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Sobre a avaliação dos professores III

Parte I, II, III, IV, V

Transcrevo um comentário que li no
Público sobre a questão da avaliação do desempenho dos professores, nos termos do actual ECD.

É longo mas fundamentado. Concorde-se ou não, vale a sua leitura como contributo para uma discussão séria sobre o assunto.

A autora do texto seguinte é Fátima Inácio Gomes, Professora de Português do quadro da Escola Secundária de Barcelos, sendo meus os "enriquecimentos" tipográficos.


«1º ponto - Avaliação do desempenho dos professores.


Deve ficar bem claro que os professores querem ser avaliados! Cansados estamos todos de sermos enxovalhados em praça pública, porque nada no sistema distingue os maus profissionais dos bons! Não queremos é esta avaliação. E não é por capricho. É por ser abusiva, quase que surreal, de tão distante que está do conhecimento objectivo da realidade escolar. É despótica e brutal em todos os âmbitos, desde a planificação à implementação... chegando, neste caso, a ser perigosa. A incompetência e falta de lisura dos senhores que comandam o Ministério da Educação são gritantes e raia o patético. Não só insultam os professores, mas insultam (e é bom que todos se consciencializem disso) todos os portugueses, sempre que tentam passar a imagem de competência e profissionalismo.

Passemos aos factos, que poderá constatar com toda a facilidade (e nem os mencionarei todos, por serem tantos).

É pedido, digo, exigido, às escolas que, num prazo de 20 dias, a contar da data de publicação do Decreto Regulamentar nº 2/2008, de 10 de Janeiro seja implementado o processo de avaliação dos professores com base em documentos, despachos, grelhas, recomendações que, decorridos quinze dias sobre aquele prazo, não foram tornados públicos:

  • Faltam as recomendações do Conselho Científico ("os avaliadores procedem, em cada ano escolar, à recolha, através de instrumentos de registo normalizados, de toda a informação que for considerada relevante para efeitos da avaliação do desempenho. Os instrumentos de registo referidos no número anterior são elaborados e aprovados pelo conselho pedagógico dos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas tendo em conta as recomendações que forem formuladas pelo conselho científico para a avaliação de professores." - artigo 6º, ponto 1 e 2);
  • sem aquelas recomendações, o Conselho Pedagógico não pode elaborar e aprovar os tais "instrumentos de registo", nem se pode proceder à observação de aulas (artigo 17º);
  • o regime da "observação de aulas" raia o absurdo, não porque os professores vejam inconveniente em serem observados (são-no, todos os dias), mas pela violência que representa para o avaliador. Invocando um Decreto Lei que, expressamente, referia que a redução dos departamentos para quatro apenas teria efeitos no concurso para titular (200/2007), o Ministério agora exige o que não é apontado neste despacho 2/2008: a reorganização dos departamentos naqueles quatro, instalando mais confusão num processo já de si tão escabroso e provocando a aglomeração grande número de docentes em cada um desses quatro departamentos. O meu, e do qual fui eleita coordenadora, entenda-se também, "avaliadora" (Departamento de Línguas), tem 31 professores. O das Ciências, por exemplo, tem quarenta e muitos professores. Como é possível que uma pessoa consiga assistir a três aulas por ano lectivo (neste ano, generosamente, apenas serão duas) de 30 professores? Além disso, como é possível acompanhar as planificações das aulas, diárias, desses trinta professores, reunir com cada um, definir objectivos, estratégias e instrumentos? Tudo isto mantendo um horário completo (sim, porque os avaliadores não têm redução alguma da sua componente lectiva, nem tão pouco qualquer alteração no seu salário, nem direito a horas extraordinárias), tendo o dever maior de cumprir com as suas turmas (que, para mim, é o realmente importante! Eu sinto-me responsável pelas minhas cinco turmas do 11º ano!), ao que acresce todo o trabalho burocrático e administrativo do Conselho Pedagógico, onde tenho assento e... as minhas próprias planificações! Sim, porque eu também serei avaliada, duplamente, como professora e como avaliadora! Poderei vir a tornar-me uma competentíssima avaliadora, mas, certamente, me tornarei numa pior professora. E isso é o que mais me angustia, porque eu gosto de dar aulas!
  • é certo que no artigo 12º é apontada a possibilidade do coordenador "delegar as suas competências de avaliador noutros professores titulares, em termos a definir por despacho do membro do Governo responsável pela área da educação.". Está bom de ver que... falta esse despacho.
  • O que falta, por parte do Ministério, não se fica por aqui: falta o despacho que aprova as fichas de avaliação (artigo 35º), como falta o despacho relativo às ponderações dos parâmetros de avaliação (nº 2, artigo 20º), como falta o despacho conjunto de estabelecimento de quotas previsto no nº 4 do artigo 21º, como falta a portaria que define os parâmetros classificativos a realizar pela inspecção (nº 4 do artigo 29º), como falta o diploma que rege a avaliação dos membros dos conselhos executivos que não exercem funções lectivas (nº1 do artigo 31º).
  • no artigo 8º pode ler-se:

1 -- A avaliação do desempenho tem por referência:

a) Os objectivos e metas fixados no projecto educativo e no plano anual de actividades para o agrupamento de escolas ou escola não agrupada;

b) Os indicadores de medida previamente estabelecidos pelo agrupamento de escolas ou escola não agrupada, nomeadamente quanto ao progresso dos resultados escolares esperados para os alunos e a redução das taxas de abandono escolar tendo em conta o contexto sócio-educativo.

2 -- Pode ainda o agrupamento de escolas ou escola não agrupada, por decisão fixada no respectivo regulamento interno, estabelecer que a avaliação de desempenho tenha também por referência os objectivos fixados no projecto curricular de turma.

Nada disto existia antes de 10 de Janeiro e não se altera o Regulamento Interno de uma Escola nem o seu Projecto Educativo, documentos estruturantes que envolvem a participação de todas a comunidade escolar (pais, professores, funcionários, alunos, autarquia) em 20 dias! A menos que se faça com a mesma rapidez, consistência e respeito pelos envolvidos com que o Ministério da Educação despacha leis.

2º ponto - Postura do Ministério da Educação

Creio que os aspectos já apontados seriam suficientes para traçar o negro perfil dos órgãos responsáveis pela área de educação, mas este Governo colocou a fasquia bem alta, daí que tenhamos notícia de algumas pérolas de... escapam-me já as classificações.... e que passo a enunciar (pelo menos, as que eu conheço pelos meios de comunicação social:

  • Há dois dias atrás, a Sra Ministra respondeu aos jornalistas, a propósito do, chamemos-lhe, mal-estar manifestado pelas escolas, com a candura que caracteriza o seu discurso, que estavam reunidas todas as condições para se proceder à avaliação do desempenho e que o Ministério daria todo o apoio necessário (não encontrei a citação exacta). No dia seguinte, é comunicado que "a contagem dos prazos definidos no artigo 24º do Decreto Regulamentar 2/2008 iniciar-se-á na data da divulgação na internet das recomendações do Conselho Científico para a Avaliação de Professores". Então, não estava tudo a decorrer com normalidade? Até se perdoaria este "lapso" não estivesse o documento eivado de muitas outras arbitrariedades!
  • As cerejas no topo do bolo, porque são duas, chegaram hoje com as afirmações do Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira: «Os conselhos pedagógicos podem produzir os seus instrumentos sem essas recomendações. Não é obrigatório que as recomendações existam. O decreto regulamentar diz tendo em conta as recomendações que forem formuladas. Se não forem formuladas...» Creio que nem será necessário comentar uma declaração deste tipo... diz na lei, mas se não aparecerem as recomendações... Extrapolando: aqueles despachos em falta... se não aparecerem... as escolas improvisarão, que já vão tendo prática disso.
  • A outra cereja prende-se com o tal "Conselho Científico". Aliás, está prevista para hoje a apresentação das famigeradas "recomendações". O grotesco desta aparente prova de competência está bem expressa em mais uma afirmação do Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Educação, que refere que, estando "em funções há vários meses", a presidente do Conselho Científico, esta elaborará as recomendações! Se isto não é um insulto a tudo o que são os princípios de um estado democrático, já não sei mais o que pensar! Ora, lê-se no documento aprovado em Conselho de Ministros que regulamenta o Conselho Científico que "Este órgão consultivo será constituído por um presidente, cinco professores titulares em exercício efectivo de funções na educação pré-escolar ou nos ensinos básico e secundário, cinco individualidades em representação das associações pedagógicas e científicas de professores, sete individualidades de reconhecido mérito no domínio da educação e por três representantes do Conselho de Escolas (http://www.min-edu.pt/np3/1459.html).
  • Por fim, o próprio Conselho Nacional de Escolas, criado para trabalhar em conjunto com o Ministério da Educação, levando para a mesa de trabalho a experiência de quem lida directamente com as escolas e seu funcionamento prático, tem feito várias recomendações às quais o Ministério não dá ouvidos O que prova que este Conselho foi criado, apenas, para o Ministério poder invocar uma relação de lisura com as escolas que não acontece de todo. Em anexo, colocarei as propostas apresentadas por este Conselho.


3º e último ponto - Qualidade de ensino.

Este é, a meu ver, o aspecto mais terrível desta arquitectura que o Ministério montou. Custa-me, na verdade,acreditar que pessoas de bem ajam com tanta leviandade e desprezo pelo futuro do país e é esta a razão da premência do meu apelo:

- esta torrente de grelhas, recomendações, parâmetros, planificações diárias, instrumentos, registos e afins esgotarão os professores num trabalho inglório e improdutivo, pois não estarão a trabalhar para os alunos, mas para a sua avaliação;

- o mais grave, ainda, gravíssimo! A subordinação da avaliação do desempenho dos professores e a sua progressão na carreira ao sucesso dos alunos (artigo 16º):

5 -- Para o efeito da parte final do número anterior o docente apresenta, na ficha de auto -avaliação, os seguintes elementos:

a) Resultados do progresso de cada um dos seus alunos nos anos lectivos em avaliação:

i) Por ano, quando se trate da educação pré -escolar e do 1.º ciclo do ensino básico;
ii) Por disciplina, quando se trate dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário;

b) A evolução dos resultados dos seus alunos face à evolução média dos resultados:

i) Dos alunos daquele ano de escolaridade ou daquela disciplina naquele agrupamento de escolas ou escola não agrupada;
ii) Dos mesmos alunos no conjunto das outras disciplinas da turma no caso de alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário;

c) Resultados dos seus alunos nas provas de avaliação externa, tendo presente a diferença entre as classificações internas e externas.

Tenho a certeza que reconhece de imediato o perigo que isto constitui... nada mais fácil para um professor que "produzir" sucesso. Aliás, estou convicta de que é essa a intenção deste Governo, para assim poder ostentar, com orgulho, as grelhas e os números e o inquestionável sucesso destas medidas... porque os números estão acima de qualquer dúvida! E, na verdade, tudo estará podre, sob essa capa de êxito. O sistema público de ensino passará a ser um faz-de-conta, um recinto para entreter os jovens... aqueles que não puderem pagar uma escola privada, que lhes garantirá um ensino exigente.

E não olhem com esperança para a alínea c!... a avaliação externa só existe em algumas disciplinas e em alguns níveis de ensino. Como vê... mais um factor de desigualdade entre professores: uns nunca passarão por essa bitola e serão, com toda a certeza, professores de sucesso!

E já nem falo do que é subordinar a qualidade do desempenho de um professor à heterogeneidade das turmas que encontra (ambiente familiar e social, motivações pessoais, capacidades cognitivas, enfim, muitos dados em jogo). Eu já tive boas, menos boas e más turmas: será que a minha competência varia tanto?

Peço perdão pela extensão desta carta, mas o problema é por demais sério e, infelizmente, as arbitrariedades são tantas que não as consegui reduzir a menos. Creia-me, preocupada, mas esperançosa, no poder que a comunicação social exerce sobre a opinião pública. Neste momento, o problema não é só dos professores, é do país inteiro.

É uma cidadã, professora e mãe que lhe escreve.

Com elevada estima,
Fátima Inácio Gomes
Professora de Português do quadro da Escola Secundária de Barcelos»




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A abertura do ano lectivo

Sete Ministros, PM incluído, vão celebrar a reabertura do ano lectivo. Sete?! Ora aqui está um bom exemplo de trabalho de equipa, para uma propaganda eficaz neste caso. E que motivos há para tanta festa?

  • A divisão administrativa da carreira docente com o cargo de professor titular? Mera gestão salarial (link).

  • Os portáteis de 150 euros*? Apenas show off, acondimentado com o excelente negócio para as empresas de telecomunicações envolvidas que aumentam a sua base de clientes à conta de dinheiros comunitários e do Orçamento de Estado - o nosso dinheiro. E se os equipamentos informáticos são assim tão indispensáveis à actividade de docência, porque hão-de ser pagos pelos respectivos profissionais? Bom, não surpreende. Se estes já têm que pagar do seu bolso a caneta vermelha para corrigir os testes, porque há-de ser diferente para os instrumentos informáticos?

  • As aulinhas de inglês? Já anteriormente aqui escamoteei este chorudo negócio (link). Ao expandir este negócio, ups, serviço, fez o governo a avaliação do que se passou até ao momento? Se sim, foi tornada pública?

  • Os quadros electrónicos? Francamente, alguém acredita que o sucesso educativo virá por este meio?

  • As Novas Oportunidades? Enfim, o governo descobriu a forma de dar canudos a torto e a direito, haja ou não aproveitamento escolar. Algo que sistematicamente têm procurado atingir sem sucesso por causa desses chatos dos professores que teimam em chumbar os alunos que não estudam. Finalmente os números do sucesso educativo vão disparar. Isto é que vão ser estatísticas das boas em 2009...

*nota: 150 euros não é o valor correcto, pois acresce a mensalidade 17.50 euros durante 36 meses a pagar pelo tarifário internet (contrato de fidelização). Acontece que esta ligação é uma miséria, com uma velocidade até 0.375 Mbps quando a velocidade máxima tecnicamente possível chega aos 3.6 Mbps. Mesmo não se tendo a percepção de quanto é 1 Mbps (mega bit por segundo), é fácil notar que a velocidade máxima oferecida no programa eEscola é 10 vezes inferior àquela que se poderia ter. Acresce que a internet móvel, apesar de todo o marketing que a ela tem sido feito, está longe de ser uma solução interessante e alternativa à opção "cabo/telefone". É muito mais lenta e depende imenso da cobertura do operador móvel. Se bem que em Lisboa e Porto quase toda a cidade tem cobertura suficiente, imaginem agora o que se passará no "deserto" que é o resto do país...

Ainda um outro aspecto de considerável importância: é do conhecimento comum que a tendência dos preços de telecomunicações é de descida para a oferta do mesmo serviço ou, pelo menos, de manutenção do preço mas com aumento da qualidade de serviço. Basta notar que é o que tem acontecido com a oferta de internet de banda larga (serviço fixo), com os preços a baixar e a velocidade de ligação a subir. No entanto, isso não é o que se antevê quando se tem um contrato de fidelização de 36 meses. Durante três anos, haja ou não melhoria do serviço de internet móvel prestado, que é mau no presente, o operador sabe que a receita dos 17.50 euros não desaparecerá, graças ao contrato de fidelização. Nada mau negócio, não é?

E já que chegámos até aqui, o que dizer dos portáteis oferecidos? Serão o the state of the art? Da Vodafone e da Optimus ainda nada se sabe, mas a TMN, empresa que curiosamente já tinha uma oferta no momento em que o governo anunciou este "programa", já anunciou que portátil vai vender. Podemos dizer que foi o topo de gama há.... uns três ou quatro anos! O portátil em causa (Fujitsu Siemens Amilo Pro V3515), custa actualmente na Fnac 499.00 euros ( link), com sensivelmente a mesma configuração (diferenças no software e na quantidade de memória, mas com baixo impacto no preço final). Bem menos do que os 780.00 euros (150 + 36*17.50) que custa a "oferta" da TMN. Certo, no caso da TMN ainda tem uma espécie de ligação internet incluída. Atendendo a este detalhe, poderá ter algum interesse. Agora o que não vale mesmo a pena é comprar o portátil só pelo portátil, pensando que se está a aproveitar alguma pechincha.

Já agora, para terminar, esta tarifa de 17.50 euros foi anunciada pelo governo com tendo um desconto de 5 euros em relação aos planos base que os operadores tivessem. Como as empresas não são instituições de caridade, adivinhem de onde é que virão estes 5 euritos....


Quando não há grande coisa para mostrar, o melhor mesmo é empolar o que se tem. É disso que se trata nesta performance dos magníficos sete.



[EDIT]
O presente texto de opinião deve ser entendido apenas um contributo para uma tomada de decisão fundamentada. Aderir ou não ao programa eescola deverá ser o resultado duma análise pessoal de custo/benefício, ciente de que haverá pessoas a quem este programa trará vantagens e a outras não.

Ver todos os posts sobre o tema eescola: link


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A alínea I

exclusão do concurso de professor titular

Pelo blog PURO ARÁBICA fiquei a saber:
[...] vi [...] as listas de candidatos admitidos e excluídos do Concurso de Professores Titulares que está a decorrer no âmbito da reestruturação do Estatuto da Carreira Docente (não superior). A acompanhar a lista de excluídos apareciam tipificadas, através de códigos/letras, as razões para uma possível exclusão. Uma delas, a que corresponde ao código/letra I, apresenta uma razão que, do ponto de vista do enquadramento geral político, é, no mínimo, muito preocupante.
[...]
Dito de outra maneira “bem curta e grossa”: um professor que realize e/ou participe em alguma acção, no âmbito do Direito à Liberdade de Pensamento e de Expressão, poderá ser alvo de uma exclusão de um concurso público da Função Pública?



Esta alínea I parece feita à medida da necessidade de controlar os blogs!


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A bandeira da educação

Bandeira, numa janela a caminho do Castelo de Lisboa


Esta "bandeira" tapa uma janela a caminho do Castelo de Lisboa. Ao olhar para este aglutinado desconexo de ícones e palavras, sinto-me com vontade de ir na onda. Ora aqui vão umas quantas gordas dos jornais, sem relação alguma, claro.

Associação de Matemática convidada a deixar comissão após criticar a ministra
Público, [link]

Direcção regional diz-se alvo de uma campanha
Autarca de Vieira do Minho acusa directora da DREN de "mentir com quantos dentes tem"
Público, [link]


Ministério nega penalização por licença de maternidade no concurso de professor titular
[no entanto....] «As faltas dadas por doença ou por acompanhamento de filhos doentes com mais de dez anos são todas penalizadas neste concurso» [e como] «"a licença de maternidade tem uma duração de quatro meses, as docentes que foram mães nos últimos sete anos e agora se candidatam a este concurso são penalizadas, excepto se o parto teve lugar no final de um ano lectivo e, assim, a licença acabou por incidir em anos diferentes", adianta a Fenprof.»
Público, [link]

Mas, perguntará o leitor, o que têm a ver estas trapalhadas educativas com uma bandeira em que o respectivo brasão de armas de Portugal está de pernas para o ar, acrescida duns ditos futebolísticos e da palavra PORTUGAL na quase bandeira de Portugal?

Nada. Todos nós sabemos que a política educativa das últimas décadas, de rumo firme e empenhada no sucesso, tem conseguido construir uma sociedade exigente, culta e preparada para investir, apostar na investigação e arriscar o seu sucesso sem pedir os favores do Estado. Por isso, esta imagem só poderá representar um caso isolado de desatenção, comparável às residuais falhas na excelente e honesta relação que o Ministério da Educação tem mantido com os seus interlocutores.

Saber mais: a excelente página da Wikipédia sobre a Bandeira de Portugal


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Acesso ao cargo de professor titular



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Sobre o concurso para professor titular