aumento da frequência do ensino secundário e universidades.» no Público

 

hehehehehehehehehehehe ainda me estou a rir hehehehehehehehehehehehe



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Ter olho compensa

 ter olho compensa

«Melhor» aluno entrou na universidade sem acabar o liceu

Média de 20 valores foi conseguida com apenas um exame. Jovem conseguiu equivalência ao 12.º através das Novas Oportunidades e admite que beneficiou de uma injustiça [tvi24]

 

Checklist

  • Trabalho diário, ano após ano, para terminar o secundário com a melhor nota possível - Inscrever-se nas Novas Oportunidades
  • Fazer vários exames - Fazer apenas o(s) exame(s) exigido(s) como prova(s) de ingresso no curso que se queira
  • Trabalho extra nas disciplinas para as quais se tenha maior dificuldade - Desistir e ir para as Novas Oportunidades

Em suma

Quem queria ver, já há muito sabia que as assolapadas paixões educativas que assaltaram vários governos mais não eram do que fogo de artifício para brilhar enquanto a fasquia da exigência ia sendo descida. Mas agora não conseguirei evitar rir com escárnio de cada vez que os do costume vierem falar em qualificação, exigência e aposta na educação. Mau feitio meu, só pode.



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Os números do sucesso educativo

Governo traça metas para sucesso educativo (TSF)

A ministra da Educação está a pedir às escolas que tracem metas para melhorarem os resultados. Os novos objectivos de aprendizagem para o sucesso começaram, na terça-feira, a ser explicados pela ministra em Braga junto de mais de 300 directores de agrupamentos de escolas.

Pela voz da ministra da educação ficamos a saber que o governo quer que a educação em Portugal tenha maior sucesso. Não se reuniu nem se dirigiu aos alunos para que estes estudem mais. Nem aos pais para que melhor acompanhem os seus filhos. Não. Pediu às escolas que estabeleçam metas. É claro como água que os números sucesso educativo melhorarão e que os alunos continuarão a saber tanto quanto hoje sabem.



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Pelo fim dos chumbos

film strip - Chumbos

A notícia: «Isabel Alçada quer acabar "gradualmente" com os chumbos», no Expresso

Imagem de fundo: Hunting Pages



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As futuras mega-mega-escolas

film strip - mega escolas

A notícia: «Ao contrário de Portugal, lá fora aposta-se no regresso a escolas mais pequenas», no Público

imagem de fundo baseada neste lote: Lego advertising



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Há culpados para o aumento da despesa: os professores

Acabo de ouvir no noticiário da TVI (~20h20m) que uma das razões por a despesa do Estado ter aumentado foram os aumentos de gastos com pessoal, nos quais se inclui o aumento da despesa devido a promoções com professores, consequência dos resultados das avaliações.

Não sei haverá incompetência dos jornalistas da TVI,  se será má fé de quem do governo tenha passado esta informação ou se, por eu não ser professor, não estarei estarei simplesmente equivocado. Então mas o acesso a professor titular (ou ao correspondente escalão, por esta divisão ter sido abolida) não se faz por numeros clausus? Isto é, sendo a promoção afunilada por vagas, não baixa a despesa com pessoal?

Como estava em crer que o erro teria sido dos jornalistas, fui ver o que se escrevia sobre isto. E no Público lá está a citação exacta:

Em vez de diminuírem, em ano de congelamento nos salários, as despesas com pessoal aumentaram 1,7 por cento, sobretudo devido "à implementação dos novos sistemas remuneratórios das forças de segurança e dos militares" e "às alterações de posições remuneratórias de docentes do ensino não superior associadas ao processo de avaliação".

Pronto, estou esclarecido. De acordo com o Ministério das Finanças, a despesa com pessoal aumentou porque, entre outras razões, as medidas que baixaram os custos com o pessoal docente fizeram aumentar a despesa. Certoooooooo.



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Pedir o impossível

 film strip - pedir o impossível

A notícia: «Pergunta do exame de Biologia pede algo que não é possível, afirma associação de professores», no Público. Imagem de fundo: Day and Night, Escher, 1938



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Saltar do 8º para o 10º

film strip - salto do 8º para o 10º ano

A notícia: «Nenhum aluno conseguiu saltar do oitavo para o 10º ano», no Público.



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Atente-se neste peça de burocracia artística

A organização do ano lectivo de 2010/2011 prevê a redução das tarefas administrativas pelos docentes

7 de Jul de 2010

De acordo com o diploma publicado no Diário da República, a marcação e a realização das reuniões de natureza pedagógica devem ter em conta determinadas regras que garantam a sua eficiência, assegurando aos docentes o tempo necessário para desenvolverem o seu trabalho a nível individual.

Antes de serem marcadas as reuniões, deve ser ponderada a efectiva necessidade da sua realização ou, ainda, a possibilidade de atingir os objectivos propostos através de outros meios.

Caso a reunião seja considerada necessária, devem ser garantidas as seguintes condições, de modo a possibilitar uma melhor gestão do tempo:

Realização de uma planificação da reunião, estabelecendo as horas de início e de fim, bem como uma ordem de trabalhos exequível dentro desse período;
Atribuição de trabalho aos participantes, que possa ser previamente realizado, de modo a agilizar o funcionamento das reuniões;
Estabelecimento de um sistema rigoroso de controlo da gestão do tempo para cumprir a planificação prevista.

Para assegurar aos docentes o tempo necessário para a realização do seu trabalho a nível individual, os órgãos dos agrupamentos e das escolas responsáveis pela direcção, coordenação educativa e supervisão pedagógica devem evitar exigir-lhes documentos que não estejam previstos na lei ou no regulamento interno. Caso sejam considerados necessários, os documentos elaborados pelos docentes ou produzidos pelas escolas devem ter uma extensão o mais reduzida possível.

Deve ainda fazer parte das preocupações dos órgãos responsáveis garantir que a escola se envolve só em projectos que se articulem com o respectivo projecto educativo.

Cabe às direcções executivas das escolas e dos agrupamentos determinar o número de horas a atribuir à componente não lectiva de estabelecimento, que deve ter no mínimo uma hora, à qual acresce o tempo destinado às reuniões convocadas.

No que respeita às horas destinadas à avaliação do desempenho de docentes, mantém-se o critério de um tempo lectivo semanal, por relator [nota do fliscorno: os titulares agora chamam-se relatores?], para a avaliação de três docentes. As horas previstas para a avaliação de outros docentes passam a estar incluídas no número de horas do crédito horário das escolas.

Quando as horas de componente não lectiva de estabelecimento e as horas de redução de que o docente beneficia forem insuficientes, procede-se à redução da componente lectiva do relator. No caso dos docentes da educação pré-escolar e do 1.º ciclo, sempre que o número de horas da componente não lectiva de estabelecimento do relator fique esgotado pelo número de docentes a avaliar, procede-se à designação de outro relator.

O despacho relativo à organização do ano escolar estabelece as regras e os princípios orientadores para a elaboração do horário semanal de trabalho dos docentes, bem como a distribuição do serviço docente correspondente.

Este despacho define ainda orientações para a programação e execução das actividades educativas necessárias para a plena ocupação dos alunos dos ensinos básico e secundário, durante o período de permanência na escola.

Para mais informações, consultar:

  • Despacho n.º 11120-B/2010 [PDF]

 

Bem sei que os portugueses têm uma tendência natural para ligar o complicómetro. Mas daí até o legislador se dar ao trabalho de colocar em lei umas linhas gerais sobre como planear e organizar reuniões de trabalho, é obra. Posto isto, espero pelo despacho que comunique a forma correcta de alinhar as cadeiras e as mesas nas salas de reuniões.

Mais. Quando foi de se definir o que seria a avaliação dos professores, no mandato de MLR, o ministério lavou as mãos e deixou uma imensidão de coisas para que as escolas definissem. Foram reuniões e reuniões para critérios, modelos, o que seria exigido a cada professor, e por aí foram. Resultaram, naturalmente, esquemas de avaliação bem diferentes de escola para escola.

Depois vem o ME com uma insignificante normalização, com recomendações de facto sensatas, mas que só a um desvairo levaria a que alguém colocasse em despacho. Especialmente depois do vazio descrito no anterior parágrafo.



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E já agora, «Os cães ladram e a caravana passa»

«Tudo o que seja tentar correr depressa pode dar naquilo que o povo diz 'as cadelas apressadas têm os filhos cegos'. Todas as direcções regionais que se sentem à mesa, conforme nos garantiu o senhor secretário de Estado, com a direcção das escolas, com as associações de pais, com os conselhos gerais que existem nas escolas a agregar e vejam se é possível seguir este caminho», defende Albino Almeida. [na TSF]



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ECD bis

Aí está o take 2 do Estatuto da Carreira Docente, comprovando a vocação romancista do legislador, pela elaboração de um preâmbulo que bem poderia ser o texto de uma qualquer notícia saída da Lusa ou no DN.

Duas notas quanto à notícia no Público, divulgada pela Lusa (oh surpresa das surpresas):

A progressão aos 5.º e 7.º escalões sem estar dependente de vaga é permitida aos docentes que obtenham na avaliação as menções de “Muito Bom ou Excelente”, mas continuam dependente de quotas, à semelhança do que acontece na generalidade dos trabalhadores da Administração Pública.

  1. Como é que não se depende de vaga estando sujeito à existência de quotas?
  2. A que propósito vem esta comparação com a generalidade dos trabalhadores da Administração Pública? Acaso são as carreiras comparáveis?

Um pouco mais de rigor não vos ficaria mal, senhores jornalistas da Lusa – Agência de Notícias de Portugal, SA.

Quanto ao novo ECD, uns 5 anos de tricas depois, eis que fica preto no branco e sem floreados titulares aquele que era o ponto fulcral: diminuição dos custos salariais com professores pelo acesso aos 5.º e 7.º escalões limitados por quotas. A questão óbvia é se para isso era preciso deixar a escola em pantanas, lançar na lama a classe docente (objectivo algo falhado, ao que parece) e ter-se gasto todo este tempo?



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Mais vale rir – 106

afogar-se-em-burocracia

Quando o importante passou a ser o preenchimento de papelada da avaliação, em vez de ensinar e avaliar.

(republicações, diariamente às 12h30, de bonecada antiga)



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Computador Magalhães usado para escutas ilegais

Atendendo a que o Computador Magalhães é um clone do ClassmatePC, da Intel, há sério risco de estes computadores escolares estarem a ser usados remotamente para escutas ilegais.

Tal foi o caso que acabou em tribunal por causa de uma escola de Montgomery County, Filadélfia, EUA, ter usado os computadores da escola para espiar os seus alunos através da respectiva câmara:

PHILADELPHIA, Pa. -- The issue of electronic privacy took center stage at a U.S. Senate subcommittee field hearing in Philadelphia Monday. The federal lawsuit in a school district in Montgomery County played a supporting role. Officials and experts spent the day debating whether there should be new federal legislation addressing video surveillance.

No caso português, a situação é mais grave porque a conjugação computador com câmara e com ligação móvel à net permite que a câmara seja activada remotamente, mesmo fora da escola, sem que o respectivo dono disso se aperceba.

A questão é séria e deve ser colocada ao Ministério da Educação: que medidas foram tomadas para desactivar o controlo remoto da câmara dos computadores Magalhães? Espera-se que o ME não seja conivente com esta situação porque então há a temer que algum plano maquiavélico poderá estar em marcha. Falo, especificamente, da possibilidade do governo poder passar a espiar remotamente determinadas famílias à sua escolha, graças à distribuição massiva que o Magalhães teve.

Dependendo da resposta do ME, colocar-se-á ou não a questão: está o governo a espiar famílias com recurso ao computador Magalhães? É um assunto sério que será seguido com atenção neste espaço.



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Directores & Portas

Paulo Portas foi a estrela do Prós & Contras. Na primeira parte teve o dobro do tempo dos outros convidados. Na segunda parte não cronometrei mas parece-me que também esteve em destaque.

Do lado dos professores e como bem sublinha Paulo Guinote, nem um professor no activo falou. Apenas os directores. Curiosamente todos os outros "parceiros sociais" tiveram tempo de antena, alunos, funcionários e directores.


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Prós e...?

22h47, vamos lá ver o que isto dá. O ME não se fez representar (vamos ver que falará pelos pais…), sorte do Paulo Portas (PP) que entra logo a abrir. Reportagem. PP diz que o professor deve mandar na escola. O caso do professor agredido pela família de um aluno e que hoje tem um processo.

22h56 Nuno Crato (NC). A autoridade não é de esquerda nem de direita. É impossível a aprendizagem facilitada sem disciplina. São os profs que devem mandar, dentro de regras gerais. As escolas devem decidir.

23h01 Helena Matos (HM). O caso do professor que se suicidou e a acta que não tem referências à violência. Não existe autoridade. Quem a pode exercer não a exerce. A linguagem do eduquês por parte do ME: comportamentos disruptivos; e tal. Comparação com a inverdade, coisa que não existe: ou é mentira ou verdade. O ME trata de questões laborais (em oposição a questões educativas). É um empregador. Há gente no ME que há muito tempo que não sabe o que é dar uma aula e que coloca os seus filhos no particular.

23h08 António Gouveia (AG). Professor, director de uma escola no Cacém. Responde a HM, que além do conselho de turma que não relatou os factos em acta, também há outros responsáveis no ME e no Estatuto do Aluno (EA). Responde a NC: um acto de indisciplina na sala ocorre uma vez mas não se repete. NC lembra que não é bem assim com o actual estatuto do aluno. Fátima Campos (FC) toma partido, dizendo que os alunos indisciplinados sabem que podem ser apanhados. AG sublinha que a escola do professor que se suicidou devia ter actuado (face às 7 participações) e não o fez.

23h15 PP. Já deu razão a NC por duas vezes. PP lembra-se de todos os profs que o fizeram como ele é. A realização foca risos na audiência. FC volta a tomar partido, agora porque existem programas alternativos. PP fala do EA que não distingue as faltas justificadas das injustificadas.

23h20 Voz à assistência. Francisco Vitorino (FV), Escola Marques Castilho, Águeda. A autoridade já vem de fora, dos pais. Se os alunos vêm com hábito de não reconhecer a autoridade, na escola fazem o mesmo. FC diz que os profs podem aplicar o EA. FV diz que isso implica muita burocracia. FC toma partido concordando. FC sugere que o exercício da autoridade também implica o professor, que a tem que exercer. FV concorda mas não pega na deixa. FC volta a sugerir uma linha de argumentação, falando dos pais que não respeitam a autoridade. FV concorda e FC corta-lhe a palavra.

23h25 Maria José Viseu (MJV), Presidente da CNIPE. O problema social dos pais que têm que levar para casa o salário. O grande problema do EA é que este não cria protecção de aluno para aluno.

23h28 Maria João Alves (MJA). directora do agrupamento de escolas de Almodôvar. Disserta sobre para educar uma criança é preciso uma aldeia. A educação é mais do que instrução. É a família, que não pode estar em campos opostos. FC pergunta como é que se puxa a família para a escola. Ela tem directores de turma que se deslocam a casa dos pais. A 40Km de distância. Os seus professores conversam com os pais usando os telemóveis pessoais. Os pais e mães vão a cada de MJA.

23h33 Eduardo Fernandes (EF) Plataforma de Estudantes. (Não consegui apanhar o que EF disse)

23h34 Albino Almeida (AA), CONFAP. Não responde a FC. Pega na cassete. Lê discurso. Não aceita ser interrompido. Hierarquização de responsabilidades. A família é a primeira responsável pela criança. FC pergunta o que fazer quando um pai vai agredir o prof à escola. AA responde falando do regulamento interno da escola. AA não aceita que lhe tirem o pio. Palmas.

23h39 Américo Baptista (AB), psicólogo clínico. Divaga sobre o mito do séc. XX em que amor e carinho bastava para educar as crianças, o que levou a perda de autoridade dos professores. Fala da necessidade de também memorizar quando se estuda. São precisas regras claras para a disciplina nas aulas.

23h43 Intervalo.

Termino aqui o relato de futebol, ups quero dizer, do Prós & Contras.

Tempos de participação

Participante Tempo    
Reportagem de introdução e Paulo Portas 00:09:00 Convidado Deputado, líder do PP
Helena Matos 00:07:00 Convidado Jornalista
António Gouveia 00:07:00 Convidado Professor, director de uma escola no Cacém.
Francisco Vitorino 00:05:00 Assistência Director da Escola Marques Castilho, Águeda
Paulo Portas 00:05:00 Convidado  
Maria João Alves 00:05:00 Assistência Directora do agrupamento de escolas de Almodôvar
Albino Almeida 00:05:00 Assistência CONFAP
Nuno Crato 00:05:00 Convidado Matemático
Américo Baptista 00:04:00 Assistência Psicólogo clínico
Maria José Viseu 00:03:00 Assistência Presidente da CNIPE
Eduardo Fernandes 00:01:00 Assistência Plataforma de Estudantes


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Sobre a violência escolar

Gostava de deixar aqui uma nota sobre a forma como os alemães lidam com as crianças, seja na escola seja noutro local:

 

Os pais são

responsáveis

pelos seus filhos.

 

E o que é que isto significa? Significa exactamente isso: os pais são responsáveis pelos seus filhos.

Há a cultura de responsabilização dos pais ao ponto de a frase "Eltern haften für ihre Kinder" (os pais são responsáveis pelos seus filhos) aparecer nos mais diversos locais, desde obras a propriedades privadas. Alguns exemplos:


É proibida a entrada no recinto da fábrica a pessoas estranhas.

Os pais são responsáveis
pelos seus filhos

Propriedade privada
Entrada proibida

Os pais são responsáveis
pelos seus filhos

O proprietário
 

Os pais são responsáveis
pelos seus filhos

Proibida a entrada na obra

Os pais são responsáveis
pelos seus filhos
 

Parque infantil

Os equipamentos só podem ser utilizados por crianças até aos 14 anos.
Ao anoitecer ninguém pode
permanecer no parque.

Os pais são responsáveis
pelos seus filhos
 

Reserva natural

Os pais são responsáveis
pelos seus filhos

Parque infantil privado

Apenas para crianças do condomínio
até aos 14 anos e por sua própria
conta e risco.

Os pais são responsáveis
pelos seus filhos e pelo equipamento

Horário:
Segunda a Sábado, 8-12 e 15-19

O Condomínio
 
Perigo de derrocada

Os pais são responsáveis
pelos seus filhos

        

Para os alemães a questão tem duas abordagens: a via legal e a da sensibilização para a mensagem traduzida nestas placas.

Um texto no Welt Online, numa espécie de tradução (tradução automática pelo Google):
 

E entre nós? Está interiorizada esta ideia dos pais serem responsáveis pelos seus filhos? E a legislação, como encara este assunto?