ME em baixo
«2 "sites" do ME estão offline desde 6.ª feira.
Afinal não sou apenas eu a ter dificuldades de acesso! Dois sítios do Ministério da Educação estão offline desde sexta-feira (27 de Novembro)...
Deixo-vos aqui com os links para os sítios virtuais que não funcionam:
- Ministério da Educação: http://www.min-edu.pt
- Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação: http://www.gepe.min-edu.pt»
Acabo de confirmar que assim é (são 22h51). Ironicamente, ainda hoje ouvi Sócrates na sua habitual gabarolice falar do plano tecnológico, e segundo a TSF até «lamentou que os portugueses andem tão distraídos com as questões ligadas à inovação e conhecimento». Pelos vistos, esses tais portugueses distraídos são os que andam lá pelo ministério da educação.
Sigam o robalo *

«Nunca recebi presentes do senhor Manuel Godinho. A não ser quando se deslocou a Vinhais e me ofereceu uma caixa de robalos.», Armando Vara, no DN
* título do Daniel Oliveira
As mesmas armas
Que governo é este? Um funcionário Ministério da Educação grava conversas informais de jornalistas
por Kátia Catulo, Publicado em 27 de Novembro de 2009
Durante 13 minutos, as conversas dos jornalistas estiveram a ser gravadas por um funcionário do Ministério da Educação.
Não há aumento de impostos
Sócrates jurou recentemente a pés juntos que não haveria aumento de impostos nos «próximos tempos». Atendendo a que o novo código contributivo, com entrada em vigor em Janeiro, consubstancia um real aumento de impostos para particulares e empresas, só se pode concluir que ele sabia de antemão que o PP iria hoje propor a suspensão deste código contributivo, com a concordância de toda a oposição. Ou então mentiu.
Um mundo pequeno
Sobre esta crónica de Pedro Lomba:
Opinião: Cronologia de um golpe
12.11.2009 - 07:00 Por Pedro Lomba
Acto I. Estamos a 3 de Outubro de 2004 e José Sócrates é eleito líder do PS. A 9 de Outubro, Armando Vara regressa à direcção do partido pela mão de Sócrates. A 20 de Fevereiro de 2005, o PS vence as legislativas com maioria absoluta. A 2 de Agosto de 2005, há mudanças na Caixa Geral de Depósitos: Teixeira dos Santos afasta Vítor Martins e Vara integra o “novo” conselho de administração. A maioria dos membros desse conselho é afecta ao PS.
Avancemos no tempo. Grande plano. No primeiro semestre de 2007, a Caixa financia accionistas hostis ao conselho de administração em funções no BCP.
Cresce o peso do banco do Estado no maior banco privado português. Vara e Santos Ferreira são incluídos em lista concorrente nas eleições para o conselho executivo. O jornais falam no financiamento da Caixa ao empresário Manuel Fino que apoia Santos Ferreira:
«A garantia desses financiamentos é feita em primeira linha com os títulos adquiridos com os fundos emprestados, sendo, nalguns casos, reforçada com outros activos de menor volatilidade.
Estas operações foram aprovadas pelo Conselho Alargado de Crédito da Caixa formado por cinco administradores: Carlos Santos Ferreira, o então CEO, o seu vice, Maldonado Gonelha, Armando Vara, Celeste Cardona e Francisco Bandeira.
[...]
"Este grupo de investidores tem vindo a reforçar a sua presença no BCP, o que lhes têm assegurado uma palavra a dizer no combate que se trava pelo controlo do poder no maior banco privado português. Actualmente, no quadro da assembleia geral de accionistas de 15 de Janeiro, todos eles subscreveram a lista que Santos Ferreira e Vara candidatam ao conselho de administração executivo (CAE). Admite-se ainda que Manuel Fino (que apoia Santos Ferreira) tenha igualmente financiamento da CGD."
A 15 de Janeiro de 2008, Armando Vara é eleito vice-presidente do BCP. Segundo documento divulgado pelo próprio banco ficam a seu cargo os pelouros executivos mais relevantes: (i) Rede Corporate; (ii) Rede Empresas; (iii) Factoring e Leasing; (iv) Marketing de Empresas; (v) Aprovisionamento, Património; (vi) Desinvestimento de Activos; (vii) Fundação BCP; (viii) Millennium Moçambique. Ou seja, Armando Vara coloca-se precisamente no coração dos movimentos de créditos, dívidas, compras e vendas de acções e activos. No centro do fluxo de todos os interesses e todas as influências.
Chegados aqui, com os actores certos nos papéis certos nas duas maiores instituições de crédito nacionais (CGD e BCP), tudo se torna possível. O primeiro golpe foi concluído. Começou então o segundo.
Acto 2. Com as possibilidades que o controlo do BCP oferece, o recém-chegado grupo Ongoing, que entretanto adquirira o Diário Económico e já tinha uma posição no Grupo Impresa (SIC, Expresso, etc), é financiado para novas acções.
Com o grupo Ongoing: José Eduardo Moniz sai da TVI e controla-se a Media Capital, depois de uma tentativa de aquisição pela PT abortada pelo Presidente e pela oposição.
Em Fevereiro de 2009 torna-se possível ajudar o empresário Manuel Fino a aliviar os problemas financeiros (em parte criados pelo reforço da posição no BCP) junto da CGD prestando uma dação em pagamento com acções suas valorizadas cerca de 25% acima do preço de cotação e com opção de recompra a seu favor.
Torna-se também possível ajudar o «amigo Oliveira» a resolver os problemas financeiros do seu grupo de media (Diário de Notícias, TSF, Jornal de Notícias).
Tudo factos do domínio público que muitos a seu tempo denunciaram. Sócrates respondia com a cassete familiar: “Quem tem procurado debilitar os órgãos de supervisão, lançando críticas à sua actuação no BCP, está a fazer 'política baixa'".
Política baixa, diz ele. Estamos perto do fim desta operação bem montada. Sócrates ganhou de novo as eleições. Mas este encadeamento todo precisava de confirmação. Incrivelmente, nas escutas a Armando Vara no caso “Face Oculta” eis que surge a arma do “crime” libertando fumo: "O primeiro-ministro e o ‘vice’ do BCP falaram sobre as dívidas do empresário Joaquim Oliveira, da Global Notícias, bem como sobre a necessidade de encontrar uma solução para o ‘amigo Joaquim’. Uma das soluções abordadas foi a eventual entrada da Ongoing, do empresário Nuno Vasconcellos, no capital do grupo. Para as autoridades, estas conversas poderiam configurar o crime de tráfico de influências."
Escutas nulas, disse o Supremo. Os factos, meus amigos, é que não são.
A 15 de Janeiro de 2008, Armando Vara é eleito vice-presidente do BCP.
foi dito que
Pedro Lomba foi afastado de colunista do Diário Económico sem uma palavra de explicação do director, uns dias depois de ter criticado violentamente a actuação do governo nos negócios dos media. no ABC do PPM
o que é confirmado pelo próprio Pedro Lomba:
A propósito do que li aqui e aqui, confirmo que publiquei esta crónica no Público a 12 de Novembro, quinta-feira e na segunda-feira da semana seguinte, dia 16 de Novembro, a 2 horas de entregar o meu texto pronto para ser publicado na edição de terça do Diário Económico, como sempre fiz desde o princípio de 2008, fui contactado pelo editor de opinião do jornal informando-me de que a minha colaboração era dispensada. Não obstante ter escrito imediatamente ao director do Diário Económico manifestando a minha surpresa por ter sido dispensado sem uma explicação no próprio dia em que iria entregar um artigo, não recebi qualquer resposta.
É mesmo um mundo pequeno.
Direitos. E que tal pensar também nos deveres?
Por cima do meu apartamento há um outro que é arrendado. Ciclicamente, tenho períodos sem vizinho de cima, o que é por regra um descanso, dada a ausência de barulho. E porquê? Porque o vizinho de cima vai muitas vezes de férias? Não, simplesmente porque o inquilino muda entre 2 a 3 vezes por ano. O padrão tem sido: novo inquilino faz contrato e paga uns meses de avanço; deixa de pagar a renda; é despejado; o apartamento fica livre. Há uma franja de população que faz isto regularmente. Uma lista negra de devedores é uma exposição de dados privados? Claro que é. Tão condenável quanto o é o sistemático incumprimento dos deveres. Curiosamente a Associação dos Inquilinos Lisbonenses (a quê?!) «sugere, por contraponto, a elaboração de uma lista de proprietários que, recebendo prontamente as rendas, se recusam a fazer obras, apesar da degradação dos imóveis», como se escreve no Público. As rendas, especialmente as antigas e que correspondem aos prédios que mais obras precisam, são umas migalhas, como é sabido. Mas os senhores desta associação falam em rendas pagas a horas em vez de dizerem rendas pagas a preço de mercado pagas horas. Cada qual defende o seu interesse, é óbvio. Eu que não sou inquilino nem senhorio, não posso deixar de notar que esta associação quer sol na eira e chuva no nabal. É muito giro falar em direitos. Conheço até pessoas que os têm sempre prontos na ponta da língua. É bom é que também não se esqueçam dos deveres. Apesar de tudo, aqui fica o meu agradecimento aos incumpridores, que graças a eles tenho valiosos períodos sem saltos altos a andarem às 7 da manhã no piso de cima.
Mais um
Labels: comunicação social , liberdade
Pedro Lomba foi afastado de colunista do Diário Económico sem uma palavra de explicação do director, uns dias depois de ter criticado violentamente a actuação do governo nos negócios dos media. no ABC do PPM
















