a política na vertente de cartaz de campanha

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9 anos de Google

Ora aí está, 9 anos a googlar. Entre nós não é costume mas no inglês da América é prática corrente construir novos verbos a partir de substantivos (É curioso, não seria capaz de dizer isto usando a TLEBS!) Assim, no contexto anglo-saxónico, "to google" é equivalente a pesquisar. Até existe uma entrada na Wikipedia sobre este assunto: link.

Estava na faculdade quando isto do serviço Internet www começou a fervilhar entre a comunidade universitária. "Ir à net" era então uma expressão inexistente, mas existindo significaria ir até ao laboratório da faculdade, utilizar uma estação de trabalho Sun e, usando o Netscape, e consultar uma ou outra página nova, já que as existentes raramente eram actualizadas.


Recordo-me perfeitamente dum colega que tinha encontrado a página pessoal - era assim que eram chamadas as páginas web - onde o autor mantinha uma lista de endereços favoritos. Na altura já ia em centenas! Estas páginas terão sido os primeiros portais. Alguém lhes antecipava a importância que viriam a ter? Eu não, infelizmente. No entanto houve que visse esse potencial e apostasse forte. Yahoo, Infoseek, Altavista e vários outros foram desbravando o caminho. O Google foi dos últimos a chegar e triunfou graças à velocidade com que devolvia os resultados e à capacidade em apresentar resultados relevantes, com o algoritmo PageRank (link).

Curiosamente, foi também graças a este algoritmo que sugiram as chamadas Google Bombs (link). Consiste em diferentes páginas web conterem uma frase igual a apontar para um mesmo endereço. Na campanha eleitoral de Bush em 2004, o termo "miserable failure" foi usando sistematicamente como texto do link para página da biografia de GWBush. Assim, uma pesquisa com estes termos enganava o algoritmo do Google e uma página não relacionada aparecia no topo dos resultados.

Nove anos depois, esta empresa continua a inovar em grande escala e, neste momento, é o rival da Microsoft, com reais possibilidades de lhe fazer o que ela havia feito à IBM: destrona-la do lugar de nº 1 da informática mundial. E o infortúnio, para a Microsoft, acontece pela mudança de paradigma. Tal como o mainframe, o servidor central, foi destronado graças ao computador pessoal, também o conceito "um sistema operativo+um conjunto de aplicações=um utilizador", ganha pão da Microsoft, se tornará obsoleto perante o reaparecer do conceito dum servidor central e múltiplos clientes a ele ligados. Isto está a tornar-se possível graças ao ADSL e as suas crescentes velocidades de ligação.

A Microsoft, claro, não está a dormir e já lançou o serviço Windows Live, cópia chapada dos serviços do Google. Mas este sinal é precisamente o pronuncio do fim, em que o líder passa a seguir a concorrência, em vez do contrário. Vamos ver se, como no Triunfo dos Porcos, apenas se troca um dominador por outro, até tendo este a particularidade de querer saber tudo sobre todos.


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Programa e-escola - um sumário

INTRODUÇÃO

Ao analisar o padrão de visitas recente neste blog reparei que muitos visitantes vieram em busca de informações sobre o programa eescola. Já aqui abordara o tema algumas vezes e aqui ficam mais algumas notas, em jeito de sumário/actualização. Apesar de procurar apresentar opiniões fundamentadas e publicar este texto com boa fé, realço que cada qual deverá elaborar as suas próprias conclusões. Se para isso esta leitura ajudar, melhor.


CONCLUSÕES

Sendo este texto algo alongado, apresento a seguir as minhas conclusões. Segue-se cópia da informação disponível no site oficial deste programa (http://www.eescola.pt/, que infelizmente está apresentada duma forma amadora que dificulta a leitura e a comparação. Além que se grama com o parvo do vídeo de cada vez se acede a cada página principal, o qual que começa automaticamente e em grande som.

Conclusões pessoais

1. Sobre os portáteis: são actualmente entrada de gama. Atendendo a que vêm com o Windows Vista e sabendo-se que este é muito exigente em termos de memória, pessoalmente se fosse comprar um destes portáteis pediria para colocar pelo menos 2 Gb de RAM. Isto é particularmente importante porque ao fim de algum tempo (3 a 5 anos) torna-se muito complicado encontrar memória adequada ao modelo em causa. Experimente o leitor comprar memória para um portátil de há quatro anos e verá que assim é. Ao comprar um destes portáteis também teriam muita atenção à placa gráfica incluída, pois novamente o Windows Vista é exigente quanto a este recurso. Sobre o disco rígido incluído (80Gb) é manifestamente pouco. No entanto é bom notar que estes valores são típicos para os actuais portáteis de entrada de gama.

E qual dos modelos é melhor? Teoricamente será o Toshiba, apesar da menor velocidade de relógio. Acreditando nas especificações da Intel, o modelo do processador terá maior capacidade de processamento.

Deixo uma observação aos incautos que apenas olham para os números. A performance dum computador não depende apenas do processador incluído, como de resto se aprende logo no início de qualquer curso de informática. Depende em larga escala da velocidade dos periféricos e restantes componentes (velocidade do disco duro, velocidade da memória, quantidade e tipo de memória cache, velocidade do barramento, etc). Diz-me a minha experiência que se consegue melhor performance aumentando a quantidade de memória do que tendo processadores mais rápidos. Aliás no actual contexto, os processadores têm tal capacidade de cálculo que são efectivamente os restantes componentes que ditam a performance da máquina. Assim, é uma discussão estéril se se tem um Celeron, Dual Core, 1.46 GHz, 1.80 GHz, etc. Haverá, certamente, melhorias de performance perante aplicações muito exigentes em capacidade de cálculo, mas convenhamos numa utilização do dia a dia, o processador passa quase todo o tempo a repousar. Premissa que, entre outras, contribuiu para o desenvolvimento dos processadores da classe Mobile, usados em especial nos portáteis.


E a assistência pós venda? Bom, recebi um mail da Toshiba a comunicar-me que nada têm a ver com estes portáteis (ver outro post por aqui). Quem presta então a assistência se o representante da marca diz nada ter a ver com isso?


2. Sobre a ligação Internet: são oferecidas as velocidades 384 Kbps e 640 Kbps, respectivamente 0.375 Mbps e 0.625 Mbps. Muito menos do que o actual padrão (3.6 Mbps). É de realçar que esta ligação poderá ser suficiente para consultar páginas web simples (como a Wikipédia) mas deixa de fora o uso eficaz em páginas web 2.0 como Youtube. O tráfego incluído também não é grande coisa. A Optimus e a TMN não esclarece mas a Vodafone distingue entre tráfego de Download (Vododafone - cliente) e Upload (cliente - Vodafone), sendo que apenas 200MB são fornecidos! Isto equivalerá ao upload de aproximadamente 50 músicas em formato mp3, por exemplo. E, por regra, o tráfego extra para além do contratado é bem caro. Pessoalmente, eu classificaria esta ligação como um ponto negativo, um empecilho à compra do computador. No entanto cada qual deve fazer o seu próprio juízo, em particular olhando para o seu perfil de utilização. É de notar que durante o período de fidelização, o operador não está obrigado a aumentar nem a velocidade nem o tráfego incluído no serviço, mesmo que técnica e comercialmente essa mudança exista nos restantes tarifários.

3. Sobre as ofertas existentes: é curioso como o Ministério da Educação e/ou os operadores são discriminatórios, apesar de tanta conversa da igualdade de oportunidade e etc. Os alunos dos 1º e 2º escalões não têm o mesmo leque de escola dos restantes, nem em termos de portáteis, nem em termos de velocidade de ligação. É caso para dizer que pobre navegará sempre com menos velocidade. Curioso é também notar que um aluno que desista de estudar e que vá para as Novas Oportunidades terá como recompensa o acesso a um portátil a metade do preço dos seus colegas que continuaram a estudar... Opções!

4. Sobre o Microsoft Office 2007: custa a versão Ensino 180 €, sendo incluída com o portátil. Para quem faça questão de usar este software, será uma mais valia. Para os restantes fica a nota que o OpenOffice é gratuito e também está disponível em português (Link).

5. Alternativas a este programa: olhando para os custos finais das diversas opções, nota-se que há casos deveras interessantes (1º escalão e Novas Oportunidades) em que, face ao preço final, não existe melhor alternativa à apresentada neste programa. Já nos restantes casos há uma zona cinzenta, sendo cada caso um caso. Se atendermos apenas ao preço do portátil, seguramente que por 780 € ou por 1,000 € se encontram alternativas equivalentes a estas. Considerando a Internet incluída, já outras ponderações terão que ser feitas. Deixo-as ao cuidado do leitor. Mesmo assim, realço alguns alternativas:

- Apple Mac Mini, que vem de raiz com uma excelente oferta de software;
- a opção de escolher uma máquina Linux + OpenOffice ou outro pacote de produtividade disponível sobre a licença GLP, sendo que neste caso apenas se têm a pagar a máquina propriamente dita (um computador que venha com Windows paga sempre uma quantia para a respectiva licença OEM);
- na gama Internet "fixa" existem ofertas muito interessantes, incluindo TV/telefone/Internet, a velocidades verdadeiramente úteis, preços atractivos e tráfego incluído mais do que suficiente.


DETALHES DO PROGRAMA
Informação constante no site oficial do programa, excepto a indicação do custo final que é cálculo meu.

Como tem sido repetido, estes portáteis implicam o pagamento inicial de 150 €, seguindo-se o pagamento duma mensalidade durante o número de meses indicado. O preço final do produto adquirido (computador mais ligação) é, portanto, o indicado na coluna "Custo final".

Notei que as ofertas listadas no programa eescola foram alargadas desde a minha última consulta, existindo agora em certas circunstâncias a velocidade 640 Kbps.



1. ESCOLA

Condição de acesso: alunos que se inscrevam no 10º ano de escolaridade, nos próximos 3 anos

Diferenciado em 3 escalões.

1º escalão: acção social escolar





OperadorComputadorLigaçãoCusto final
OPTIMUSPortátil Toshiba Satellite L40
Processador Intel® Pentium® Dual-Core 2310, 1.46 GHz
Ecran TFT de 15.4" WXGA panorâmico
Memória RAM 1Gb
Disco 80Gb SATA
Gravador de DVD
Wi-Fi
Windows® Vista Home Premium
Office 2007
Kanguru Basic
Velocidade: 384kb/s
Tráfego incluído/mês: 1Gb
Mensalidade: € 5 (durante 36 meses)
150 € + 5 € * 36 =
330 €
TMNPortátil Fujitsu Siemens Esprimo Mobile V5515
Monitor 15,4"
Processador Intel Pentium Dual Core T2130 1,86 GHZ
Memória 1GB
Disco 80GB
DVD Writer
Wi-Fi
Windows Vista Premium
Office 2007
Em Português
Tarifário BL Light
Tráfego incluído: 1GB
Velocidade: 384 Kbps
Mensalidade: € 5 (durante 36 meses)
150 € + 5 € * 36 =
330 €
TMNPortátil Toshiba Satellite L40 Notebook
Monitor 15,4"
Processador Intel Pentium Dual Core T2310 1,46 GHZ
Memória 1GB
Disco 80GB
DVD Writer
Wi-Fi
Windows Vista Premium
Office 2007
Em Português
Tarifário BL Light
Tráfego incluído: 1GB
Velocidade: 384 Kbps
Mensalidade: € 15 (durante 36 meses)
150 € + 5 € * 36 =
330 €
VODAFONE(brevemente)


2º escalão: agregados com baixo rendimento




OperadorComputadorLigaçãoCusto final
OPTIMUSPortátil Toshiba Satellite L40
Processador Intel® Pentium® Dual-Core 2310, 1.46 GHz
Ecran TFT de 15.4" WXGA panorâmico
Memória RAM 1Gb
Disco 80Gb SATA
Gravador de DVD
Wi-Fi
Windows® Vista Home Premium
Office 2007
Kanguru Basic
Velocidade: 384kb/s
Tráfego incluído/mês: 1Gb
Mensalidade: € 15 (durante 36 meses)
150 € + 15 € * 36 =
690 €
TMNPortátil Fujitsu Siemens Esprimo Mobile V5515
Monitor 15,4"
Processador Intel Pentium Dual Core T2130 1,86 GHZ
Memória 1GB
Disco 80GB
DVD Writer
Wi-Fi
Windows Vista Premium
Office 2007
Em Português
Tarifário BL Light
Tráfego incluído: 1GB
Velocidade: 384 Kbps
Mensalidade: € 15 (durante 36 meses)
150 € + 15 € * 36 =
690 €
VODAFONE(brevemente)


3º escalão (os restantes alunos)


OperadorComputadorLigaçãoCusto final
OPTIMUSPortátil Toshiba Satellite L40
Processador Intel® Pentium® Dual-Core 2310, 1.46 GHz
Ecran TFT de 15.4" WXGA panorâmico
Memória RAM 1Gb
Disco 80Gb SATA
Gravador de DVD
Wi-Fi
Windows® Vista Home Premium
Office 2007
Kanguru Basic
Velocidade: 384kb/s
Tráfego incluído/mês: 1Gb
Mensalidade: € 17,5 (durante 36 meses)
150 € + 17,50 € * 36 =
780 €
Kanguru Light
Velocidade: 640kb/s
Tráfego incluído/mês: 2Gb
Mensalidade: € 24,9 (durante 36 meses)
150 € + 24,9 € * 36 =
1.046,40 €
TMNPortátil Fujitsu Siemens Esprimo Mobile V5515
Monitor 15,4"
Processador Intel Pentium Dual Core T2130 1,86 GHZ
Memória 1GB
Disco 80GB
DVD Writer
Wi-Fi
Windows Vista Premium
Office 2007
Em Português
Tarifário BL Light
Tráfego incluído: 1GB
Velocidade: 384 Kbps
Mensalidade: € 17,5 (durante 36 meses)
150 € + 17,50 € * 36 =
780 €
Tarifário BL
Tráfego incluído: 2GB
Velocidade: 640 Kbps
Mensalidade: € 24,9 (durante 36 meses)
150 € + 24,9 € * 36 =
1.046,40 €
TMNPortátil Toshiba Satellite L40 Notebook
Monitor 15,4"
Processador Intel Pentium Dual Core T2310 1,46 GHZ
Memória 1GB
Disco 80GB
DVD Writer
Wi-Fi
Windows Vista Premium
Office 2007
Em Português
Tarifário BL Light
Tráfego incluído: 1GB
Velocidade: 384 Kbps
Mensalidade: € 17,5 (durante 36 meses)
150 € + 17,50 € * 36 =
780 €
Tarifário BL
Tráfego incluído: 2GB
Velocidade: 640 Kbps
Mensalidade: € 24,9 (durante 36 meses)
150 € + 24,9 € * 36 =
1.046,40 €
VODAFONEPortátil Toshiba Satellite L40 Notebook
Monitor 15,4"
Pentium Dual Core
Memória 1GB
Disco 80GB
DVD Writer
Wi-Fi
Windows Vista
Office 2007
Em Português
Banda Larga 384Kbp
Tráfego incluído: D:1GB/U:200MB
Velocidade: Até 384 Kbps
Mensalidade: € 17,5 (durante 36 meses)
150 € + 17,50 € * 36 =
780 €
Banda Larga 640Kbp
Tráfego incluído: D:2GB/U:200MB
Velocidade: Até 640 Kbps
Mensalidade: € 24,9 (durante 36 meses)
150 € + 24,9 € * 36 =
1.046,40 €


2. PROFESSOR

Condição de acesso: todos os professores do Ensino Básico e Secundário

"Uma solução que garante a mobilidade, condição importante para o pleno exercício da actividade docente." Paga pelo respectivo profissional, falta acrescentar.

OperadorComputadorLigaçãoCusto final
OPTIMUSPortátil Toshiba Satellite L40
Processador Intel® Pentium® Dual-Core 2310, 1.46 GHz
Ecran TFT de 15.4" WXGA panorâmico
Memória RAM 1Gb
Disco 80Gb SATA
Gravador de DVD
Wi-Fi
Windows® Vista Home Premium
Office 2007
Kanguru Basic
Velocidade: 384kb/s
Tráfego incluído/mês: 1Gb
Mensalidade: € 17,5 (durante 36 meses)
150 € + 17,50 € * 36 =
780 €
Kanguru Light
Velocidade: 640kb/s
Tráfego incluído/mês: 2Gb
Mensalidade: € 24,9 (durante 36 meses)
150 € + 24,9 € * 36 =
1.046,40 €
TMNPortátil Fujitsu Siemens Esprimo Mobile V5515
Monitor 15,4"
Processador Intel Pentium Dual Core T2130 1,86 GHZ
Memória 1GB
Disco 80GB
DVD Writer
Wi-Fi
Windows Vista Premium
Office 2007
Em Português
Tarifário BL Light
Tráfego incluído: 1GB
Velocidade: 384 Kbps
Mensalidade: € 17,5 (durante 36 meses)
150 € + 17,50 € * 36 =
780 €
Tarifário BL
Tráfego incluído: 2GB
Velocidade: 640 Kbps
Mensalidade: € 24,9 (durante 36 meses)
150 € + 24,9 € * 36 =
1.046,40 €
TMNPortátil Toshiba Satellite L40 Notebook
Monitor 15,4"
Processador Intel Pentium Dual Core T2310 1,46 GHZ
Memória 1GB
Disco 80GB
DVD Writer
Wi-Fi
Windows Vista Premium
Office 2007
Em Português
Tarifário BL Light
Tráfego incluído: 1GB
Velocidade: 384 Kbps
Mensalidade: € 17,5 (durante 36 meses)
150 € + 17,50 € * 36 =
780 €
Tarifário BL
Tráfego incluído: 2GB
Velocidade: 640 Kbps
Mensalidade: € 24,9 (durante 36 meses)
150 € + 24,9 € * 36 =
1.046,40 €
VODAFONEPortátil Toshiba Satellite L40 Notebook
Monitor 15,4"
Pentium Dual Core
Memória 1GB
Disco 80GB
DVD Writer
Wi-Fi
Windows Vista
Office 2007
Em Português
Banda Larga 384Kbp
Tráfego incluído: D:1GB/U:200MB
Velocidade: Até 384 Kbps
Mensalidade: € 17,5 (durante 36 meses)
150 € + 17,50 € * 36 =
780 €
Banda Larga 640Kbp
Tráfego incluído: D:2GB/U:200MB
Velocidade: Até 640 Kbps
Mensalidade: € 24,9 (durante 36 meses)
150 € + 24,9 € * 36 =
1.046,40 €


3. NOVAS OPORTUNIDADES

Condição de acesso: trabalhadores em formação, inscritos na iniciativa Novas Oportunidades

OperadorComputadorLigaçãoCusto final
OPTIMUSPortátil Toshiba Satellite L40
Processador Intel® Pentium® Dual-Core 2310, 1.46 GHz
Ecran TFT de 15.4" WXGA panorâmico
Memória RAM 1Gb
Disco 80Gb SATA
Gravador de DVD
Wi-Fi
Windows® Vista Home Premium
Office 2007
Kanguru Basic
Velocidade: 384kb/s
Tráfego incluído/mês: 1Gb
Mensalidade: € 15 (durante 12 meses)
150 € + 15 € * 12 =
330 €
TMNPortátil Fujitsu Siemens Esprimo Mobile V5515
Monitor 15,4"
Processador Intel Pentium Dual Core T2130 1,86 GHZ
Memória 1GB
Disco 80GB
DVD Writer
Wi-Fi
Windows Vista Premium
Office 2007
Em Português
Tarifário BL Light
Tráfego incluído: 1GB
Velocidade: 384 Kbps
Mensalidade: € 15 (durante 12 meses)
150 € + 15 € * 12 =
330 €
VODAFONEPortátil Toshiba Satellite L40 Notebook
Monitor 15,4"
Pentium Dual Core
Memória 1GB
Disco 80GB
DVD Writer
Wi-Fi
Windows Vista
Office 2007
Em Português

Banda Larga 384Kbp
Tráfego incluído: D:1GB/U:200MB
Velocidade: Até 384 Kbps
Mensalidade: € 15 (durante 12 meses)
150 € + 15 € * 12 =
330 €


[EDIT]
Finalmente encontrei a especificação completa dum dos portáteis, o da Vodafone. Inclui também o exacto modelo L40 em causa (há vários).

http://www.vodafone.com/start/media_relations/news/local_press_releases/portugal/portugal_press_release/e-school_programmes.html

Characteristics of the Toshiba Satellite L40-15G Notebook

Model: Toshiba Satellite L40-15G
Reference: PSL48E-01T00GPT
Technology/Processor: Mobile Technology Intel® Pentium® Dual-Core 2310, (1.46 GHz), 533 Mhz Front Side Bus, 1 MB level 2 cache, Intel® GL960 chipset
Monitor: 15.4" WXGA panoramic TFT
Internal Video Mode: 16.7 million colours, resolution 1280x800
Hard Disk: S.M.A.R.T. 80 GB, SATA (5400rpm), Enhanced IDE
Memory: 512+512 MB DDR2 (667Mhz) RAM, expandable to 3072 MB/4096 MB
Optical Drive: DVD Super-Multi Double Layer (all recording formats: DVD-R/RW, +-R(DL)/+RW and DVD-RAM)
Graphics: Adapter Intel® GMA X3100 (up to 256MB shared)
Communications: 10/100 Base-TX, Ethernet LAN, RJ-45, Azalia 56Kbps V.90 built-in Modem, (V.92 ready), 14.4Kbps Fax, RJ-11
Wi-Fi Communications: Realtek 802.11(b/g) 13ch-RTL8187B, (WiFi compatible)
Audio System: 16-bit stereo with built-in stereo speakers
Interfaces: 1x headphones, 1x microphone, 1x DC input, 1x external monitor, 1x RJ-45, 1x RJ-11, 3x USB 2.0
Expansion: 1x PC Card (Express card), 2x memory slots (0 to configure)
Battery: Lithium ion, maximum stand-by 2.0 hours (Mobile Mark™)
Software included: Toshiba Management Console, On-line User Manual, Toshiba ConfigFree™, Toshiba utilities and drivers, Toshiba DVD, Connectivity Doctor
Special features: Slot for Kensington Security cable, Boot Pen drive USB
Dimensions: (LxWxT) and Weight 365 x 269.5 x 35.3/36.8 mm; weight: 2.75 Kg

[EDIT]
Intel® Pentium® Dual-Core Mobile Processor CTP Calculations
http://www.intel.com/support/processors/mobile/pentiumdualcore/sb/cs-028241.htm


[EDIT]
No site da Chip7 consegue-se ter uma ideia de onde é que se enquadram os portáteis desta campanha, em termos de posicionamento de tecnologia.
http://www.chip7.pt/catalogo/index.php?cat=761&seleccao=caracteristicas196&param=1667





[EDIT]
Onde se lia StarOffice foi corrigido para OpenOffice.


[EDIT]

OpenOffice.org 2.3 - review (link) e download (link directo da versão windows em inglês, sem uso de softwares P2P; outras versões: link)
Editor's review of OpenOffice.org
A credible rival to MS Office, OpenOffice.org includes powerful applications for making text documents, spreadsheets, presentations, diagrams, and databases, as well as HTML and XML documents. Not only does it let you edit basic documents, such as letters and faxes, it also handles equations and complex and multipart documents with bibliographies, reference tables, and indexes.
The interface is similar to that of MS Office, and even advanced Office users will find almost everything they're used to: templates, collaborative features (versions, recording changes), macros, and even a programming language. OOo, as it's known, lets you open and save documents in formats as diverse as MS Office formats, PDF, HTML, and XML. It can also import files from those formats, as well as WordPerfect and others. However, it normally saves files in the open-standard Oasis OpenDocument XML format, for maximum compatibility with other applications.
The latest versions of OpenOffice have seen a spurt of growth in the extensions available for the program. These include templates for professional writers, an export tool for bidirectional functionality with Google Docs, blog publishing, and others. Blog publishing assistance especially strikes us as a natural area for word processing to grow toward.
We were pleased to find that stability has improved too. No doubt about it, the multilingual and crossplatform OpenOffice.org is a compelling option for anyone in search of an alternative office suite.


[EDIT]
O presente texto de opinião deve ser entendido apenas um contributo para uma tomada de decisão fundamentada. Aderir ou não ao programa eescola deverá ser o resultado duma análise pessoal de custo/benefício, ciente de que haverá pessoas a quem este programa trará vantagens e a outras não.

Ver todos os posts sobre o tema eescola: link



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As directas do PSD

PSD: pê esse dê

O partido das estradas revela-se na sua essência. O preço dos votos que escolherão o respectivo líder discutem-se na praça pública como antigamente se discutia o preço da cavala no mercado do peixe.


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Sobre a execução orçamental

Para ler com atenção no "4R - Quarta República"

A grande mistificação das contas públicas!...


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RAIM's blog


http://raim.blogspot.com é um blog cheio de criatividade. Vale a pena por lá passar para lavar a vista.


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A primeira conferência da Presidência Portuguesa no âmbito do Ministério da Educação

Enquanto procurava referências sobre a semelhança cultural Portugal-Irlanda para o post anterior, nomeadamente um texto que relacionasse o livro "The Dubliners" (de James Joyce) com a católica e conservadora sociedade portuguesa de há uns anos atrás (lembro-me de ler algo sobre isso, faz tempo!), eis que encontrei duas páginas interessantes.

1. Joyce em Português europeu. As funções dos paratextos em Dubliners e A Portrait of the artist As a Young Man ( link)

e

2. a página do Carlos Ceia, professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Departamento de Línguas, Culturas e Literaturas Modernas, de onde copiei este interessante texto (destaques meus):


«Sabia que a primeira conferência da Presidência Portuguesa no âmbito do Ministério da Educação, organizada pela respectiva Direcção-Geral de Recursos Humanos, com o título: "Desenvolvimento profissional de professores para a qualidade e para a equidade da aprendizagem ao longo da vida" (Lisboa, Parque das Nações – Pavilhão Atlântico – Sala Nónio - 27 e 28 de Setembro de 2007), http://www.eu2007.min-edu.pt/np4/74.html, só é acedível por "convite prévio"?!

Os oradores foram "previamente" escolhidos pelo Ministério da Educação, que oferece assim aos seus parceiros europeus um bom exemplo do que é a democracia portuguesa na divulgação e reflexão científicas sobre esta matéria.

Se é de aplaudir o facto de a "primeira conferência da Presidência Portuguesa no âmbito do Ministério da Educação" ser dedicada à formação de professores, o Ministério da Educação soube proteger-se de qualquer crítica, convidando apenas os oradores que lhe dessem a garantia de parafrasearem as suas irracionais políticas para o sector. Como é possível organizar uma conferência internacional, com a responsabilidade acrescida de ser precisamente no âmbito da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia, apenas por "convite prévio"?

A sociedade científica portuguesa livre e independente não tem nada a dizer? Só contam as opiniões dos convidados do Governo? Que imagem estamos a dar deste País que não resiste a silenciar ou a ignorar todas as vozes críticas e a deixar ouvir apenas aquelas vozes que só soam a encómio de ocasião?»


E não é que é mesmo?! Na página http://www.eu2007.min-edu.pt/np4/74.html consta textualmente

Ficha de Inscrição
Por favor, tenha em atenção que a inscrição está sujeita a convite prévio. No preenchimento deste formulário deverão ser tidas em conta as indicações fornecidas nas "Informações Práticas" enviadas com a carta-convite.

Ora deixem cá ver... Para que é que alguém se vai inscrever quando já tinha sido convidado? E como se chamam os regimes onde a liberdade de expressão funciona por convite?


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A quem servem as obras públicas?

Recebi este texto por email. Creio que vale a pena reflectir sobre o assunto. 



«Há uns meses optei por ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio. Comprado o bilhete, dei comigo num comboio que só se diferenciava dos nossos Alfa por ser menos luxuoso e dotado de menos serviços de apoio aos passageiros.

A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas.

Não fora ser crítico do projecto TGV e conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemas únicos dos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos. Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza .

A resposta está na excelência das suas escolas, na qualidade do seu Ensino Superior, nos seus museus e escolas de arte, nas creches e jardins-de-infância em cada esquina, nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade. Percebe-se bem porque não construíram estádios de futebol desnecessários, porque não constroem aeroportos em cima de pântanos nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais.

O TGV é um transporte adaptado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.

É por isso, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, que existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos). É por razões de sensatez que não o encontramos na Noruega, na Suécia, na Holanda e em muitos outros países ricos. Tirar 20 ou 30 minutos ao Lisboa-Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não terá qualquer repercussão na economia do País.

Para além de que, dado hoje ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.

Com 7,5 mil milhões de euros pode construir-se mil escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e sub-dimensionadas (a 2,5 milhões de euros cada uma), mais mil creches inexistentes (a 1 milhão de euros cada uma), mais mil centros de dia para os nossos idosos (a 1 milhão de euros cada um).

Ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências, como a urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.

CABE ao Governo REFLECTIR.

CABE à Oposição CONTRAPOR.

CABE AOS CIDADÃOS MANIFESTAREM-SE!!!

CABE À TUA CONSCIÊNCIA REENCAMINHAR OU DEIXAR FICAR .»


Creio que faz sentido pensar no assunto, considerando algumas variáveis a relacionadas com o contexto avião vs comboio:
  • preços ao consumidor;
  • velocidades/tempos de viagem;
  • segurança;
  • poluição produzida por quilómetro;
  • tendência futura da evolução do preços dos diversos combustíveis, em particular do preço do petróleo e do custo da electricidade;
  • alternativas de investimento, nomeadamente em outras infraestruturas.
Não é linear, pelo menos para mim, que o avião seja melhor opção do que o TGV, ou vice-versa. No entanto, atendendo que o comboio de grande velocidade é uma forma de deslocação para longa distâncias, logo se conclui:
  • faz tanto sentido ter várias paragens de TGV como ter aeroportos uns ao pé dos outros;
  • e ter o TGV ao lado dum aeroporto poderá não passar dum empecilho mútuo.
Uma rede interligada de transportes faz sentido. Já uma cidade onde todos eles terminam não passa dum incentivo à progressiva centralização.

Quanto a alternativas de investimento, realço novamente o caso Irlanda, cuja situação económico-social era semelhante à de Portugal na altura da adesão à CEE de então. Este país não investiu nas autoestradas como nós e, mesmo assim, se não estou em erro, tem uma economia melhorzinha do que a nossa.... Parece que investiu na educação, vejam só! Mas quais seriam então as Somagues que pagariam então as eleições?


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Toshiba Satellite L40 Notebook

Para tentar perceber o valor financeiro e detalhes técnicos da proposta TMN no programa eescola quanto ao portátil Toshiba Satellite L40 Notebook, escrevi ao Centro de Atendimento Toshiba ( cat@toshiba.pt). Recebi esta informação, que partilho com os eventuais interessados.

«Em resposta ao seu pedido, o equipamento em questão não é da responsabilidade da Toshiba Portugal, como consequência não dispomos de informações sobre esse mesmo produto. As únicas empresas que têm informação sobre esse equipamento são as entidades vendedoras em questão. Desde já lamentamos não o conseguir ajudar na resposta da sua questão.»

Curioso. Será a TMN que fará o suporte pós-venda?


[EDIT]
O presente texto de opinião deve ser entendido apenas um contributo para uma tomada de decisão fundamentada. Aderir ou não ao programa eescola deverá ser o resultado duma análise pessoal de custo/benefício, ciente de que haverá pessoas a quem este programa trará vantagens e a outras não.

Ver todos os posts sobre o tema eescola: link


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Consumidor universal

Se numa dessas pastosas entrevistas de rua, como aquelas sem valor informativo mas que consubstanciam escolhas editoriais, um repórter lhe perguntasse «Qual acha que foi a grande mudança individual que o século XX trouxe?» , qual seria a sua resposta?

A democracia, que já vinha da Grécia Antiga? A liberdade de expressão, tão cara a Gutenberg? O conhecimento, a arte, a saúde, a ciência? Sim, todos estes domínios, e outros, tiveram expansão considerável no passado século.

Mas é o estatuto de consumidor a mais abrangente das características que nos passaram a definir. Dificilmente alguém consegue deixar de o ser, passou a ter enquadramento com direitos e deveres e estabelece, em elevado grau, a interdependência entre todos.

Enquanto que séculos a trás ninguém se surpreenderia perante uma existência de auto-subsistência, hoje até este termo tem conotação negativa, equivalendo a insucesso na vida. É impensável viver-se sem dinheiro, sem o meio de trocar a capacidade produtiva de cada um de nós por parte da produção de outrem. Ser-se universalmente consumidor foi a maior mudança que o século XX nos trouxe.


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Dias do Avesso e a cobardia dos bloggers

Hoje, e isto é um abuso de linguagem pois tecnicamente é sábado mas o meu relógio biológico insiste que será sexta-feira até que vá dormir, graças ao programa «Dias do Avesso» da jornalista Isabel Stilwell e do psicólogo Eduardo Sá, que passa na Antena 1, após alguma dissertação sobre "A diferença entre diários e blogs", tive um momento único de esclarecimento, que passo a partilhar convosco.

Para tal, rogadamente peço que primeiro ouçam o programa em causa ou que leiam a transcrição que faço a seguir da respectiva parte relevante.

DIAS DO AVESSO
A diferença entre diários e blogs

2007-09-21
4m48s |
3.42 Mb
4.51 Mb
4.61 Mb

Link do ficheiro áudio em formato Windows Media Áudio
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Link do ficheiro áudio em formato real

Vai Eduardo Sá dizendo:
«[...] Há uma diferença essencial entre um blog e um diário. Admito que nalgumas circunstâncias um blog possa ser um diário. Mas em muitos momentos eu acho que um diário tem uma dimensão intimista, que acho muito aconchegante, até porque tem este movimento de desabafo diante de si própria, como se de alguma forma se visse ao espelho por dentro e, nesse contexto, eu acho um diário muito bonito. Um blog muitas vezes é um exercício de exibicionismo, na maior parte das vezes tem sido, em muitas circunstâncias, um exercício de cobardia. Adorava que aqueles valentões que desbobinam frases nos blogues fossem capazes dar uma palavra [inaudível] cara a cara. Porque miúdos cobardes, eu não gosto. Acho que nunca vão ser nada na vida, são muito cheios deles próprios [.... inaudível, enquanto Isabel Stilwell comenta "põem o nome das pessoas que atacam mas não põem o nome deles"]. Não nunca são capazes de ir até aí. Nem o número de telefone, nem o sítio onde trabalham, nem "estou aqui". E portanto, pessoas cobardes não ... O mundo nunca se transformou para melhor com a ajuda de pessoas cobardes, é bom que nós tenhamos noção disso.»

Faz algum tempo que me interrogava: Quem sou? O que faço aqui? Para onde vou? E agora tudo se tornou claro. Sou um miúdo cobarde, estou num exercício de exibicionismo e nunca vou ser nada na vida.

Poderá ter toda a razão, mas seu eu não fosse um blogger anónimo nunca viria a ter estas certezas! Obrigado Eduardo.

PS: caro leitor, faça feliz outro blogger anónimo: envie-lhe esta pérola de sabedoria.

PPS: Eduardo, desculpe não lhe dar a cara, nem outra parte do meu corpo, mas se quiser tem o meu email disponível neste blog.


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Bush «matou» Mandela

«Mandela está morto, porque Saddam Hussein matou todos os Mandelas», afirmou

É já longa a lista de gaffes do presidente norte-americano, George Bush e agora surgiu mais uma. Durante um discurso para justificar a política norte-americana no Iraque, Bush afirmou: «Mandela está morto, porque Saddam Hussein matou todos os Mandelas».

Segundo a Reuters, ninguém percebeu bem o que Bush queria realmente dizer, mas a gaffe caiu mal, sobretudo na África do Sul. Entretanto a Fundação Mandela achou por bem vir assegurar oficialmente que o militante histórico anti-apartheid «está vivo».






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Bill Bryson, Notes From a Small Island

bill bryson notes from a small island«Notes From a Small Island» e «Notes from a Big Country», dois livros de Bill Bryson (traduções disponíveis em português respectivamente com títulos «Crónicas duma Pequena Ilha» e «Notas Sobre um País Grande»), são duas obras compostas por crónicas publicadas em livro.

Obras compostas por textos relativamente pequenos mas repletos dum humor refinado sobre os hábitos de vida dos americanos, vistos por um americano casado com uma inglesa e que voltou à sua terra natal após ter vivido 20 anos em Inglaterra.

Pode-se espreitar o primeiro capítulo do «Notes From a Small Island» no site da Amazon [link]. «Notes from a Big Country» é dos dois aquele que acho mais divertido.


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Formatação

Uma característica intrínseca das máquinas é a ausência de capacidade de adaptação a novas circunstâncias. Algumas, que dizemos dotadas de inteligência artificial, simulam essa capacidade, pela demonstração de comportamentos que não estavam inicialmente previstos. Mas fazem-no pela aplicação de regras previamente definidas, pelo que essa adaptação tem limites, derivando estes da inteligência, esta sim natural, do seu criador.

Decorre desta incapacidade de adaptação a necessidade que as máquinas têm relativamente a formatos. Entradas, saídas, armazenamento, comunicação, inter-operacionalidade, compatibilidade, tudo tem que estar formatado segundo especificações previamente definidas, rígidas, parametrizadas, imutáveis. Doutra forma, o comportamento erróneo dominará a resposta obtida, inevitabilidade da rigidez padronizada.

Ora aqui está algo que distingue o Homem da máquina. Ou será que não? Temos nós esta capacidade de adaptação? Temos, biologicamente. Não tínhamos a capacidade de viver na Lua, mas estivemos lá; não nascemos a fumar mas até chegamos a apreciar o fumo do tabaco queimado; não fomos feitos para trabalhar e gastamos nisso quase um terço da nossa vida.

A vida tem esta força, a de se conseguir propagar mesmo quando os pressupostos se alteram para circunstâncias que nos são inesperadas. No entanto, são adaptações da máquina biológica, apenas. E o que se passa quanto a adaptações comportamentais, os nossos padrões de vida em sociedade? Aqui, a situação é notoriamente diferente. Desde que nascemos e ao longo da nossa vida, somos orientados para um padrão de comportamento, sendo-nos caros todos os desvios que a ele se faça. Como um disco rígido, massa cefálica dum computador onde as suas memórias são gravadas, somos formatados antes que possamos ser aceites entre pares. Sins e nãos, proibidos e permitidos, o que gostamos e o que não gostamos vão-nos sendo transmitidos por forma a evitar a resposta comportamental errónea.

As crianças passam tempo significativo a absorver as mensagens publicitárias, sejam directas, nos anúncios, sejam escondidas nos modelos comportamentais das séries infanto-juvenis. A formatação é sistemática, persistente, incontornável e pretende fazer preferir esta marca àquela, este produto a outro, esta atitude em detrimento de outra. Aos adultos é o processo de reformatação que mais se aplica, pois quem vende não acredita que burro velho não tem ensino.

A formatação publicitária pretende vender, transformando-nos em máquinas que compram ideias, produtos, convicções, opiniões, crenças. Entradas, saídas, armazenamento, comunicação, inter-operacionalidade, compatibilidade, tudo tem que estar formatado segundo especificações previamente definidas, rígidas, parametrizadas, imutáveis. Seremos assim tão diferentes duma máquina?


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Micro$oft

«Microsoft justifica imposição de upgrades recentes com actualização do Windows Update
As actualizações que a Microsoft tem vindo a fazer de forma automática, mesmo para os utilizadores que têm esta opção inactiva, foram justificados pela Microsoft como actualizações à ferramenta Windows Update. mais...
2007-09-14 14:33:00» in Tek.Sapo

Digamos que esta atitude explica-se pelo abuso de posição dominante. Quem desliga a opção de actualização é porque... não quer actualizações! E se o fez, certamente que terá as suas razões. Esta empresa demonstra total ausência de respeito pelo computador e software que o utilizador comprou.

Finalmente percebi porque é que por vezes chego ao trabalho e, logo depois de desbloquear a estação de trabalho, o Windows encerra, re-iniciando o computador. Fechado todas as aplicações que deixara a trabalhar de noite, claro! E isto apesar de ter as actualizações automáticas desligadas para que... o Windows não decida re-iniciar o computador quando bem lhe apetece!

E é com empresas destas que o nosso querido governo faz acordos estratégicos.


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Antevisão do que vai ser o Prós e Contras

São 21h30 e tive agora um momento livre pelo que me entretive num exercício de adivinhar o que vai ser o programa dos Prós e Contras, logo na RTP. Terei jackpot?

Conseguirá Fátima de Campos Correia desta vez surpreender-nos com um debate digno de tal palavra?


Tema
Depois de todos ouvidos sairá esta conclusão, que só por acaso será a tese da Ministra
E não será dito que...
Menos escolas
Há menos alunos e está-se a proceder a uma optimização de recursos.
Esta e outras medidas de “racionalização” apenas contribuem para desertificar ainda mais “o deserto” e “a paisagem”.
Mais tecnologia
O Governo tem uma aposta estratégica na tecnologia.
Então onde estão os laboratórios experimentais e equipamentos? E terão estas apostas alguma procura no mercado de trabalho?
Menos professores
Há menos alunos.
As turmas têm em média 25 alunos!
Mais alunos
Nada disso, os números da OCDE mostram que as nossas turmas estão na média.
25 alunos é cá uma média!
Menos insucesso escolar
Nada disso, o sucesso escolar tem aumentado.
Os números das estatísticas têm aumentado mas estão os alunos melhor preparados?
Mais ensino técnico-profissional
Sim, sim. E a tecnologia e os computadores e a aposta do governo na tecnologia e os computadores e... Já referi os computadores?
Já tivemos, com efeito, ensino técnico-profissional. Nesse tempo um técnico poderia assinar certos projectos de menos responsabilidade. Depois decidiu-se acabar com este “fraco” ensino. E agora pegou-se nos trabalhos manuais e nos computadores - e nos computadores, notaram bem? - e chamou-se-lhe ensino técnico-profissional.
Menos burocracia
Sim, sim, muito menos!
Mais vale passar um aluno do ensino básico que nem tenha feito de conta que trabalhou do que preencher a papelada para o chumbar.
Mais autoridade disciplinar
A autoridade disciplinar é uma constante.
Que autoridade tem um professor perante um aluno que não chumba por faltas nem por não saber o suficiente e que não pode ser expulso da sala por mau comportamento?
Computadores para todos
Por 150 euros todos poderão ter um portátil.
Então e o custo escondido e a baixa qualidade da ligação?
Oportunidades novas para jovens
Vai reduzir à brava o abandono escolar.
E vai aumentar em igual proporção os números do sucesso educativo. Putos: não estudem! Desistam da escola, pois nas novas oportunidades têm um portátil e fazem 3 anos em 3 meses!
Novas oportunidades para adultos
Aqueles que tinham abandonado a escola estão a voltar à aprendizagem.
Quem não fez um corno durante o ensino secundário tem a hipótese de ter o seu canudo na mesma à conta duns meses nas Novas Oportunidades. E ainda ganha um portátil maravilha, com 12 meses de contrato de fidelização (em vez de 36 para os alunos que optaram por estudar e completar o secundário).

Além disso, alguém acredita que 3 meses nas novas oportunidades servirão para fazer o percurso de 3 anos?!

“Verdade” ou “Propaganda”?
Verdade, claro. Os mausões dos sindicatos deturpam tudo.
Então e as comparações OCDE manipuladinhas da silva? E as entrevistas que o Valter de Lemos dá volta e meia? ...


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Os portáteis dos 150: conclusão

Feitas todas e mais algumas comparações, o que dizer enfim deste programa dos portáteis?

A leitura que faço da situação é que se procurou apresentar um número bombástico que causasse grande impacto na opinião pública. Só assim se percebem certas opções de compromisso como a opção pela Internet móvel quando esta ainda é pouco fiável; como ter-se optado pelas velocidades mais baixas da Internet móvel; ou como a inclusão dum custo escondido, o contrato de fidelização.

Tecnicamente, os portáteis disponíveis correspondem aos de entrada de gama, o que nem outra coisa seria de esperar, atendendo ao patamar de custo que se pretende atingir. Dêem-se as voltas que se der, o valor dum portátil destes rondará os 500 euros, eventualmente chegando aos 600 e isto para preços de compra individual. A maquina governativa encontram-se em campanha para fazer passar a mensagem de que o valor de mercado é superior a 700 euros. Mesmo aceitando este valor, para aqueles que têm um contrato de fidelização de 36 meses, o valor pago no fim será superior.

Há ainda a questão destes portáteis terem a Internet móvel incluída neste preço. Para um número considerável de pessoas a qualidade do serviço prestado será muito baixa devido à fraca cobertura de sinal. Além disso as velocidades máximas oferecidas são ridículas. Com tanto marketing político à volta do assunto e com as consequentes expectativas criadas, há-de haver desapontamento q.b. por aí. Lembram-se do WAP?

Sinceramente, esta situação parece aquela em que os operadores turísticos ofereciam por 600 euros viagem+hotel+pensão completa em Porto Galínhas, Brasil, mas chegada a hora de comprar descobriam-se mais uns detalhes (custos!) que não haviam sido anunciados!

Considero a ideia boa mas foi toldada pelos objectivos de propaganda. Em termos de resultados de adesão a esta campanha, certamente que uma atitude de honestidade total não produziria resultados inferiores. Agora em termos de parangonas noticiosas...

[EDIT]
O presente texto de opinião deve ser entendido apenas um contributo para uma tomada de decisão fundamentada. Aderir ou não ao programa eescola deverá ser o resultado duma análise pessoal de custo/benefício, ciente de que haverá pessoas a quem este programa trará vantagens e a outras não.

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Ainda os portáteis: uma nota sobre a oferta da FNAC

Existe por aí alguma discussão pelo facto do portátil da FNAC não corresponder à exacta configuração do da promoção da TMN. Teço considerações sobre esse assunto aqui: link.

Note-se que a nova opção da oferta da TMN (Toshiba) pode ser encontrada exactamente com a mesma configuração no mercado inglês (não o encontrei cá) por €514.00.

[EDIT]
O presente texto de opinião deve ser entendido apenas um contributo para uma tomada de decisão fundamentada. Aderir ou não ao programa eescola deverá ser o resultado duma análise pessoal de custo/benefício, ciente de que haverá pessoas a quem este programa trará vantagens e a outras não.

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Nova Oportunidade de show-off

portáteis socas


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Portáteis dos 150 e outros preços

Só pode ser deformação profissional esta obsessão que me empurra à análise mais aprofundada do tema portáteis dos 150. Mas aconteceu tropeçar em mais uma peça de propaganda. E esta é a palavra adequada quando se procura fazer passar uma ideia manipulada. Ora vamos lá a isto.

Portáteis integrados no e-Escola têm valor de mercado acima dos 700 euros
http://tek.sapo.pt/4I0/771148.html
As configurações [...] têm um valor de mercado acima dos 700 euros, já sem considerar a inclusão das placas de acesso à Internet, que suportam já a tecnologia HSDPA, com velocidades até 3,6 Mbits por segundo, acima do máximo de 356 Kbits do UMTS que estava pré-definido.
[...]
A Optimus e a Vodafone avançam ambas, nesta primeira fase, com a Toshiba, mas não afastam a hipótese de alargarem a parceria a outros fornecedores. Em ambos os casos o modelo escolhido é o Satellite L40, com processador Pentium Dual Core, ecrã de 15,4 polegadas, memória RAM de 1 GB, disco de 80 GB, gravador de DVD, sistema operativo Vista e Office 2007. O serviço de banda larga é o Kanguru.



É propaganda porque:
  • «valor de mercado acima dos 700 euros» - mentira. Basta consultar a oferta da FNAC para ver que o preço de venda ao público é de 499€ (Fujitsu Siemens Amilo Pro V3515, link). Os três operadores agora também vendem este Toshiba Satellite Pro L40-12R, que corresponde exactamente à configuração no programa e-escola (apenas o encontrei no mercado inglês por €514.00: link).

    Se não houver interesse na Internet móvel, adquirir o portátil pelo programa e-escola é, sem réstia para dúvidas, má opção pois pagar-se-ão 780€ (150 + 36*17.50, devido ao contrato de fidelização).

    Se considerarmos a Internet móvel, há que ter em atenção que a largura de banda disponibilizada é de cerca de dez vezes menos do que a actual oferta de topo e apenas sofrível para navegar em páginas web baseadas em texto e imagens. Melhor será esquecer música e vídeo online, bem como as diversas formas de interactividade da web 2.0 (o que é isso? link). Ou seja, é muito questionável se esta é uma escolha a considerar, já que se tem Internet, sem na verdade a ter.

  • placas de acesso à Internet [...] até 3,6 Mbits por segundo - verdade irrelevante. O equipamento permite esta velocidade mas a "velocidade" real é estipulada pelo fornecedor de acesso à Internet. A informação disponibilizada até ao momento é escassa mas os indícios apontam para que seja disponibilizado um acessos de 384 Kbps e de 640 Kbps, respectivamente 0.375 e 0.625 Mbits por segundo (link1: tarifários TMN; link2: programa e-escola - entrar e ir ao menu "oferta").

Se admitirmos que aderir a este programa é algo assim tão apetecível, porque está a máquina governamental tão empenhada em nos convencer disso, havendo mesmo envio sistemático de emails para as escolas? Haverá receio que a adesão não seja maciça, tornando o negócio menos apetecível?



[EDIT]
O presente texto de opinião deve ser entendido apenas um contributo para uma tomada de decisão fundamentada. Aderir ou não ao programa eescola deverá ser o resultado duma análise pessoal de custo/benefício, ciente de que haverá pessoas a quem este programa trará vantagens e a outras não.

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ASAE apreende governo

portáteis asae


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Novas Oportunidades para políticos

Consta por aí que querem fazer depender o acesso à carreia docente, por parte de novos profissionais, da obtenção dum Bom (14 valores) num certo exame.

Deve ser um super-fantástico exame, já que aparenta valer mais do que todos os outros que levaram à licenciatura do candidato. Mais prova, menos prova, what the hell, não há-de ser por esse lado que a porca torce o rabo. E até há por aí muitas universidades self-service a cujos alunos realmente até faz falta um exame digno desse nome. Apesar que não é com um exameco que se resolve o problema criado por essas UnI's! Mas isso é outra história e o melhor é mesmo declarar que a ideia é parva.

E os 14 valores? O que é feito do clássico 10 valores que atesta que o aluno adquiriu competências suficientes para progredir, seja nos estudos, seja na vida profissional? Pretende-se demonstrar um padrão de exigência e rigor exemplar? Superior a qualquer outra área no Estado? Pretende-se o quê, que um professor seja um super-herói das habilitações? Mas em simultâneo que aguente a má vontade e desconfiança com que a tutela o trata, mais os pais que acham que têm pela sua frente a baby sitter dos seus filhos e ainda eduque os alunos a quem tudo na vida é dado e, portanto, também esperam que a passagem de ano lhes seja oferecida. É isso?

Senhora Ministra, isto é pura demagogia. Salta à vista de quem quer ver que apenas procura bater mais nos do costume na esperança de exaltar o "Pobão" e ganhar mais uns votos de raiva.

Mas são medidas como esta que me levaram a uma outra constatação. Reparem, quem quiser exercer medicina, cargo de grande responsabilidade, pois com a saúde dos outros não se brinca, tem pela sua frente uma longa via sacra de estudante, internato e especialização. Aos advogados, uma vez que não temos pena de morte e prender por erro nem sempre mata, já a exigência é menor e basta uma licenciatura, seguida dum estágio. Aos engenheiros, salvo esses que entregam testes de inglês por fax, aos biólogos, aos professores, aos enfermeiros, enfim, a qualquer profissional que exerça cargos de responsabilidade, ou de planeamento ou que envolvam conhecimentos específicos, é-lhes exigida formação específica na área profissional em causa.

Mas disse eu a todos? Então, que formação específica têm os nossos governantes? Poderão até, apesar de não ser obrigatório, possuir formação superior em alguma área. Mas acontece que essa formação, muito possivelmente, nada tem a ver com o cargo político que vai desempenhar e nem lhes confere o saber de como governar. Sim, porque isso também se pode ensinar!

Dito de outra forma, somos governados por incompetentes, no sentido literal da palavra, de não possuirem competência para o cargo desempenhado. Assim se percebe que algum imbecil tenha tido esse apagão mental de sugerir que o acesso à actividade docente estivesse limitado à obtenção de 14 num exame de acesso!

No entanto, tenho aqui a solução! Que se peguem nesses que fazem da política a sua actividade profissional, mais aqueles cuja actividade profissional tem alavanca no cargo político e mandem-nos todos para as Novas Oportunidades. Se aquilo é assim tão bom, que até permite em três meses percorrer o percurso académico de três anos, todos temos a ganhar. Ganham um portátil os que vivem da política e ganham os contribuintes que passam a ter profissionais qualificados a decidir os nossos rumos.

A não ser que isso das Novas Oportunidades seja uma tanga... Assim sendo, continuaríamos a ser geridos pelos faz-tudo que tanto podem estar à frente duma mercearia como do Ministério da Educação ou da Saúde ou das Finanças ou... O que se calhar até nem está errado de todo! Não é preciso fazer contas na mercearia? Não se vendem lá iogurtes bifidus? E não é preciso saber dar a volta para que o negócio apresente sempre prejuízo? Se serve aqui, também serve acolá.

Somos governados por políticos estaminais, que com o devido estímulo (leia-se cunha/cartão partidário) servem para qualquer ministério, EP, Empresa Municipal ou qualquer outro tacho que pague mais do que 3 dígitos. O resultado que temos visto é a constante ausência de planeamento além dos quatro anos e as bacoradas como esta dos 14 valores.


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Lost in transfer

CCB encontra no seu acervo quadro de Júlio Pomar desaparecido desde 2003
O Centro Cultural de Belém anunciou hoje ter encontrado no seu acervo um quadro de Júlio Pomar, intitulado “Camões”, dado como desaparecido há quatro anos. In Público

Quem diria que a OPA hostil do Berardo sobre o CCB ainda viria a ter algum efeito lateral positivo? É no que dá «tirem daí a tralha para pôr os meus tarecos».


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A abertura do ano lectivo

Sete Ministros, PM incluído, vão celebrar a reabertura do ano lectivo. Sete?! Ora aqui está um bom exemplo de trabalho de equipa, para uma propaganda eficaz neste caso. E que motivos há para tanta festa?

  • A divisão administrativa da carreira docente com o cargo de professor titular? Mera gestão salarial (link).

  • Os portáteis de 150 euros*? Apenas show off, acondimentado com o excelente negócio para as empresas de telecomunicações envolvidas que aumentam a sua base de clientes à conta de dinheiros comunitários e do Orçamento de Estado - o nosso dinheiro. E se os equipamentos informáticos são assim tão indispensáveis à actividade de docência, porque hão-de ser pagos pelos respectivos profissionais? Bom, não surpreende. Se estes já têm que pagar do seu bolso a caneta vermelha para corrigir os testes, porque há-de ser diferente para os instrumentos informáticos?

  • As aulinhas de inglês? Já anteriormente aqui escamoteei este chorudo negócio (link). Ao expandir este negócio, ups, serviço, fez o governo a avaliação do que se passou até ao momento? Se sim, foi tornada pública?

  • Os quadros electrónicos? Francamente, alguém acredita que o sucesso educativo virá por este meio?

  • As Novas Oportunidades? Enfim, o governo descobriu a forma de dar canudos a torto e a direito, haja ou não aproveitamento escolar. Algo que sistematicamente têm procurado atingir sem sucesso por causa desses chatos dos professores que teimam em chumbar os alunos que não estudam. Finalmente os números do sucesso educativo vão disparar. Isto é que vão ser estatísticas das boas em 2009...

*nota: 150 euros não é o valor correcto, pois acresce a mensalidade 17.50 euros durante 36 meses a pagar pelo tarifário internet (contrato de fidelização). Acontece que esta ligação é uma miséria, com uma velocidade até 0.375 Mbps quando a velocidade máxima tecnicamente possível chega aos 3.6 Mbps. Mesmo não se tendo a percepção de quanto é 1 Mbps (mega bit por segundo), é fácil notar que a velocidade máxima oferecida no programa eEscola é 10 vezes inferior àquela que se poderia ter. Acresce que a internet móvel, apesar de todo o marketing que a ela tem sido feito, está longe de ser uma solução interessante e alternativa à opção "cabo/telefone". É muito mais lenta e depende imenso da cobertura do operador móvel. Se bem que em Lisboa e Porto quase toda a cidade tem cobertura suficiente, imaginem agora o que se passará no "deserto" que é o resto do país...

Ainda um outro aspecto de considerável importância: é do conhecimento comum que a tendência dos preços de telecomunicações é de descida para a oferta do mesmo serviço ou, pelo menos, de manutenção do preço mas com aumento da qualidade de serviço. Basta notar que é o que tem acontecido com a oferta de internet de banda larga (serviço fixo), com os preços a baixar e a velocidade de ligação a subir. No entanto, isso não é o que se antevê quando se tem um contrato de fidelização de 36 meses. Durante três anos, haja ou não melhoria do serviço de internet móvel prestado, que é mau no presente, o operador sabe que a receita dos 17.50 euros não desaparecerá, graças ao contrato de fidelização. Nada mau negócio, não é?

E já que chegámos até aqui, o que dizer dos portáteis oferecidos? Serão o the state of the art? Da Vodafone e da Optimus ainda nada se sabe, mas a TMN, empresa que curiosamente já tinha uma oferta no momento em que o governo anunciou este "programa", já anunciou que portátil vai vender. Podemos dizer que foi o topo de gama há.... uns três ou quatro anos! O portátil em causa (Fujitsu Siemens Amilo Pro V3515), custa actualmente na Fnac 499.00 euros ( link), com sensivelmente a mesma configuração (diferenças no software e na quantidade de memória, mas com baixo impacto no preço final). Bem menos do que os 780.00 euros (150 + 36*17.50) que custa a "oferta" da TMN. Certo, no caso da TMN ainda tem uma espécie de ligação internet incluída. Atendendo a este detalhe, poderá ter algum interesse. Agora o que não vale mesmo a pena é comprar o portátil só pelo portátil, pensando que se está a aproveitar alguma pechincha.

Já agora, para terminar, esta tarifa de 17.50 euros foi anunciada pelo governo com tendo um desconto de 5 euros em relação aos planos base que os operadores tivessem. Como as empresas não são instituições de caridade, adivinhem de onde é que virão estes 5 euritos....


Quando não há grande coisa para mostrar, o melhor mesmo é empolar o que se tem. É disso que se trata nesta performance dos magníficos sete.



[EDIT]
O presente texto de opinião deve ser entendido apenas um contributo para uma tomada de decisão fundamentada. Aderir ou não ao programa eescola deverá ser o resultado duma análise pessoal de custo/benefício, ciente de que haverá pessoas a quem este programa trará vantagens e a outras não.

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World Press Photo - Reminder


World Press Photo of the Year 2006
Winners Gallery 2007 (link)

Só para recordar: a exposição World Press Photo/2007 termina hoje e este ano, graças à concessão do CCB ao ego do sr. Berardo, tem lugar no museu da electricidade.





17 August 2007 - 09 September 2007

Visiting hours:
From Tuesday to Thursday 10.00 - 20.00
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And now for something completely different

The Disposable Heroes of HipHoprisy
The Disposable Heroes of HipHoprisy
Vem este post a propósito do verso seguinte na música "Television, the Drug Of A Nation", que captou a minha atenção com a metáfora "feeding radiation":
Television, the drug of the Nation
Breeding ignorance and feeding radiation
O resto veio por acréscimo e cá vai.



Television, the Drug Of A Nation
The Disposable Heroes of HipHoprisy

One Nation under God has turned into
One Nation under the influence of one drug

Television, the drug of the Nation
Breeding ignorance and feeding radiation
On television, the drug of the Nation
Breeding ignorance and feeding radiation

T.V., I.T. satellite links our United States of unconciousness
Apathetic, therapeutic and extremely addictive,
the methadone metronome pumping out 150 channels
24 hours a day
You can flip through all of them
And still there’s nothing worth watching

T.V. is the reason why less than ten percent of our Nation reads books daily
why most people think Central America means Kansas
Socialism means unAmerican
and Apartheid is a new headache remedy

Absorbed in its world it’s so hard to find us
It shapes our minds the most
Maybe the mother of our Nation should remind us
that we’re sitting to close to. . .

Television, the drug of the Nation
Breeding ignorance and feeding radiation
On television, the drug of the Nation
Breeding ignorance and feeding radiation

T.V. is the stomping ground for political candidates
Where bears in the woods are chased by Grecian Formula’d bald eagles

T.V. is mechanized politic’s remote control over the masses
co-sponsered by environmentally safe gases
watch for the PBS special

It’s the perpetuation of the two party system
where image takes precedence over wisdom
Where sound bite politics are served to the fastfood culture

Where straight teeth in your mouth
are more important than the words that come out of it
Race baiting is the way to get selected
Willie Horton or Will he not get elected on . . .

Television, the drug of the Nation
Breeding ignorance and feeding radiation
On television, the drug of the Nation
Breeding ignorance and feeding radiation

T.V. is it the reflector or the director?
Does it imitate us or do we imitate it?
Because a child watches 1500 murders before he’s twelve years old
and we wonder how we’ve created a Jason generation
that learns to laugh rather than abhor the horror

T.V. is the place where armchair generals and quarterbacks
can experience first hand the excitement of video warfare
as the theme song is sung in the background

Sugar sweet sitcoms that leave us with a bad actor taste
while pop stars metamorphosize into soda pop stars
You saw the video
You heard the soundtrack
Well now go buy the soft drink
Well, the only cola that I support
would be a union C.O.L.A. (Cost of Living Allowance)

On television, the drug of the Nation
Breeding ignorance and feeding radiation
On television, the drug of the Nation
Breeding ignorance and feeding radiation

Back again, “New and Improved”,
we return to our irregularly programmed schedule
hidden cleverly between heavy breasted beer and car commericals

CNN, ESPN, ABC, TNT… but mostly B.S.
Where oxymoronic language like “virtually spotless”
“fresh frozen” “light yet filling” and “military intelligence”
have become standard

T.V. is the place where phrases are redefined
like “recession” to “necessary downturn”
“crude oil” on a beach to “mousse”
“Civilian death” to “collateral damages”
and being killed by your own Army is now called “friendly fire”

T.V. is the place where the pursuit of happiness has become the pursuit of trivia
Where toothpaste and cars have become sex objects
Where imagination is sucked out of children by a cathode ray nipple
T.V. is the only wet nurse that would create a cripple

Television, the drug of the Nation
Breeding ignorance and feeding radiation
On television, the drug of the Nation
Breeding ignorance and feeding radiation
On television, the drug of the Nation
Breeding ignorance and feeding radiation
On television, the drug of the Nation
Breeding ignorance and feeding radiation



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Estado Novo, Novas Oportunidades

Estado Novo, Novas Oportunidades.


Fez-se luz no pobre e abandonado neurónio que vagueia por aqui sobre a razão deste "Novas Oportunidades" me fazer sempre lembrar o Salazarismo. Era, digamos, uma sensação de errado que dava de si em cada confronto com este chavão.

E aí está. Estado Novo, Novas Oportunidades. É possível que algo mais do que um adjectivo comum esteja na origem deste paralelismo. Mas que a coincidência na sua reutilização é interessante, é.

O mote está dado, o desenvolvimento é de quem lhe pegar. :)


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Morreu Luciano Pavarotti

Morreu Luciano Pavarotti, paz à sua alma.

Da sumária atenção que dispensei às notícias sobre este assunto, notei o endeusamento musical com que foi caracterizado um dos expoentes máximos daquilo a que chamo o pimba da música clássica. "Desculpe, disse pimba da música clássica?" Sim, foi isso mesmo. Se hoje um Emanuel enche o Pavilhão Gimnodesportivo de Alguidares de Baixo com os seus sucessos libidinosamente coreografados, há algumas décadas a trás, tantas que chegam até por vezes a somar séculos, os espaços equivalentes de então eram preenchidos com óperas cujas árias entravam bem no ouvido, tal como hoje acontece com o "E elas pimba". Há obras dessas - as óperas - com considerável interesse, outras nem tanto, tal como em qualquer género musical. Não é, pois, à ópera na totalidade, como obra, que chamo de pimba clássico mas sim à atitude de construir um repertório baseado nas árias facilmente reconhecíveis pelo público, cançonetas ornamentadas por orquestras com centenas de músicos para encher a vista, à semelhança das curvas das dançarinas dos Emaueis da actualidade.

Rigoletto (G. Verdi), Carmen (G. Bizet), Le Nozze di Figaro (W. A. Mozart), Il barbière di Siviglia (G. Rossini) - ou deverei antes dizer La donna é mobile, Voi che sapete che cosa è amor, Una voce poco fà? - são parte inevitável desses Grande Corcerto no Estádio de Alvalade com a Orquestra Sinfónica do Cazaquistão e o Coro de Pakruojis. O equivalente musical das lojas dos 300: elevadas especificações, preços baixos e produto à altura do preço. Fale-se em grande produção de "música clássica" e lá estão os respectivos pimbas, óperas ou não. As Quatro Estações e um certo Mozart ou um certo Beethoven, por exemplo, têm sempre lugar.

Pavarotti foi um dos reis deste pimba clássico. O rei está morto, viva o rei. The show must go on.


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Business as usual

echinopsis rhodotricha

Muitas coisas têm um ritmo próprio enquanto outras não conseguem ir além das condicionantes externas, repetindo-se ano após ano. Este é o fatídico destino das férias, que teimam em terminar em vez de nos surpreenderem com uma inesperada singularidade cujo limite as fizesse crescer na razão inversa do tempo de sobra.

Mas periodicidade não obriga a monotonia e, se calhar por isso, descobri que este cacto sisudo surpreende-nos uma vez por ano com a deslumbrante flor da fotografia seguinte. Chama-se echinopsis rhodotricha e a sua flor dura apenas um dia.

echinopsis rhodotricha


echinopsis rhodotricha

Já o sub-mundo da política retomou o ciclo do costume sem surpresa alguma. Já passámos pelos fogos, pelas tretas do tomateiro Alberto da Madeira, as notícias escolares são as do costume e até a governação de fachada não foge à regra. De fachada é, de facto, a expressão certa para o decreto lei recentemente anunciado sobre as obras domésticas de restauro e para entrar em vigor em Março do ano que vem. Sim, daqui a 6 meses!

«Fazer obras no interior da casa, trabalhos de preservação da fachada do prédio, construir uma piscina em casa são alguns dos procedimentos que, a partir do próximo mês de Março, já não precisam de licença prévia das câmaras municipais», escreve o portal Agência Financeira [link].

Anunciado pelo secretário de Estado da Administração Local, Eduardo Cabrita, como sendo «o diploma mais importante do Simplex em 2007», este decreto lei não passa no entanto dum processo de cosmética do já existente DL 555/99:

Decreto Lei n.º 555/99

Ocorre-me que o Simplex cheira um bocado a Fachadex...

E pelo Fliscorno, o que se vai passar? Menos do mesmo, força da necessidade de estabelecer prioridades. Os textos por estes lados terão ritmo irregular, pelo que procuro um formato diferente para o blog. A ver vamos o que sai.


PS: Já agora, para não deixar passar em branco, esse caso Somague é mais um dos Caladex que tens a boca cheiéxa, tal é o voto de silêncio a que se remetem todos os partidos sobre esta falta de vergonha. Vergonhex.