Bacalhau à Socas, novo prato nacional
Já lá vai algum tempo mas não resisto a esta postagem. Boas gargalhadas ;-)
O vídeo original está aqui: http://youtube.com/watch?v=CegTUupkdUQ.


«No final de Maio do ano passado [2005], durante o debate mensal na Assembleia da República, o primeiro-ministro surpreendeu as bancadas parlamentares, e mesmo o País, com a célebre declaração de que as pensões vitalícias eram “privilégios injustificados” dos titulares de cargos políticos.
[...]
A revelação de que o Governo pretendia acabar com a subvenção vitalícia causou incómodos no seio da própria bancada do PS, onde um número considerável de deputados estava em condições de obter a pensão vitalícia.
E, por isso mesmo, não foi fácil ao Executivo extinguir aquele “privilégio injustificado”, como dizia o primeiro-ministro. Face à pressão dos parlamentares socialistas, o Governo acabou por aceder que a subvenção vitalícia seja atribuída aos deputados que completem 12 anos de funções até ao final da actual legislatura.»
UNIVERSO FUTURO
Na lista inicial do Parlamento constavam 32 deputados com entre sete e onze anos de exercício de funções. Dessa lista, Anacoreta Correia, do CDS-PP, abandonou a vida parlamentar em 2006 e já pediu a subvenção vitalícia. E Ferro Rodrigues, do PS, suspendeu o mandato de deputado, em 2005, para ser embaixador de Portugal na OCDE. Em baixo, apresenta-se o universo futuro de potenciais beneficiários e o respectivo número de anos de mandato.
PS
Alberto Nunes - 11
José Apolinário - 10
Vera Jardim - 10
Rui Cunha - 10
António Galamba - 9
Miguel Coelho - 9
Jorge Strecht - 9
Mota Andrade - 9
Afonso Candal - 9
Celeste Correia - 9
Maria do Rosário Carneiro - 9
Miguel Ginestal - 9
Paula Cristina Duarte - 9
Jorge Coelho - 8
José Junqueiro - 8
Leonor Coutinho - 8
Nélson Baltazar - 8
Sónia Fertuzinhos - 8
António José Seguro - 7
Ferro Rodrigues - 7
PSD
Duarte Pacheco - 12
Mota Amaral - 10
Hugo Velosa - 9
Luís Marques Guedes - 9
Melchior Moreira - 9
Sérgio Vieira - 9
Carlos Pinto - 7
Mendes Bota - 7
CDS-PP
Anacoreta Correia - 10
PCP
Luísa Mesquita - 11
Bernardino Soares - 9
PEV
Heloísa Apolónia - 8
BENEFICIÁRIOS
Em 2005, pediram, segundo o Parlamento, a subvenção vitalícia 16 deputados. Deste total, quatro eram do PS, nove do PSD, um do CDS-PP, um do PCP e um de Os Verdes.
NOVA LEI
A Lei n.º 52-A/2005, de 10 de Outubro de 2005, revogou a atribuição da subvenção vitalícia aos titulares de cargos políticos [revogada sim, mas mantem-se para os que tenham completado os 12 anínhos em 2009!].
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=62629
O actual regime distingue entre faltas justificadas e injustificadas. Os pais do aluno são chamados à escola quando ele atinge um determinado número de faltas por justificar.
Quando o aluno ultrapassa o limite previsto por lei, fica em situação de retenção (no ano seguinte faz o mesmo ano de escolaridade) ou exclusão (quando já não está abrangido pela escolaridade obrigatória).
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1308631
A proposta do PS hoje aprovada prevê que os pais sejam avisados logo à primeira falta injustificada e que a escola aplique uma medida correctiva ao aluno.
Quando o aluno atinge um número de faltas (justificadas e injustificadas) correspondente a duas semanas, no 1.º ciclo do ensino básico, ou ao dobro do número de tempos lectivos semanais, por disciplina, nos restantes ciclos ou níveis de ensino, os pais ou encarregados de educação são convocados à escola.
Ainda de acordo com a proposta socialista, quando o aluno atinge um número de faltas (justificadas e injustificadas) correspondente a três semanas, no 1.º ciclo do ensino básico, ou ao triplo do número de tempos lectivos semanais, por disciplina, nos restantes ciclos ou níveis de ensino, o aluno realiza uma prova de recuperação organizada pela escola.
«VALE A PENA MANDAR OS FILHOS À ESCOLA«Ao longo dos séculos, a resposta a esta pergunta tem variado, mas uma coisa é certa: os pais só mandam os filhos à escola quando nisso vêem um benefício. Nos países protestantes, como a Suécia, os pais desejavam que os filhos soubessem ler, a fim de poderem meditar sobre os ensinamentos da Bíblia, e, nos países com uma forte mobilidade social, como os EUA, os pais ambicionavam que os filhos tivessem um diploma, por pensarem ser essa a via para subir na vida. Quanto à oferta escolar, as situações variaram: os países que procuraram modernizar-se rapidamente, como foi o caso do Japão durante o século XIX, criaram uma rede escolar alargada; os impérios a sério, como a Inglaterra, aumentaram o número de escolas, como forma de subjugar, através da cultura, os nativos.
Pela negativa - e duplamente - Portugal é um caso paradigmático. Aqui, tudo jogou contra a escolarização. Nem os camponeses queriam enviar os filhos à escola, nem, se exceptuarmos uns hiatos temporais, estiveram os governos empenhados em ensinar o povo a ler. Em meados do século XX, o país ainda era uma sociedade rural, onde não só a educação estagnara, como as aspirações populares eram reduzidas. O Estado Novo não estava interessado em industrializar o país, muito menos em formar cidadãos esclarecidos. Foi por isso que chegámos a 1974 com mais de metade da população analfabeta.
A revolução contribuiu para que muitos acreditassem ser a educação o caminho para uma vida melhor. Ao longo das últimas três décadas, os pais fizeram enormes sacrifícios para levar os filhos até à universidade. Não é raro encontrarmos empregadas de limpeza ou taxistas - os indivíduos das chamadas classes baixas com quem os intelectuais têm contacto - que alimentaram sonhos quanto à mobilidade social dos descendentes. Vendo-os desempregados, sentem-se, como é óbvio, ludibriados. É no contexto da estagnação da economia nacional que devemos abordar a questão do abandono escolar. A publicação das recentes estatísticas do Eurostat que revelam que, entre os 18 e os 24 anos, 40 por cento dos alunos - mais do dobro da média europeia - abandonaram a escola levou os responsáveis a prometer o alargamento da escolaridade obrigatória para 12 anos. Mas as leis pouca influência terão sobre o que se vai passar. Perante a questão de ter de decidir se devem manter os filhos na escola, os pais interrogar-se-ão sobre duas coisas: em primeiro lugar, se se podem dar ao luxo de passar sem o contributo do seu trabalho (em termos sociológicos, o chamado custo da oportunidade da educação); em segundo, se aquilo que os filhos irão aprender na escola tem alguma utilidade.
Abordei este tema, no que diz respeito ao ensino primário, na minha tese de doutoramento. Entre outras coisas, pretendia averiguar se, durante os primórdios do Estado Novo, a escolaridade era bem vista pela população. Para meu desgosto, a conclusão foi a de que, para a imensa maioria, a resposta era negativa. Era-o nas regiões de propriedade minifundiária, onde uma criança de sete anos já podia tomar conta dos animais, apanhar lenha e ajudar nas actividades domésticas. Prescindir dela, enviando-a à escola, equivalia a uma descida do nível de vida da família. Um jornal de Viana de Castelo descrevia o modo como um camponês encarava a instrução primária em geral e a alfabetização das mulheres em particular. Interrogado sobre se tencionava mandar as filhas à escola, respondeu: "Nada, nada. Elas estão aqui mas é para trabalhar. Qual escola? Se lá fossem, mais tarde não lhes chegava tempo para se escreverem com os namoros". Saber escrever era um luxo destinado aos privilegiados.
Se tivermos em conta que a estrutura social dessa época não deixava antever qualquer mobilidade social, o comportamento deste camponês era racional. Numa sociedade em que as posições hierárquicas dependiam do nascimento, a instrução não proporcionava benefícios. Além de que, numa sociedade analfabeta, não saber ler estava longe de constituir um estigma. Manhoso, Salazar limitou-se a reforçar os traços retrógrados da sociedade que governou. Os resultados estão à vista: os 10 por cento de alunos de sete anos que reprovam na primeira classe são herdeiros de gerações de analfabetos.
Um momento houve, em 1974, em que tudo pareceu possível. Mas a esperança de que Portugal se pudesse tornar numa sociedade meritocrática está em vias de desaparecer. A maioria dos pais considera, mais uma vez, que não é através da escola que se sobe na vida, mas através de "cunhas". Por outro lado, olha o espectáculo dos licenciados no desemprego com espanto. Muitos, pais e filhos, pensarão duas vezes antes de continuar na escola. O problema do abandono precoce excede em muito o âmbito do Ministério da Educação: é bom que se perceba isto.
É verdade que o objectivo dos nove anos de escolaridade está praticamente cumprido. A isso ajudou, em grande medida, a evolução da sociedade portuguesa, com destaque para o facto de, na economia, o sector primário ter diminuído de forma drástica. Mais do que um bem de produção, os filhos passaram a ser um encargo. Já não há cabras para guardar, nem couves para plantar; vive-se nas cidades, onde as oportunidades para o emprego infantil escasseiam; ser-se analfabeto tornou-se uma vergonha. Em vez de vadiarem pelas ruas, mais vale, pensam os pais, que as crianças fiquem na escola, onde, mesmo que pouco aprendam, estão afastadas do perigo dos gangs. A escola passou a ser considerada um depósito, o que, na medida em que pouco dela é exigido, não é uma vantagem.
Quanto ao prolongamento da escolaridade, em nada contribuirá para diminuir a desigualdade social. A massificação do ensino encarregar-se-á de fazer diminuir o valor desse diploma. Do ponto de vista da mobilidade, o 12.º ano valerá menos do que a antiga 4.ª classe: não porque os alunos saibam menos, mas porque, ao distribuir um bem a todos, fica ipso facto desvalorizado. Os factos mais importantes são a evolução do mercado de trabalho e a melhoria dos curricula. Sem isto, o prolongamento da escolaridade apenas serve para esconder o desemprego juvenil.
Vem isto a propósito de uma reportagem, transmitida no Perdidos e Achados da SIC no último dia 13, sobre o que, passados nove anos, acontecera a um grupo de alunos da Escola Básica 2,3 da Trafaria. O que impressiona não é tanto a indisciplina pretérita, mas o facto de os rapazes estarem hoje a exercer, como se a escola nada lhes tivesse dado, a profissão dos pais (a apanha da amêijoa). No dia seguinte, Nuno Crato comentou o programa, salientando justamente a falta de ambição. O que se esqueceu ou não teve tempo de esclarecer foi que, para se desenvolver, aquela carece de um solo apropriado. Ora, no contexto em que foram educados, surpreender-me-ia que estas crianças ostentassem o achievement syndrome presente em países como os EUA. A existência de expectativas profissionais quanto ao futuro só nasce em sociedades dinâmicas. Infelizmente, não é isso que acontece em Portugal.» [Público assinantes]
Parecer:
Este artigo de Maria Filomena Mónica seria um excelente ponto de partida para um debate sério sobre o estado do ensino em Portugal.»
Concordo em absoluto com Maria Filomena Mónica. É crucial pensar para que serve a escola hoje em dia. Voltarei a este tema; agora fico-me por tópicos:
Convido o leitor a dizer de sua justiça.

Monsenhor Luciano Guerra, Reitor do Santuário de Fátima, Notícias Sábado de 6 de Outubro:
Na sua opinião, uma mulher agredida pelo marido deve manter o casamento ou divorciar-se?
Depende do grau da agressão.
O que é isso do grau da agressão?
Há o indivíduo que bate na mulher todas as semanas e há o indivíduo que dá um soco na mulher de três em três anos.
Então reformulo a questão: agressões pontuais justificam um divórcio?
Eu, pelo menos, se estivesse na parte da mulher que tivesse um marido que a amava verdadeiramente no resto do tempo, achava que não. Evidentemente que era um abuso, mas não era um abuso de gravidade suficiente para deixar o homem que a amava.
«Em Matemática e em Física e Química A e Biologia e Geologia
Testes nacionais intermédios alargados no ensino básico e secundário
12.10.2007 - 19h45 LusaO Ministério da Educação anunciou hoje que vai permitir já este ano lectivo a realização de testes nacionais intermédios a Matemática no ensino básico e a Física e Química A e Biologia e Geologia no secundário.»
| Primary education | Lower secondary education (general programmes) | |
| Australia | 24.0 | 24.5 |
| Austria | 20.0 | 24.1 |
| Belgium | m | m |
| Belgium (Fr.) | 20.4 | 20.4 |
| Canada | m | m |
| Czech Republic | 20.6 | 23.5 |
| Denmark | 19.9 | 19.9 |
| Finland | m | m |
| France | m | 23.4 |
| Germany | 22.0 | 24.7 |
| Greece | 19.6 | 24.5 |
| Hungary | 20.1 | 21.4 |
| Iceland | 18.5 | 19.8 |
| Ireland | 24.3 | 19.7 |
| Italy | 18.3 | 20.9 |
| Japan | 28.3 | 33.4 |
| Korea | 32.6 | 36.0 |
| Luxembourg | 15.6 | 19.2 |
| Mexico | 19.8 | 30.0 |
| Netherlands | x(5) | m |
| New Zealand | m | m |
| Norway | a | a |
| Poland | 20.6 | 25.1 |
| Portugal | 18.2 | 22.5 |
| Slovak Republic | 19.9 | 23.0 |
| Spain | 19.4 | 23.8 |
| Sweden | m | m |
| Switzerland | 19.5 | 19.1 |
| Turkey | 27.5 | a |
| United Kingdom | 25.8 | 24.3 |
| United States | 23.6 | 24.9 |
| OECD average | 21.7 | 23.8 |
| EU19 average | 20.3 | 22.5 |
| Students to teaching staff | All secondary education | All tertiary education | |
| Australia1, 2 | m | 12.1 | m |
| Austria | 17.0 | 10.9 | 15.3 |
| Belgium | 16.1 | 9.8 | 19.6 |
| Canada | m | m | m |
| Czech Republic | 13.5 | 13.2 | 19.0 |
| Denmark | 6.6 | m | m |
| Finland | 12.5 | 13.9 | 12.5 |
| France | 19.3 | 12.2 | 17.3 |
| Germany | 13.9 | 15.1 | 12.2 |
| Greece | 12.5 | 8.3 | 30.2 |
| Hungary | 10.7 | 11.2 | 15.9 |
| Iceland | m | 11.2 | 11.0 |
| Ireland | 13.9 | 15.5 | 17.4 |
| Italy | 12.4 | 10.7 | 21.4 |
| Japan | 17.4 | 13.9 | 11.0 |
| Korea | 20.2 | 18.2 | m |
| Luxembourg2 | m | 9.0 | m |
| Mexico | 28.9 | 30.6 | 14.9 |
| Netherlands | x(3) | 16.2 | m |
| New Zealand | 9.8 | 14.8 | 16.3 |
| Norway | m | m | m |
| Poland | 17.9 | 12.8 | 18.2 |
| Portugal | 15.4 | 8.1 | 13.2 |
| Slovak Republic | 13.6 | 14.2 | 11.7 |
| Spain | 14.1 | 10.6 | 10.6 |
| Sweden | 11.9 | 13.0 | 8.9 |
| Switzerland1, 2 | 18.3 | 11.4 | m |
| Turkey | 19.7 | 16.2 | 17.3 |
| United Kingdom1, 3 | 16.3 | 14.1 | 18.2 |
| United States | 14.5 | 15.5 | 15.7 |
| OECD average | 15.3 | 13.4 | 15.8 |
| EU19 average | 14.0 | 12.2 | 16.4 |
Google logo tweak sends critics into orbitBy Jim Puzzanghera, Los Angeles Times Staff Writer[...] Google Inc. occasionally features light-hearted doodles on its colorful home-page logo to commemorate special occasions. But now they are drawing criticism from conservatives for not being more patriotic.
October 9, 2007
The Mountain View, Calif., company bathes its logo in stars and stripes every Independence Day, but last week's decision to honor the 50th anniversary of the Sputnik launch -- the second "g" in Google was replaced with a drawing of the Soviet satellite -- is being blasted by some conservatives.
Not only did Google honor an achievement by a totalitarian regime that was our Cold War enemy, they griped, but it did so without having ever altered its logo to commemorate U.S. military personnel on Memorial Day or Veterans Day. [...] »»» mais







O Blog 4R - Quarta República vai sair em livro.«[... LFM] revelou hoje que poderá perfeitamente coadunar a sua actividade de presidente de câmara com a de boss da oposição.
Sendo difícil de acreditar que ser líder do PSD tome menos que 4 horas por dia, percebe-se que ser presidente de câmara não justifica mais que uma ocupação de outras 4 horas por dia.
Sendo assim há que reclamar de Menezes a devolução de 50% de todos os salários que auferiu enquanto presidente de câmara. [...]»
«O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, demitiu por decreto o uso do gerúndio nos órgãos do governo e proibiu o uso do gerúndio para desculpa de ineficiência. O político alegou que perdeu a paciência com alguns assessores que estão sempre "fazendo, providenciando, estudando, preparando, encaminhando", mas nunca concluem um trabalho ou estabelecem um prazo para a sua finalização.»


A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, tem aparecido na televisão e até no Parlamento, o mesmo não sucedendo ao seu secretário de Estado, Valter Lemos. É pena, porque este senhor detém competências que lhe conferem um enorme poder sobre o ensino básico e secundário. Intrigada com a personagem, decidi proceder a uma investigação. Eis os resultados a que cheguei.
[...]
Apenas para dar um gostinho da sua linguagem, eis o que diz no subcapítulo "Diferencialidade": "Após a aplicação do teste e da sua correcção deverá, sempre que possível, ser realizado um trabalho que designamos por análise de itens e que consiste em determinar o índice de discriminação, [sic para a vírgula] e o grau de dificuldade, bem como a análise dos erros e omissões dos alunos. Trata-se portanto, [sic de novo] de determinar as características de diferencialidade do teste." Na página seguinte, dá-nos a fórmula para o cálculo do tal "índice de dificuldade e o de discriminação de cada item". É ela a seguinte: Df= (M+P)/N em que Df significa grau de dificuldade, N o número total de alunos de ambos os grupos, M o número de alunos do grupo melhor que responderam erradamente e P o número de alunos do grupo pior que responderam erradamente.
O mais interessante vem no final, quando o actual secretário de Estado lamenta a existência de professores que criticam os programas como sendo grandes demais ou desadequados ao nível etário dos alunos. Na sua opinião, "tais afirmações escondem muitas vezes, [sic mais uma vez] verdades aparentemente óbvias e outras vezes "desculpas de mau pagador", sendo difícil apoiá-las ou contradizê-las por não existir avaliação de programas em Portugal". Para ele, a experiência dos milhares de professores que, por esse país fora, têm de aplicar, com esforço sobre-humano, os programas que o ministério inventa não tem importância.
Não contente com a desvalorização do trabalho dos docentes, S. Excia decide bater-lhes: "Em certas escolas, após o fim das actividades lectivas, ouvem-se, por vezes, os professores dizer que lhes foi marcado serviço de estatística. Isto é dito com ar de quem tem, contra a sua vontade, de ir desempenhar mais uma tarefa burocrática que nada lhe diz. Ora, tal trabalho, [sic de novo] não deve ser de modo nenhum somente um trabalho de estatística, mas sim um verdadeiro trabalho de investigação, usando a avaliação institucional e programática do ano findo." O sábio pedagógico-burocrático dixit.
[...]
Em 1994, a Lusoponte-Concessionária para a travessia do Tejo, S.A. adquiriu o exclusivo rodoviário na travessia do Tejo a jusante da ponte de Vila Franca de Xira. Quem negociou tão original contrato foi o então ministro das Obras Públicas, Engº Joaquim Martins Ferreira do Amaral e é por causa dessa exclusividade que a Lusoponte poderá vir a receber uma indemnização por causa da construção da terceira ponte sobre o Tejo. O actual presidente do Conselho de Administração da Lusoponte S.A. é, vejam só a coincidência, o Engº Joaquim Martins Ferreira do Amaral.
ACTUALIZAÇÃO
Gostei da música e fui espreitar o site do grupo. Surpresa das surpresas, este vídeo faz parte da campanha de lançamento duma banda, Os Seminovos:
http://charges.uol.com.br/seminovos_blog.php
«Nossa idéia era fazer um vídeo de impacto, pra que se espalhasse de forma viral no YouTube e divulgasse o som da banda. Deu certo! Em poucos dias ele já estava bombando na rede, encantando inclusive os gringos! Admito que os desenhos acabaram chamando muito mais a atenção do que a música. Mas o fato é que "Ao mestre, com carinho" tá sendo ouvida, e o endereço da banda divulgado no final. Então, tá valendo demais!»
E o manifesto do grupo:
«1. “Os Seminovos” acreditam que estamos vivendo um momento único na história da música.
2. A velha ordem está ruindo. Bem vindo o novo!
3. Que a difusão por amizade, viral, através da Internet, faça com que cada música sincera encontre seu público.
4. Que a facilidade na troca de informações, a queda no custo das gravações e a oportunidade de distribuição global sem necessidade de um produto físico ajude a acabar com os vícios que corromperam a indústria da música.
5. Pelo fim do jabá nas rádios.
6. Total apoio aos programadores de rádio antenados e corajosos, que não se deixam influenciar pelo “Top 10” de meia dúzia de redes de emissoras via satélite.
7. Pelo fim da cegueira de alguns setores da imprensa musical, que ainda se pautam confortavelmente pelos press-releases e mimos das gravadoras.
8. Por mais transparência e ética no mercado de discos.
9. Pelo combate à pirataria, sim, mas com preços realistas de CDs, DVDs e downloads.
10. Pelo fim da cerveja quente nos shows de rock.
11. Pelo fim do machismo: por que só o Bono? Queremos que Britney Spears e Avril Lavigne também beijem seus fãs na boca!»
| 210817040 | |
| Moita, Biblioteca Municipal Bento Jesus Caraça - R. Dr. Alexandre Sequeira | |
| Dia 01-10-2007 Segunda às 21h30 | |
| 3€. | |
| Dia Mundial da Música. | |
| António Carrilho (flauta de bisel), Paulo Pacheco (piano), Edoardo Sbaffi (violoncelo) |
| 213111400 | |
| Lisboa, Instituto Franco-Português - Av. Luís Bívar, 91 | |
| Dia 01-10-2007 Segunda às 19h00 | |
| 10€ a 15€. | |
| Concertos Antena 2. Dia Mundial da Música. | |
| Pedro Morais Andrade (violino), Paulo Gaio Lima (violoncelo), Paulo Pacheco (piano) |
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