Catolicismo e Liberdade
Há 56 minutos
Não sei se os problemas ficaram resolvidos. Mário Nogueira diz que sim. Para ser franco, perdi o fio à meada. Desinteressei-me por perceber que nunca esteve em causa efectivamente avaliar os professores mas sim introduzir mecanismos de redução salarial. Perdeu a anterior equipa educativa, o primeiro ministro e a escola pública. Esta, então, perdeu muito, ao nível da credibilidade. Com o objectivos de conseguir implementar a redução dos gastos com o pessoal docente, o governo anterior não hesitou na destruição da imagem de uma classe profissional, o que foi feito com a conivência de muitos dos nossos fazedores de opinião. Os mesmos que agora disfarçadamente engolem o sapo e já não vêm luz na equipa de Maria de Lurdes Rodrigues.
Já com a passagem de século foi a mesma coisa. Chegou-se a 31 de Dezembro de 1999 e festejou-se a passagem de milénio. E agora, chegámos a 2009 e lá vêm as habituais resenhas da década. Não devo errar afirmando que todos os media as fizeram (os que leio fizeram-na), pelo que este artigo do i é apenas mais um.
Eu sei que é um preciosismo e que estas coisas da exactidão não para levar a sério. Ou se calhar são e eu estou a dar tanga. Mas a década só termina a 31 de Dezembro de 2010. Tal como o século e o milénio só terminaram a 31 de Dezembro de 2000. Como aqui podem confirmar, de resto.
Mas há uma nuance: pode-se falar dos anos 60, por exemplo, referindo-se ao período de 1960 a 1969. No entanto, a década de 60 do século XX corresponde aos anos 1961 a 1970. A culpa é do Sr. Dionysius Exiguus:
When Dionysius Exiguus computed the date of Christ's birth in the Middle Ages, he named the year of the Nativity 1 A.D., and stated that Jesus' birthdate was December 25 of that year. The year immediately before this was the year 1 B.C. Whether from mathematical ignorance or design, he did not include a year zero. daqui
O Sr. Dionysius Exiguus não aparentou ter grandes apetências pela matemática mas não temos que lhe seguir as pegadas. Até porque temos um delicioso Plano de Matemática que tão boas parangonas proporcionou.
Segundo o diário mais correcto (na perspectiva de Sócrates), «novos Magalhães só depois da Páscoa». Claro que se se tivesse optado por equipar as escolas em vez de dar prendas aos papás eleitores, este problema não se colocava agora ao ministério nem aos meus bolsos. Mas se é para a Páscoa, a avaliar pela ânsia socialista por novas eleições (!), parece-me que o ministério não terá muito com que se preocupar. Tudo há-de ficar em águas de bacalhau.
Fundação investigada pelo PSD em risco de extinção
Estatutos da Fundação do Magalhães indicam que, no próximo ano, os membros dos órgãos gerentes terminam o mandato. Por outro lado, um dos objectivos da FCM era gerir as contrapartidas das operadoras, que já se esgotaram
Sim, e… Lá porque não faz sentido existir mais, coloca-se uma pedra no assunto e não se olha para o que se fez com o dinheiro?
Entretanto, ainda no DN, ficamos a saber que as contas de Estado agora prestam-se num canal de televisão de sinal fechado:
Os números do E.escola, segundo Lino
Apesar dos esclarecimentos do Ministério das Obras Públicas Transportes e Comunicações, a informação mais detalhada sobre o E.escola foi dada na última quinta-feira à noite na Quadratura do Círculo pelo ex-ministro Mário Lino. No programa da SIC Notícias, Lino disse que o custo total do programa até agora foi de 870 milhões de euros, revelando que 216 milhões desse "bolo" foram pagos pelo Estado, o que corresponde a cerca de 25% do investimento. Lino explicou ainda que desses 216 milhões, 36 vieram de lucros do Instituto de Comunicações de Portugal - Autoridade Nacional de Comunicações e 180 milhões da Acção Social Escolar. O ex-ministro revelou também que do total de 1.200.000 computadores, 80 mil foram entregues a professores e 839 mil estudantes a estudantes. Lino avançou ainda que 280 mil computadores foram entregues a alunos inscritos nas Novas Oportunidades. O ex-ministro referiu-se várias vezes ao E.escola como "um sucesso".
Finalmente, pelo i e pelo Público voltamos a ouvir dizer que há quem não partilhe da mundivisão socialista de dar negócios públicos sem concurso e achar que está na legalidade.
Questões para a Comissão «Magalhães» por Gabriel Silva no Blasfémias. Incontornável. São questões cujas respostas também eu gostava de ver respondidas e, veja-se só, até tenho direito a saber as respostas. Há que acabar com a prática de os governos não prestarem contas; há que exigir respostas.
Divulgo esta informação que me chegou pelo respectivo autor:
Foi autorizada a abertura na UTAD de duas bolsas de investigação para mestres, a começar em Fevereiro, para trabalhar em sistemas informáticos com mundos virtuais:
http://andabata.blogspot.com/2009/12/research-grants-bolsas-de-investigacao.html
São bolsas de 1 ano renováveis por mais 2, pelo que se trata de boas oportunidades para quem queira iniciar doutoramento na área, integrando uma equipa que já vem trabalhando e publicando internacionalmente desde 2006!
O objectivo é participar na execução do projecto PLAYER durante a primeira metade da bolsa, como forma de conhecer as tecnologias necessárias, e desenvolver investigação avançada no resto do tempo.
Que governo é este? Um funcionário Ministério da Educação grava conversas informais de jornalistas
por Kátia Catulo, Publicado em 27 de Novembro de 2009
Durante 13 minutos, as conversas dos jornalistas estiveram a ser gravadas por um funcionário do Ministério da Educação.
Quando se poderia pensar que a TLEBS tinha sido enterrada juntamente com a anterior equipa do ME, eis que o zombie se ergue da tumba para nos perseguir de novo, numa prova acabada de que as máquinas ministeriais estão muito para além das cabeças da hidra. Foi o que fiquei hoje a saber por António Jacinto Pascoal numa crónica do Público.Dicionário Terminológico - voltar à vaca fria
António Jacinto Pascoal - 2009-11-08
Agora, que as águas estão mais calmas, no que concerne a questões de linguística, surge-nos de chofre o Novo Programa de Português (NPP). Poderíamos pensar que estaríamos descansados em relação à arqui-designada TLEBS (Terminologia Linguística para o Ensino Básico e Secundário), porém, para quem não sabe, o NPP traz à colação o Dicionário Terminológico, nova designação para a tal terminologia linguística.
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