Agora que a campanha eleitoral passou...

O ministro das Obras Públicas, António Mendonça, disse hoje que o sector do turismo pode beneficiar “bastante” com a introdução do TGV e que Lisboa pode mesmo vir a “transformar-se na praia de Madrid”, informa a TSF. no i
Já agora, a transcrição que a TSF faz do áudio é consideravelmente diferente das declarações do ministro. Grande rigor senhor jornalista.
Escreve o jornalista:
«Quando o comboio foi introduzido no século XIX, as carroças a cavaclos (sic) cairam (sic) e se calhar na altura os agentes económicos que estavam ligados à exploração de carroças ficaram extremamente tristes, bem como todas as indústrias associadas a esta actividade», exemplificou o ministro.
Mas disse o ministro:
«Quando o comboio foi introduzido no século XIX, provavelmente as carroças que eram puxadas a cavalos caíram e se calhar na altura os agentes económicos que estavam ligados à exploração das carroças e que levavam as pessoas ficaram extremamente tristes. E todas as industrias que estavam associadas, a industria da palha por exemplo. Reparem, os industriais que estavam preocupados com o abastecimento da palha para os cavalos ficaram preocupadíssimos porque de facto a sua industria caiu.»
Como? Nós tivemos ou temos uma industria da palha?! É capaz de ter razão o ministro mas errou no serviço, já que me parece que é o catering de alguns ministérios o serviço em causa.
Eu bem tento fugir ao tema da parvoíce política mas esta teima em me atropelar.
Fig. 1: Linhas TGV e alta velocidade em 2008
Imagem adaptada daqui: para maior clareza, foram removidas as linhas com velocidades inferiores a 250 Km/h
Nicolau Santos (NS) escreveu na última edição do Expresso [24-12-2009] uma crónica onde arrasa a opção TGV na actual situação económica.
Não sei se o(a) caro(a) leitor(a) terá assimilado na totalidade o anterior parágrafo, pelo que o repito: Nicolau Santos escreveu na última edição do Expresso uma crónica onde arrasa a opção TGV na actual situação económica.
Mas, dirá, o que tem isso de especial? Exceptuando o facto de ser uma reviravolta de 180º, nada. Vejamos o que é que ele escreveu:
Fig. 2: Nicolau Santos - TGV, défice, dívida: as opções: Expresso 24-12-2009
NS segue por uma linha de argumentação que, por acaso, até já neste blog tem sido apresentada, inclusivamente essa evidência de o TVG contribuir para Madrid ser o centro da Península Ibérica, levando Portugal mais para a periferia, ao contrário da argumentação oficial socialista. A questão é que esta linha de argumentação de NS é-lhe nova, indo inclusivamente contra o que NS tão convictamente defendera apenas há alguns meses atrás (20-06-2009), em plena pré-campanha eleitoral. Apresentou-nos então as suas razões:
Em 6 meses NS consegue passar de uma argumentação para a outra, como se os leitores não tivessem memória. É obra. Diria que é algo ao alcance apenas de quem não se ri quando o seu entrevistado fala da segunda derivada para "explicar" que o desemprego estava a diminuir (ver entrevista de Sócrates à SIC).
Quanto ao TGV, olhe-se para a figura 1 e para as contas do país e conclua-se se a tese do inevitável TGV interessa a mais alguém para além das empresas de obras públicas.
Seguem-se os dois textos de NS de Junho 2009 referidos neste post.
Vídeo "Plan Transporte Mercancías" disponível no Youtube, do qual destaco estas imagens:
É notório
Os aspectos de rede europeia são ainda mais evidentes se olharmos para o tipo de tráfego nas linhas: não existe uma única ligação de mercadorias entre Portugal e a restante Europa. Bom, existem uns atalhos. Mas uma linha que torne Portugal como uma porta de entrada na Europa é que não existe. Aliás, parece que nem mesmo em Portugal tal coisa está prevista, já que o TGV não terá ligação directa aos portos marítimos.
Outros aspectos são explicados num texto de Rui Rodrigues no Público, que me parece não estar a ter o destaque necessário face às questões que coloca:

| PsT Gasóleo | Brent | % aumento brent |
| (Preço real) - (preço teórico) | |
| G1 | B1 | -- | -- | -- | |
| G2 | B2 | %B = B2/B1 | GT = %B * G1 | Saldo = G2 - GT | |
| ... | ... | ... | ... | ... |








Think of it this way: Chris Paget just did you a service by hacking your passport and stealing your identity. Using a $250 Motorola RFID reader and antenna connected to his laptop, Chris recently drove around San Francisco reading RFID tags from passports, driver licenses, and other identity documents. In just 20 minutes, he found and cloned the passports of two very unaware US citizens. Fortunately, Chris wears a white hat; his video demonstration is meant to raise awareness to what he calls the unsuitability of RFID for tagging people. Specifically, he's hoping to help get the Western Hemisphere Travel Initiative -- a homeland security project -- scrapped. Perhaps you'll feel the same after watching his video posted after the break.
Read -- Western Hemisphere Travel Initiative
Read -- RFID passports cloned



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