a política na vertente de cartaz de campanha

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Já cá faltava a greve da CP

Ferroviários partem para a greve

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF) convocou hoje os trabalhadores da Refer, da CP e da EMEF para uma greve no dia 23.

A paralisação tem como objectivo protestar contra o congelamento dos salários, explica o SNTSF, em comunicado.

Sintomaticamente, o que não merece uma greve é o péssimo serviço prestado pela empresa, assunto já aqui abordado:

  • A certo ponto, justifica-se a desorganização com o plano de se privatizar a empresa, o que situa a origem do caos num passado recente. Acontece que a situação tem barbas. Há 20 anos, nos meus tempos de Coimbra, já a Bifurcação de Lares era o local ventoso de espera por ligações que não foram planeadas correctamente que agora é. Bi-anualmente havia novos horários, os de Verão e os de Inverno. Em cada novo horário, a situação mantinha-se: uma ligação não se fazia por uma questão de minutos, obrigando à espera de quase uma hora pela ligação seguinte. ler mais
  • Contribuição para o défice, em milhões de euros: Refer: 43.3, CP: 34.7  ler mais
  • Quando estudava em Coimbra usava a linha do Oeste para ir até B-Lares e aí apanhar o comboio para Coimbra, vindo da Figueira da Foz.Pode parecer inacreditável, mas o facto é que geralmente era necessário esperar pela ligação seguinte (o que costumava implicar pelo menos uma hora de espera) simplesmente porque a o meu comboio chegava alguns minutos depois da anterior ligação ter partido. ler mais

A mim, uma coisa parece-me óbvia. Uma empresa que serve mal os seus clientes, apresentando prejuízo ano após ano, não tem grande margem para aumentar salários. Em oposição, veja-se a CGD e como passou por cima desta contenção salarial.



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Nunca fiz greve

Nunca fiz greve. Em primeiro lugar porque quando não estou bem numa empresa, mudo. Em segundo lugar porque não trabalho no sector estado.

A verdade crua e dura é esta: nas últimas décadas, a greve não tem sido um direito mas sim um privilégio de algumas pessoas, quase todas trabalhadores do estado e com posição laboral absolutamente estável.

Com a mesma regularidade do Natal, das janeiras e da época balnear, ano após ano aí temos as mesmas greves. Preocupam-se com a estabilidade do seu emprego - o que me parece normal e pedem salários mais atractivos. Mas ironicamente não os vejo discutir a competitividade das suas empresas, alicerce da saúde financeira que lhes manteria os empregos e, certamente, lhes permitiria ambicionar melhores salários.


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A greve da CGTP

Os diversos pré-avisos da greve de 30 de Maio de 2007 podem ser encontrados no site da CGTP [link] e, mais coisa menos coisa, consistem nisto:
  • Pelo Emprego com direitos, contra o desemprego e a precariedade no trabalho;
  • Pela melhoria dos salários, defesa da contratação colectiva, mais justiça na distribuição da riqueza;
  • Contra a flexisegurança, que mais não visa do que despedir sem justa causa e desregulamentar as relações do trabalho;
  • Defender os serviços públicos e funções sociais do Estado;
  • Pelo Serviço Nacional de Saúde, Escola Pública, Segurança Social Universal e Solidária.
A mim salta à vista que estes objectivos, vagos na sua maioria, são completamente ridículos. Não é difícil concordar com cada um individualmente - certamente que que tinham essa apelativa intenção - mas juntos assim mais parecem frases saídas dum pote de rifas. "Olha, saiu a dos melhores salários, junta-a aí". Uma iniciativa, seja ela qual for, deve ter objectivos claros e concretos. Frases nublosas como as usadas nestes pré-avisos de greve só podem conduzir a resultados incertos.

Depois há o paleio gasto das centrais sindicais, seja a do braço direito do PS e PSD - a UGT - seja o braço esquerdo do PCP, a CGTP. (Sobre a primeira acresce ainda a inacreditável história do processo arquivado das fraudes da formação profissional, que certamente teve esse desfecho graças à sua condição de braço direito.) Ou as greves promovidas são de absoluta ineficácia ou algo está errado, pois desde que tenho consciência política que as ouço. Nunca vi uma greve ser convocada por alguma empresa ou serviço não estar a produzir/prestar serviços com a qualidade que os seus clientes/utentes esperam. Pois para mim seria de esperar que a principal preocupação dum sindicato fosse o sucesso das empresas/serviços onde actuassem, como condição para depois exigir que esses lucros fossem investidos na robustez dessa empresa/serviço, seja pelo investimento na investigação, seja pelo aumento da satisfação dos seus colaboradores - a melhor forma, sem dúvida, de aumentar a sua produtividade. Olhando para o sector dos transportes públicos, tão queridos às centrais sindicais, com certeza pelo transtorno que causam e que facilmente se pode confundir com descontentamento solidário à greve, alguma vez uma greve foi convocada nos termos que se seguem?
  • Estamos em greve porque há transportes insuficientes na hora de ponta;
  • porque os autocarros não têm corredores exclusivos que lhes permitam assegurar a pontualidade;
  • porque a política de transportes tem sido a do investimento no transporte individual em vez de no transporte colectivo como a solução mais confortável, mais rápida e mais económica.
Não, claro que não. As centrais sindicais acham que existem para definir políticas e, consequentemente, não poderão defender os seus representados. Além disso, funcionam como força política sem no entanto terem as suas linhas de acção validadas por eleições como acontece com os partidos. A CGTP decidiu avançar para uma greve, com os objectivos que algumas das suas pessoas decidiram - ou foram convidados a aceitar como sua decisão. Com que legitimidade? Simplesmente por serem sindicatos? Pois o resultado está à vista, com prejuízo para quem só pode contar com eles como forma de diálogo em negociações laborais.

Deixo esta questão: é a greve um direito de todos ou o privilégio de alguns?

Alguns textos que li por aí:
http://educar.wordpress.com/2007/05/06/e-agora-para-uma-boa-discussao/
http://arrastao.weblog.com.pt/arquivo/2007/05/sete_razoes_para_fazer_greve
http://filhodo25deabril.blogspot.com/2007/04/1099-greve-geral-2.html
http://acausafoimodificada.blogspot.com/2007/05/no-posso-aderir-greve-geral-porque.html
http://pimentanegra.blogspot.com/2007/05/greve-geral-de-30-de-maio-diz-respeito.html
http://sobreviver.wordpress.com/2007/05/06/a-greve-geral-e-a-contra-informacao/
http://abafosedesabafos.blogspot.com/2004/05/conhecem-aquela-experincia-da-r.html


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Funcionários públicos - a opinião de um juiz

Recebi o texto seguinte por mail. Corresponde à minha opinião, portanto aqui vai. Acrescento, novamente, que considero a existência de duas funções públicas: a que nos presta serviços e a função pública do tacho. Incluo nesta última a função pública dos gabinetes, do governo, dos consultores, dos adidos de imprensa, dos secretários, das nomeações, dos assessores, das empresas municipais, dos deputados e dos seus gabinetes, dos governos civis e regionais, das delegações regionais, dos institutos, das fundações, etc, etc. Ou seja, aquela função pública que não nos presta serviço algum directamente, encarregue de gerir o bem comum e que, com muita frequência, leva o rótulo de tacho. Porque é de tacho que muitas vezes se trata.

Funcionários públicos - A opinião de um juiz
Bom, não sou funcionário público mas tenho muitos à minha volta, e desde puto que cresci no meio deles. Por isso, vou também meter o bedelho.

É público e notório que existem MUITOS funcionários públicos que não fazem nenhum e outros que, mesmo fazendo alguma coisa, são manifestamente incompetentes. E, é também certo, raramente ou nunca lhes acontece alguma coisa.

Porém, isso é culpa deles, funcionários? Ou não será de um Estado que, desde sempre, assim o permite?

Mais, quem tem um MÍNIMO de conhecimento do funcionalismo público também sabe que existem alguns funcionários que fazem por si e pelos outros - exactamente graças a estes é que o Estado ainda existe.

Pergunto: é justo que estes, os bons, comam pela mesma medida dos maus?

É ÓBVIO que é imprescindível começar a diferenciar os bons dos maus. Mas pergunto, de novo: NÃO SERÁ QUE É POR AÍ QUE SE DEVE COMEÇAR? Ou é justo que se comece por pôr todos no mesmo saco, retirando-lhes direitos que adquiriram quando ingressaram na função?

Depois, há tudo aquilo que o povo desconhece: por exemplo, sabiam que os funcionários judiciais podem passar ANOS - repito, ANOS - a mais de 300 Km de casa? Tenho vários destes no meu tribunal. E não me esqueço da funcionária que tive em Benavente, que saía de casa (em LEIRIA) às 6h00 da manhã para vir de TRANSPORTES para o tribunal, onde chegava DUAS HORAS DEPOIS. Trabalhava que nem uma moura e, às 20h00, voltava para casa. Onde chegava pelas 22h00. Em regra, por essa altura já os filhos dela (com 1 e 3 anos) estavam deitados. Ela aproveitava então para, no PC dela, fazer actas...

E agora? Agora come com menos reforma, menos direitos, congelamentos...

E, pelos vistos, parece não ter direito a protestar. Porquê? Porque parece que há outros que não fazem nenhum...

Justo? Não creio.

Por fim: é justo que os problemas financeiros do Pais sejam pagos à custa dos funcionários públicos? Só por má fé se pode dizer que sim. E, no entanto, é o que está actualmente a acontecer...

Poupa-se nos aeroportos? Nos TGV's? Nos estádios de futebol para a Palestina? Nas reformas dos políticos? Não. Poupa-se nos salários dos FP's, nas suas reformas.

E resulta? CLARO QUE SIM! AFINAL, OS FP'S SÃO A MINORIA ODIADA DE TODOS OS DEMAIS PORTUGUESES. Tudo o que seja bater neles, é sucesso político garantido.

Nos entretantos, fazem-se aeroportos, TGV's, estádios na Palestina, gastam-se milhões em Timor, etc., etc., etc. e o povo... cantando e rindo.

Agora, aparecem os FP's a querer fazer greve.

Então digo isto: no meio de toda esta merda, parece que só mesmo os FP's é que ainda estão vivos.

De resto, o povo português morreu há muito.


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Greve



Não tenho a certeza que concorde com a greve da CGTP - ainda tenho que ler umas cenas.
Mas discordo de várias políticas que se estão actualmente a seguir, pelo que fica então este blog em greve.