O "profissionalismo" com que decorreu o concurso de colocação dos professores
O site do concurso só funciona para Internet Explorer (IE), situação frequente em sites desenvolvidos de forma amadora. Com efeito, indo à página
http://www.dgrhe.min-edu.pt/CONCURSO2006/ListasDC2006/Listasdc.asp
a primeira etapa consiste em seleccionar o tipo de lista a consultar. Após a escolha dum elemento da lista, é suposto que outra página seja aberta. Tal acontence no IE, mas já o mesmo não se pode dizer de outros navegadores comuns como seja o caso do Firefox. Se tivessem feito o trabalho como deve ser (testes em mais do que um browser), teriam verificado que existe um erro de javascript na linha 16 do HMTL.
Ora, certamente que não era a este "profissionalismo" que o Primeiro Ministro se referia sobre o concurso de colocação de professores.
http://www.dgrhe.min-edu.pt/CONCURSO2006/ListasDC2006/Listasdc.asp
a primeira etapa consiste em seleccionar o tipo de lista a consultar. Após a escolha dum elemento da lista, é suposto que outra página seja aberta. Tal acontence no IE, mas já o mesmo não se pode dizer de outros navegadores comuns como seja o caso do Firefox. Se tivessem feito o trabalho como deve ser (testes em mais do que um browser), teriam verificado que existe um erro de javascript na linha 16 do HMTL.
Ora, certamente que não era a este "profissionalismo" que o Primeiro Ministro se referia sobre o concurso de colocação de professores.
Entrelinhas
Publicado em
domingo, 14 de maio de 2006
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Labels: economia , energia , política , transportes
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Passo a descrever como o Estado gera mais receitas sem aumentar os impostos incidentes sobre os combustíveis (IVA e ISP - imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos), simplesmente devido ao aumento do preço do crude.
O preço dos combustíveis é dado pela seguinte fórmula:
(CustoProducao + ISP)*(1+IVA) = PrecoCombustivel (Fórmula A)
Para efeitos de exemplo, os cálculos numéricos serão efectuados com base na gasolina s/ chumbo de 95 octanas. Na data de escrita deste texto, 20-04-2006, temos:
- ISP=0.55950 Euros por litro (gasolina sem chumbo)
- IVA=0.21000
- PrecoCombustivel=1.3290 Euros
Donde resulta:
- CustoProducao por litro da gasolina s/ chumbo=0.53885 Euros
- Total de impostos pagos por litro de gasolina s/ chumbo=0.79015 Euros
- Carga fiscal sobre gasolina s/ chumbo=60.781%
Da fórmula A, resulta que sempre que o custo de produção aumenta (ultimamente devido ao aumento de custo da matéria prima), também o imposto pago ao Estado (IVA) aumenta:
(CustoProducao+I + ISP)*(1+IVA) = PrecoCombustivel (Fórmula B)
Da fórmula B vemos que a cada incremento no custo de produção (I), o Estado arrecada mais (1+IVA)*I, ou seja 1.21*I presentemente.
- Preço médio da gasolina s/ chumbo na última semana de Dezembro de 2004: 1.023 Euros
- ISP em 2004=0.5200 Euros por litro (gasolina sem chumbo)
- IVA em 2004=0.1900
- (CustoProducao2004 + 0.5200)*(1+0.1900) = 1.023 => CustoProducao2004=0.3397 Euros
Assim, quando ontem ouvimos o ministro da economia dizer que o aumento da factura energética ainda estava dentro dos limites estimados, saibam que ele certamente se referia ao limite inferior! Pois para efeitos das contas do Estado, não haverá grandes preocupações quanto ao limite superior. Excepto, eventualmente, pela necessidade de mais despesa pública para pagar a gasolina dos carrões de serviço!
Fontes:
- DIÁRIO DA REPÚBLICA—I SÉRIE-B N.o 13—18 de Janeiro de 2006
- MINISTÉRIOS DAS FINANÇAS E DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E DA ECONOMIA E DA INOVAÇÃO
- Portaria n.o 75-A/2006 de 18 de Janeiro
- http://www.min-financas.pt/legislacao/Port75_A_2006.pdf
- Acompanhamento do mercado dos combustíveis líquidos em Portugal, Setembro 2005
- http://www.autoridadedaconcorrencia.pt/vImages/Newsletter2005_08.pdf
- Vendas de combustíveis para consumo, 2003
- http://srea.ine.pt/Publica%C3%A7%C3%B5es/Anuais/Anu%C3%A1rio/Anuario2004/III_07_Energia.pdf
Vou requalificar o meu quintal
Publicado em
quinta-feira, 8 de dezembro de 2005
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Labels: ecologia , figueira da foz , política
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Confesso que fiquei fascinado, possivelmente por não compreender o significado. Por isso fui em busca, num dicionário da língua portuguesa, da definição de "requalificação", no contexto de "requalificação urbana". Não a ter encontrado no primeiro que me veio à mão despoletou uma aborrecida e inconsequente pesquisa pelos diferentes dicionários, que por aqui tranquilamente repousavam na estante. A demanda terminou quando as versões online dos dicionários da Porto Editora, da Texto Editora e da Michaelis também não foram esclarecedoras.
Fiquei assim sem saber o que tinham feito ao Jardim Municipal da Figueira da Foz. Segundo a Câmara Municipal, em 30-07-2005 ocorreu a "Inauguração das Obras de Requalificação do Jardim Municipal", o que em nada me esclareceu. Precisei então de comparar o antes e o depois para sair deste impasse.
Há uma etapa entre estas duas fotos mas já lá irei. Tendo encontrado a fotografia 1, feita nos anos 80, procurei reproduzi-la na actualidade, sendo o resultado a fotografia 2. E qual é a imediata e óbvia constatação? O número de árvores é manifestamente inferior.
Será este o significado de "requalificação"? Cortar uma considerável quantidade de árvores? Uma vez que ainda não encontrei este termo aplicado ao desbaste da Amazónia, deve haver algo mais. Vejamos pois esta metamorfose mais em pormenor.
Aparentemente "requalificar" inclui edificar painéis de propaganda - 5 no caso, mesmo antes do período eleitoral.
Este ímpeto de lenhador começou, na verdade, no mandato de Pedro Santana Lopes. A Av. Foz do Mondego, contígua ao jardim, perdeu a quase totalidade das árvores existentes. Mas ganharam-se uns dois lugares de estacionamento, pagos e ao sol. O próprio jardim sofreu então o primeiro abate, se bem que ainda tímido, ficando com o aspecto da fotografia seguinte.
Nesta fase, a transformação mais visível foi o abate das árvores entre o passeio e a estrada, dando lugar ao relvado em forma de ondas.
Sobrepondo esta fotografia com o plano da Câmara para o novo jardim, ficamos com uma ideia grosseira da extensão do abate de árvores.
As cruzes não denotam árvores mas sim a mancha verde correspondente a árvores. As cruzes vermelhas indicam as áreas onde foram cortadas árvores no mandato de Pedro Santana Lopes e as azuis no 1º mandato de Duarte Silva. As bolas azuis correspondem à substituição do relvado em forma de ondas pelo actual sistema de repuxos. Realço que não disponho de informação exacta sobre o número de árvores cortadas, sendo portanto aqui apresentada uma quantificação subjectiva. Mas basta ter olhos e memória para perceber que entre o antes e o agora muitas árvores foram cortadas.
Outros aspectos da "requalificação" foram:
Neste momento já estou mais esclarecido. "Requalificar" implica cortar árvores, fixar propaganda e gastar muito dinheiro.
E o Presidente da Câmara Municipal, terá algo a dizer sobre este assunto? Eis uma transcrição:
Acta da Assembleia Municipal de 26-02-2004
«Relativamente à questão ambiental que preocupa muita gente, preocupa imenso a Câmara [...]. Portanto há aqui uma preocupação: - a reflorestação da Cidade, a melhoria dos parques, o projecto para remodelação do Jardim Municipal.» Reflorestação da cidade?! Mas que estive aqui a escrever! Afinal não cortaram as árvores do jardim, devem ter sido transplantadas. Assim sendo dou por terminada a escrita, ainda para mais porque tenho ali um trabalhinho para fazer. Um raio duma figueira já há muito que me estorva à vista. Não que ela seja desagradável, antes pelo contrário. A questão é que está no meio dum pomar tão mal cuidado que acaba por destoar. Pelo que não tendo vontade de melhorar todo o pomar, corto-a. E no lugar dela ponho uma tabuleta a dizer "Cuidado, veneno nas maçãs". Não é verdade mas sempre fica a dúvida.
Fiquei assim sem saber o que tinham feito ao Jardim Municipal da Figueira da Foz. Segundo a Câmara Municipal, em 30-07-2005 ocorreu a "Inauguração das Obras de Requalificação do Jardim Municipal", o que em nada me esclareceu. Precisei então de comparar o antes e o depois para sair deste impasse.
Há uma etapa entre estas duas fotos mas já lá irei. Tendo encontrado a fotografia 1, feita nos anos 80, procurei reproduzi-la na actualidade, sendo o resultado a fotografia 2. E qual é a imediata e óbvia constatação? O número de árvores é manifestamente inferior.
Será este o significado de "requalificação"? Cortar uma considerável quantidade de árvores? Uma vez que ainda não encontrei este termo aplicado ao desbaste da Amazónia, deve haver algo mais. Vejamos pois esta metamorfose mais em pormenor.
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3. Jardim da Figueira da Foz, Agosto 2005
Aparentemente "requalificar" inclui edificar painéis de propaganda - 5 no caso, mesmo antes do período eleitoral.
Este ímpeto de lenhador começou, na verdade, no mandato de Pedro Santana Lopes. A Av. Foz do Mondego, contígua ao jardim, perdeu a quase totalidade das árvores existentes. Mas ganharam-se uns dois lugares de estacionamento, pagos e ao sol. O próprio jardim sofreu então o primeiro abate, se bem que ainda tímido, ficando com o aspecto da fotografia seguinte.
Nesta fase, a transformação mais visível foi o abate das árvores entre o passeio e a estrada, dando lugar ao relvado em forma de ondas.
Sobrepondo esta fotografia com o plano da Câmara para o novo jardim, ficamos com uma ideia grosseira da extensão do abate de árvores.
As cruzes não denotam árvores mas sim a mancha verde correspondente a árvores. As cruzes vermelhas indicam as áreas onde foram cortadas árvores no mandato de Pedro Santana Lopes e as azuis no 1º mandato de Duarte Silva. As bolas azuis correspondem à substituição do relvado em forma de ondas pelo actual sistema de repuxos. Realço que não disponho de informação exacta sobre o número de árvores cortadas, sendo portanto aqui apresentada uma quantificação subjectiva. Mas basta ter olhos e memória para perceber que entre o antes e o agora muitas árvores foram cortadas.
Outros aspectos da "requalificação" foram:
- O parque infantil foi equipado com os materiais que agora parece se terem tornado normal em todos os parques infantis, como se dum franchising nacional se tratasse.
- O lago desapareceu e, realmente, não deixa saudades.
- O coreto foi substituído por uma "moderna" pala. Já alguém verificou se a respectiva sombra realmente abriga os músicos do sol?
Neste momento já estou mais esclarecido. "Requalificar" implica cortar árvores, fixar propaganda e gastar muito dinheiro.
E o Presidente da Câmara Municipal, terá algo a dizer sobre este assunto? Eis uma transcrição:
Acta da Assembleia Municipal de 26-02-2004
«Relativamente à questão ambiental que preocupa muita gente, preocupa imenso a Câmara [...]. Portanto há aqui uma preocupação: - a reflorestação da Cidade, a melhoria dos parques, o projecto para remodelação do Jardim Municipal.» Reflorestação da cidade?! Mas que estive aqui a escrever! Afinal não cortaram as árvores do jardim, devem ter sido transplantadas. Assim sendo dou por terminada a escrita, ainda para mais porque tenho ali um trabalhinho para fazer. Um raio duma figueira já há muito que me estorva à vista. Não que ela seja desagradável, antes pelo contrário. A questão é que está no meio dum pomar tão mal cuidado que acaba por destoar. Pelo que não tendo vontade de melhorar todo o pomar, corto-a. E no lugar dela ponho uma tabuleta a dizer "Cuidado, veneno nas maçãs". Não é verdade mas sempre fica a dúvida.
A raposa velha

Admirável animal pela sua vivacidade, a raposa é o alter ego deste blogger. Custa-me compreender como são possíveis e permitidas as batidas à raposa quando este animal está em risco de extinção. A parte ridícula traduz-se em 20 homens passarem uma manhã a percorrer mato para depois exibirem o seu troféu: uma raposa morta.
Ser e parecer

SOBRE O FLISCORNO
Fliscorno: do Alemão Fluegelshorn, contracção de Fluegel (asa, ala, flanco) com Horn (corno, corneta). Instrumento musical de sopro, próximo do trompete mas de timbre mais suave. Afina em Si bemol.
O fliscorno tem a sua origem na corneta. Passou a incorporar pistons à volta de 1830, sensivelmente ao mesmo tempo que o trompete. O seu nome remonta às pequenas orquestras militares e de marcha, onde o seu posicionamento era a respectiva ala esquerda, antes da ala dos tenores.
Hoje em dia é usado em orquestras de sopro como instrumento da melodia e também no jazz (p. ex. Freddie Hubbard, Clark Terry, Shorty Rogers). Esporadicamente, tem também presença na música clássica (p.ex. Igor Strawinsky).
Como já, certamente, terão notado, fliscorno não é uma grafia alternativa para corno feliz. Ser e parecer é coisa nem sempre coincidente, trate-se de música ou de política. É esta última, na sua vertente de cartaz de campanha, que alimentará o presente blog.
O AUTOR
O autor deste blog, Jorge de seu nome próprio, tem a mania que sabe umas coisas e, pior que isso, tem os meios para as publicar. O seu maior objectivo na vida é pagar impostos e a casa, coisa que faz em sequência, primeiro até Maio e depois durante o resto do ano. Estudou por Coimbra em coisas de electricidades mas isso nunca o impediu de escrever sobre outros assuntos, coisa que faz procurando parecer sério pela citação dissimulada de textos da Wikipédia. A ligação mais próxima que alguma vez teve a um partido deu-se quando procurava impressionar uma miúda com um copo de imperial equilibrado no nariz, coisa efémera que obviamente terminou com o respectivo copo estilhaçado, partido, em plena Praça da República. Tem uma política - esta frase serve para concretizar o profundo desejo de ter uma política - de semi-reserva de identidade para garantir que a sua vida privada... bom... continua privada. Usa este blog para o que lhe der na telha, o que inclui escrever bacoradas como estas.
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