a política na vertente de cartaz de campanha

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Para que serve o Twitter?

Todas as ferramentas são úteis ou inúteis conforme o uso que se lhe dê. Para ilustrar esta banalidade, todos compreenderão que, apesar de ser possível, faz pouco sentido limpar os dentes com uma chave estrela.

No caso do Twitter, há uma certa netiqueta em seguir quem nos segue. O resultado é óbvio: quem tem 5000 seguidores não vai seguramente ler as suas actualizações. E, paralelamente, também esses 5000 seguidores, os quais por sua vez seguem cada um deles uma multidão de outros twitters, não irão ler as nossas actualizações. Fica assim criado um sistema "legal" de spam que para pouco serve.

Pessoalmente, no twiter do fliscorno opto por seguir poucos twitters (sou mal-neticado, escolhendo-os geralmente pela pertinência e pelo uso que lhe dão. Leio-os volta e meia e por vezes encontro coisas interessantes. Já as minhas actualizações são essencialmente a notificação de novos posts e, esporadicamente,comentários à actualidade. Por enquanto é uma utilização básica mas logo se vê como evoluirá.

Os 140 caracteres constituem uma barreira redutora, de facto. Mas é um conceito com utilidade se usado como teaser e fornecendo um URL. E até já dei por mim a constatar que frases deste tamanho são úteis para elaboração de cartoons. Por exemplo, este cartoon sobre a entrevista de Sócrates teve origem na twittagem que fiz da respectiva entrevista.

O twitter permite também uma rápida publicação, o que torna possível comentar uma entrevista em tempo real. Quando foi a entrevista de MLR tentei fazer isso com o blogger mas foi penoso. Com a entrevista de Sócrates usei o Twitter e foi canja.

Portanto, respondendo à questão inicial, o Twitter serve comunicar com um grupo de pessoas numa base de muitos para muitos. No meios convencionais, a comunicação faz-se de um para um ou de um para poucos (telefone, SMS, MSN, chat) e de um para imensos mas só num sentido (rádio, televisão, jornais, blogs). É um misto entre a difusão em que não se conhece a audiência (aqui reside a maior diferença entre Twitter e MSN/afins/chats) e telefone, em que a comunicação é bidireccional.


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Twitterberry

http://www.orangatame.com/products/twitterberry

Para os utilizadores do Blackberry. Envia actualizações para o Twitter sem precisar de usar SMS. Outras coisas parecidas: no download.com.


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Certificações há muitas...

Anda por aí alguma excitação com a certificação pedida para um concurso público do Ministério da Saúde. Acontece que há certificações e certificações. Dei uma leitura nesta ISO/IEC 20000, que não conhecia, e não me deixou entusiasmado. Então se for como as certificações 9001:2000 de pouco valem (estas apenas dizem que a empresa segue o processo que ela mesmo definiu, pouco adiantando sobre a qualidade desse processo). Por outro lado, abordagens como o a do CMMI 1.2 (ver aqui e aqui) olham para os processos e recomendam boas práticas nos campos da gestão e da tecnologia.

Ser-se certificado não tem necessariamente relação directa com a qualidade do produto produzido pela empresa. Depende, muito, da certificação em causa. Mais, atendendo ao número de empresas com esta certificação ISO, não me parece nada linear que esta certificação, em particular, seja aquela a pedir num concurso público.

Uma questão interessante é saber que empresa(s) está/estão em vias de conseguir a certificação ISO/IEC 20000. Sabendo como funcionam os nossos concursos públicos, isto esclarece mais sobre a questão do que qualquer outra discussão :-)


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Back Freeport Orifice

Poderá bem ser barulho por nada. Da leitura do texto online do Sol não dá para concluir (e não vou comprar o jornal por isto lol). A parte que me faz levantar dúvidas é se houve ou não intrusão no computador. Apanhar vírus, todos estamos sujeitos. Mas apanhar um vírus que permita o controlo do computador e, em simultâneo, alguém tomar esse controlo é que já não é nada frequente. Acontece mas acontece mais quando esse é o objectivo.

O assunto é sério. Vejam-se as potencialidades do Back Orifice, por exemplo. E dos trojans que permitem gravar som pelo microfone do computador e vídeo pela webcam.

A diferença entre uma não notícia do Sol e uma falha grave está mesmo em se saber se houve ou não uso das potencialidades desse trojan.

ADENDA
António de Almeida poderá ter acertado na mouche: a quebra do segredo de justiça fica assim tão bem convenientemente explicada, culpando os "outros".


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Yahoo Pipes: o slide show

Depois da anterior abordagem ao Yahoo Pipes, aqui fica uma utilização no blog (o slide show ali na coluna à direita).

A principal razão de usar os Pipes neste slide show foi ter uma galeria com os seguintes requisitos:
a) que não começasse imediatamente em auto play. De acordo com os gurus da ergonomia, animações e música que comecem automaticamente quando uma página é aberta são dois aspectos a evitar, já que distraem a leitura regular. Curiosamente a esmagadora maioria dos slide shows que encontrei começavam logo a animação das fotos, apesar de alguns poderem ser parametrizados para não o fazerem - como é o caso deste.

b) pretendia que ao clicar em cada cada uma das imagens apresentadas se fosse para a respectiva postagem.

Este segundo requisito deu luta. A minha abordagem, que já vinha de há algum tempo, foi:
- usar o Flickr como serviço de alojamento das imagens a incluir no slide show;
- agrupar as imagens por photosets, isto é, grupos duma mesma categoria;
- para cada foto, colocar na respectiva descrição o URL do post correspondente à imagem.

Assim sendo, o Pipe usa a API do Flickr para sacar as fotos do photoset e, para cada foto, extrai o URL exisitente na descrição. Montar isto foi um pouco manhoso, como se pode ver pela visualização deste Pipe: http://pipes.yahoo.com/pipes/pipe.info?_id=b0ffa05e15cb57b6edf3cb252e9b730c.

O resultado deste Pipe, um feed RSS, pode ser embrulhado em diversas apresentações finais (ver a página Pipe), entre as quais a de um "acrescento" para o Blogger.


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Yahoo Pipes

Os Yahoo Pipes, ou numa tradução livre, a Tubagem do Yahoo, é uma tecnologia com dois anos, lançada em Fevereiro de 2007. É uma interessante ferramenta para agregar, manipular e misturar conteúdos dispersos pela web, produzindo uma única saída. Tal como nos canos de água, em que vários tubos se vão unindo, com torneiras selectivas, para formar uma conduta única. Acresce que é uma tecnologia ao alcance de todos, mesmo para pessoas sem formação específica em informática.

Há vários vídeos a demonstrar o uso do Yahoo Pipes, seja no Youtube, seja no próprio Yahoo Pipes. Mas o melhor mesmo é vê-los em acção. Por exemplo, a pesquisa http://pipes.yahoo.com/pipes/search?q=flickr+blogger&x=0&y=0 devolve Pipes que usem o Flickr e o Blogger para juntar dados e mistura-los num único RSS. Em particular, este Pipe http://pipes.yahoo.com/pipes/pipe.info?_id=sqpS5Mzy3BGLF4Jz8jxBKg cria um slideshow com imagens obtidas num mashup do Google Reader composto por feeds do Flickr e do Picasa.

Por aqui, estou a usar os Pipes na nova template para este blog. Isso inclui filtrar os conteúdos para os agrupar por labels e juntar a bonecada do Flickr num misto de slideshow e textos do blog. Voltarei ao assunto quando a template sair.


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Razões para detestar o Windows

Já é mau comprar um sistema operativo com falhas. Piora quando o que é
suposto ter o aspecto duma chapa de metal e é, afinal, uma rede de
capoeira. Mas depois os buracos vão sendo tapados com as actualizações
automáticas. Ok, consegue-se trabalhar. Até acabamos por ignorar que
um produto que custa pelo menos 150 euros não tem garantia, como
acontece e é obrigatório com qualquer outra bugiganga que custe 5
euros. O que não é de todo aceitável é que uma actualização
automática, depois de realizada, insista em re-iniciar o computador a
cada meia hora. Nem que o faça caso o computador fique inactivo
durante um determinado espaço de tempo, terminando consequentemente
todos os processos em execução. Finalmente, para quem se lembre do
argumento «mas porque não usas outro sistema operativo?», gostaria de
sublinhar que a maior parte dos fabricantes de computadores portáteis
não os vendem sem uma licença (paga) Windows e que o processo de
devoluções da Microsoft é uma ilusão.


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Twitter @everywere

Twitter @everywere

gracinhas anteriores


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FON: internet wireless roaming

O que é?
Tem uma ligação (fixa) à net mas vai viajar e ficará sem net? No problem! Use o serviço da FON!
 
Partilhe uma parte da largura de banda da sua ligação e, em contrapartida, ao viajar poderá usar gratuitamente o ponto de acesso de outra pessoa. Adicionalmente, se não partilhou a sua ligação, também poderá usar a ligação de outras pessas gratuitamente durante 15 minutos e pagando, depois disso (neste caso, o dono da ligação recebe metade do valor).
 
Como usar?
Compra um router La Fonera na loja oficial da Fon, o qual se ligará a outro router (ou ao modem) que já se tenha (fornecido pelo seu ISP). Este router criará dois pontos de acesso; um privado e outro público. Este último poderá ser acedido por outros Foneros.
 
Onde?
A rede La Fonera já é enorme: http://maps.fon.com
Requisitos
Uma ligação ADSL ("net fixa", portanto) com pelo menos 512KB e um router WiFi "La Fonera".
 
Nota: na versão portguesa da FON, aparentemente associada à ZON, a informação disponibilizada é inexacta, segerindo que é necessária uma lição à net pela ZON:
Rasteira que imediatamente se desfaz ao consultar a versão inglesa desta página.
 
 
Saber mais


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VIA EPIA PX10000 Pico-ITX Review

VIA EPIA PX10000 Pico-ITX Review
http://www.mini-itx.com/reviews/pico-itx/default.asp?page=1

The EPIA PX 10000 is the first motherboard from VIA Technologies to be released in their 10cm x 7.2cm 'Pico-ITX' form factor, and is currently the 'world's smallest full-featured x86 mainboard designed for ultra compact embedded PCs, systems and appliances'.



Especificações:
http://www.via.com.tw/en/products/mainboards/motherboards.jsp?motherboard_id=690

Model Name VIA EPIA-P700-10L
Processor 1.0GHz VIA C7® processor
Chipset VIA VX700 Unified Digital Media IGP chipset
System Memory 1 x DDR2 533/667 SODIMM socket (effective speed to 533MHz), Up to 1GB memory size
VGA Integrated VIA UniChrome™ Pro II 3D/2D AGP graphics with MPEG-2/4 and WMV9 video decoding accelerator
Onboard IDE 1 x UltraDMA 133/100 Pin Connectors with 2.0mm 44-pin right-angle type
Onboard Serial ATA 1 x SATA connector
1 x SATA power connector (5V)

Onboard LAN 1 x VIA VT6122 Gigabit LAN controller (a connector board is required) / 1 x VIA VT6107 10/100 Mbps Fast Ethernet controller (manufacturing option)

Onboard Audio VIA VT1708B High Definition Audio Codec
Onboard I/O Connectors 1 x LAN pin header
1 x CRT/DVI pin header
1 x COM Port pin header
1 x CPU Fan pin connector
1 x Audio pin connector for Line-out, Line-in, MIC-in
1 x Front panel pin header
4 x USB 2.0 ports pin header
1 x PS2 mouse/keyboard pin header
1 x LVDS pin connector
1 x LPC/SM Bus/GPIO pin header
1 x +12V DC-In 2-pin jack with lock

BIOS Award BIOS, 4/8Mbit flash ROM
Operating System Windows XP, Linux, Win CE, XPe
System Monitoring & Management Keyboard-Power-on, Timer-Power-on
System power management, AC power failure recovery
Wake-On-LAN
Watch Dog Timer

Operating Temperature 0°C ~ 50°C
Operating Humidity 0% ~ 95% (relative humidity; non-condensing)
Form Factor Pico-ITX (10-layer)
10 cm x 7.2 cm


Preços (ebay):
board+memória: $229.95 + $29.95


Utilizações:
http://images.google.com/images?q=epia%20pico-itx&um=1&ie=UTF-8&sa=N&tab=wi

e

http://www.mini-itx.com/reviews/pico-itx/default.asp?page=9



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Soluções mágicas

Tecnologia, technology


gracinhas anteriores

Cada época tem tido a sua crença sobre como resolver os males do mundo. Estas soluções mágicas já foram a religião, a ciência, a indústria, a Internet, a globalização, o conhecimento e, agora entre nós, a tecnologia. Se é certo que cada uma destas áreas trouxe aspectos positivos à vivência humana, nenhuma delas por si só cumpriu essa missão que por vezes lhes foi imputada, a de ser resposta para todas as dificuldades. Não existem soluções mágicas. Melhorar implica esforço, planeamento e trabalho. Mas as soluções simplistas têm o condão de serem explicadas facilmente, o que lhes confere um enorme potencial propagandista. Não requerem, também, grande esforço de compreensão, bastando-lhes fé - disposição para acreditar que uma gota faz o oceano. Um outro aspecto das soluções milagrosas consiste em focar apenas os aspectos positivos, o que se compreende, já que as massas não se convencem pelo apelo à ponderação. É neste contexto que chegamos à cega aceitação de algumas medidas governativas. Propõem-nos chips para aumentar a nossa segurança, quadros electrónicos para ensinar os miúdos a ler e portáteis para aumentar o sucesso escolar. Ninguém questiona se não estamos apenas perante soluções mágicas?


Outros textos relacionados:


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Google Chrome, uma descrição funcional aligeirada

Aí está, pronto a ser instalado no respectivo site, ainda em versão beta e já em português. Numa primeira utilização nota-se que é efectivamente rápido. A banda desenha de apresentação da tecnologia por trás do browser é interessante mas hermética para quem não perceba de IT. Alguns aspectos (simplificados) de relevo:
  • Muti-tarefa ao nível de cada uma das páginas. Significa que se um site está a deixar o browser pendurado, os outros sites abertos noutros tabs continuarão a funcionar. O site mal comportado pode ser então fechado sem ter que mandar abaixo todas as outras páginas abertas.

  • Cada tab, ou seja, cada site aberto, corre num processo próprio, contrariamente aos actuais browsers que usam um único processo para todos os tabs. Pondo isto numa analogia terra-a-terra, o processo aqui referido pode ser pensado como sendo uma actividade comercial. Os actuais browsers são como um centro comercial, um único edifício para todas as lojas. Já o Google Chrome é como se tivesse um edifício para cada loja. Continuando nesta comparação simplista, nos actuais browsers, ou seja no centro comercial, se há um problema na estrutura do edifício todas as lojas são afectadas: segurança, intrusões, uma loja que ficou desocupada mas o espaço liberto é demasiado pequeno para uma nova loja, etc. No Google Chrome, sendo cada loja um edíficio, então os problemas duma das lojas não afectam as restantes lojas.

  • Esta versatilidade trazida por "um tab = um processo" é possível às expensas de mais memória e mais capacidade de processamento. Isto seria impossível há uns anos mas actualmente estes recursos são perfeitamente suficientes para que se possa optar por algum "desperdício", ganhando robustez e segurança.

  • O browser dá informação sobre os recursos gastos por cada site, sendo possível mandar a baixo uma página que está a carregar o PC em demasia. Isto decorre da abordagem "um tab=um processo" e permite manter controlados os sites mal comportados.

  • As actuais páginas web são muito mais do que texto e imagens, como acontecia nos primeiros sites, no início dos anos 90. A interactividade é um imperativo, constituido verdadeiras aplicações - chamadas de web 2.0. Exemplo disso é o próprio Gmail e o Blogger onde escrevo este texto. Esta interactividade é possível porque por trás do aspecto visual da página existem pedaços de código específicos da página - javascript - que criam essa interactividade.  O javascript foi concebido para pequenas funcionalidades mas actualmente as aplicações web usam-no ao extremo. Um browser com uma má máquina de javascript é como ter um Ferrari com um motor dum Fiat. O Google Chrome inclui uma motor de javascript escrito de raíz e com um verdadeiro turbo, o Just InTime Compiler. Isto significa maior velocidade para as aplicações web.

  • A interface com o utilizador também foi simplificada. Neste aspecto é de notar que ideias de outros browsers (Firefox e Opera, por exemplo) foram trazidas para o Chrome.

  • É possível que os aspectos até agora focados não convençam os utilizadores em geral. Mas a questão da segurança é absolutamente crucial e aqui o Chrome dá cartas. O facto de cada tab correr no seu próprio processo aumenta significativamente a segurança da navegação web. Um site não conseguirá espreitar outro site. Actualmente isso também é suposto não ser possível mas teremos que confiar que o browser está a fazer bem o seu trabalho. Supostamente, um tab por processo aumentará a segurança. Mas isto é o plano teórico; logo se verá como a implementação se porta. Além disso o Chrome implementa o conceito "sandbox", caixa de areira, que consiste no ambiente que a aplicação web dispõe para si mesma, com todo o processo de comunicação inciado sempre e unicamente pelo utilizador.

  • Ainda na questão da segurança, os plugins que gostamos muito de instalar no browser, como por exemplo para ver os vídeos do youtube, poderão ser fonte de enormes falhas de segurança e de bugs. O Chrome coloca os plugins a correr num processo próprio, contribuido para a estabilidade e segurança geral.

  • Finalmente, o código fonte do Chrome está disponível para quem o queira ver e/ou usar. Além disso, é ainda disponibilizado um conjunto de serviços, uma API, que permite à vasta comunidade informática expandir as funcionalidades do próprio browser.
Porque se deu a Google a todo este trabalho e investimento, sobretudo se disponibilizam o código fonte? Na referida banda desenha, eles mesmos dão a justificação: o negócio da Google é a web e eles só terão a ganhar se existir um bom ambiente de trabalho, seguro e robusto. Não estão mais do que a tratar da sua própria saúde. E os utilizadores têm também a ganhar com esta nova concorrência.

Este texto não traduz a minha experiência de utilização do Chrome. Afinal de contas, este software foi lançado há umas horas! Procurei apenas traduzir o jargão tecnológico para leitores menos familiarizados com as IT.

No próximo texto abordarei a questão de como a Google não está apenas a proporcionar um bom ambiente de trabalho mas sim a mudar o paradigma de computação pessoal. Algo absolutamente fatídico para as empresas, como a Microsoft, que vêm a informática pessoal como um utilizador=um sistema operativo + um conjunto de aplicações.


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Google Chrome - uma lição de computer science

Talvez já tenham ouvido falar do Goolge Chrome:
 
 Trata-se dum novo browser do Google desenhado de raíz com diferentes abordagens em diversos aspectos e, inclusive, com uma nova Java Virtual Machine. A versão beta será lançada hoje.
  
A banda desenhada de apresentação do produto é uma autentica lição de computer science e vale por si mesma uma visita:


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O erro de Orwell

É um facto que as pessoas cada vez mais não se importam de ser permanentemente vigiadas. Orwell estava errado quando achava que o Big Brother seria uma imposição. Com efeito, se hoje surgisse uma promoção em que um iPhone fosse oferecido em troca de dados pessoais e da aceitação de se ser monitorizado como forma de receber publicidade dirigida, acredito que haveria uma adesão massiva.

A tecnologia do SIEV - os chips nas matrículas - é mais um passo no sentido da perda da privacidade. Mas haverá sempre quem fique deslumbrado com a tecnologia e não se importe com as consequências.


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9 anos de Google

Ora aí está, 9 anos a googlar. Entre nós não é costume mas no inglês da América é prática corrente construir novos verbos a partir de substantivos (É curioso, não seria capaz de dizer isto usando a TLEBS!) Assim, no contexto anglo-saxónico, "to google" é equivalente a pesquisar. Até existe uma entrada na Wikipedia sobre este assunto: link.

Estava na faculdade quando isto do serviço Internet www começou a fervilhar entre a comunidade universitária. "Ir à net" era então uma expressão inexistente, mas existindo significaria ir até ao laboratório da faculdade, utilizar uma estação de trabalho Sun e, usando o Netscape, e consultar uma ou outra página nova, já que as existentes raramente eram actualizadas.


Recordo-me perfeitamente dum colega que tinha encontrado a página pessoal - era assim que eram chamadas as páginas web - onde o autor mantinha uma lista de endereços favoritos. Na altura já ia em centenas! Estas páginas terão sido os primeiros portais. Alguém lhes antecipava a importância que viriam a ter? Eu não, infelizmente. No entanto houve que visse esse potencial e apostasse forte. Yahoo, Infoseek, Altavista e vários outros foram desbravando o caminho. O Google foi dos últimos a chegar e triunfou graças à velocidade com que devolvia os resultados e à capacidade em apresentar resultados relevantes, com o algoritmo PageRank (link).

Curiosamente, foi também graças a este algoritmo que sugiram as chamadas Google Bombs (link). Consiste em diferentes páginas web conterem uma frase igual a apontar para um mesmo endereço. Na campanha eleitoral de Bush em 2004, o termo "miserable failure" foi usando sistematicamente como texto do link para página da biografia de GWBush. Assim, uma pesquisa com estes termos enganava o algoritmo do Google e uma página não relacionada aparecia no topo dos resultados.

Nove anos depois, esta empresa continua a inovar em grande escala e, neste momento, é o rival da Microsoft, com reais possibilidades de lhe fazer o que ela havia feito à IBM: destrona-la do lugar de nº 1 da informática mundial. E o infortúnio, para a Microsoft, acontece pela mudança de paradigma. Tal como o mainframe, o servidor central, foi destronado graças ao computador pessoal, também o conceito "um sistema operativo+um conjunto de aplicações=um utilizador", ganha pão da Microsoft, se tornará obsoleto perante o reaparecer do conceito dum servidor central e múltiplos clientes a ele ligados. Isto está a tornar-se possível graças ao ADSL e as suas crescentes velocidades de ligação.

A Microsoft, claro, não está a dormir e já lançou o serviço Windows Live, cópia chapada dos serviços do Google. Mas este sinal é precisamente o pronuncio do fim, em que o líder passa a seguir a concorrência, em vez do contrário. Vamos ver se, como no Triunfo dos Porcos, apenas se troca um dominador por outro, até tendo este a particularidade de querer saber tudo sobre todos.


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The bug



Via Contra Capa:
Um insecto robótico de tamanho natural foi posto a voar pela primeira vez na Universidade de Harvard. Pesa apenas 60 miligramas, com uma extensão de asas de três centímetros e os pequenos movimentos do robot são baseados em um vôo real.


Fantástico! Imagem e texto adicional em http://www.technologyreview.com/Infotech/19068.

Uma novela do escritor mainstream Michael Crichton sobre esta temática: Prey.