a política na vertente de cartaz de campanha

Mostrar mensagens com a etiqueta propaganda. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta propaganda. Mostrar todas as mensagens
Buzz this

Leituras

Gastos em Comunicação – como estoirar dinheiro em publicações informativas propagandísticas.

Apesar de tudo tão simplex e onlinenisado, nada como em bela foto do xô plesidente, a cores e em papel couché, na caixa de correio em véspera de eleições.



Buzz this

Mas a polícia já sabe contar?

15 de Novembro de 2008:

A PSP nunca mais divulgará números de manifestantes. O director-nacional da PSP, Oliveira Pereira, assume, em declarações ao SOL, a autoria da decisão. «Foi minha e tem carácter definitivo. Cheguei à conclusão de que não há nenhuma mais-valia nessa divulgação para a PSP, os manifestantes, os sindicatos ou os jornalistas porque há sempre discrepâncias», explicou.


30 de Maio de 2008:
Manuel Grilo, do secretariado da Fenprof, garantiu que 70 mil pessoas manifestam-se na Avenida da Liberdade, em Lisboa, percorrendo o trajecto Marquês de Pombal-Restauradores, em protesto contra a política educativa do Governo. (...) Estes números contrastam com uma estimativa avançada pela PSP, que situa entre os 50 e os 55 mil o número de manifestantes.

A coerência é bem mais difícil do que arranjar justificações para decisões de conveniência.


Buzz this

Nada de novo

O Ministério da Educação pediu a uma escola do primeiro ciclo de Castelo de Vide autorização para filmar crianças a utilizar o Magalhães. Mas, segundo conta hoje o Rádio Clube e o jornal "24 Horas", as imagens acabaram por passar num tempo de antena do Partido Socialista, na RTP, no passado dia 22. in Público

O governo está em campanha desde o início do mandato e com particular intensidade desde o início do 3º ano de mandato. As aparições diárias de Sócrates na TV são uma uma campanha eleitoral disfarçada de governação. Este episódio apenas é diferente por alguém o realçar.


Buzz this

Música: desmontando a propaganda

Uma pérola da Lusa (via Expresso):
Educação: Governo quer "democratizar" ensino da música - Sócrates (C/ Fotos e Vídeo)
Porto, 13 Abr (Lusa) - O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje na inauguração do Conservatório de Música do Porto que o Governo está apostado em "democratizar" o ensino da música, alargando-o a "cada vez mais jovens".
Com fotos e vídeos, assim se prepara a campanha diária de Sócrates nos telejornais das 20 horas.


"Esta inauguração tem o significado simbólico da aposta que é necessário fazer no ensino da música nas nossas escolas. E o ensino da música precisa de um grande investimento. Ao longo dos últimos anos demos o nosso melhor para que o ensino da música se democratizasse, por assim dizer"
Deve ser por isso que este governo decidiu acabar com o ensino especializado de música.


"O que queremos é que cada vez mais jovens tenham acesso à música. Por isso criámos a disciplina de música nas actividades até às cinco e meia nas escolas do primeiro ciclo"
Mas desde quando aprender flauta de bisel é aprender música?


"Julgo que esta é a ambição maior de um político: poder ocupar o lugar de alguém que dirige uma orquestra"
Obviamente que a ambição maior de um político é ganhar eleições! Homem, deixe de ser dissimulado.



Buzz this

Magalhães de Torres Vedras: 95 mil e 700 euros

Foi quanto custou a brincadeira chamada Monumento do Carnaval de Torres:

http://transparencia-pt.org/?search_str=%22Monumento+do+Carnaval+de+Torres%22

E foi preciso uma empresa para conceber e realizar isto? Depois há quem se espante por o estado gastar metade do PIB.


Buzz this

Não baixar os braços

Não baixar os braços

gracinhas anteriores


Buzz this

Campanha Negra 2005-2009

Continua a campanha eleitoral do governo, a decorrer desde 2005. Não há uma ponta de vergonha em estoirar o dinheiro dos contribuintes. Sim, estoirar. Quem precisa de recorrer a estes apoios sabe onde tem que procurar e, além disso, está atento ao que o governo anuncia. E se assim não é, então as suas qualidades como gestor duma empresa são questionáveis. Obviamente, estes anúncios não são para quem destas medidas precisa mas sim para convencer a restante população sobre a bondade do governo. Por isso, é propaganda; é campanha eleitoral. Cavaco fala em não se poder baixar os braços mas isto não passa  de os manter erguidos para segurar bandeiras panfletárias.

Esta campanha publicitária decorre também em outros órgãos de comunicação social, claro. Junta-se às muitas que já tiveram lugar neste governo. Esta sim, é a campanha negra a que Sócrates se referia há dias.


Buzz this

No Arrastão: As notícias não caem do céu

Parece que a central de contra-informação do governo ainda tentou fazer de conta que Sócrates não disse relatório da OCDE quando se referia ao texto encomendado pelo ME.
 
No Arrastão, Pedro Sales demonstra que contra fatos não há gabardinas (trocadalho possível no novo dicionário luso-acordográfico).


Buzz this

Auto-elogio, ou gabarolice como se diz na gíria

A expressão ímpeto reformista tem sido usada com frequência para se referirem ao governo de Sócrates, se bem que agora com menor frequência. No entanto, hoje volto a republicar um texto anterior, o que me leva a observar que a mudança poderá não passar da aparência.
 
Vem isto a propósito de mais um relatório da OCDE sobre a educação, oportunamente usado para propagandear a bondade do caminho de pedras que tem sido o rumo da educação socrática. E no entanto, como registou Paulo Guinote, vamos ver a autoria do documento e lá está o Ministério da Educação, no caso pela mão de Alexandre Ventura, presidente do Conselho Científico para a Avaliação de Professores.
 
Pois é, quem nasceu primeiro? O ovo ou a galinha? É aqui que entra um texto de Outubro de 2007:
Quinta-feira, 11 de Outubro de 2007
Education at a Glance 2007

Talvez já tenha o leitor pensado, como eu, de forma obtém a OCDE estes dados. Vem ao terreno fazer as suas próprias investigações? Tem sucursais? São-lhe fornecidos por outrem? É, no meu entender, uma questão pertinente, pois da confiança nestes dados resulta a validade das conclusões obtidas.
 
Ora este "Education at a Glance 2007" contém uma secção "Sources", onde que lê que as fontes para este relatório foram, no caso português:
 
    * The Bureau for Information and Evaluation of the Education System,
    * National Statistical Institute,
    * The Financial Management Bureau,
    * Science and Higher Education Observatory.
 

Ou seja, a respectiva proveniência é o Estado português. O que não deixa de ser curioso: a ministra da educação justificou todas as suas polémicas decisões com base nos dados publicados pela OCDE. Mas a OCDE apenas trata, compara e publica informação baseada nos dados fornecidos, no caso português, pela própria ministra. Um verdadeiro caso de pescadinha com rabo na boca e de nos interrogarmos seriamente sobre a ética de fazer política assim.
 
Quanto ao documento que agora tanto entusiasmou Sócrates, de onde vieram os dados? Basta consultar o respectivo anexo 2:
ANEXO 2: FONTES DOCUMENTAIS E INFORMAÇÃO DE ENQUADRAMENTO
A equipa beneficiou do acesso a um conjunto de documentos, incluindo:
  • Galvão, M.E. (Ed.) (2004). Desenvolvimento da Educação em Portugal. Ministério da Educação
    e Secretaria de Estado dos Assuntos Europeus e Relações Internacionais.
  • Ministério da Educação (2007). Educação e Formação em Portugal. Ministério da Educação,
    Portugal.
  • Ministério da Educação (2008). Medidas Políticas Implementadas no Primeiro Ciclo do Ensino
    Obrigatório em Portugal: Relatório Nacional. Ministério da Educação, Portugal.
  • Serrazina, M.L. (2008). Programa de Formação Contínua de Professores de Matemática: recompensas e desafios. Escola Superior de Educação de Lisboa.
  • Foram elaborados relatórios sobre a reorganização da rede escolar do primeiro ciclo em cada
    uma das cinco regiões, lavrados com objectivo da avaliação, e foram produzidos registos por
    alguns grupos de testemunhas entrevistados.
  • As informações e dados produzidos por todos os Serviços Centrais do ME, em particular, pelo
    GEPE e pela IGE, também se revelaram bastante valiosos.
E o leitor não acha este texto que acabo de escrever notavelmente excelente? Olhe que já foi gabado e aplaudido incondicionalmente (por mim).


Buzz this

Proteger as Empresas - lema no site do PS

Face à realidade, republico um texto anterior.

Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008

50 mil euros líquidos por trabalhador

O estado vai garantir um empréstimo de 100 milhões de euros à Qimonda. Isto são muito boas vontades. Mas nem seria a primeira vez que uma empresa recebe tanta benesse e depois zarpa para um paraíso de mão-de-obra de custo quase zero.

A Qimonda tem em Portugal 2000 trabalhadores. O empréstimo representa 50 mil euros líquidos por cada um deles. Se cada trabalhador ganhasse em média mil euros líquidos, isto significaria 50 meses de salários. Ou seja, 3 anos e meio de salários pagos com um empréstimo garantido pelo estado. Empréstimo que o estado, como qualquer outro fiador, deverá pagar caso a empresa resolva fechar.

Ninguém vê nada de errado nisto? Será que a Qimonda ainda existirá daqui a 3 anos e meio? Será que a crise tudo justifica?



Buzz this

F

Depois dos três F, eis o quarto EFE: Empresas, Família e Estado.



Buzz this

Isto é propaganda. Isto é mentira. Isto é manipulação.



O Magalhães não é um portátil 100% feito em Portugal. Nem mesmo 90%,80% ou 70%. Nem mesmo 5%. Talvez 1%? Vou dar o benefício da dúvida. Afinal, sempre é preciso imprimir os recibos e as etiquetas.

É lamentável a comunicação social pegar na propaganda partidária e difundi-la sem sequer verificar o que é que divulgam. É mau jornalismo. Aliás, não é jornalismo. É manipulação, é mentir.

Não tenho problema nenhum em afirmar isto, estou em casa.

Que se saiba, em Portugal não se vai passar a construir waffers, chips, microprocessadores, placas gráficas, modems, placas de rede, écrans, teclados, discos rígidos, ratos, memórias e por aí fora. Isto só para falar do hardware pois, novamente, que se saiba, entre nós ainda ninguém vende um sistema operativo, aplicações, browsers, anti-virus, etc.

A parceria entre Portugal e a Intel é a mesma que temos com a Coca Cola: vir cá vender os seus produtos.


Buzz this

3 meses, é quanto dura a memória colectiva?

Primeiro foram aquelas provas e os resultados que já se anteviam. Na altura escrevi que daqui um ano ninguém se lembraria destas polémicas provas e lá estariam os do costume a gabarem-se dos "excelentes" resultados. Como estava errado! Bastaram 3 meses!

Hoje em dia, ao que parece, a característica mais notável na política é a absoluta falta de vergonha na cara dos respectivos protagonistas. Não apresentam o menor sinal de escrúpulos em ludibriar, manipular e mentir.