a política na vertente de cartaz de campanha

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Docinhos Micro$oft

msQuando uma empresa que vende 35 milhões de euros por ajuste directo ao Estado português fala em oferecer software de "transparência", só pode estar a referir-se ao celofane que envolve as caixas dos DVD  do Office e do Windows.

«E caso o governo português siga o ritmo dos restantes executivos europeus, passa a gravar e armazenar dados públicos dos cidadãos na "nuvem" controlada pela Microsoft, através da "plataforma Windows Azure".» [ionline]

Gostava de saber quais são esses «executivos europeus» e porque razão estão a confiar o controlo de dados potencialmente sensíveis a uma empresa.

Finalmente, há a questão dos preços de licenciamento.

imageSim, apesar do título da notícia dizer «Microsoft oferece software de "transparência" ao governo"», no corpo da notícia é sublinhado o uso da plataforma Windows Azure, a qual tem uma forma de licenciamento muito pouco transparente, baseado num modelo de consumo. A própria Microsoft afirma ser muito difícil estimar os custos operacionais da plataforma!

É pena que esta questão não tenha sido aprofundada na notícia, aproveitando o acesso aos porta-voz da empresa. Agora uma coisa é certa: isto nada tem de oferta, como sugere a notícia.



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Microsoft, macro-incompetência


Apanhar com esta mensagem a cada 10 minutos é uma das razões que vejo para chamar de incompetentes à Microsoft. Outras são precisar de re-iniciar o computador para terminar a instalação e este re-iniciar-se sem autorização do utilizador quando determinado tempo de inactividade foi atingido. E se eu tiver aplicações críticas a correr?!


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Bill Gaitas é português

Não sei se não passará de comichosísse minha mas o correio não solicitado aborrece-me, pelo uso improdutivo dos nossos limitados recursos naturais. Diria que, duma forma geral, costumo rejeitar o que me é impingido.

O Windows Update começou por ser uma forma de a Micro$oft nos disponibilizar a correcção de bugs mas rapidamente a empresa de Bill Gaitas descobriu que também serviria para concretizar estratégias comerciais. É o caso da persistente tentativa de nos impingir - ai, lá fico eu chateado - software que consolide a posição da M$ no mercado, como sejam as novas versões do Windows Media Player, do Internet Explorer 7 e do próprio Windows Update (este actualizado sem possibilidade de intervenção do utilizador).

Acontece que prefiro usar o Winamp e o Firefox em vez dos equivalentes M$. Blasfémia das blasfémias, porque diabos há-de alguém querer usar no Windows software que não tenha sido
escrito pela Micro$oft?! Talvez por ser melhor?... Bom, o facto é que a M$ não parece assim pensar e insiste os disponibilizar no Windows Update o que bem lhe apetece. Livro-me deles de vez da forma que mostro na figura: 1º desselecciono-os, 2º primo CLOSE, 3º aparece uma nova janela e selecciono a opção "vai dar banho ao cão" e, finalmente, 4º primo close.

Porque não tem o software em geral garantia?
É ridículo que por 5 € compre uma porcaria dum gadget made in China, tendo garantia de dois anos, mas se for comprar um software que custe centenas de euros, por exemplo, já tenho que me limitar à habitual EULA (End User Licence Agreement, link em PT/BR).

Convido à leitura desta EULA e ao exercício de imaginar que seria, por exemplo, um televisor que estaria a comprar.
  • Antes de sequer ligar a TV teria que concordar com a licença imposta pelo fabricante. Caso contrário nem poderia premir o botão de ligar.

  • Ao aceitar a licença, concordo que o televisor nunca será meu. Apenas me é concedido o direito de o usar, sendo realçado que o equipamento não foi vendido mas sim licenciado.

  • Não posso abrir a caixa do aparelho (disassemble). Além disso, há um limite de 5 aparelhos que posso legalmente conectar e tenho que consentir que o fabricante possa recolher dados sobre a minha utilização.

  • Concordo que estou a comprar o equipamento no seu estado actual, problemas de funcionamento incluídos e o fabricante não poderá ser responsabilizado pelas consequências do seu normal uso. Mesmo que o televisor expluda à minha frente.
Pergunto, onde andam essas associações de defesa do consumidor que se mantêm silenciosas perante um bem que podemos comprar mas que temos que aceitar que poderá nem sequer funcionar como anunciado?

Bill Gaitas é português
A manta de retalhos que é o Windows, bem visível pelo número de actualizações/«tapa buracos» com que anualmente o Windows Update nos brinda lembra-me por vezes a maneira portuguesa de fazer obras públicas. Estas nunca são verdadeiramente concluídas; o que está no projecto pode ser esquecido a partir do momento em que uma utilização minimalista se torna possível; o momento da inauguração é criteriosamente escolhido com objectivos eleitorais; e o custo final nunca é bem o anunciado.

Perante estes paralelismos, temos que concluir que o Bill Gaitas é português, não vos parece?