a política na vertente de cartaz de campanha

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Aeroporto em "Alcochete", um resumo

o cacto de alcochete
O cacto de Alcochete no deserto da margem sul
Repescado de «
O cacto de Alcochete»

gracinhas anteriores

O momento de decisão é sempre uma boa ocasião para bloggers atreitos à indolência, pelo que repesco uma série de textos anteriores. Creio que vale a pena passar por eles para reflectir sobre a escolha «Alcochete».
Certamente que a opção Ota também permitiria uma resenha semelhante a esta, não é isso que importa. A questão está em entender que não há estudos "definitivos" nem escolhas imparciais e isentas.

Também nada há de errado em haver lucro em consequência de investimentos nem que as partes interessadas procurem convencer o decisor sobre as vantagens da sua proposta. Não há nada de errado, note-se, desde que o jogo seja aberto.

O meu palpite sobre a questão do aeroporto, no entanto, é que ao governo de Sócrates o que importa mesmo é lançar a obra. A questão da localização não passa de chicana política, agora por parte do PSD mas antes também pelo PS, quando era oposição. A oposição procura que a obra não arranque até que seja governo e depois os papeis invertem-se. Sócrates apenas só tem sido mais esperto do que os seus antecessores, trocando-lhes as voltas. Primeiro escolheu a localização que o PSD tinha escolhido, a Ota, deixando a oposição sem trunfos. E agora, com a reviravolta Menezes, escolheu a margem sul calando novamente os opositores.

Apenas importa lançar a obra, já classificada como a maior de sempre em Portugal. Os cheques para as campanhas eleitorais, a melhoria nos números do emprego e os tachos para todos não se farão esperar.


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E o milagre aconteceu: Ota ou Alcochete?


Foto de *L - http://www.flickr.com/photos/luisa/sets/764585

"Eu não acredito muito em milagres", disse o nosso estimado Mário Lino, referindo-se à baixa possibilidade de aparecer outra solução para o futuro aeroporto.

Mas o milagre aconteceu. Em menos duma semana vimos uma localização - o campo de tiro de Alcochete - ser apresentada sem nunca o ter sido feito antes; vimos a CIP toda excitada com a proposta patrocinada por fontes que não pode divulgar (!!!); vimos o Governo dizer que afinal a Ota não é assim assunto tão decidido como na semana passada e que o LNEC tinha seis meses para estudar a opção Alcochete; ouvimos Mário Lino dizer que o Governo não tem nenhuma obsessão com a Ota.

Pois é, o milagre aconteceu e chama-se eleições para a Câmara Municipal de Lisboa. Hoje António Costa já veio dizer que a opção Alcochete é boa para Lisboa e, acreditando nas sondagens, António Costa precisa que o Governo lhe dê boas notícias! Seguramente que Alcochete é melhor notícia do que a Ota.

Mas, e aí é que está o verdadeiro cerne do milagre, esta nova localização tem poucas possibilidades de se transformar na escolha final. Os diversos projectos que foram apontados para o Alcochete acabaram - e bem - chumbados devido à Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo (protegida por legislação nacional e europeia) e a Reserva Natural do Estuário do Tejo (uma das dez zonas húmidas mais importantes da Europa). E o mesmo acontecerá com o projecto do aeroporto no Alcochete.

O verdadeiro milagre será o da ressurreição da opção Ota, depois de António Costa não ter embaraços com as eleições da CML, desaparecendo a ilusão de que a escolha seria Alcochete. O que acontecerá, claro, por causa dos "malandros" dos ecologistas chumbarão essa "excelente" opção. Grande truque, ein?! Alguém quer aceitar apostas? Vale um fino em como este será o desenrolar dos acontecimentos.

Para mim, continuo a achar que não são as obras públicas que desenvolvem o país. O nosso PM gosta tanto dos países nórdicos, portanto vale a questão: qual foi a caminho seguido pela Irlanda? Betão ou educação?

Sobre a atitude do PSD: primeiro dizia que o governo estava teimoso com a Ota e agora diz que está a recuar. Caramba!, mas esta gente merece credibilidade alguma?!


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Alcochete: 2003 a 2007

alcochete freeport small

13 Fev 2003
27 Mai 2003
2 Out 2004
30 Out 2006
27 Jun 2007

Ler mais: Com o novo Google Earth navegar pelo fundo do mar e viajar no tempo já é possível

Nota: para ver estas imagens em resolução total, instalar o Google Earth, versão 5.


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Sobre a escolha do novo aeroporto de Lisboa

Vale a pena relembrar as declarações de Mário Lino sobre o deserto da Margem Sul para se perceber o ajuste no actual discurso "Rio Frio/Poceirão=Mau, Alcochete=Bom".




E um mapa com as diversas opções que estiveram em jogo.

alcochete, ota, poceirão, rio frio, aeroporto de lisboa

A necessidade do aeroporto apenas foi liminarmente discutida, pelo que poderá haver dúvidas neste aspecto. Mas a ser necessário, esta aparenta ser a melhor escolha.


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A Ota/Alcochete, o Aeroporto e demais obras públicas

Mesmo perante a quase certa surpresa sobre a escolha do aeroporto, tenho a tirar o chapéu ao Jumento pela antecipação da jogada de Sócrates. Resta esperar pela remodelação, inevitável se a opção Alcochete se verificar.

N'O Jumento:
RATIFICAÇÃO PARLAMENTAR DO TRATADO, OTA E REMODELAÇÃO

Está visto o que vai suceder nos próximos dias: Sócrates decide que o Tratado será ratificado pelo parlamento e começamos a discutir o assunto, quando o pessoal começar a debater o tema Sócrates divulga que escolheu a Ota, o maralhal esquece o referendo e desata a discutir o aeroporto, ainda a discussão vai a meio e Sócrates divulga que decidiu fazer uma remodelação, o pessoal esquece logo a Ota e o referendo e discute a remodelação.

Estarei enganado? Aceito apostas...


O curioso mesmo é que toda a discussão centrou-se na localização do aeroporto em vez de na sua real necessidade.

Durante todo o Cavaquistão e governos seguintes a estratégia do país centrou-se na realização de obras públicas, com particular ênfase nos transportes individuais. Isso não impediu que ficássemos em último na Europa dos 12 e para a mesma posição caminhamos agora na Europa dos 27. Perante o fracasso,seria sensato pensar se não tem sido uma aposta errada, se não haveria outras prioridades. Mas as obras públicas dão votos no imediato, fazem ganhar eleições e até as pagam, como foi recentemente sugerido no caso Somage/PSD.

Há países que fizeram outras apostas e que se desenvolveram mais do que nós, sabia sr. Sócrates?


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O cacto de Alcochete

o cacto de alcochete


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Mais vale rir - 19

o_cacto_de_alcochete

Bem, o que é que de pior podia acontecer a um cacto a viver num campo de tiro de Alcochete? Levar com um aeroporto jamais, claro.



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Controlo de custos educativos

O Acordo na Educação - Nicolau Santos, Expresso, 16-01-2010Nicolau Santos aborda a questão do ponto de vista monetário. Mais uma opinião para cimentar a tese de nunca ter estado em causa promover a qualidade do ensino pela avaliação dos professores; apenas controlo de custos.

Mas já que o cronista se preocupa com o dinheiro dos contribuintes, também podia ter ter falar disto:

image

É que sendo claro o objectivo financeiro da avaliação dos professores e havendo cerca de 150 mil professores, só neste item está em causa o equivalente a uma poupança de 2 mil euros por professor. Bom, isto já para não falar de terceira ponte sobre o Tejo, aeroportos (Beja e Alcochete) e TGV. Ou do BPN e do BPP. E das empresas salvas que faliram. E das minas de Aljustrel. E por aí fora.



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A malha aperta-se

Novas provas
Freeport: polícia inglesa confirma pagamento de "luvas"
08.09.2009 - 11h25 PÚBLICO
As autoridades inglesas têm provas que confirmam o pagamento de "luvas" no âmbito do licenciamento do outlet de Alcochete, noticia a edição de hoje do "Correio da Manhã". Tendo em conta as novas informações, o jornal afirma ainda que o ex-presidente do Instituto da Conservação da Natureza, Carlos Guerra, não vai ser o único arguido no processo Freeport a ter de explicar os cerca de 200 mil euros depositados numa das suas contas.

Venham os dados concretos, que em campanha eleitoral vale tudo. Entretanto, a malha parece apertar-se à volta dos mesmos pelo que tudo leva a crer que o contra-trunfo socialista, o BPN, vai novamente saltar para as primeiras páginas em breve.


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Recortes - sábado 2008-01-17



O grande mistério da actualidade. Que ex-ministro de Guterres será? Enfim, estamos para ver se isto é uma campanha de bota-a-baixo ou se haverá algo aqui. Entretanto acrescenta o Sol: «A Procuradoria-Geral da República afirma em comunicado que não suspeita de nenhum ministro no caso do Freeport, mas não comenta as suspeitas por parte das autoridades inglesas. Esta declaração surge na sequência da manchete do SOL, revelando que uma investigação inglesa ao licenciamento do outlet de Alcochete recolheu indícios de corrupção de um ministro do Governo de António Guterres».Quando procurei saber o que diziam os ingleses sobre isto, curiosamente apenas encontrei traduções para inglês do artigo do Sol, como esta. Encontrei também o blog de Joana Morais que, além de incluir a mesma tradução que já encontrara, apresenta também mais uns links.
Mais: no Sol; no Público





Depois de comprar os pais com Magalhães, os professores titulares com suplementos remuneratórios, os banqueiros com garantias bancárias e dinheiro qb e as grandes empresas com rios de subsídios, prepara-se agora Sócrates para compra as vozes que a ele se opõem.
Mais: no Sol





Alguém acredita mesmo nisto? Alguma vez uma obra pública em Portugal não teve impacto no défice nem na dívida? Que me indiquem uma. De facto, e até que me mostrem o contrário, todos sabemos que é prática a mentira na política. Dizer a verdade é até considerado como não se ter sofisticação. Mas estas mentiras a que ninguém ligam deixam no entanto esta questão: quando um político afirma que é o interesse nacional ou que certa política é o único caminho, como é que se pode saber que não é apenas mais uma mentira?
Mais: no Público





Estes três recortes evidenciam a forma como se faz política cá. O PSD agora acha que o TGV não faz sentido. Por mim, ainda bem: é menos um elefante branco a pagar. O facto deste partido já ter defendido este projecto não me incomoda. Os tempos mudaram e as prioridades têm que se adaptar. Agora interessante é a reacção do PS. A Lusa, numa voluntariosa iniciativa, decidiu ir ouvir o que tinham os espanhóis a dizer sobre a intenção do PSD recuar no TGV. Espantoso! A nossa agência nacional noticiosa vai ao estrangeiro procurar reacções às propostas da oposição. Ferreira Leite acha que a peça da Lusa foi encomendada. A Lusa diz-se indignada e, grande coincidência, o general do PS vem em sua defesa.
Mais: no Expresso (1), no Expresso (2), na RTP, no Público





Esta notícia diz também que 12% do PIB não paga impostos. Até o próprio estado dá o exemplo. Eu, trabalhador por conta de outrém, vejo os meus impostos sairem-me do bolso. Alguém tem que pagar o TGV, o défice e os subsídios.
Mais: no Expresso





Uma legislatura a pagar mais impostos para agora tudo ser estoirado. Dizem que é a crise. Tenho para mim que as explicações simples e universais são, na política, de desconfiar. Especialmente porque estamos em crise desde 2000, quando a Europa crescia até a 6% e nós por cá a uns míseros 2%.

Já a segunda parte deste recorte é de facto espantosa. O Diário de Notícias está a dar a vitória do PS nas próximas legislativas como certa. Só assim se pode entender que o DN ache que vamos ter pelo menos um referendo por o PS pretender colocar a regionalização no seu programa eleitoral.
Mais: no DN (crise), no DN (regionalização), no Público (défice), no Público (regionalização)


Nota: os destaques e arranjos gráficos nos recortes são da minha responsabilidade


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Mário Jamais Alcochete Lino

Mário «Jamais» Lino
Segundo Sócrates, o jamais era relativo a outro lugar.


gracinhas anteriores


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O caso Portucale

[Editado]

Ouvi na rádio esta notícia, que vinha publicada hoje Jornal de Notícias [link]: na investigação do caso Portucale, que envolve suspeitas de tráfico de influências para a aprovação de um empreendimento turístico do Grupo Espírito Santo (GES) no "deserto" de Benavente, além dum conjunto de nomes já conhecidos*, estaria também envolvido um alto dirigente do PS (sem funções governativas):

«A investigação do caso "Portucale" não se deteve só em decisões do Executivo de Santana Lopes e Paulo Portas e no eventual financiamento do CDS-PP, mas entrou, também, na órbita do actual Governo. Três dos seus membros e um alto dirigente do PS aparecem referenciados em conversas telefónicas escutadas pela Direcção Central de Investigação da Corrupção e da Criminalidade Económica e Financeira, da Polícia Judiciária (PJ).» in Jornal de Notícias




Algumas frases desconexas:
GES -> empreendimentos na margem Sul -> aeroporto na Ota -> estudo inesperado sobre o aeroporto no Alcochete, patrocinado por Berardo, que até tem participação no GES -> afinal a Ota não é assim tão definitiva -> a PJ gravou uma conversa envolvendo um alto dirigente do PS -> O GES já fez saber que tentar influenciar decisões é legítimo, que é como quem diz, se isto for para a frente, nós não nos queimamos, mas para os políticos envolvidos....

Sou só eu ou não podemos de facto confiar na sagrada trindade comunicação social/justiça/política?



* - Carlos Costa Neves, ex-ministro da Agricultura; dois funcionários do CDS/PP; Abel Pinheiro, antigo dirigente dos CDS/PP; o ex-director-geral das florestas, Sousa Macedo; vários administrados do GES.


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Como vejo o negócio da Ota

O que eu acho é: o PS (sorry, o governo), quer construir o aeroporto, seja lá onde for, independentemente de precisarmos ou não dele. Uma obra pública destas vai pagar muita campanha, está mais que visto.

Por isso escolheu a Ota por ter sido a escolha que o PSD já fizera, colocando assim o PSD numa encruzilhada caso discordasse da opção que já fizera. O que veio de facto a acontecer, pois o aeroporto tem que ser construído mas desde que se esteja no governo!

Agora acontece que o Cavaco resolveu meter-se ao barulho, especialmente por estar a levar com o cognome de seguidista do governo (sorry, do PS). Começou a fazer-se esquisito. Além disso, a Ota seria uma chatice para o Costa na CML. E de repente apareceu outra opção.

Numa nova jogada de génio, o Socas adiou a Ota e criou uma alternativa que cala o BES e o Belmiro e que, novamente, entala o PSD. É que se os ecologistas chumbarem Alcochete, o PSD fica sem margem para novas manobras de enrolanço e avança a Ota. O PS bate palmas e acabará por iniciar a obra no seu mandato. E recebe o cheque.


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Ainda o aeroporto em Alcochete e os interesses obscuros

expresso imobiliário: mercado de segundas residências

expresso imobiliário: oferta futura de resorts
Quadros tirados do Expresso desta semana

Eu diria que até são bem claros, esses interesses a que chamam de obscuros. Façam as contas ao preço dum T1 com 60 m2 no "Triângulo Dourado" (assim chamam a parte do Algarve e sul do Alentejo) e compreenderão que nem só o ouro reluz. O verde dos campos de golfe também, assim parece.


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Perceber o que são interesses obscuros

Já conhecia o Joe Berardo mecenas? (Às custas do Estado, claro; ver acordo assinado por Socrates e Berardo.)

E o Berardo patriota? ( Berardo votou com 4% do capital da PT)

Ou ainda o Berardo desportista? ( Berardo lança OPA sobre 60% do capital do Benfica).


Conheça agora o Berardo desinteressado. Aquele que financia estudos para o aeroporto no Alcochete e que diz não ter interesses na localização do aeroporto (mas o BES tem e ele é accionista do BES...). Esse mesmo que, com outros vinte, patrocinou o estudo apresentado pela CIP, tendo o presidente desta confederação dito que não podia divulgar quem pagou esse estudo.

Interesses have-los-á sempre e é legítimo que os interessados lutem por eles, abertamente, dando a cara. Outra coisa é pretender influenciar decisões pela porta do cavalo, sendo neste caso a porta o estudo que surgiu do nada e a disponibilidade de Cavaco o cavalo.



Dois textos para exemplificar o interesse do BES num aeroporto na margem sul:

http://www.portugalnews.pt/icep/artigo.asp?cod_artigo=130273
Via Verde para a Comporta
Governo ultima o segundo pacote de investimentos turísticos no valor de três mil milhões de euros
[...]
O próximo pacote PIN refere-se a grandes «resorts» (integrando hotéis, golfe e imobiliário turístico) projectados para regiões como Douro, Alqueva, Comporta ou Castro Marim, que deverão criar 10 mil postos de trabalho.

Entre estes, Bernardo Trindade, secretário de Estado do Turismo, destaca o da Comporta, promovido pelo Grupo Espírito Santo, como o mais «bem encaminhado» no sentido de formalizar a assinatura enquanto PIN.

«Estamos a construir um destino turístico novo no litoral alentejano», faz notar Bernardo Trindade, referindo que nesta região estão previstos investimentos globais de €1200 milhões, que englobam os projectos dos grupos Sonae, Pestana e Amorim para Tróia, Espírito Santo para a Comporta, além da Pinheirinho e do empreendimento Costa Terra, dos suíços da Volkart.

Bernardo Trindade enaltece a iniciativa destes grupos privados, que se juntaram na criação da Associação de Resorts do Litoral Alentejano, comprometendo-se no cumprimento de metas de certificação ambiental e de formação turística.
[...]



http://www.ambitur.pt/site/news.asp?news=4347
Campos de Golfe do Grupo Espírito Santo registam crescimento de 51%
13:17h - 03/05/2006
[...]
Das voltas realizadas, 85% foram efectuadas por turistas estrangeiros provenientes do Reino Unido, Países Escandinavos e Alemanha, os principais mercados a jogarem nos Campos de Golfe do GES.
[...]
"Este crescimento ficou sobretudo a dever-se à, cada vez, maior afluência de jogadores estrangeiros", sustentou a ESAY.
[...]