Em serviço mínimo...
... que por aqui se entrou no ano de molho. Mas está tudo controlado, muito graças aos conselhos da Linha Saúde 24: avinha-te, abifa-te e abafa-te.
Republico a seguir um texto em jeito de balanço, em sintonia com a moda da semana passada.
Consumidor universal
Publicado em segunda-feira, 24 de Setembro de 2007
A democracia, que já vinha da Grécia Antiga? A liberdade de expressão, tão cara a Gutenberg? O conhecimento, a arte, a saúde, a ciência? Sim, todos estes domínios, e outros, tiveram expansão considerável no passado século.
Mas é o estatuto de consumidor a mais abrangente das características que nos passaram a definir. Dificilmente alguém consegue deixar de o ser, passou a ter enquadramento com direitos e deveres e estabelece, em elevado grau, a interdependência entre todos.
Enquanto que séculos a trás ninguém se surpreenderia perante uma existência de auto-subsistência, hoje até este termo tem conotação negativa, equivalendo a insucesso na vida. É impensável viver-se sem dinheiro, sem o meio de trocar a capacidade produtiva de cada um de nós por parte da produção de outrem. Ser-se universalmente consumidor foi a maior mudança que o século XX nos trouxe.










