a política na vertente de cartaz de campanha

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Kiva

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Kiva é um projecto de micro-crédito de privados para privados para privados. Com 25 dólares pode-se contribuir para a angariação de fundos que alguém esteja a fazer para lançar o seu negócio pessoal. Quando os donativos a uma pessoa são atingem o valor pré-estabelecido, a Kiva entrega-lhe esse dinheiro. Essa pessoa monta o negócio e procede a um plano de pagamentos pré-estabelecido. Há ano e meio fiz dois empréstimos de 25 dólares, um à sr.ª Jeannette Egbare e outro ao sr. Kodjovi Tinin Kougblenou. Kodjovi já pagou a totalidade do empréstimo e Jeannette já pagou 78%. Podia ter recuperado o dinheiro que já me foi pago mas optei por re-emprestar, ajudando  a sr.ª Mariam Danielyan. Quando a sr.ª Jaeannette acabar o pagamento, voltarei a fazer o mesmo.

(Uma iniciativa de que tive conhecimento pelo Gabriel Silva)



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Chamem a polícia

Grupo de 10 a 15 pessoas invade esquadra de Moscavide para agredir rapaz que apresentava queixa por agressão desse mesmo grupo.

Esquadra de Polícia


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Crédito alternativo

I-See-19 Tales
A nova lei do divórcio


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Divórcio dá crédito

Público: Lei do divórcio aprovada à esquerda, PSD vota contra
A nova lei prevê que o cônjuge "que contribui manifestamente mais do que era devido para os encargos da vida familiar adquire um crédito de compensação que deve ser respeitado no momento da partilha".
[...]
Esta ideia de "crédito de compensação" [...] foi esclarecida pelo deputado do PS Jorge Strecht.

O deputado que explicou que a lei do divórcio pretende proteger a parte mais fraca e salientou que na sociedade portuguesa é ainda a mulher que mais se esforça no dever de cooperação no casamento, por exemplo, no que toca à partilha de tarefas domésticas.

Sugestão de listagem de créditos para o brilhante deputado Strecht:
Levar o cão à rua=0.5 créditos
Lavar a loiça=1 crédito
Mudar o óleo ao carro=1 crédito
Arrumar as cervejas no frigorífico=2 créditos
Cozer batatas e bacalhau=5 créditos
Aturar leis parvas dos socialistas=20 créditos
Fazer de conta que estes é que são os reais problemas=50 créditos
Acrescentar pitada de esquerda-caviar a leis que podiam ser simples=100 créditos


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Solidão



Neste vídeo, da câmara de segurança (?) de um comboio, vê-se um espanhol de 21 anos, identificado como Sergi Xavier M.M., agredir violentamente uma adolescente Equatoriana, dizendo-lhe para voltar para o país dela. Aconteceu a 7 de Outubro em Santa Coloma de Cervello, perto de Barcelona.

Este disse «"iba borracho, ni me acuerdo de lo que pasó". Además, afirmó que nunca antes había tenido un comportamiento así: "Yo racista no soy"». Mas «"no iba borracho y era consciente de lo que hacía", afirma la menor agredida» (links).


No comboio seguia mais uma pessoa, a qual fingia nada ver.


A parte que mais me espanta nestes episódios é a passividade da assistência. Podia alguém estar a ser degolado que cada qual continuaria a escrutinar o estado das biqueiras dos seus sapatos, eventualmente incomodado com os salpicos que teria que limpar mais tarde.

É curioso como os papéis se inverteram. Actualmente é o grupo que tem medo do indivíduo, enquanto que antes do contexto individualista gerado pela cidade, seria o indivíduo que teria medo do grupo. Este episódio seria impensável na aldeia de há umas décadas a trás pelo simples facto de o respectivo protagonista ser simplesmente trucidado.

Vivemos o apogeu do individualismo.


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Darwin's nightmare

darwins nightmare
darwins nightmare
www.darwinsnightmare.com

A RTP2 passou neste sábado ao fim do dia o documentário "O pesadelo de Darwin", um filme de 2004. Todas as pessoas que no supermercado compram perca deviam tê-lo visto.

É relatada a história do comércio de perca à volta do Lago Victoria, na Tanzânia. Em 1960 a perca foi introduzida no lago naquilo a que se chamou ser uma experiência. Sendo um peixe carnívoro extremamente voraz, praticamente todas as espécies autóctones acabaram extintas. Multiplicou-se de forma tão rápida que actualmente este peixe é exportado para todo o mundo, seja em filetes, seja fresco.

O equilibrado ecossistema existia à volta do lago foi destruído e actualmente as populações vivem da exploração comercial deste peixe. Aviões russos, Antonov, trazem diariamente toneladas de peixe para a Europa. Como voltar da Europa para a Tanzânia sem levar carga custa dinheiro e havendo conflitos intermináveis em África, então os Antonov levam para Angola as armas vendidas pelos Europeus. Depois partem para a África do Sul para carregar uvas. Depois vão à Tanzânia e carregam o peixe para, finalmente completar o ciclo trazendo a carga para a Europa.

Inevitavelmente, como em todos os locais com problemas sociais, a prostituição também cresceu à volta do lago. Com ela veio o HIV e o contágio àqueles que antes eram agricultores em aldeias próximas do lago mas que agora as deixam sazonalmente para fazerem a época da pesca. As aldeias perdem os seus homens e a pobreza das respectivas famílias aumenta ainda mais. As crianças adormecem profundamente fumando a cola que retiram das paletes velhas onde o peixe é transportado e os abusos sexuais acontecem.

A degradação no seu apogeu. Em 1999 a União Europeia abriu as portas ao comércio da perca na Europa, exponenciando o existente problema. Mas será que ainda poderia piorar? Dependendo da opinião, sim. Em especial depois de ouvirmos um Comissário desta Europa brindar-nos com uma pérola da hipocrisia ao dizer que o Lago Vitoria é uma prova do sucesso que é a globalização.

Quando vir a perca à venda no supermercado, lembre-se que ao não a comprar está activamente a não pactuar com esta situação.


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Ordenamento urbanístico

Um amigo benfiquista mandou-me, orgulhoso, uma foto com uma vista aérea do seu estádio. Não pretendendo tecer comentários clubistas, não pude deixar de reparar na confusão de estradas, acessos e prédios que compõem o caos urbanístico daquela zona. Acto reflexo, procurei uma foto que mostrasse o novo estádio de Munique, apesar de já saber o que ia encontrar: um espaço organizado, com áreas verdes e sem os prédios em cima da auto-estrada, à lá segunda-circular.

O Benfica, bem como o Sporting, o Leiria (por ventura, o maior dos descalabros!), a Briosa, o Dragão e muitos outros (todos?) clubes da altura glória (!) do 2004 poderiam ter optado por soluções que fugissem dos centros urbanos, como fizeram as cidades do Mundial 2006. E vendendo os valiosos terrenos dos antigos estádios ainda teriam encontrado uma receita adicional para, porque não, pagar os impostos que nos devem (sim, porque o Estado somos nós).

Mas para quê planear e fazer coisas com ordem quando se pode fazer tudo de forma caótica? E se com esta estratégia ainda recebem apoios camarários e governamentais, para quê mesmo pensar se quer no assunto?

Tem-se falado em colocar portagens nas entradas da cidades. Dizem que é para limitar a entrada de carros. Mas são as políticas estruturais conducentes a que as pessoas se afastem da cidade? Os factos falam por si e estes dizem:
  • investimento nas redes de transportes significa novas estradas (os futuros elefantes brancos OTA e TGV obviamente que não contam como transportes públicos);
  • a educação, a saúde (por enquanto maternidades e urgências), forças de segurança, a cultura, serviços estatais e tantas outras coisas concentram-se nas cidades - e a tendência não é a descentralização;
  • o comércio concentra-se cada vez mais - se não já exclusivamente - em gigantescos centros comerciais;
  • ...
Realmente, porque havia um clube de futebol colocar-se em dissonância com o resto da sociedade?

Se antigamente Lisboa era Portugal e o resto era paisagem, então agora já nem isso podemos dizer. Dunas devoradas pelo mar e serras que parecem plantações de geradores eólicos substituiriam essa paisagem. Factos que não preocupam os portugueses em geral. Que não toldaram, pelo menos, a exuberância de contentamento do meu amigo perante a foto que me enviara.


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Curiosidade mórbida

Hoje de manhã ocorreu um acidente na Ponte 25 de Abril, sentido Almada
- Lisboa, devido ao despiste duma mota. O condutor faleceu,
lamentavelmente.

Nunca deixou de me espantar. E hoje, infelizmente não foi excepção.
Sempre que há um acidente, seja lá onde for, no sentido de circulação
oposto ao do acidente formam-se filas devido à curiosidade mórbida de
alguns automobilistas. Hoje, devido a este acidente, demorei mais de
uma hora para atravessar a ponte no sentido Lisboa - Almada. Depois de
uma hora de espera, quando finalmente chegámos ao local do infortúnio,
o cavalheiro à minha frente não resistiu à "tradicional olhadela
atenta" e só depois se lançou à estrada vazia que o esperava à sua
frente. Apeteceu apitar-lhe. Não o fiz por respeito aos condutores,
polícias, bombeiros, médicos e sinistrados do outro lado. Mas
francamente, o que há para ver? É um acidente! Já não vos bastam as
notícias de desgraça que todos os dias inevitavelmente fazem parte dos
telejornais?