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Charrua - Lopes da Mota: dois pesos e duas medidas

Nota prévia
Vou comparar dois casos que acabaram em processos disciplinares. Não pretendo acusar nem defender nenhum dos intervenientes. Elaboro a minha opinião com base nos factos divulgados publicamente.

Caso 1
Para quem não se recordar, o caso Charrua resume-se a Fernando Charrua, na altura em funções na DREN, ter-se referido ao primeiro-ministro "em tom jocoso" numa conversa privada com outros dois professores. A conversa foi denunciada por SMS e Margarida Moreira instaurou um processo disciplinar, decretando em simultâneo a sua "suspensão preventiva". O processo disciplinar acabou por ser arquivado pelo Ministério da Educação por se enquadrar o referido comentário "no direito à opinião".

Caso 2
O recente caso Lopes da Mota resume-se a este alegadamente ter dito numa conversa privada aos dois investigadores do caso Freeport que este caso poderia ter consequências para as suas vidas profissionais e que estes deveriam arquivar o processo. Os investigadores denunciaram o caso e abriu-se um inquérito para saber se os queixosos tinham ou não razão. Depois do inquérito foi aberto um processo disciplinar. Lopes da Mota continua em funções e vários quadros do PS e do governo clamam pela presunção da inocência de Lopes da Mota e que uma conversa privada devia ter-se mantido como tal. Já sobre outro telefonema de Lopes da Mota para um dos procuradores, testemunhado pelo magistrado titular do Tribunal Central de Investigação Criminal, não ouve comentários.

Sumário

Fernando CharruaLopes da Mota
Ocorrência
Um comentário jocoso sobre a licenciatura de Sócrates.
Exercício de influência para arquivamento do processo Freeport, com referência a eventuais consequências na carreira dos investigadores em caso contrário.
Consequências imediatas
Charrua foi sujeito a um processo disciplinar e suspenso "preventivamente" de funções.
Nenhumas.
Inquérito antes da abertura de processo disciplinar
Não existiu inquérito (o processo disciplinar foi instituído imediatamente).Abertura de inquérito para verificar se os queixosos o faziam com fundamento. Prazo de um mês para realização do inquérito.
Resultado do inquérito
Não existiu inquérito (o processo disciplinar foi instituído imediatamente).Foi apurado que os queixosos tinham razão na queixa* e decidiu-se abrir um processo disciplinar a Lopes da Mota.
Resultado do processo disciplinar
Foi arquivado por o referido comentário se enquadrar no direito de opinião.
Inquérito ainda a decorrer (16.05.2009)
Consequências do processo disciplinar
Nenhumas. Fernando Charrua não foi readmitido na DREN e Margarida Moreira não foi demitida por instauração de processo disciplinar sem fundamento.
Inquérito ainda a decorrer (16.05.2009)

* Atente-se ao telefonema de Lopes da Mota para um dos procuradores, testemunhado pelo magistrado titular do Tribunal Central de Investigação Criminal e relatado no referido inquérito num depoimento com dezenas de páginas e a Vítor Santos Silva, o inspector do Ministério Público que investigou as alegadas pressões sobre os magistrados do caso Freeport, considerar que os factos imputados a José Luís Lopes da Mota serem “muito graves”. Além disso, está em causa a palavra de Lopes da Mota contra a de 5 pessoas.


Conclusões
  • Da leitura dos factos desta tabela resulta que um caso (Charrua) foi sujeito foi alvo de medidas mais duras do que o outro (Lopes da Mota).

  • Apesar de no caso Lopes da Mota as vozes socialistas e de figuras ligadas ao estado apelarem para a presunção da inocência de Lopes da Mota (como se estivéssemos perante um processo judicial), esta nunca existiu para Fernando Charrua, já que este foi imediatamente dado como culpado (daí a sua suspensão imediata).

  • A classe profissional da justiça reagiu corporativamente para proteger um dos seus, não se verificando o mesmo entre a classe docente.

  • O caso Charrua foi dramatizado como sendo uma forma indecente de tratar o PM e o caso Lopes da Mota tem sido relativizado pela descredibilização dos queixosos e pela tese de que uma conversa privada não devia ser divulgada.


Para memória futura, seguem-se alguns textos jornalísticos sobre os casos em questão.


Governo vai ter de decidir em breve se reconduz a actual responsável da DREN
Caso Charrua causa mal-estar no PS
27.05.2007 - 13h03 Sérgio C. Andrade, Filomena Fontes
A permanência de Margarida Moreira na Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) depois do caso Fernando Charrua está a avolumar o mal-estar no PS-Porto. A oposição ao líder federativo, Renato Sampaio, apenas estará à espera da reunião da comissão política, marcada para o dia 4 de Junho, para pedir contas sobre um caso cujos estilhaços atingiram o próprio primeiro-ministro.

As dificuldades para o líder do PS-Porto são óbvias: é um apoiante de primeira hora de José Sócrates e foi por ele que passou também a nomeação da actual directora regional. Mas as proporções que o assunto assumiu extravasaram já para a Assembleia da República, pondo em xeque a própria ministra da Educação, que se refugia no facto de o inquérito disciplinar estar ainda a correr para não se pronunciar.

No Parlamento, a bancada do PS bloqueou a exigência dos partidos da oposição que queriam discutir o caso na presença da ministra. Mas a polémica parece estar longe de sair da ordem do dia. Ontem, o semanário Expresso dava conta de novos episódios em que a conduta de Margarida Moreira como directora da DREN era posta em causa, supostamente por recorrer ao afastamento de funcionários com os quais mantinha relações de conflito.

Há quem exija a demissão de Margarida Moreira da DREN, mas o PS não estará interessado em precipitar a queda, dando, assim, argumentos à oposição, que vem clamando contra um clima intimidatório e de perseguição fomentado por medidas do executivo de Sócrates.

Acontece que, na sequência da aplicação do PRACE ao Ministério da Educação, o Governo terá obrigatoriamente de nomear, a curto prazo, os novos responsáveis pelas direcções regionais de Educação. Aí se verá se a ministra renovará ou não a sua confiança na actual responsável - que, como os outros elementos da sua equipa, se mantém em funções de gestão, como obriga a lei do funcionalismo público. Aliás, a própria estrutura nuclear da DREN foi alterada, pelas portarias 362 e 384 de 30 de Março deste ano, resultando dessa medida, por exemplo, a extinção do cargo de director dos Recursos Humanos, actualmente ocupado por António Basílio, que, ao que o PÚBLICO apurou, assina a queixa contra o seu subordinado Fernando Charrua e que esteve na origem do processo disciplinar e do afastamento deste professor da DREN.

Segredo disciplinar

António Basílio recusou-se ontem a comentar a sua eventual intervenção no caso, justificando-se com o facto de ele estar em "segredo disciplinar". Confirmou ter sido já ouvido pelo instrutor do processo e disse esperar "que ele termine rapidamente, para a verdade vir ao de cima, para bem de todos".

O responsável pelos recursos humanos da DREN não quis também comentar a notícia do Expresso, que se refere a cinco outros episódios anteriores ao de Charrua em que professores viram cessados os seus vínculos com aquela direcção regional. Neles ressalta o de um professor de Inglês, cego, António Queirós, que confirma ao semanário ter sido também vítima de uma delação. A requisição deste professor não foi prolongada e ele voltou a dar aulas na escola a que estava ligado, em Rio Tinto.

O PÚBLICO sabe que o texto da queixa contra Charrua diz que este, "em tom jocoso, proferiu palavras que mereceram reprovação imediata de quem as ouviu", referindo a presença de dois outros professores no gabinete onde Fernando Charrua terá chamado "filho da puta" ao primeiro-ministro.

O acusado volta a negar veementemente o teor da declaração e a insistir em que se tratou apenas de "um comentário jocoso retirado do anedotário nacional sobre o caso Sócrates /Independente". E acrescentou que a própria directora regional faz regularmente comentários do mesmo género, como o que esta semana terá proferido na Escola do Cerco do Porto, a pretexto da apresentação do programa Novas Oportunidades (ver entrevista ao lado).

Fernando Charrua promete levar a sua defesa até ao fim. "Vou utilizar a lei deste país e todos os meios à minha disposição, mesmo que fique sem um tostão. E vou confiar na Justiça". E, acreditando em que o processo o vai inocentar, acrescenta: "No final, se o juiz o determinar, vou regressar à Direcção Regional de Educação do Norte, com o papel na mão, nem que seja só por uma semana. E depois venho-me embora".



Trabalhava há quase 20 anos na DREN
Professor de Inglês suspenso de funções por ter comentado licenciatura de Sócrates
19.05.2007 - 10h09 Mariana Oliveira
Um professor de Inglês, que trabalhava há quase 20 anos na Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), foi suspenso de funções por ter feito um comentário – que a directora regional, Margarida Moreira, apelida de insulto – à licenciatura do primeiro-ministro, José Sócrates.

A directora regional não precisa as circunstâncias do comentário, dizendo apenas que se tratou de um "insulto feito no interior da DREN, durante o horário de trabalho". Perante aquilo que considera uma situação "extremamente grave e inaceitável", Margarida Moreira instaurou um processo disciplinar ao professor Fernando Charrua e decretou a sua suspensão. "Os funcionários públicos, que prestam serviços públicos, têm de estar acima de muitas coisas. O sr. primeiro-ministro é o primeiro-ministro de Portugal", disse a directora regional, que evitou pormenores por o processo se encontrar em segredo disciplinar. Numa carta enviada a diversas escolas, Fernando Charrua agradece "a compreensão, simpatia e amizade" dos profissionais com quem lidou ao longo de 19 anos de serviço na DREN (interrompidos apenas por um mandato de deputado do PSD na Assembleia da República).

No texto, conta também o seu afastamento. "Transcreve-se um comentário jocoso feito por mim, dentro de um gabinete a um "colega" e retirado do anedotário nacional do caso Sócrates/Independente, pinta-se, maldosamente de insulto, leva-se à directora regional de Educação do Norte, bloqueia-se devidamente o computador pessoal do serviço e, em fogo vivo, e a seco, surge o resultado: "Suspendo-o preventivamente, instauro-lhe processo disciplinar, participo ao Ministério Público"", escreve.

A directora confirma o despacho, mas insiste no insulto. "Uma coisa é um comentário ou uma anedota outra coisa é um insulto", sustenta Margarida Moreira. Sobre a adequação da suspensão, a directora regional diz que se justificou por "poder haver perturbação do funcionamento do serviço". "Não tomei a decisão de ânimo leve, foi ponderada", sublinha. E garante: "O inquérito será justo, não aceitarei pressões de ninguém. Se o professor estiver inocente e tiver que ser ressarcido, será."

Neste momento, Fernando Charrua já não está suspenso. Depois da interposição de uma providência cautelar para anular a suspensão preventiva e antes da decisão do tribunal, o ministério decidiu pôr fim à sua requisição na DREN. Como o professor, que trabalhava actualmente nos recursos humanos, já não se encontrava na instituição, a suspensão foi interrompida. O professor voltou assim à Escola Secundária Carolina Michäelis, no Porto. O PÚBLICO tentou ontem contactá-lo, sem sucesso.

No entanto, na carta, o professor faz os seus comentários sobre a situação. "Se a moda pega, instigada que está a delação, poderemos ter, a breve trecho, uns milhares de docentes presos políticos e outros tantos de boca calada e de consciência aprisionada, a tentar ensinar aos nossos alunos os valores da democracia, da tolerância, do pluralismo, dos direitos, liberdade e garantias e de outras coisas que, de tão remotas, já nem sabemos o real significado, perante a prática que nos rodeia."


Relatório sobre alegadas pressões é apreciado hoje pelo Conselho Superior do MP
Freeport: Lopes da Mota poderá ser alvo de processo disciplinar
12.05.2009 - 08h01 PÚBLICO
O presidente do Eurojust, Lopes da Mota¸ poderá vir a ser alvo de um processo disciplinar no seguimento do inquérito às alegadas pressões sobre dois procuradores do caso Freeport, Vítor Magalhães e Pães Faria.

Segundo as edições de hoje do “Diário de Notícias” e do “Correio da Manhã” esta é uma das conclusões do relatório que foi ontem entregue ao Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, e que esta manhã, a partir das 10h30, vai ser apreciado pelo Conselho Superior do Ministério Público (CSMP).

A proposta de instaurar um processo disciplinar por violação do dever de isenção contra o representante nacional no Eurojust será uma das propostas elencadas pelo instrutor do inquérito, Vítor Santos Silva.

Recorde-se que este caso surgiu quando Magalhães e Paes Faria alegaram que teriam sido vítimas de eventuais pressões durante uma conversa mantida com Lopes da Mota. Este responsável terá sublinhado aos dois magistrados a situação delicada do caso Freeport, comparando-o mesmo com o processo Casa Pia.

E o caso ganhou novas proporções quando o ministro da Justiça, Alberto Costa, foi acusado de ter estado por trás dos recados de Lopes da Mota aos dois procuradores. Costa foi ouvido no Parlamento e negou esta acusação, embora tenha confirmado um encontro com Lopes da Mota na semana em que este terá conversado com os dois procuradores do Freeport.

De acordo com o “Correio da Manhã”, Lopes das Mota contou a Vítor Santos Silva o teor das conversas com os magistrados e terá ilibado Alberto Costa de qualquer responsabilidade neste processo.

A versão do presidente do Eurojust terá sido desmontada por Vítor Magalhães e por Paes Faria, e ainda pelo juiz Carlos Alexandre, magistrado titular do Tribunal Central de Investigação Criminal, que, num depoimento com dezenas de páginas, terá explicado o que ouviu quando presenciou um telefonema de Lopes da Mota para um dos procuradores.

Ao longo do último mês, Santos Silva terá também ouvido Maria Alice Fernandes, directora da Polícia Judiciária de Setúbal, e, conta o “Diário de Notícias”, inquiriu por mais de uma vez os intervenientes directos neste processo.

O relatório, que hoje será avaliado pelo CSMP, tem 248 páginas.



DN-Inspector do MP propõe suspensão de Lopes da Mota
Maio 13, 2009

Autor: Carlos Rodrigues Lima, João Pedro Henriques
Data: Quarta-feira, 13 de Maio de 2009
Pág.: Capa+02+03
Temática: Actual IInspector do MP propõe suspensão de Lopes da Mota

O procurador que investigou as suspeitas de pressões no caso Freeport foi claro no relatório final: os factos denunciados são, segundo Vítor Santos Silva,”muito graves”. PSD e PCP exigiram a demissão de Lopes da Mota da presidência do Eurojust.

Pressões no caso Freeport. Procurador que investigou suspeitas considera -que os factos denunciados pelos magistrados que averiguam o Freeport são “muito graves”. Pinto Monteiro, procurador-geral da República, decidiu abrir um processo disciplinar a Lopes da Mota, presidente do Eurojust e o principal suspeito de ter exercido pressões. Um caso inédito na justiça portuguesa

Inspector do MP propõe suspensão para Lopes da Mota

Vítor Santos Silva, o inspector do Ministério Público que investigou as alegadas pressões sobre os magistrados do caso Freeport, considera que os factos imputados a José Luís Lopes da Mota, presidente do Eurojust, são “muito graves”, aos quais corresponde uma pena de suspensão do Ministério Público. Suspensão esta que, segundo a lei, pode ir até oito meses. Em causa, tal como o DN adiantou ontem, pode estar por parte de Lopes da Mota a violação do dever de isenção. Foi o próprio Procurador-Geral da República, Fernando Pinto Monteiro, quem decidiu avançar para um processo disciplinar.
O dever de isenção está previsto - e aplica-se aos magistrados do Ministério Público (MP) - no Estatuto Disciplinar dos Trabalhadores que Exercem Funções Públicas (Lei 58/2008 de 9 de Setembro). De acordo com o diploma, no artigo 3º,”o dever de isenção consiste em não retirar vantagens, directas ou indirectas, pecuniárias ou outras, para si ou para terceiro, das funções que exerce”. O enquadramento legal, combinado com os factos já conhecidos, sugere que as suspeitas mais graves sobre as pressões estarão centradas numa eventual interferência directa de Lopes da Mota junto dos procuradores Vítor Magalhães e Paes de Faria de forma a encaminhá-los para uma decisão final, a qual passaria pelo arquivamento do caso, fruto da prescrição dos eventuais crimes.
Nas conversas que manteve com Vítor Magalhães e Paes de Faria, o presidente do Eurojust terá feito ainda referências às consequências que o caso Freeport poderia ter no Ministério Público, comparando-o com o processo da Casa Pia.”Vocês estão sozinho nisto”, terá dito Lopes da Mota, misturando este tipo de declarações com uma indicação de que tinha tido uma reunião com o ministro da Justiça, Alberto Costa. Em declarações a Vítor Santos Silva, o presidente do Eurojust afastou, porém, qualquer interferência do governante.
A suspensão da função pública é a terceira pena mais pesada prevista para os magistrados do MP Mais grave do que esta só a inactividade e e demissão. Apesar de Vítor Santos Silva apenas ter colocado no relatório preliminar às suspeitas de pressões, apresentado ontem por Pinto Monteiro na reunião do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP), a suspensão a Lopes da Mota como pena correspondente aos factos, tal mereceu uma leitura clara por parte de um membro do CSMP:”No relatório preliminar, apenas se diz qual é em tese a pena aplicável. Mas como é o mesmo inspector que irá elaborar a acusação, tudo indica que a suspensão a Lopes da Mota vai passar a uma proposta de pena”. Esta opinião foi, refira-se, secundada por um segundo elemento do órgão máximo do MP ouvido pelo DN após a reunião.

Freeport em segredo total
As próximas etapas da “série Lopes da Mota”são as seguintes: o mesmo inspector que fez a averiguação preliminar vai transformar o relatório final numa acusação. A nota de culpa será enviada a Lopes da Mota que, além de responder, pode indicar testemunhas e requerer novas diligências. Terminada esta fase, Vítor Santos Silva envia o processo disciplinar para o CSMP Neste órgão, um dos 19 conselheiros ficará responsável pela elaboração de um acórdão com uma proposta final de sanção, que tanto pode coincidir com a do inspector como também pode ser menor ou maior. Cabe a uma secção disciplinar do CSMP determinar a pena final.
Mas o inquérito disciplinar não termina por aqui. Caso (sobretudo se for condenado) o presidente do Eurojust não concorde com a decisão, ainda pode recorrer para o plenário do Conselho e ainda para o Supremo Tribunal de Justiça.
Tendo em conta toda esta tramitação prevista na lei, tudo à volta do caso Freeport deverá ficar em segredo por mais um ano.: a investigação criminal está em segredo de justiça até Junho de 2010. Um relatório feito pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal e entregue ao Procurador-geral da República sobre o que foi feito (ou não) nos últimos quatro anos está em segredo de justiça, segundo disse a PGR ao DN.
O processo disciplinar ao presidente do Eurojust, Lopes da Mota, confirmado ontem por Pinto Monteiro, é, segundo a Procuradoria, de “natureza confidencial até à decisão final”.
Conversas privadas, penas públicas

‘foi uma conversa entre amigos.” A frase de Lopes da Mota, uma das explicações dadas por si para as suspeitas de pressões, poderá ser considerada banal, sem interesse, mas do ponto de vista jurídico poderá ser o ponto de partida para a defesa no processo disciplinar ontem aberto por Pinto Monteiro. Isto porque, como recordou António Marinho Pinto na SIC, em 2003 o Supremo Tribunal de Justiça anulou uma condenação em processo disciplinar de um juiz que disse que os membros dos Conselho Superior da Magistratura eram todos uns filhos da … Para o Supremo, o juiz não poderia ter sido condenado, uma vez que se tratou de uma conversa tida no seu espaço de privacidade, logo inviolável. Refira-se que Pinto Monteiro, na altura juiz conselheiro, votou contra este entendimento. O argumento poderá ser retomado por Lopes da Mota na sua defesa. O presidente do Eurojust poderá alegar que as conversas que manteve com Vítor Magalhães e Paes de Faria decorreram num contexto privado, sem qualquer intenção de influenciar os seus colegas.
PS acusa “oposições” de estarem a pressionar procuradores

Para o PSD e o PCP, é altura de Lopes da Mota deixar já a Eurojust. Para o PS, tal decisão só depois de concluído o processo disciplinar decidido ontem
O PS destoou ontem nas reacções partidárias ao excluir, para já, a necessidade de se afastar o procurador Lopes da Mota da presidência da Eurojust. A decisão do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) desencadeou, de imediato, troca de críticas entre os partidos.
“Neste momento não estão provadas quaisquer pressões”, disse o porta-voz do partido, Vitalino Canas, numa conferência de imprensa na sede nacional do partido. Só depois de concluído o processo disciplinar a Lopes da Mota é que “se verá se existiram ou não as alegadas pressões”, acrescentou.
O PSD reagiu através de José Pedro Aguiar Branco. O vice-presidente “laranja”disse que a decisão do CSMP “obriga o Governo a tomar as medidas necessárias a proceder ao afastamento do senhor presidente da Eurojust”.”Primeiro, por “Se fosse eu, demitia-me”, diz bastonário.
“Eu não posso falar pelo Lopes da Mota, mas se estivesse no lugar dele, demitia-me, não tenho dúvidas nenhumas”, afirmou ontem o bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto. Em entrevista no Jornal da Noite da SIC, este responsável afirmou ainda que “só em Portugal é que nasce um processo assim, numa reunião entre políticos e jornalistas”. Sobre as alegadas pressões feitas por Lopes da Mota, Marinho Pinto afirma que se tratou “de uma conversa entre colegas”. “Este caso traz-me à memória o processo de Fernando Charrua.”, disse o bastonário, acrescentando: “O que é o que o primeiro-ministro ou o Presidente da República podem fazer a um magistrado? Zero.” que as pressões visavam objectivamente proteger o senhor primeiro-ministro. Em segundo lugar, porque a representação externa de Portugal num organismo desta natureza não pode compadecer-se com alguém que tem sobre si a suspeição que leva a determinar a existência de um processo disciplinar com estas características”, explicou.
O PCP pronunciou-se no mesmo sentido.”Lopes da Mota não reúne condições para continuar a exercer esse cargo”, disse o deputado António Filipe. E o CDS igualmente: “Lopes da Mota não tem mais condições de se manter à frente do cargo mas falta saber das consequências que o ministro da Justiça retirará, e por isso requererei de novo a audição do senhor ministro da Justiça no Parlamento”, afirmou o deputado Nuno Melo
O PS afirmou “as reacções das oposições constituem uma forma de pressão sobre as próprias entidades independentes, que são os magistrados do Ministério Público”. “Os magistrados do Ministério Público são entidades independentes e regem-se por uma lógica de independência. O PS não se intromete nessa lógica de independência”, disse Vitalino Canas. O porta-voz escusou-se a dizer se Lopes da Mota tem ou não condições para se manter à frente do Eurojust: “Não é o PS que tem de se pronunciar se tem confiança em relação a um magistrado do Ministério Público.”
O Bloco de Esquerda foi mais contigo. A deputada Helena Pinto afirmou ser “preocupante” a decisão do CSMP havendo necessidade de o ministro da Justiça se pronunciar. “A situação é muito preocupante e deve ser esclarecida no mais curto espaço de tempo possível”, disse.
Procurador propõe, governo nomeia
O Eurojust é um organismo da União Europeia que “tem por objecto a cooperação em matéria penal entre as autoridades nacionais no espaço da União Europeia”. Isto é, é um órgão que facilita o contacto entre as autoridades judiciárias dos países da União quando estão em causa crimes cometidos em vários países pelas mesmas pessoas. É composto por 25 pessoas, designados por membros nacionais, indicados pelos países que compõem a UE. Lopes da Mota, o membro português, foi, como diz a lei, nomeado por despacho conjunto dos ministros dos Negócios Estrangeiros e da Justiça, após proposta do procurador-geral da República, ouvido o Conselho Superior do MP. Em 2007, por votação interna, Lopes da Mota foi eleito presidente do Eurojust.
Consequências do processo disciplinar
Demissão
PSD e PCP pediram a demissão de Lopes da Mota do Eurojust. Até à hora de fecho desta edição, nem o ministro da Justiça nem o próprio Lopes da Mota se pronunciaram sobre a exigência da oposição

Suspensão
A pena é proposta pelo inspector do MP, mas não é a condenação final. Mesmo que o Conselho Superior a ratifique, Lopes da Mota pode recorrer para o Supremo Tribunal Administrativo.

Relação Com Eurojust
Continuando a investigação ao Freeport, ninguém esclareceu como será daqui por diante a relação com o Eurojust. Há confiança?

A palavra de Lopes da Mota contra as palavras de cinco pessoas

Lopes Da Mota
Presidente do Eurojust, organismo europeu criado para a cooperação judiciária entre países da União, terá abordado com os procuradores do caso Freeport a tese de uma eventual prescrição dos crimes em investigação, assim como terá feito outro tipo de comentários. Defende-se, dizendo que apenas teve uma conversa entre amigos, admitindo ter dito que José Sócrates queria o caso resolvido rapidamente. “Isto é uma pressão?”, questiona.

Vítor Magalhães
Procurador do DCIAP que está a investigar o caso Freeport, confirmou ter entendido os comentários de Lopes da Mota como uma forma de pressão. Magalhães e Lopes da Mota eram, até à data do início da polémica, amigos. Mas o titular da investigação manteve a acusação deter sido pressionado.

Paes De Faria
Estava com o caso dos voos da CIA, mas a complexidade do Freeport fez com que se juntasse à equipa. No processo de averiguações confirmou as declarações do seu colega, Vítor Magalhães. Ou seja, os comentários de Lopes da Mota não foram meras conversas de café, mas sim uma forma de pressão.

Carlos Alexandre
Juiz de instrução do processo, encontrava-se no DCIAP no dia em que Vítor Magalhães terá recebido uma chamada de Lopes da Mota, na qual o presidente do Eurojust terá feito comentários sobre o desfecho do Freeport. Foi ouvido no processo e terá defendido a tese das pressões.

Maria A. Fernandes
Directora da PJ de Setúbal está envolvida na investigação criminal ao Freeport. Também se encontrava no DCIAP no dia de um telefonema. Foi ouvida pelo inspector Santos Silva a quem terá testemunhado a reacção dos procuradores após o telefonema de Lopes da Mota

João Palma
O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público tomou a iniciativa de denunciar publicamente a existência de pressões. João Palma, recém-eleito, soube do caso e não perdeu tempo, conseguindo até uma audiência como Presidente da República, Cavaco Silva.

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Sobre os ajustes directos

Pela minha experiência na elaboração de propostas relacionadas com concursos públicos tenho verificado que as demoras em adjudicar um trabalho têm residido nos fracos cadernos de encargos apresentados a concurso, incompletos e incluindo critérios de selecção subjectivos. Estes cadernos de encargos têm sido feitos para permitir que o estado faça o seu jogo de cintura escolhendo a empresa que lhe convém. E é por causa desta realidade que aparecem impugnações. Fossem os critérios de selecção meramente objectivos e nada disto acontecia.

Se os ajustes directos são ou não são uma medida eleitoralista é irrelevante. O que importa é que o resultado dos ajustes directos tem consequências eleitorais por permitem iniciar obras no timming que seja eleitoralmente mais vantajoso (o qual não é necessariamente o mais cedo possível). Por outro lado, juntando o ajuste directo com a lei de financiamento partidário que agora se pretende aprovar e logo se percebe que, sem sair da legalidade, se dê uma obra à empresa X que por acaso acabou de dar um donativo em dinheiro vivo. Isto sim, é preocupante.


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Lopes da Mota

Sequência de acções no caso em que Lopes da Mota terá dito aos dois investigadores do caso Freeport que este caso poderia ter consequências para as suas vidas profissionais e que estes deveriam arquivar o processo:
  1. Os investigadores queixaram-se de Lopes da Mota;
  2. Abriu-se um inquérito para procurar saber se os que se queixaram o faziam com fundamento;
  3. Concluiu-se que os que se queixaram o fizeram com fundamento;
  4. Agora corre um processo disciplinar para decidir as consequências das acções de Lopes da Mota.
Como é que Lopes da Mota, depois do ponto 3, tem cara para se manter em funções? Note-se que um processo disciplinar não é um processo judicial. Tal como Lopes da Mota não irá preso pelo que terá feito, também a presunção de inocência não existe depois do ponto 3!


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South Place: Ministralhães

South Place 07 - Ministralhães

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Twingly ganha i


O diário i decidiu usar o bem conhecido Twingly no seu site. É uma opção inteligente para dar notoriedade ao respectivo site, como se pode ver pelo gráfico (imagem de António Granado, do seu blog Ponto Media).

Quanto ao Twingly é pena que a ferramenta seja algo rudimentar. Muitos blogs, entre os quais todos os da plataforma Blogger, precisam de fazer ping manual. É super frequente Twingly apenas listar o post muito tempo depois do ping. O mecanismo de rank é rudimentar e a prova disso é que o Fliscorno aparece à frente de blogs com muito maior visibilidade.


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Novamente, o Magalhães

1. O Magalhães não se destina a permitir que os alunos tenho acesso à informática. Para isso criavam-se centros de cálculo nas escolas, garantindo em simultâneo que as gerações seguintes também pudessem usar estes recursos (alguém acredita que a fonte dos Magalhães ainda jorrará depois das eleições?). O Magalhães destina-se a comprar votos, os dos pais dos miúdos que recebem em casa uma pechincha. Nada que Valentim Loureiro não tenha já feito com frigoríficos.

2. O estado é o maior cliente deste negócio e adjudicou à JP Sá Couto o fornecimento de serviços. Qual é a legitimidade de o estado ser o patrocinador de um negócio sem riscos para a Sá Couto?

3. Tenho uma ideia. Acho que os miúdos teriam muito melhor formação se estes praticassem mais exercício físico. Muitos até dizem que a destreza manual desenvolve o cérebro. Acontece que tenho um kit de ginásio que os miúdos podem usar em casa. Inclui uma corda para saltar, dardos e respectivo alvo e um trampolim desmontável. Tudo muito cómodo, resistente a choques e muito didáctico, já que vem com excelentes conteúdos multimédia para potenciar o seu uso. Para que o negócio seja um sucesso só me falta o mercado. Não queremos uma geração saudável? Não dizem que o sedentarismo está a tornar-se um problema entre as crianças? Não contribui esta ideia para resolver este problema da modernidade? Portanto, com que legitimidade poderá agora o estado dizer-me que não apoia esta iniciativa?

Alternativa aos Magalhães: não dar portáteis aos miúdos e equipar as escolas. Isto poderia ser feito com os mesmos valores de investimento usando desktops, permitindo:
- que os computadores não fiquem obsoletos ao fim de um ano (como com os Magalhães);
- que os computadores não acabem na feira da ladra (como com os Magalhães);
- que as gerações seguintes possam usar os mesmos recursos (contrariamente ao Magalhães).

O Magalhães não é uma aposta na informática. É merchandising eleitoral.


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Fegalhães

Acreditar que o Magalhães contribuirá para melhor formação dos miúdos é um acto de fé: não precisa de prova. É como a enciclopédia Luso-Americana comprada aos fascículos e que embeleza muitas estantes portuguesas. O potencial está lá , só falta a concretização.


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South Place: Cegalhães

south-place 06 - Cegalhães

a notícia

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South Place: esquizofrenia

South Place - 05: esquizofrenia

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Faça como Santana

Sócrates revelou que tem insónias por causa do desemprego

É simples. Que faça como o Santana e tire umas sestas.


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Pérolas

No Olhares encontrei esta pérola:
De: Margarida Moreira (DREN)
[mailto:margarida.moreira@dren.min-edu.pt]
Enviada: segunda-feira, 11 de Maio de 2009 19:38
Para: Escolas Sede e não Agrupadas (DREN - Externo)
Assunto: 4 ANOS DE MANDATO
Caras e caros colegas
Faz hoje 4 Anos (Surpreeeeeeesa).
Tem dias que parece (sic) que o tempo se emaranhou nas coisas e nas pessoas.Tem outros dias em que tudo parece ter ocorrido ontem.Contudo há algo que o tempo tem os limites certos (sic):
-Foram quatro anos bons de amizade, de solidariedade e de prazer de poder contar com o vosso profissionalismo e apoio.

DA VOZ DAS COISAS
Só a rajada de vento
dá o som líricoàs pás do moinho
Somente as coisas tocadas
pelo amor das outras
têm voz.
Fiama Hasse Pais Brandão

Em nome da Direcção o nosso (sic) muito obrigado.
Margarida Moreira"
Eu bem tento escrever umas parvoíces mas sou batido pela concorrência.


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Lopes da Mota: dois tiros certeiros

Tiro n.1
Pay-back
Saberemos do real favor e sacrifício que um magistrado terá feito ao chefe, não consoante a pena que lhe vier a ser aplicada mas consoante o tacho que ocupar daqui a dois ou três anos.

Tiro n.2
Novo processo à vista?
-Tenha sido uma informal e banal conversa entre colegas, ou algo mais grave, a verdade é que o presidente do Eurojust terá utilizado o nome do ministro da Justiça, e ao que parece até do primeiro-ministro, por sua iniciativa segundo admitiu o próprio, durante o encontro com os magistrados titulares da investigação do processo Freeport. Alberto Costa e José Sócrates não podem deixar de agir judicialmente sobre quem utiliza o seu nome. Por muito menos já várias pessoas terão sido processadas.


A seguir: porta-aviões ao fundo


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Serviço público: Dias passados sem que Lopes da Mota se demitisse

Lopes da Mota demite-se 218 dias depois

Creio que esta é uma óptima altura para evocar os exemplos nórdicos. Se estes são chamados a torto e a direito quando nos querem impingir as práticas desses países que, supostamente, devem ser o nosso exemplo, então está justificadíssima a evocação desses mesmos países para que os nossos políticos ajam como agiriam os políticos desses países.

Actualização em 16-12-2009: o contador parou, 218 dias depois.

Para referência, aqui fica o HTML usado no contador:
(clique no ícone à esquerda da impressora):
<embed type="application/x-shockwave-flash" 
pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" name="flashplayer" 
src="http://www.pingafriend.com/countup/swf/smiles1.swf?then_year=2009&then_month=4&then_day=12&eventt=SEM+LOPES+DA+MOTA+SE+DEMITIR"
quality="high"
width="260"
height="210"
swliveconnect="true"
allowscriptaccess="samedomain"></embed>


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Caso Freeport: Aprovado processo disciplinar contra Lopes da Mota

12 Maio 2009 - 16h37
Caso Freeport: Aprovado processo disciplinar contra Lopes da Mota
O Conselho Superior do Ministério Público aprovou esta terça-feira a instauração de um processo disciplinar contra o Presidente do Eurojust, Lopes da Mota.

O CM sabe que o processo foi proposto por iniciativa do Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, e acolhido pelos conselheiros. No relatório é dado como fortemente indiciado que Lopes da Mota exerceu pressões sobre os magistrados Paes Faria e Vitor Magalhães para que procedessem a um arquivamento parcelar do inquérito sobre o alegado pagamento de luvas para licenciar o centro comercial Freeport.

via

Há demissões ou não? Vamos ver que cara têm.


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Coincidências surreais

Felgueiras Ministério do Ambiente Saco Azul Lopes da Mota Freeport PS Sócrates Pressões Alberto Costa


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The Act-Ups - Fatimah



Rock made in PT


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South Place: O clone

south place - 04 o clone

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Mais de 10 mil euros por dia em gestão operacional e manutenção?!

Filtrada a habitual incontinência verbal que parece inundar o Diário da República, ficamos a saber que o ME vai investir 30 milhões de euros na centralização da sua actividade burocrática, distribuídos da seguinte forma:

  1. "construção do Sistema de Informação da Educação, de serviços de consultoria de tecnologias de informação para o Sistema de Informação da Educação"
    € 4 000 000 + IVA

  2. "serviços de desenvolvimento de sistemas de informação"
    € 11 000 000 + IVA

  3. "serviços de suporte técnico e gestão operacional, pelo período de quatro anos"
    € 15 000 000 + IVA

Portanto, vão ser estoirados 15 milhões de euros em desenvolvimento de software, o que é imenso para qualquer projecto de software!!! O que vai ser aqui construído? Máquinas de fazer diamantes?!

Mas se isto já era inacreditável, vejam-se então os 15 milhões de euros a gastar durante 4 anos em suporte técnico e gestão operacional. São 3.75 milhões de euros por ano. Ou seja, mais de dez mil euros por dia (365 dias ano)! Mas está tudo doido?

O que é que esta equipa de "suporte técnico e gestão operacional" vai fazer? Não sabemos. O governo considerou mais importante usar as 971 palavras desta resolução, as quais ocupam perto de uma página do DR, a divagar sobre a bondade da decisão do que a apresentar detalhes concretos sobre o que se vai fazer.

Ligações:
PS: logo à noite já sei qual será o tema da diária aparição do Querido Líder na TV


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South place: Atchim

south place - 03 atchim

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Galeria: actualização

Novas entradas na galeria e uma alteração (a página seleccionada é escolhida aleatoriamente).


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Os contemporâneos

Estão de volta. Na semana passada a Vida Badalhoca de Salazar foi um risote. Parece é que houve quem não gostasse e tenha reclamado. O episódio de hoje esteve supimpa. Disponíveis na RTP.


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Promessas fáceis

«Não. Era só o que faltava! Numa altura em que país enfrenta uma crise destas, acha que proporia aumentar os impostos? Se pudesse, até desceria mais os impostos, para que as empresas pudessem ter melhores condições. Baixámos o que pudemos» Sócrates ao JN, via Agência Financeira.


Notaram a nuance? Ele não vai propor que se aumentem os impostos. Não diz, no entanto, que não aumentará os impostos.

De resto, este tipo acha que come os portugueses por parvos? Veja-se o que ele prometeu nas últimas eleições e o que fez passados uns meses.


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O que faltará ao Terreiro do Paço?



Muitas das nossas praças têm são locais desertos, de passagem. Assim tem sido o Terreiro do Paço e ainda pior vai ficar. Espaço de excelência, pela localização, transportes e vista, porque raio não há-de ser um local cheio de esplanadas voltadas para o rio? Podia ser um lugar agradável para se estar mas suspeito que será mais um local para fazer a foto e ir embora.


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South Place

south place - 01: Zézito



south place - 02: O azarado

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Mais umas gracinhas de humor amarelo, agora usando uns bonecos tipo South Park para mandar umas bocas. Como não sei desenhar, uso o SP-Studio, um excelente site para fazer bonecadas. Aqui ficam as tiras n.º 1 e n.º 2.


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As dúvidas no caso Cova da Beira

Reportagem da TVI:


As dúvidas no caso Cova da Beira
Uma Grande Reportagem de Alexandra Borges
TVI24

via Cicuta


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Tempo de flores com picos

flor de tojeiro


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Mais um reaccionário da oposição

Henrique Neto: PS com Sócrates favoreceu corrupção
«O partido socialista da era Sócrates favorece, facilita ou não combate claramente a corrupção». Afirmou Henrique Neto. (...)
«Os partidos políticos, no seu conjunto, nunca desejaram a transparência. A corrupção sempre existiu nos partidos políticos. Agora passa a estar permitida por lei. A minha confiança nas pessoas que fazem leis destas é muito limitada, não apenas no PS. A lei foi votada por unanimidade», defendeu o empresário.

Ups, afinal Henrique Neto é um ex-dirigente do PS.


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Gostei de ler

No Corta-fitas, por Luís Naves:
Grandes ilusões
Sempre me surpreendeu a capacidade ilusória da política, sobretudo em países democráticos. Os truques são semelhantes aos de um bom mágico, cujos movimentos são visíveis, embora não devam ser vistos. (...)


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OE 09: mais 17.8 milhões para campanha eleitoral

No Quarta República:
Foi publicado no DR o 1º orçamento suplementar da AR para '09. Na versão inicial previam-se 70,5 milhões de € de despesa com a subvenção pública aos partidos concorrentes às eleições. Este valor subiu para 88,3 milhões, isto é, mais 17,8 milhões do que o inicialmente orçamentado.
Numa altura em que os portugueses sofrem no seu quotidiano uma das piores crises de sempre, em que o desemprego atinge níveis alarmantes e a possibilidade do caos social é perspectiva que não deve ser desprezada, permitirem-se os deputados aumentar em mais de 20% a já vultuosa verba destinada às campanhas é, no mínimo, indecoroso.


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HTML e templates do Blogger

Este texto apresenta conceitos básicos sobre HTML e sobre a estrutura de templates do blogger, mas sem entrar demasiado pelo informatiquês. Servirá de apoio a à descrição de outras técnicas bloguísticas. 

Se não se sente à vontade com o HTML e pretende aprender aprender, recomendo este curso online: http://pt-br.html.net

Conteúdo:
  1. Estrutura de um documento HTML
  2. Conceito de servidor/cliente
  3. CSS e DIV
  4. HTML ou XML?
  5. Estrutura de uma template do blogger
  6. Estrutura dos contentores da template
  7. Conclusão

Estrutura de um documento HTML
Um documento HTML é um simples documento de texto onde se misturam comandos para o browser interpretar com texto como este que está a ler. Genericamente, a estrutura de um documento HTML é a seguinte:



<html>
<head>
.....
</head>
<body>
.....
</body>
</html>

Neste exemplo podemos notar que:
  1. O pontinhos são conteúdo e comandos diversos; o resto são comandos HTML;

  2. Os comandos HTML (chamados de HTML tag ou simplesmente tag) estão contidos entre os caracteres < e >.

  3. Um comando HTML é formado por uma parte de "abertura do comando" (tal como "<html>") e outra de "fecho do comando" (tal como "</html>"). A parte de abertura de um comando começa por "<", seguindo-se-lhe o comando propriamente dito (caracteres até ao primeiro espaço ou até ao sinal ">"), continua com parâmetros específicos do comando e termina com ">". A parte de fecho do comando começa por "</", seguindo-se-lhe os mesmos caracteres do comando de abertura e termina por ">". Assim, os comandos das linhas 1 e 8 formam o respectivo par de abertura e fecho.

  4. Apesar de não mostrado no exemplo, alguns comandos fecham-se a si mesmos, como é o caso do comando que insere uma imagem: <img ..... />. Estes comandos começam "<", segue-se-lhes o comando propriamente dito (caracteres até ao primeiro espaço), continuam com parâmetros específicos do comando e terminam com "/>".

  5. Um documento HTML começa necessariamente com a linha 1 e termina com a linha 8. As linhas 2 a 4 e as linhas 5 a 7 formam os dois blocos principais. O primeiro bloco contém instruções para o browser e o segundo bloco contém o que o browser irá mostrar numa página. Antes da linha 1 deve constar a informação sobre que versão de documento se está a construir, o que é feito com o comando "<!DOCTYPE HTML PUBLIC ..... >".

  6. Há comandos específicos de cada um destes blocos.

  7. Genericamente, os comandos HTML que contenham parte de abertura e de fecho podem ser encadeados uns dentro dos outros, desde que se respeite a ordem "primeiro a abrir, último a fechar" (ver os comandos nas linhas 5 e 7).

Conceito de servidor/cliente

Chama-se cliente ao dispositivo onde o documento HTML será mostrado (o browser, geralmente) e chama-se servidor ao software que corre no computador ao qual se acede por um URL (o http://bloger.com, por exemplo).

Quando se coloca no browser o endereço de um site, o servidor processa o pedido e devolve um resultado. De seguida, o browser recebe o pedido e poderá realizar processamento adicional até que, finalmente, o resultado é mostrado. Exemplo:
  1. no browser digito http://fliscorno.blogspot.com;

  2. ao primir enter, o browser envia ao blogger o pedido da página inicial do blog;

  3. o blogger, que contém os textos dos posts numa base de dados, lê as configurações do blog, pega nos posts a mostrar e mistura-os com a template que estiver em uso. De seguida devolve o resultado ao browser;

  4. o browser pega na resposta devolvida pelo blogger e interpreta a resposta recebida. Além do conteúdo a exibir, entre os comandos podem estar comandos de formatação, de posicionamento e de processamento adicional (com javascript). Havendo javascript a ser processado, o browser executa-o, podendo alterar profundamente a resposta devolvida pelo servidor;

  5. finalmente, o resultado é apresentado ao utilizador.
CSS e DIV
A formatação e posicionamento dos conteúdos de uma página HTML pode ser feita com CSS, colocando o atributo class num elemento HTML. A propriedades definidas por pela classe de uma elemento serão válidas para esse elemento, bem para os que dentro dele estejam (salvo se forem redefinidos, por outra classe ou por formatações específicas).

DIV é um elemento estrutural do HTML e serve sobretudo para definir o posicionamento de conteúdos numa página. Um DIV associado a uma classe permite posicionar os conteúdos e atribuir-lhes formatações específicas. 

HTML ou XML?
Um documento HTML é uma particularização de um documento XML. Neste âmbito não entrarei em especificidades mas quem quiser saber mais pode ler aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Xml

Estrutura de uma template do blogger
Um template do blogger é um documento especial, em formato XML, semelhante a um documento HTML mas com comandos adicionais. Uma template pode ter várias estruturas, sendo os seguintes blocos uma abordagem bastante comum:
  1. Cabeçalho (header);
  2. Área de posts (posts area);
  3. Área de componentes (widget area);
  4. Rodapé (footer).

Nestas imagens (adaptadas daqui) vemos a disposição destes blocos. Também está realçado o facto de as áreas de componentes, frequentemente chamadas de "barra lateral", poderem ter número e posição variáveis. A seguir está uma simplificação do que poderia ser uma template correspondente à primeira imagem. NOTA: esta template não é funcional. Apenas serve para ilustrar conceitos.

<?xml .... ?>
<!DOCTYPE ... >
<html .... >
<head>
<b:skin><![CDATA[/*
#outer-wrapper {
....
}
#header-wrapper {
....
}
#main-wrapper {
....
}
#sidebar-wrapper {
....
}
#footer-wrapper {
....
}
]]></b:skin>
... outras definições ...
</head>
<body>
<div id='outer-wrapper'>
<div id='header-wrapper'>
.....
</div>
<div id='main-wrapper'>
.....
</div>
<div id='sidebar-wrapper'>
.....
</div>
<div id='footer-wrapper'>
.....
</div>
</div>
</body>
</html>

As linhas 1 e 2 classificam a template. Partir de uma template existente e deixá-las como estiverem.

As linhas 3 a 40 são o HTML a enviar para o browser. Contém comandos que serão interpretados pelo blogger antes de enviar a resposta ao cliente.

O bloco head do documento HTML está entre as linhas 4 a 23. Neste bloco é onde se incluem ficheiros de javascript, de CSS e onde se define o CSS estrutural do blog (linhas 5 a 21). O CSS estrutural do blog define um conjunto de classes (contentores) que posicionam os blocos como os das figuras anteriores em locais específicos da página HTML.

Entre as linhas 24 e 39 fica contido o conteúdo propriamente dito do blog (cabeçalho, posts, barra lateral e rodapé). Na figura são mostrados os blocos correspondentes aos da primeira das três figuras anteriores. De realçar:
  • os diversos blocos da template estão contidos entre tags DIV;
  • cada DIV tem uma propriedade "class" que identifica a classe d CSS correspondente. Essa classe está definida no bloco de CSS do head.
Estrutura dos contentores da template
Dentro de cada DIV que formam os contentores da template, existem blocos como os que se seguem:

<b:section ... >
<b:widget id='HTML1' type='HTML' ... >
<b:includable id='main'>
... conteúdo .....
</b:includable>
</b:widget>
</b:section>

As "section" agrupam blocos como por exemplo múltiplas colunas na barra lateral. Dentro de cada uma delas existem "widget" que são a "engenhoca" que mostra os conteúdos da secção. Finalmente, dentro do widget existem "includable" que são os conteúdos propriamente ditos: texto, fotos, javascript, etc.

Os widget aceitam conteúdos específicos em função do seu "type" e têm que ter uma identificação (id) única em toda a template. Esta identificação tem que ser formada pelo type seguindo de um número.

Os widgets podem ser do seguinte tipo:
  • BlogArchive
  • Blog
  • Feed
  • Header
  • HTML
  • SingleImage
  • LinkList
  • List
  • Logo
  • BlogProfile
  • Navbar
  • VideoBar
  • NewsBar
Para uma leitura mais aprofundada, o blogger tem alguma informação disponível (em inglês):
Conclusão
Uma template do blogger é um misto de HTML e comandos interpretados pelo blogger antes de enviar o resultado ao browser. Depois do browser receber uma página do blog, poderá haver lugar a processamento adicional com JavaScript.

As templates são formadas por blocos onde os conteúdos são mostrados. O seu posicionamento e formatação são feitos por CSS.

Criar ou alterar templates é um trabalho essencialmente de pachorra (para identificar os principais blocos da template) e de criatividade (pelo uso de CSS e outras técnicas no design).


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Vitória dos direitos dos internautas em Estrasburgo

No blog de Renato Soeiro:
Na sequência do texto aqui publicado ontem, é bom informar-vos que o Parlamento Europeu (PE), reunido em Estrasburgo, acaba de decidir, numa emocionante e complexa votação em que os dois grandes grupos políticos e o Conselho Europeu foram derrotados, que as operadoras de internet ou as autoridades administrativas não poderão cortar o acesso de internet aos utilizadores sem uma prévia decisão judicial, respondendo assim positivamente às propostas de inúmeros movimentos de cidadãos utilizadores da internet.

Ler também: Internet e liberdade em debate no Parlamento Europeu

As movimentações não terminaram. Dois fortes interesses conjugam forças. O lado económico, preocupado com os seus direitos de autor e o lado político incapaz de exercer o habitual poder de pressão de que disponham sobre os média tradicionais, ficaram mais descansados com uma Internet diferente. Possivelmente este golpe de face só foi possível pela proximidade de eleições para o PE.


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Amanhã, um novo jornal

Sai amanhã o primeiro número do diário i. De acordo com a Lusa (via Comunicar a Direito), é um jornal diário de informação geral e âmbito nacional da Sojormedia. Está a ser preparado há dois meses num dos edifícios do Tagus Park, em Oeiras. Em 1.300 metros quadrados, divididos em dois pisos trabalham, desde 08 de Março, 74 jornalistas para preparar o lançamento do título.

Um vídeo promocional está disponível em http://www.youtube.com/watch?v=PtoQ-ZASRY8 (mais neste canal do Youtube www.youtube.com/user/inotubo)

Aparentemente, o endereço online do jornal será www.ionline.pt



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Capa do Público de hoje

Não me recordo de o Público alguma vez ter apresentado fotomontagens como esta e muito menos na primeira página. Notável! Parece que o Inimigo Público se expandiu.

Depois das palavras parvas do ministro (já houve outros que se demitiram por causa de uma piada!), só falta agora mais um aproveitar para a vitimização.


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Vidinha

João Cravinho apelou ontem à intervenção do Presidente da República, Cavaco Silva, na nova lei de financiamento dos partidos, por entender que o diploma é “um atentado ao bom funcionamento das instituições democráticas”. Em declarações no seu espaço semanal de opinião na Renascença, o socialista disse ainda que a lei é “uma pouca vergonha” e uma “porta aberta à corrupção”. Público
Seguro e Cravinho, os desalinhados nos esquemas da vidinha.


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Manuel Pinho, empregado do mês

Manuel Pinho, empregado do mês

Paulo Rangel «tem de comer muita papa Maizena
para chegar aos calcanhares de Basílio Horta» in Público


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Exemplo de algumas socranices

IMPOSTOS OCULTOS (1)
Certificado Energético - Imposto Oculto

IMPOSTOS OCULTOS (2)
Certificado Energético
Declaração de Conformidade Regulamentar
Peritos
Software Obrigatório (Solterm)


Série a não perder n'O Insurgente, no qual se abordará também:
- Software Obrigatório - Solterm
- Instalação de Gás Natural
- ITED
- Certiel


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Socranice

Nova entrada no dicionário da língua portuguesa:

Socranice
s.f.
1. Truque.
2. Lex Acto legislativo praticado pelo governo Sócrates, anunciado como sendo útil ao cidadão e que acaba por o entalar.


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Alterações ao código do trabalho

Recebi esta por email. Os pontos 4 e 5 estão supimpa: Parecem mesmo em linha com os anúncios socráticos lol

ALTERAÇÕES AO CÓDIGO DO TRABALHO

 1. INDUMENTÁRIA

Informamos que o funcionário deverá trabalhar vestido de acordo com o seu Salário.

Se o virmos calçado com uns ténis Adidas de 100 EUR ou com uma bolsa Gucci de 150 EUR, presumiremos que está muito bem de finanças e, portanto, não precisa de aumento.

Se ele se vestir de forma pobre, será um sinal de que precisa aprender a controlar melhor o seu dinheiro para que possa comprar roupas melhores e portanto, não precisa de aumento. E se ele se vestir no meio-termo, estará perfeito e, portanto, não precisa de aumento.

 2.AUSÊNCIA DEVIDO A DOENÇA:

Não vamos mais aceitar uma declaração do médico como prova de doença.

Se o funcionário tem condições para ir até ao consultório médico também tem para vir trabalhar.

 3. CIRURGIA:

As cirurgias são proibidas.

Enquanto o funcionário trabalhar nesta empresa, precisará de todos os seus órgãos, portanto, não deve pensar em tirar nada.

Nós contratámo-lo inteiro. Remover algo constitui quebra de contrato.

4. AUSÊNCIAS DEVIDO A MOTIVOS PESSOAIS:

Cada funcionário receberá 104 dias para assuntos pessoais, em cada ano.
Chamam-se Sábados e Domingos.

5. FÉRIAS:

Todos os funcionários têm direito a gozar ainda mais 12 dias de férias nos seguintes dias de cada ano:

1 de Janeiro,

Dia de Páscoa,

25 de Abril,

1 de Maio,

10 de Junho,

15 de Agosto,

5 de Outubro,

1 de Novembro,

1 de Dezembro,

8 de Dezembro,

25 de Dezembro.

6. AUSÊNCIA DEVIDO AO FALECIMENTO DE ENTE QUERIDO:

Esta não é uma justificação para perder um dia de trabalho.

Não há nada que se possa fazer pelos amigos, parentes ou colegas de trabalho falecidos. Todo o esforço deverá ser empenhado para que os não-funcionários cuidem dos detalhes.

Nos casos raros, onde o envolvimento do funcionário é necessário, o enterro deverá ser marcado para o final da tarde. Teremos prazer em permitir que o funcionário trabalhe durante o horário do almoço e, daí sair uma hora mais cedo, desde que o seu trabalho esteja em dia.

7. AUSÊNCIA DEVIDO À SUA PRÓPRIA MORTE:

Isto será aceite como desculpa.

Entretanto, exigimos pelo menos 15 dias de aviso prévio, visto que cabe ao funcionário treinar o seu substituto.

8. O USO DO WC:

Os funcionários estão a passar tempo demais na casa de banho.

No futuro, seguiremos o sistema de ordem alfabética. Por exemplo, todos os funcionários cujos nomes começam com a letra 'A' irão entre as 9:00 e 9:20, aqueles com a letra 'B' entre 9:20 e 9:40, etc. Se não puder ir na hora designada, será preciso esperar a sua vez, no dia seguinte.

Em caso de emergência, os funcionários poderão trocar o seu horário com um colega. Ambos os chefes dos funcionários deverão aprovar essa troca, por escrito.

Adicionalmente, agora há um limite estritamente máximo de 3 minutos na sanita. Acabando esses 3 minutos, um alarme tocará, o rolo de pape higiénico será recolhido, a porta da sanita abrir-se-á e uma foto será tirada. Se for repetente, a foto será afixada no quadro de avisos e Intranet do Serviço com o título infractor Crónico.

9. A HORA DO ALMOÇO:

Os magros têm 30 minutos para o almoço, porque precisam comer mais para parecerem saudáveis.

As pessoas de tamanho normal têm 15 minutos para comer uma refeição balanceada que sustente o seu corpo mediano.

Os gordos têm 5 minutos, porque é tudo que precisam para tomar uma salada e um moderador de apetite.

Muito obrigado pela sua fidelidade à nossa empresa.

Estamos aqui para proporcionar uma experiência laboral positiva. Portanto, todas as dúvidas, comentários, preocupações, reclamações, frustrações, irritações, desagravos, insinuações, alegações, acusações, observações, consternações e quaisquer outras... "ões" deverão ser dirigidas para outro lugar.

Tenham uma boa semana.

Eng.º José SOOCRATESSSSSSS

(Primeiro Ministro)



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Remendos

Redução das multas por infracções ambientais pode chegar aos 84 por cento
O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, afirma que é necessário alterar a lei porque, depois de três anos, constatou-se que, afinal, ela não estava adequada à realidade do país. "Provavelmente, foi um trabalho imperfeito", afirma.

As desculpas da crise servem para tudo. Na semana passada serviram para pretender alterar esta lei. Agora parece que o problema é que, afinal, a lei é imperfeita. Curiosamente é uma lei feita pelos próprios que agora a querem alterar. Bom, alguém me pode fazer o favor de me indicar a quem me devo dirigir para meter uma cunha? É que apanhei uma multa no mês passado (250€) por ter deixado passar a data de inspecção do meu carro (por dias). Ora se as empresas vão ter tolerâncias... A vida custa a todos!


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E consequências para quem?

Muito má. É assim que o Tribunal de Contas classifica a gestão da Estradas de Portugal e das suas antecessoras na construção da Ponte Europa, em Coimbra, hoje baptizada Rainha Santa Isabel, que a entidade calcula ter tido uma derrapagem de 137 por cento, o que significa mais 41 milhões de euros a somar aos quase 30 milhões estimados inicialmente. in Público

Que a gestão foi muito má já eu sabia. Basta recordar que quando foram unir as duas partes do tabuleiro, elas não estavam ao mesmo nível. Faziam um degrau! E as derrapagens financeiras também eram conhecidas. Não precisamos do TC para disto saber. O que eu gostava mesmo de saber é quem é que vai ser responsabilizado pela incompetência.


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Privatizar a Internet?

No Quintus:
No dia 6 deste mês, terá lugar, no Parlamento Europeu, uma votação que irá afetar diretamente todos os que usam a Internet no espaço europeu, quer como divertimento, jogando online, quer comunicando com outras pessoas, via redes sociais ou blogs, quer informando-se ou participando civicamente nas suas sociedades.
...
A ideia parece ser a de transformar o acesso à Internet numa série espartilhada de pacotes, bem ao jeito dos “pacotes de canais” da televisão por cabo, em que a prazo teremos um pacote para aceder a mail, outro para VoIP, outro a vídeos na Internet, outros para navegar em sites, outro para conversação, outro para jogar online, etc.

Mais informação no Quintus


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Não há coincidências

Câmara de Matosinhos dá terreno a firma que produz o Magalhães
A Câmara de Matosinhos prepara-se para ceder, gratuitamente, uma propriedade municipal de 26 mil metros quadrados à empresa que produz os computadores Magalhães. A JP Sá Couto, instalada em Perafita, quer expandir a fábrica.
via


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Vasco Granja, 1925-2009

Mesmo a preto e branco, era uma alegria quando passava o Rato Mickey.

Na TSF, entrevista reposta com Vasco Granja, conduzida por Carlos Vaz Marques.


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Se vale para uma, vale para a outra

João Miranda no Blasfémias:

"Alguém tem dúvidas de que eram militantes do PCP?", pergunta Vital Moreira

Alguém tem dúvidas que José Sócrates está metido até ao pescoço no caso Freeport?

 


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Sugestão de blog

Think Like Pman
Série a seguir: "Na Era dos Cromelecs"


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Para que serve o Twitter?

Todas as ferramentas são úteis ou inúteis conforme o uso que se lhe dê. Para ilustrar esta banalidade, todos compreenderão que, apesar de ser possível, faz pouco sentido limpar os dentes com uma chave estrela.

No caso do Twitter, há uma certa netiqueta em seguir quem nos segue. O resultado é óbvio: quem tem 5000 seguidores não vai seguramente ler as suas actualizações. E, paralelamente, também esses 5000 seguidores, os quais por sua vez seguem cada um deles uma multidão de outros twitters, não irão ler as nossas actualizações. Fica assim criado um sistema "legal" de spam que para pouco serve.

Pessoalmente, no twiter do fliscorno opto por seguir poucos twitters (sou mal-neticado, escolhendo-os geralmente pela pertinência e pelo uso que lhe dão. Leio-os volta e meia e por vezes encontro coisas interessantes. Já as minhas actualizações são essencialmente a notificação de novos posts e, esporadicamente,comentários à actualidade. Por enquanto é uma utilização básica mas logo se vê como evoluirá.

Os 140 caracteres constituem uma barreira redutora, de facto. Mas é um conceito com utilidade se usado como teaser e fornecendo um URL. E até já dei por mim a constatar que frases deste tamanho são úteis para elaboração de cartoons. Por exemplo, este cartoon sobre a entrevista de Sócrates teve origem na twittagem que fiz da respectiva entrevista.

O twitter permite também uma rápida publicação, o que torna possível comentar uma entrevista em tempo real. Quando foi a entrevista de MLR tentei fazer isso com o blogger mas foi penoso. Com a entrevista de Sócrates usei o Twitter e foi canja.

Portanto, respondendo à questão inicial, o Twitter serve comunicar com um grupo de pessoas numa base de muitos para muitos. No meios convencionais, a comunicação faz-se de um para um ou de um para poucos (telefone, SMS, MSN, chat) e de um para imensos mas só num sentido (rádio, televisão, jornais, blogs). É um misto entre a difusão em que não se conhece a audiência (aqui reside a maior diferença entre Twitter e MSN/afins/chats) e telefone, em que a comunicação é bidireccional.


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Galeria actializada

Nove novas entradas na galeria do blog.


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Rigôr jornalístico

A SIC resolveu ilustrar o faits divers das bebedeiras na Queima das Fitas de Coimbra com duas canecas de litro típicas das... festas da cerveja alemãs. É sempre óptimo observar como o jornalismo de referência aborda os clichês.


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Vital Moreira atingido pelo passado

Vital Moreira atingido pelo passado

a notícia

gracinhas anteriores

O PS sabia bem que esta lamentável atitude poderia acontecer e alguém fez-lhe o enorme favor de criar palco para a vitimização. Uns empurrões e uns palavrões regados com uns borrifos de água foram suficientes para calar a manifestação. Desde ontem que as televisões, com particular destaque para a RTP, parecem seguir um guião bem preparado. Parabéns aos estrategas do PS.


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Confusões entre estado e partido

Em reacção ao uso de imagens ilícito de imagens num tempo de antena do PS, é notória a continuada tentativa de relativizar a situação e de desviar a discussão para assuntos secundários.

De que é que estou a falar?

De se procurar convencer que não há problema algum em usar imagens captadas numa sala de aula para fins diferentes daqueles que foram anunciados. Antes da tropa de elite PS me desmentir, sublinho já que Vitalino Canas admitiu que algumas pessoas não tinha «conhecimento ou a noção exacta do destino» do filme. O que em politiquês se traduz por "foram enganadas".

Segundo as notícias vindas a público em vários órgãos de comunicação social, terá havido:
  • falsas informações sobre os verdadeiros objectivos das filmagens;
  • uso ilícito de imagens recolhidas;
  • envolvimento de pessoas do Ministério da Educação na autorização e/ou de recolha de imagens;
  • tentativas de encontrar bodes expiatórios, como a produtora do filme e a própria escola.
O que diz o Código Civil no que respeita o direito à imagem:
Artigo 79.º
(Direito à imagem)
1- O retrato de uma pessoa não pode ser exposto, reproduzido ou lançado no comércio sem o consentimento dela; depois da morte da pessoa retratada, a autorização compete às pessoas designadas no n.º2 do artigo 71.º, segundo a ordem nele indicada.

2- Não é necessário o consentimento da pessoa retratada quando assim o justifiquem a sua notoriedade, o cargo que desempenhe, exigências de polícia ou de justiça, finalidades científicas, didácticas ou culturais, ou quando a reprodução da imagem vier enquadrada na de lugares públicos, ou na de factos de interesse público ou que hajam decorrido publicamente.

3- O retrato não pode, porém, ser reproduzido, exposto ou lançado no comércio, se do facto resultar prejuízo para a honra, reputação ou simples decoro da pessoa retratada
Ver também:
Art.º 199º do Código Penal - “Gravação ilícita e utilização de gravação ilícita”
Art.º 197º b do Código Penal - “O crime de utilização ser praticado através de meio de comunicação social”

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Passo a seguir a transcrever algumas mistificações que tem sido feitas para relativizar e diminuir esta vergonha.

Nota: o texto em itálico são comentários copiados (comentário daqui e daqui), nalguns casos com correcção básicas que não desvirtuam o conteúdo (exemplo: pontuação e uso de maiúsculas)

Mistificação: Quando atiraram ovos à ministra foram filmados com autorização dos pais. Pode passar no tempo de antena Fenprof.
Falácia: Aqui há ignorância ou má fé. Filmar um acto público não precisa de autorização prévia (ver artigo 2). Já a a restante captura de imagens, como miúdos numa sala de aula, carece de autorização prévia (e obviamente de esclarecimento dos fins a que se destina). Esta linha de argumentação procura criar a ideia de dualidade de atitudes por parte dos pais, conveniente para descredibilizar a indignação que alguns pais manifestaram afirmando sentirem-se «usados».

Mistificação: Uma produtora faz um filme de propaganda a um PC. Vende a quem quiser. Ao governo, aos partidos, à junta de freguesia ou ao sindicato dos professores.
Falácia: Basta notar que um filme de propaganda não se enquadra no ponto 2 do art. 79 para se perceber que a afirmação está errada.Além disso, é muito conveniente o bode expiatório da produtora.

Mistificação: Quando as crianças aparecem nas telenovelas a ganhar alguns eurositos os pais babam-se e ainda pensam, ó abreu olha lá o meu,o meu filho(a) já dá para a gasolina e para vestir.
Falácia: Propositadamente, pretende-se comparar o uso de crianças em trabalho infantil (nas telenovelas) com recolha ilegal de imagens (na sala de aulas). Mais uma achega para descredibilizar os pais que se queixem.

Mistificação: O que é que impede os pais das crianças de processarem o PM?
Falácia:Nada (excepto as custas judiciais, o que não é argumento para ignorar!). Mas há aqui uns aspectos a ter em conta. Primeiro, foi o PM quem ordenou a filmagem? Se sim, a coisa está pior do que se pensava. Se não, não faz sentido processa-lo. E segundo,não deve ser preciso um processo judicial para que as pessoas assumam as consequências dos seus actos.

Mistificação: Neste tempo de antena [link] quem é que autorizou divulgação das imagens do senhor de camisola verde? E das senhoras de bata azul e punho erguido? E da senhora no Multibanco?
Falácia: Na eventualidade de haver ilegalidade no uso das imagens, desde quando é que uma ilegalidade é justificação para que se comenta outra?

Mistificação: «Se mexem muito no assunto ainda dá bronca para a Fenprof. O julgamento é rápido e antecede a investigação, normalmente muito lenta, como convém.»
Falácia: Nesta fase do campeonato já se procura insinuar que é a Fenprof que está a criar um caso quando a verdade é outra.

Mistificação: Várias variantes das teses "Sócrates já pediu desculpa" e «O PS responsabilizou a empresa que captou as imagens.»
Falácia: Pedir desculpas é um acto simbólico que não extingue a necessidade de alguém ser responsabilizado pelo ilícito. Depois há a procura de bodes expiatórios. Mas se uma escola tem que ter autorização do ME para que se façam filmagens, quem autorizou? Quem informou que «o objectivo do ministério era perceber o impacto que o computador Magalhães estava a ter em termos pedagógicos e como estava a ser utilizado pelos alunos»? Quem decidiu usar as imagens recolhidas num tempo de antena do PS?

Entre as declarações públicas feitas, destaco esta pelo cretinismo associado:

Já o director regional de Educação do Alentejo, José Verdasca, rejeita responsabilidades nesta matéria, assegurando não ter feito nenhum contacto com a escola ou com a empresa de audiovisuais Bebop. De acordo com o responsável, a ideia inicial era recolher depoimentos de apenas dois irmãos, cuja família tinha sido informada do objectivo das filmagens.
"Sem se aperceber que o que tinha sido solicitado a essa família tinha outro fim, a escola estendeu o âmbito das filmagens", afirma, adiantando que a direcção regional está a ponderar a instauração de um processo disciplinar ao conselho executivo do agrupamento.
José Verdasca, pessoa cuja existência até agora desconhecia, avança com esta tese mirabolante de a escola não ter percebido o objectivo das filmagens. E vai disto, logo sai a tradicional prepotente ameaça. Claro que esta tese não bate certo com o que é conhecido. Ele mesmo contradiz-se quando fala da «ideia original», demonstrado dela estar a par, e depois negando o seu envolvimento.

Também muito bem observado, Carlos Nunes Lopes escreve:
Se o Secretário-Geral do PS está a enviar uma carta aos pais das crianças de Castelo de Vide, quem deu as moradas ao PS? Foi o Ministério da Educação?O Governo?
Que outra base de dados agrupa os nomes dos pais das crianças da turma de Castelo de Vide?
Se tivesse sido o Primeiro-ministro a pedir as moradas, em até percebia... Agora o Secretário-Geral do PS? Quem deu as moradas? Vá, digam lá.
Em todo este caso é notória a confusão entre o que é estado e o que é partido. Entre quem é Secretário-Geral e quem é Primeiro-Ministro. Entre pedir desculpas e responsabilizar abusos. Hoje em dia fala-se muito em corrupção, sempre associando-a a subornos. Mas este caso é o exemplo acabado da corrupção do dia-a-dia. Alguém com acesso aos meios que o estado lhe confere e que os usa para fins privados.

Para memória futura, aqui ficam algumas peças jornalísticas sobre a questão.

Crianças levadas a mentir para o tempo de antena do PS
Pais e professores desconheciam o verdadeiro objectivo do vídeo sobre as vantagens do 'Magalhães'.
20:00 Quinta-feira, 30 de Abr de 2009 [Expresso]
Professores e pais da escola primária de Castelo de Vide, onde foram filmadas crianças a utilizar o Magalhães para um tempo de antena do PS, estão "indignados" e exigem mais do que um pedido de desculpas do primeiro-ministro. Todos querem saber quem foi o responsável pela "mentira e pelo engano" de que dizem ter sido vítimas.

"Se soubesse que era para um partido não tinha assinado porque a política não é coisa para crianças. Sinto-me enganada porque não foram verdadeiros connosco", revolta-se Cristina Lindo, mãe de uma aluna do 1º ano.

Na carta enviada aos pais pelo conselho executivo do agrupamento, pedindo autorização para a recolha de imagens, nunca é referido o verdadeiro objectivo do filme. "Amanhã, dia 17 de Abril, desloca-se à escola uma equipa de televisão a fim de realizar uma reportagem no âmbito do computador Magalhães", limitava-se a dizer o pedido de autorização.

Na escola, nem as professoras das duas turmas filmadas sabiam a verdade. Laura Cardinho até gravou um depoimento sobre as vantagens pedagógicas do pequeno portátil, pensando que a reportagem tinha sido encomendada pelo Ministério da Educação, tal como lhe foi dito pelo Conselho Executivo e pela própria equipa de filmagens.

"Sinto-me utilizada. Se eu ou a minha colega tivéssemos a mínima suspeita de que era para um tempo de antena, a equipa de filmagens nunca teria sequer entrado na sala de aulas", disse ao Expresso a professora. Laura Cardinho conta ainda como algumas das respostas dadas pelos alunos no tempo de antena, transmitido na RTP no dia 22, foram "conduzidas" pelos entrevistadores. "Queriam que um menino dissesse que fazia muitas pesquisas na Internet com o Magalhães. Aí eu não deixei porque era uma mentira. Nem o menino nem a sala de aula sequer têm Internet", relata a professora.

Perante a polémica, o porta-voz do PS afirmou quarta-feira que o próprio secretário-geral, José Sócrates, já tinha enviado por escrito um pedido formal de desculpas aos pais "das crianças involuntariamente abrangidas" pela recolha de imagens.

Vitalino Canas admitiu que, apesar de todos os depoimentos das crianças terem sido "devidamente autorizados" pelos encarregados de educação, nem todos tinham "conhecimento ou a noção exacta do destino" do filme, o que diz ser "da responsabilidade directa da empresa contratada".

Ao Expresso, o responsável da Bebop, firma a quem o PS encomendou a realização do vídeo, recusou fazer comentários, garantindo apenas não ter recebido, até ao momento, qualquer reclamação por parte de pais ou professores da escola.

Já o director regional de Educação do Alentejo, José Verdasca, rejeita responsabilidades nesta matéria, assegurando não ter feito nenhum contacto com a escola ou com a empresa de audiovisuais Bebop. De acordo com o responsável, a ideia inicial era recolher depoimentos de apenas dois irmãos, cuja família tinha sido informada do objectivo das filmagens.

"Sem se aperceber que o que tinha sido solicitado a essa família tinha outro fim, a escola estendeu o âmbito das filmagens", afirma, adiantando que a direcção regional está a ponderar a instauração de um processo disciplinar ao conselho executivo do agrupamento.

Certo é que as explicações dadas até ao momento não satisfazem pais e professores. "Queremos saber quem foi o responsável por esta mentira", exigem os encarregados de Educação. A professora Laura Cardinho resume: "Não nos chega um pedido de desculpas. Alguém errou e tem de ser responsabilizado por isso".
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Maria de Lurdes Rodrigues garante que imagens não foram responsabilidade do ministério
30 ABR 09 às 17:20 [TSF]
As imagens recolhidas dos alunos de Castelo de Vide que foram usadas num tempo de antena do PS nada têm que ver com o ministério da Educação, garante Maria de Lurdes Rodrigues. Esta situação serve de lição para o futuro, diz a ministra.

Maria de Lurdes Rodrigues recusou por completo qualquer responsabilidade do Ministério da Educação na recolha das imagens das crianças de um a escola de Castelo de Vide, que foram posteriormente usadas num tempo de antena do PS.

Os pais dos alunos alegam que o pedido foi feito pelo ministério da Educação e, nesse sentido, eles assinaram um autorização mas dizem que não foram informados de que as imagens seriam usadas num tempo de antena.

Maria de Lurdes Rodrigues garante, no entanto, que o ministério da Educação nada teve que ver com este caso. A ministra admite falhas e diz que o caso serve de lição apara o futuro.

«A lição que retiramos deste episódio é a necessidade de estarmos mais atentos para estas questões e ao cumprimentos dos procedimentos para continuar a dar a garantia de respeito do direito à protecção de imagem por parte dos nossos alunos», disse a ministra.
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Foi a BEPOP quem fez o tempo de antena para o PS
Produtora nega culpas no caso dos alunos filmados sem autorização dos pais
01.05.2009 - 00h01 Mariana Oliveira [Público]
A BEBOP – Comunicação Audiovisual, Lda., empresa contratada pelo PS para fazer o tempo de antena que passou na RTP no passado dia 22, nega qualquer responsabilidade no caso dos alunos filmados sem autorização dos pais com o portátil Magalhães numa escola de Castelo de Vide.

A exibição destas imagens em horário nobre na RTP1 gerou enorme contestação na comunidade educativa local e levou o PS a atirar as responsabilidades pela situação para a produtora do filme. O tema também esteve ontem em destaque na Assembleia da República, com o Bloco de Esquerda a pedir um inquérito interno do Ministério da Educação ao sucedido.

“Eventualmente por ausência de informação adequada ou de actuação adequada da parte sobretudo da empresa, houve pessoas que participaram no vídeo que não tinham a exacta noção de que as imagens seriam empregues no tempo de antena do PS”, disse anteontem o porta-voz do partido, Vitalino Canas.

Alexandre Reina, sócio-gerente da BEBOP, garante que nunca mentiu a ninguém nem se apresentou na escola como vindo do Ministério da Educação (ME). “Nunca trabalhámos para o Ministério da Educação, como é que diríamos que éramos do Ministério da Educação?”, questiona.

O brasileiro deixou, contudo, muitas outras perguntas sem resposta, nomeadamente, porque é que uma empresa que diz ter “grandes clientes, entre os quais, esporadicamente o PS”, não tem um telefone fixo, nem um “site” na Internet. Também não adiantou quem lhe pagou, por que só tem um empregado e há quanto tempo trabalha para os socialistas.

Ontem, o gabinete de imprensa do PS adiantou apenas que o partido “já assumiu a sua responsabilidade e tirou as suas conclusões”.

A presidente do conselho executivo do Agrupamento de Escolas de Castelo de Vide, Ana Paula Travassos, explicou ontem ao PÚBLICO que foi contactada telefonicamente pela equipa de apoio às escolas em Portalegre e pelos próprios serviços centrais do ME informando-a de umas filmagens que iriam ser realizadas no âmbito do projecto e-escolinhas. O objectivo do ministério era perceber o impacto que o computador Magalhães estava a ter em termos pedagógicos e como estava a ser utilizado pelos alunos.

“Nada mais me foi dito”, garante a presidente do agrupamento a que pertence a escola do primeiro ciclo frequentada pelos alunos filmados. E completa: “Foi com base nesta informação que pedimos autorização aos pais para a realização das filmagens. Nunca imaginámos a utilização posterior das imagens”.

O coordenador da área educativa de Portalegre até acompanhou as gravações, tendo a empresa produtora dado a informação que trabalhava para o ministério, acrescenta Ana Paula Travassos. A professora sente-se revoltada e diz que ainda está à espera de um pedido de desculpa. “O pedido enviado pelo secretário-geral do PS dirige-se aos pais das crianças e a uma professora que estava na sala”, precisa.

Ministra lamenta
A versão contradiz as palavras da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, que ontem excluiu qualquer ligação entre o seu ministério e a gravação realizada. “Lamentamos o ocorrido, o PS já veio pedir desculpa aos pais dos alunos e à própria escola pelo facto de não ter sido inteiramente respeitado o direito à protecção da imagem por parte de crianças”, salientou.

Em Castelo de Vide, “houve um problema de comunicação, que o ME lamenta”. “A lição que retiramos deste episódio é a necessidade de estarmos mais atentos em relação ao respeito à protecção da imagem por parte dos nossos alunos”, frisou.

Os partidos da oposição condenaram ontem a “apropriação de imagens” dos alunos. Numa declaração no Parlamento, a deputada bloquista Ana Drago pede que haja um inquérito interno no ME para apurar responsabilidades e esclarecer que contacto foi feito da parte do ministério para a escola de Castelo de Vide, prestando “uma informação enganosa”.

Para o deputado do PSD, Pedro Duarte, este caso “evidencia duas características que são imagem de marca deste PS: a obsessão pela propaganda, em que vale tudo para ganhar votos, até a utilização não autorizada da imagem de crianças, e o abuso de poder do Governo socialista, próprio de um regime totalitário e não democrático”.

O social-democrata quer que o Governo esclareça “se a recolha de imagens foi requerida ou autorizada pelo Ministério da Educação”, por que motivo as imagens vieram a ser incluídas “num tempo de antena da responsabilidade do PS” e “que atitude pretende o Ministério da Educação tomar” para que seja “reparado o atropelo do PS ao direito de imagem”.

O PÚBLICO também pediu esclarecimentos ao ME mas até agora não os recebeu.
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Computador com vírus e autor com gripe. Como lusos e hispânicos não costumam ligar bem, ando a tomar bagaço português para evitar a gripe mexicana.