a política na vertente de cartaz de campanha

Buzz this

Back Freeport Orifice

Poderá bem ser barulho por nada. Da leitura do texto online do Sol não dá para concluir (e não vou comprar o jornal por isto lol). A parte que me faz levantar dúvidas é se houve ou não intrusão no computador. Apanhar vírus, todos estamos sujeitos. Mas apanhar um vírus que permita o controlo do computador e, em simultâneo, alguém tomar esse controlo é que já não é nada frequente. Acontece mas acontece mais quando esse é o objectivo.

O assunto é sério. Vejam-se as potencialidades do Back Orifice, por exemplo. E dos trojans que permitem gravar som pelo microfone do computador e vídeo pela webcam.

A diferença entre uma não notícia do Sol e uma falha grave está mesmo em se saber se houve ou não uso das potencialidades desse trojan.

ADENDA
António de Almeida poderá ter acertado na mouche: a quebra do segredo de justiça fica assim tão bem convenientemente explicada, culpando os "outros".


Buzz this

Yahoo Pipes: o slide show

Depois da anterior abordagem ao Yahoo Pipes, aqui fica uma utilização no blog (o slide show ali na coluna à direita).

A principal razão de usar os Pipes neste slide show foi ter uma galeria com os seguintes requisitos:
a) que não começasse imediatamente em auto play. De acordo com os gurus da ergonomia, animações e música que comecem automaticamente quando uma página é aberta são dois aspectos a evitar, já que distraem a leitura regular. Curiosamente a esmagadora maioria dos slide shows que encontrei começavam logo a animação das fotos, apesar de alguns poderem ser parametrizados para não o fazerem - como é o caso deste.

b) pretendia que ao clicar em cada cada uma das imagens apresentadas se fosse para a respectiva postagem.

Este segundo requisito deu luta. A minha abordagem, que já vinha de há algum tempo, foi:
- usar o Flickr como serviço de alojamento das imagens a incluir no slide show;
- agrupar as imagens por photosets, isto é, grupos duma mesma categoria;
- para cada foto, colocar na respectiva descrição o URL do post correspondente à imagem.

Assim sendo, o Pipe usa a API do Flickr para sacar as fotos do photoset e, para cada foto, extrai o URL exisitente na descrição. Montar isto foi um pouco manhoso, como se pode ver pela visualização deste Pipe: http://pipes.yahoo.com/pipes/pipe.info?_id=b0ffa05e15cb57b6edf3cb252e9b730c.

O resultado deste Pipe, um feed RSS, pode ser embrulhado em diversas apresentações finais (ver a página Pipe), entre as quais a de um "acrescento" para o Blogger.


Buzz this

Yahoo Pipes

Os Yahoo Pipes, ou numa tradução livre, a Tubagem do Yahoo, é uma tecnologia com dois anos, lançada em Fevereiro de 2007. É uma interessante ferramenta para agregar, manipular e misturar conteúdos dispersos pela web, produzindo uma única saída. Tal como nos canos de água, em que vários tubos se vão unindo, com torneiras selectivas, para formar uma conduta única. Acresce que é uma tecnologia ao alcance de todos, mesmo para pessoas sem formação específica em informática.

Há vários vídeos a demonstrar o uso do Yahoo Pipes, seja no Youtube, seja no próprio Yahoo Pipes. Mas o melhor mesmo é vê-los em acção. Por exemplo, a pesquisa http://pipes.yahoo.com/pipes/search?q=flickr+blogger&x=0&y=0 devolve Pipes que usem o Flickr e o Blogger para juntar dados e mistura-los num único RSS. Em particular, este Pipe http://pipes.yahoo.com/pipes/pipe.info?_id=sqpS5Mzy3BGLF4Jz8jxBKg cria um slideshow com imagens obtidas num mashup do Google Reader composto por feeds do Flickr e do Picasa.

Por aqui, estou a usar os Pipes na nova template para este blog. Isso inclui filtrar os conteúdos para os agrupar por labels e juntar a bonecada do Flickr num misto de slideshow e textos do blog. Voltarei ao assunto quando a template sair.


Buzz this

O toque de Éolo

A solução para a lentidão portuguesa, seja da burocracia, seja da justiça, é simples: envolver Sócrates. Tudo onde o homem entra é simplex, desde os licenciamentos em tempo record, passando por processos que subitamente saem de uma hibernação de anos, constituindo-se arguidos e levantando-se o segredo de justiça em apenas algumas semanas.

O processo Casa Pia não avança? Coloque-se Sócrates no processo. O projecto de licenciamento da sua vivenda ganha pó em alguma secretária na câmara municipal? Dê-o ao engenheiro. Os casos de Felgueiras, Isaltino e Ferreira Torres mais parecem os intermináveis Morangos com Açúcar? Envolva-se o o primeiro-ministro. Na faculdade já o consideram parte da mobília e não há maneira de ter o canudo na mão? Imite Sócrates.

Não é o toque de Midas que Sócrates tem. É o de Éolo. Tudo que o homem toque irá de vento em poupa.Especialmente se for urgente limpar a imagem em véspera de eleições.


Buzz this

Momentos Polaroid - Tropeçar na prescrição

Momentos Polaroid - Justiça e prescrição

gracinhas anteriores


Buzz this

Magalhães de Torres Vedras: 95 mil e 700 euros

Foi quanto custou a brincadeira chamada Monumento do Carnaval de Torres:

http://transparencia-pt.org/?search_str=%22Monumento+do+Carnaval+de+Torres%22

E foi preciso uma empresa para conceber e realizar isto? Depois há quem se espante por o estado gastar metade do PIB.


Buzz this

Razões para detestar o Windows

Já é mau comprar um sistema operativo com falhas. Piora quando o que é
suposto ter o aspecto duma chapa de metal e é, afinal, uma rede de
capoeira. Mas depois os buracos vão sendo tapados com as actualizações
automáticas. Ok, consegue-se trabalhar. Até acabamos por ignorar que
um produto que custa pelo menos 150 euros não tem garantia, como
acontece e é obrigatório com qualquer outra bugiganga que custe 5
euros. O que não é de todo aceitável é que uma actualização
automática, depois de realizada, insista em re-iniciar o computador a
cada meia hora. Nem que o faça caso o computador fique inactivo
durante um determinado espaço de tempo, terminando consequentemente
todos os processos em execução. Finalmente, para quem se lembre do
argumento «mas porque não usas outro sistema operativo?», gostaria de
sublinhar que a maior parte dos fabricantes de computadores portáteis
não os vendem sem uma licença (paga) Windows e que o processo de
devoluções da Microsoft é uma ilusão.


Buzz this

Vim dar de comer ao blog...

... antes que a Associação dos Blogs Abandonados me viesse acusar de incúria. Aproveito para deixar um apanhado das leituras matinais.
E agora chega de leituras, que é hora de outras alimentações.


Buzz this

Momentos Polaroid: Portugal, um país do sul

Momentos Polaroid: Portugal um país do sul

a notícia

gracinhas anteriores


Buzz this

Mi em cima de Si sem Dó

Mi em cima de Si sem Dó

a notícia

gracinhas anteriores


Buzz this

A consistência da gelatina

Extractos duma peça no Público de 21.Fev.2009 com o título «DREN desmente "obrigação" dos professores em participarem no desfile de Carnaval»:

«(...) nenhum professor de Paredes de Coura foi obrigado a participar no desfile de Carnava (...) mas o "cortejo teria forçosamente que sair à rua".

"A DREN nunca mandou alterar uma decisão do Conselho Pedagógico do agrupamento. Apenas determinou que o cortejo teria que ser feito, fosse com os professores, fosse com os pais, fosse com a comunidade, fosse com a própria DREN"

"São coisas de Carnaval"

Questionada sobre eventuais penalizações para os professores que não participassem no cortejo, Margarida Moreira escusou-se a responder, alegando que não se pronuncia sobre hipóteses.

Margarida Moreira admitiu que aquele agrupamento tenha uma "overdose" de actividades programadas (174) e que, por isso, tenha que cortar algumas. "Nunca no desfile de Carnaval, porque o entusiasmo dos miúdos não podia ser defraudado", disse.»



Mesmo em mau português (!), basta ler o comunicado que a DREN enviou à escola para se perceber que Margarida Moreira tem uma coerência gelatinosa.

E então, cancelar o desfile de Carnaval é que nunca para não defraudar o entusiasmo dos miúdos? E exames, já se podem cancelar? Ao que parece os alunos não demonstram grande entusiasmo nas provas escritas.


imagem obtida em «A DREN Em Paredes De Coura»


Buzz this

Porno Magalhães

Porno Magalhães

a notícia

gracinhas anteriores


Buzz this

Vicissitudes dos faxes na educação

«O presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Carlos Miguel, foi surpreendido ao início da tarde com um fax do Ministério Público no qual era dado um prazo à autarquia para retirar o conteúdo sobre o computador Magalhães, que fazia parte do "Monumento", e onde apareciam mulheres nuas no ecrã do portátil. "Achamos que pela primeira vez após o 25 de Abril temos um acto de censura aos conteúdos do Carnaval de Torres", lamentou o responsável, em declarações à Antena 1.» no Público Online

Comprova-se. Há uma forte ligação entre faxes e o nosso sistema educativo. Primeiro foi a história do exame de inglês de Sócrates, e o fax enviado para a universidade. E agora foi por fax que a coqueluche educativa de Sócrates, o Magalhães, fica proibida de mostrar mamocas no Carnaval de Torres Vedras.

Ó senhores do Ministério Público, v.exas não têm mais nada que fazer? Como por exemplo trabalhar em processos que ficam parados anos? Que palermice.


nota: imagem do JN: Tribunal retira imagem do Magalhães no Carnaval de Torres Vedras


Buzz this

Momentos Polaroid

Começo hoje um novo formato gráfico: um conceito em imagem, um título e três linhas de texto. São os Momentos Polaroid, os quais se misturarão com a restante tralha que for saindo. Juntam-se também às Divagações, às Gracinhas e às I-See-19Tales. O feedback é bem vindo.


Buzz this

Momentos Polaroid: economia das obras públicas

Economia das obras públicas

gracinhas anteriores


Buzz this

Fumo branco na campanha negra?

Ora vejam só, agora a PGR não faz declarações por causa do segredo de justiça. Porque não foi esta a mesma posição no dia de todas as entrevistas?


Buzz this

O Carnaval do nosso (deles) descontentamento

Os pais de Paredes de Coura gostam muito do Carnaval. Ao ponto de fazerem queixa à DREN por os professores do  Agrupamento de Escolas Território Educativo de Coura terem decidido não o organizarem para tratarem dos assuntos que o Ministério da Educação considera prioritários. O Pai do País, Albino Almeida, já veio dizer que a situação «configura um 'motim'». A DREN, em todo o seu esplendor negocial, ordenou que o Carnaval se realizasse. Os professores, que precisam de se preocupar mais com a burocracia do que com desfiles, não estão para aí virados.

Em Paredes de Coura confirma-se a atitude nacional: quer-se, mas alguém que faça. Se estes pais gostam assim tanto do Carnaval no qual participariam os seus filhos, porque não o organizam eles mesmos? Fazer queixinhas é feio mas dá menos trabalho, não é?

Adenda 18-02-2009, 17h00:


Buzz this

Justificações do Ministro Constâncio

«"Deverá ser pior", disse o governador à margem do Conselho Nacional da Confederação da Industria Portuguesa (CIP), acrescentado que o efeito dos números do quarto trimestre "fazem automaticamente com que a média de 2009 seja pior".»

VC tenta compor o ramalhete, face ao disparate que foram as previsões do BdP. Mas o facto é que o INE veio dizer na passada semana que não foram apenas os números do quarto trimestre mas sim os do terceiro e os do quatro em conjunto.


«Sobre as medidas de política monetária, Constâncio defendeu que as medidas adoptadas começam a ter efeitos.»

Quais? A crise que nos caiu em cima?


Buzz this

Preços dos combustíveis online (uma espécie de...)

Agora só falta fazer o mesmo para
- batatas e feijões;
- pastéis de nata;
- conquilha e berbigão.
    Entretanto, é melhor esperar sentado. É que o site implementado pela empresa Masterlink - Sistemas de Informação, Lda., pese embora a enorme lista de serviço junto do estado (e quase só junto do estado!) não parece ter estado à altura para implementar um portal com algum tráfego. Quem sabe se não lhes terá faltado algum génio pago a peso de ouro?



    Adenda: 17-02-2009, 14h00:

    No Público: «As gasolineiras que têm postos de combustíveis nas auto-estradas podem também incorrer em multas que vão igualmente até aos 30 mil euros, uma vez que a afixação dos painéis se arrasta desde Novembro de 2008».
    Certo. Vamos ver se a lei existe para ser cumprida sempre.


    Adenda: 18-02-2009, 0h30:

    Ao tentar aceder novamente ao site em causa, fica comprovada a incompetência. Se hoje à tarde o site demorava minutos a abrir, agora deixou de abrir e dá um erro no SQL! Que amadorismo. Gostava de saber como é que esta empresa tem tantos contratos com o estado. É que posso fazer melhor e, se calhar, até mais barato. E já agora, antes que venham com a conversa habitual de enorme interesse no site (que nada prova além da incompetência no dimensionamento do projecto), aqui fica um conselho: perguntem aos do maisgasolina.com como é que eles fizeram aquilo. É que o deles funciona.


    Buzz this

    Desenfreado

    Vital Moreira hoje no Público:

    «Não é por ser repetida muitas vezes que uma tese passa a ser verdadeira. Dizer que "Portugal não tem um regime político com freios e contrapesos [e que] o partido da maioria (...) controla todas as instituições do regime, [pelo que] vivemos numa espécie de 'ditadura conjuntural' do partido da maioria" (Henrique Raposo, no Expresso) - eis uma afirmação que não resiste à análise das nossas instituições políticas nem da nossa experiência política.»

    Para justificar isto, apresenta VM estes argumentos:
    • O Presidente da República, com o seu poder de veto constitui o «mais decisivo contrapoder no nosso sistema de governo». Acrescenta que «o recente veto da lei sobre o voto dos residentes no estrangeiro mostra a grande eficácia desse poder». Indo por esta linha argumentativa, também poderíamos olhar para o estatuto dos Açores para concluir o oposto. O facto é que, observando a acção governativa, conclui-se que a presidência não é nenhum contrapoder. Aliás Cavaco Silva fez questão nessa ideia da cooperação estratégica, seja lá isso o que for. A realidade do dia-a-dia não coincide com o disposto no mundo ideal das possibilidades.

    •  Depois de um argumento teórico mas deslocado da realidade, VM entra na ficção. A sua segunda tese é  que «a nossa Constituição confere um considerável poder de veto à própria oposição, quando exige maioria qualificada para a aprovação de certas leis (...), o que constitui uma notável restrição ao poder da maioria». Já que estamos no plano teórico, então um partido que tenha 2/3 dos votos não aprovará tudo o que quiser? No caso da presente legislatura isso não se verifica mas contam-se pelos dedos os casos em que os 2/3 funcionaram com freio ou contrapeso.

    • Finalmente, VM refere a nomeação e governo dos juízes e um Ministério Público que não depende do governo,  «contrariamente ao que sucede em muitos outros países». O facto do Procurador Geral da República ser cargo de nomeação política parece não ter importância alguma. Aliás, não tem mesmo importância alguma. Assim se pode concluir quando VM se refere à existência de várias entidades reguladoras e entidades independentes de controlo e escrutínio do Governo e da Administração: o Banco de Portugal, a Entidade Reguladora da Saúde, o Provedor de Justiça, a Entidade Reguladora da Comunicação Social, a Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos, a Comissão Nacional de Protecção de Dados Pessoais, o Tribunal Constitucional. Tudo cargos de nomeação política mas que para VM são «isentas de controlo governamental». A realidade é apenas um efeito secundário neste mundo perfeito.
    O facto é que, pese embora estes maravilhosos mecanismos, a governação de uma maioria absoluta é um bulldozzer que arrasa quem esteja no seu caminho. Depois da eleição, mesmo perante um programa eleitoral que não se converteu em programa de governo, os portugueses deixaram de ter uma palavra a dizer sobre o rumo do país. Fica entregue à elite governativa. Desta forma, só podemos concluir que, especialmente em caso de maioria absoluta, a tese da ausência de uma "ditadura do partido da maioria" não passa de uma conveniente ficção política.