Leituras: outro ponto de vista
«Mas para que serve o poder, se não for utilizado em benefício próprio ou dos próximos ? Ademais o crime de tráfico-de-influência é o maior absurdo jurídico. É uma contradição nos respectivos termos: para que serve ter poder se não for para benefício da "nossa malta", daqueles que ajudaram a conquistar o poder.»
Um comentário de Carneiro no Corta-Fitas. Continuar a ler …
Leituras: «Das janelas da minha escola»
«Venho partilhar convosco, os que não têm o privilégio de ficarem algumas horas numa das tais janelas da minha escola, uma experiência que é muitíssimo hilariante…»
Voice Band para o iPhone
Um software que transforma a voz numa banda musical. Para os impacientes :) aos 5 minutos percebe-se que música é.´
Absolutamente genial.
Instrumentos possíveis: 2 guitarras, sax, 2 sintetizadores e bateria. Também grava a voz. Permite gravar uma música completa, um instrumento de cada vez.
Mais informaçãoLeituras: «Os virtuais»
«Pululam pelos Governos, pelos partidos, pelos institutos públicos, pelas empresas participadas pelo Estado, pelas universidades e pelas autarquias. A sua influência, as suas certezas e o seu poder são inversamente proporcionais à sua experiência da vida real. Caracterizam-se por falarem de programas e investimentos de milhões de euros. A gastar só não parecem empresários porque os empresários a quem o Estado não protege têm de fazer contas. » Helena Matos
Firefox 3.6
Aí está uma nova versão do Firefox. Actualize para tirar partido das novas funcionalidades (algumas, como a navegação privada, inspiradas no Chrome).
Smiley & Blog #8
A ideia é publicar a tira com regularidade mas nem sempre o tempo chega. Que tal subscrever o feed do blog ou receber as actualizações por mail?
Gary Larson: The Far Side Gallery
Já aqui tenho referido os cartoons de Gary Larson. Acho-os uma delícia. Aqui ficam três, de uma aquisição recente (The Far Side Gallery 3).
Ela: Aaaaaa!.. Essa coisa apanhou o meu Gigi!
Ele: Ena, esta forma de conhecer mulheres é mesmo fantástica.
Inadvertidamente, Roy condena todo o planeta ai extermínio
quando, numa tentativa de ser simpático, pegou no líder
deles pela cabeça, abanando-o vigorosamente.
50.000 A.C.: Gak Eisenberg inventa o primeiro e último
apito silencioso para mamutes.
Como é que isto é possível?
Como é que isto é possível? O Estado como garante de direitos está falido. Espero nunca precisar da Justiça.
E a investigação criminal em Portugal, resume-se a escutas?
Bye Bye DVD alugado
Realmente, há qualquer coisa com a malta dos videoclubes. Agora apetecia-me citar o ministro da economia e falar dos empresários da palha mas passo à frente.
Veja-se a tal associação de clubes de vídeo que afirmava que, desde 2004, têm caído os alugueres de vídeos nos videoclubes devido à internet flatrate quando nessa altura nada mais havia do que uma ligação em modem a passo caracol.
Independentemente da pirataria, o negócio de aluguer de filmes em formato DVD está para desaparecer a breve trecho pela mesma razão que o negócio de aluguer de filmes em VHS foi extinto quando o DVD se massificou: o meio de distribuição mudou. Quem teimar em encontrar outras desculpas para as suas maleitas apenas está a assinar a sua morte económica.
Leituras
12º Ano no Novas Oportunidades – um caso real, por Cristina Ribas. Como se diz num vídeo humorístico, há muito Doutor por aí, eles é que não sabem.
Leituras
comparações úteis para se fazer demagogia em milhares de milhões de euros, por José Aguiar
A - 4,2 mil milhões de euros - "empréstimo" da Caixa ao BPN
B - 7 mil milhões - Reconstruir o Haiti
A agenda mediática dos clubes de vídeo
O título deste post pode parecer estranho mas as sucessivas notícias na comunicação social o parecem confirmar: há uma agenda mediática dos clubes de vídeo.
- 27-04-2009: No Fórum TSF um representante de uma qualquer associação de clubes de vídeo (!) afirmava que, desde 2004, têm caído os alugueres de vídeos nos videoclubes devido à internet flatrate. Que delírio. Em 2004 havia ligação em modem e descarregar uma foto demorada uma eternidade;
- Novembro 2009: O Expresso noticia a crise dos clubes de vídeo;
- 16-01-2009: O Expresso voltar a noticiar a crise dos clubes de vídeo.
O que eu gostava mesmo era de saber a opinião destes senhores e do Expresso, já agora, sobre este vídeo execrável, patrocinado pelo Ministério da Cultura (logo com os nossos impostos!), que tem aparecido em vários DVD que comprei, sendo das primeiras coisas mostradas ao inserir o disco no leitor, sem se ter hipótese de o saltar nem de avançar em fast forward.
Cartão universitário para iniciados
Quem passou pela universidade na última década viu os bancos chegarem às universidades com o cartão de estudante. Agora vemos isso acontecer novamente com o cartão de estudante mas no básico e secundário. Com um pequeno detalhe: a fidelização de mercado para a banca é feita com 18 milhões de euros do dinheiro dos contribuintes. Depois dizem para aí que o défice e tal… e que é preciso cortar ali e acolá.
Depois há um outro aspecto: e o dinheiro que as escolas (novamente, onde entra o contribuinte a pagar) gastaram no anterior sistema de cartões?! Planeia-se em cima do joelho, é? Depois dizem para aí que o défice e tal… e que é preciso cortar ali e acolá.
E claro, para terminar, há a acção do Estado a mudar as regras do jogo e a lixar as empresas que já haviam investido no mercado. Mas quanto a isso haverá solução: algum Manuel Pinho de serviço salvará essas empresas da falência, assim numa acção de comercial de serviço do governo.
PS: o ME continua a não perceber que não pode ser uma medusa centralizadora. Os pagamentos que antes eram feitos à escola e que faziam parte do fundo de maneio desta, passam agora primeiro por uma conta do ME e só depois vão para a escola. Conhecendo as tradições de mau pagador do Estado, antevê-se no que isto vai dar: mais uns quantos a não receberem o dinheiro a horas, que não pagarão aos fornecedores a horas, os quais terão mais problemas de tesouraria.
Coisas de La Palice
Quem não foi a entrevistas, obviamente que não irá a almoços. Por mim, encerro o capítulo das dúvidas.
Balanço audiências 2009: 6.6k/mês
Em termos de audiência deste blog, o ano de 2009 situou-se no patamar das 6.6 mil visitas únicas por mês, correspondendo a um aumento de 50% relativamente a 2008. Sem falsas modéstias, é gratificante constatar que um número crescente de leitores aprecia o que por aqui se vai fazendo. Obrigado a todos.
Leituras
Gastos em Comunicação – como estoirar dinheiro em publicações informativas propagandísticas.
Apesar de tudo tão simplex e onlinenisado, nada como em bela foto do xô plesidente, a cores e em papel couché, na caixa de correio em véspera de eleições.
Controlo de custos educativos
Nicolau Santos aborda a questão do ponto de vista monetário. Mais uma opinião para cimentar a tese de nunca ter estado em causa promover a qualidade do ensino pela avaliação dos professores; apenas controlo de custos.
Mas já que o cronista se preocupa com o dinheiro dos contribuintes, também podia ter ter falar disto:
É que sendo claro o objectivo financeiro da avaliação dos professores e havendo cerca de 150 mil professores, só neste item está em causa o equivalente a uma poupança de 2 mil euros por professor. Bom, isto já para não falar de terceira ponte sobre o Tejo, aeroportos (Beja e Alcochete) e TGV. Ou do BPN e do BPP. E das empresas salvas que faliram. E das minas de Aljustrel. E por aí fora.
Esperam não ter de chamar “cobardolas” ao Magalhães
Sem dúvida que o CC está sob fogo. Há quem ache que isso é positivo por lhes dar audiências. A mim parece-me que se fará luz. Especialmente depois de Rodrigo Adão da Fonseca e Rui Tabosa terem convidado o Abrantes e o Magalhães para almoço.
Depois de Magalhães ter chamado "cobardolas" ao Tabosa e depois de RAF escrever "Espero não ter de chamar “cobardolas” ao Magalhães por ter medo de comparecer", ou há almoço e os autores das teorias da conspiração (eu incluído) terão de retractar-se ou os convidados não aparecem e fica mais do que provado que o CC não passa de um blog anónimo dos assessores do governo.
Operação Aurora: deixe de usar o Internet Explorer
Operação "Aurora"
Vem este assunto a propósito do recente ataque a mais de 30 empresas americanas, incluindo a Google, a Adobe e a Juniper Networks. O ataque ocorreu na época natalícia, possivelmente para minimizar as possibilidades de detecção e recorreu a uma nova falha de segurança no IE, como descreve a McAfee, ainda não conhecida publicamente. Os intrusos ganharam acesso às organizações em causa lançando ataques a muito personalizados a uma ou a um restrito grupo de pessoas com acesso a informação sensível. Estas pessoas foram o ponto de acesso ao material que se pretendia roubar: propriedade intelectual.
"Aurora" é nome como está a ser conhecido este ataque e resulta da análise feita pela McAfee. Investigando o código binário do "malware", a McAfee descobriu que a palavra "Aurora" fazia parte do "filepath" (localização no disco) da máquina atacante. O "filepath" pode ser inserido pelos compiladores de código para ajudar à correcção de erros de software (debug) e para indicar onde o código fonte está localizado na máquina do programador. A MCafee acha que "Aurora" foi o nome interno que o(s) atacante(s) deu(deram) à operação.
Novo patamar
Até agora temos visto ataques para obter informação bancária. Com o presente ataque, é a propriedade intelectual o que está em causa, o que coloca a guerra virtual noutro patamar. Quando a actual tendência é tudo estar ligado, é altura das empresas de software pensarem seriamente mais nas questões de segurança do que nos "press release". Começar por não lançar no mercado software mal testado, numa estratégia comercial de antecipação, é um bom começo.
Leituras:
- Operation “Aurora” Hit Google, Others
- Should you dump Internet Explorer, NOW?
- German government warns against using MS Explorer
- Microsoft says Google was hacked with IE zero-day
- A new approach to China
Adenda:
Segundo o i, a França está a fazer a mesma recomendação.
Smile & Blog: novo blog
Comecei por publicar aqui a sequência de tiras Smile & Blog. Mas como estas têm uma linha condutora e a publicação intercalada de outros posts quebra a sequência, passo a publicar-las num blog à parte: http://smileyandblog.blogspot.com
Aqui fica o convite para visitar o novo espaço da tira.
6 meses sempre é mais do que 4 dias
Se uma secretária tem direito a um louvor no Diário da República por 4 dias de trabalho, não o terá também um primeiro-ministro de Portugal mesmo que o tenha sido durante 6 meses?
ACTUALIZAÇÃO
Ao passar pelo 4R dei com uma discussão que envolve (mais) um post magalhono-abrantino e uma surpreendente troca de comentários. Num em particular vem o link para uma nomeação de 2005 onde a secretária em causa havia sido nomeada:
Conclui-se que a redacção do despacho dos 4 dias constitui uma peça de incompetência ao misturar alhos com bugalhos (um louvor a quatro anos de trabalho com uma exoneração após 4 dias de serviço).
Uma nota adicional quanto à forma como tudo foi esclarecido. Estamos perante informação pública mas inacessível a quem não saber o que procurar. Estarão Carlos Santos e Pacheco Pereira certos?
Quem é que disse que o Estado é pessoa de bem?
Confrontado com o não pagamento no corrente mês de Janeiro do montante referente ao suplemento instituído pelo DL 485/99, de 11 de Novembro, o SFJ contactou a DGAJ, tendo obtido a informação – do Senhor Director-geral e da Sra. Subdirectora-geral responsável pela área – que tal facto se deveu a opção gestionária, motivada pelo facto de a não aprovação do OE 2010 acarretar uma gestão de todos os serviços do Estado num regime de duodécimos do orçamento de 2009. Nestes termos, a DGAJ efectuará o pagamento dos onze meses de suplemento a partir do próximo mês de Fevereiro.
Embora não contestando a legalidade de tal medida, o SFJ não deixa todavia de considerar que a forma como foi feita, revela alguma desconsideração para com os funcionários de justiça, uma vez que não foi feita, como entendemos que deveria ter sido, um nota informativa prévia, não bastando a simples menção como a que se encontra aposta nos recibos de vencimento.
Esta posição foi devidamente comunicada e será reforçada na próxima reunião a realizar com a nova equipa dirigente da DGAJ." no SFJ
Basicamente, uma catrafada de gente (os funcionários judiciais) vai receber menos 10% de salário. Deve dar para um BMW ministerial novo.
Portugal actualizado - novamente
Labels: gracinha , parvoíce , transportes

O ministro das Obras Públicas, António Mendonça, disse hoje que o sector do turismo pode beneficiar “bastante” com a introdução do TGV e que Lisboa pode mesmo vir a “transformar-se na praia de Madrid”, informa a TSF. no i
Já agora, a transcrição que a TSF faz do áudio é consideravelmente diferente das declarações do ministro. Grande rigor senhor jornalista.
Escreve o jornalista:
«Quando o comboio foi introduzido no século XIX, as carroças a cavaclos (sic) cairam (sic) e se calhar na altura os agentes económicos que estavam ligados à exploração de carroças ficaram extremamente tristes, bem como todas as indústrias associadas a esta actividade», exemplificou o ministro.
Mas disse o ministro:
«Quando o comboio foi introduzido no século XIX, provavelmente as carroças que eram puxadas a cavalos caíram e se calhar na altura os agentes económicos que estavam ligados à exploração das carroças e que levavam as pessoas ficaram extremamente tristes. E todas as industrias que estavam associadas, a industria da palha por exemplo. Reparem, os industriais que estavam preocupados com o abastecimento da palha para os cavalos ficaram preocupadíssimos porque de facto a sua industria caiu.»
Como? Nós tivemos ou temos uma industria da palha?! É capaz de ter razão o ministro mas errou no serviço, já que me parece que é o catering de alguns ministérios o serviço em causa.
Eu bem tento fugir ao tema da parvoíce política mas esta teima em me atropelar.
Mais uns que se juntaram à campanha negra
O nosso querido PM ficou irritadíssimo com o recente estudo do BPI onde se demonstra que o sector público já deve o equivalente à totalidade do nosso PIB. Bramou contra esses infames banqueiros causadores da actual crise, como se num rebanho todas as ovelhas fossem negras. Por acaso, possivelmente mesmo por acaso, este estudo não veio dos falidos BPN ou BPP. Nem do BCP do amigo Vara nem do BES do amigo Pinho. Veio de alguém que ousou passar por cima da propaganda oficial e isso é inaceitável. Mais uns que se juntaram à campanha negra.
Notícias de aparência
«No que respeita às grandes obras públicas, como o TGV, o novo aeroporto da região de Lisboa e as auto-estradas, ela (sic) parece não ser impedimento, pois o seu financiamento passa em larga medida por empresas públicas, em parceira com privados.» no Público
O Público especializou-se agora em notícias de aparência?! Quanto às parcerias com privados, vejamos, são agora os privados instituições de beneficência? Que eu saiba, o Estado tem que continuar a meter dinheiro nestas parecerias, tanto no início da obra como durante a vida da obra. Haja decoro.
Dança das cadeiras: quem assessora quem
Fiquei curioso quanto a esta dança de cadeiras pelo que fui ao Diário da República (2ªa série — N.º 235 — 4 de Dezembro de 2009) ver o que por lá se passa. É um maná de despachos a nomear a malta da comunicação social para cargos assessoria.
| Sílvia Simões Esteves | Funções de adjunta do meu [de José Sócrates] Gabinete Nota: exonerada 4 dias depois para ir exercer «outras funções públicas». Diz o Expresso que vão para o gabinete de Almeida Ribeiro, secretário de Estado-adjunto (cf Despacho n.º 26384/2009). Isto é alguma forma nova de contratação na função Pública? | Requisição feita à empresa |
| Paula Alexandre Cunha Coelho Ferreira | Funções de secretária pessoal do meu [de José Sócrates] Gabinete Destacada para o gabinete de Almeida Ribeiro, secretário de Estado-adjunto (cf Despacho n.º 26385/2009) |
E já agora mais umas nomeações que achei giras (lista completa aqui).
| Cátia Teresa Silva de Pina e Silva | Funções de adjunta | Requisição feita à empresa Sic Notícias - Lisboa TV, Informação |
| José Pedro Barbosa | Director do Gabinete para os Meios de Comunicação Social, cargo de direcção superior de 1.º grau Renovação (cf despacho n.º 28646/2008, de 3 de Novembro, que inclui o CV do nomeado) | CV: essencialmente, advogado; cargos de nomeação política; docente na ESTC; Assessor jurídico principal da Autoridade Florestal Nacional, desde 1986, período em que se sobrepõem as funções de Vogal do conselho directivo do Instituto Florestal (de Maio de 1993 a Maio de 1995) |
| Ana Margarida da Conceição Valada | Assessoria de imprensa no meu [de Silva Pereira] Gabinete | Professora do quadro de pessoal de nomeação definitiva da Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho, |
E agora, os profs.
Não sei se os problemas ficaram resolvidos. Mário Nogueira diz que sim. Para ser franco, perdi o fio à meada. Desinteressei-me por perceber que nunca esteve em causa efectivamente avaliar os professores mas sim introduzir mecanismos de redução salarial. Perdeu a anterior equipa educativa, o primeiro ministro e a escola pública. Esta, então, perdeu muito, ao nível da credibilidade. Com o objectivos de conseguir implementar a redução dos gastos com o pessoal docente, o governo anterior não hesitou na destruição da imagem de uma classe profissional, o que foi feito com a conivência de muitos dos nossos fazedores de opinião. Os mesmos que agora disfarçadamente engolem o sapo e já não vêm luz na equipa de Maria de Lurdes Rodrigues.
Dou-me ao trabalho ou não?
Bem, vamos lá a isso.
Os homossexuais já se podem casar (se a lei for constitucional). Pouco me importa isso, se bem que ache ridículo que esses grupos que se acham tão modernos estejam tão obcecados em querer algo tão conservador. Se a questão era mesmo da ordem dos direitos conjugais (heranças e demais), não era preciso um casamento, pois não? Bastaria rever essa lei das uniões de facto. O que até era bom, pois essa lei, na sua última formulação, até foi bem para além do aceitável ao tornar quase igual uma união de facto a um casamento. É que, note-se, que quisesse os direitos e os deveres de um casamento já se podia... casar! O upgrade das uniões de facto é a concretização do Estado meter o nariz na vida privada das pessoas!
Vem este preâmbulo para ir ao que verdadeiramente importa. É que temos um governo há cerca de 3 meses e ainda nem uma proposta de orçamento foi apresentada. Esta é que é a realidade. Discute-se folclore social antes de resolver os problemas. Como disse, pouco me importa que os homossexuais se casem. Agora o que não compreendo nem aceito é que este tema tenha prioridade sobre a apresentação do Orçamento de Estado para o ano que já está em curso. Haja prioridades!
PC tablet de agora e futuros
Vai por aí um sururu (ver notícia no i e no Público) quanto aos "tablet PC" (como se traduzirá isto?), com Apple iTablet (ou talvez se chame iSlate), com HP slate PC (ainda sem nome) e sem esquecer o interessante e já existente Asus Eee PC T91 (465,30 €), pelo que se antevê aqui uma possível área de aposta comercial para o próximo Natal.
Com uma ou outra nuance, a grande diferença para o PC normal está no potencial de novas formas de interagir com o computador que o incluído ecrã táctil proporciona.
Mas para mim, o entusiasmo vai mesmo para a possibilidade de desenhar e trabalhar as fotografias directamente no ecrã. E neste aspecto, o gadget que me alicia mesmo é este:
O Wacom Cintiq 21UX é em simultâneo um monitor de 21 polegadas e uma mesa digitalizadora. Desenha-se directamente na imagem, como se fosse papel. Tem é 2,129 enormes inconvenientes: o preço! Mas há o irmão (Wacom Cintiq 12WX) mais modesto nas performances e no preço (1,149€, 999 dólares nos states!!!) que também tem os seus encantos:
É também uma questão de esperar um ano que isto baixe para metade do preço :)
Quando sairá o Apple iTablet?
Segundo o WSJ, o Apple iTablet será lançado em Março:
Apple to Ship Tablet Device in March
Daqui a três meses? Quando ainda nem as especificações são conhecidas? Certo... Estamos mesmo na onda do vaporware.
Concorra a uma das bolsas de investigação: 1 ano + 2
Esclarecimento adicional:
O quê?
- 1 ano; 1 ano, RENOVÁVEL por mais 2... é boa oportunidade para desenvolver doutoramento.
- Second Life Grid e OpenSimulator;
- orientação por Leonel Caseiro Morgado (UTAD);
- Mestrado em Informática;
- € 980 / mês;
- inscrições até 7 de Janeiro de 2010.
Como?
Divulgue.
Saiba quando acaba a década: 2009 ou 2010?
Já com a passagem de século foi a mesma coisa. Chegou-se a 31 de Dezembro de 1999 e festejou-se a passagem de milénio. E agora, chegámos a 2009 e lá vêm as habituais resenhas da década. Não devo errar afirmando que todos os media as fizeram (os que leio fizeram-na), pelo que este artigo do i é apenas mais um.
Eu sei que é um preciosismo e que estas coisas da exactidão não para levar a sério. Ou se calhar são e eu estou a dar tanga. Mas a década só termina a 31 de Dezembro de 2010. Tal como o século e o milénio só terminaram a 31 de Dezembro de 2000. Como aqui podem confirmar, de resto.
Mas há uma nuance: pode-se falar dos anos 60, por exemplo, referindo-se ao período de 1960 a 1969. No entanto, a década de 60 do século XX corresponde aos anos 1961 a 1970. A culpa é do Sr. Dionysius Exiguus:
When Dionysius Exiguus computed the date of Christ's birth in the Middle Ages, he named the year of the Nativity 1 A.D., and stated that Jesus' birthdate was December 25 of that year. The year immediately before this was the year 1 B.C. Whether from mathematical ignorance or design, he did not include a year zero. daqui
O Sr. Dionysius Exiguus não aparentou ter grandes apetências pela matemática mas não temos que lhe seguir as pegadas. Até porque temos um delicioso Plano de Matemática que tão boas parangonas proporcionou.
Novo blog: Cortex Frontal
Joana Amaral Dias e José Medeiros Ferreira têm um novo blog: o Cortex Frontal. Optaram por não aceitar comentários dos leitores e, neste sentido, é mais um espaço de opinião do que um blog. Bem vindos.
Apple iTablet (ou iSlate?)
Um produto que ainda não existe no mercado e cujo nome também não é conhecido:
- Preço: inferior a $1000 USD.
- Ecrã: 10 polegadas, multi-zona
- Inclui: vídeo conferência, ligação móvel, gráficos 3D e teclado virtual
- Parece um Kindle multimédia, portanto
Isto parece o tempo do Microsoft Vaporware mas atendendo ao estrondoso sucesso do iPhone, não surpreende a imensidão de rumores sobre o produto.
Já agora, o meu dispositivo ideal teria estas características:
- teclado completo (eventualmente separado da prancha) para uma escrita confortável;
- captação de foto, vídeo e som incluídas;
- Wi-Fi e Internet móvel incluídas;
- ecrã sensível ao toque que nele permita desenhar directamente com uma caneta;
- capacidade de processamento equivalente a um computador de gama média actual;
- flexível (que possa ser dobrado como um caderno).
Isto é, no fundo, o que muitos portáteis já oferecem mas num formato mais conveniente. Especialmente considerando a questão do ecrã.
fontes:
- aqui, aqui e aqui. via memoria virtual
- e aqui também
Sim, e "eles"?
Em França, o download ilegal já pode ser punido com corte da internet
Eu compro DVD. É aceitável levar com a trampa do clip anti-pirataria antes de poder ver o filme que paguei?
Em serviço mínimo...
... que por aqui se entrou no ano de molho. Mas está tudo controlado, muito graças aos conselhos da Linha Saúde 24: avinha-te, abifa-te e abafa-te.
Republico a seguir um texto em jeito de balanço, em sintonia com a moda da semana passada.
Consumidor universal
Publicado em segunda-feira, 24 de Setembro de 2007
A democracia, que já vinha da Grécia Antiga? A liberdade de expressão, tão cara a Gutenberg? O conhecimento, a arte, a saúde, a ciência? Sim, todos estes domínios, e outros, tiveram expansão considerável no passado século.
Mas é o estatuto de consumidor a mais abrangente das características que nos passaram a definir. Dificilmente alguém consegue deixar de o ser, passou a ter enquadramento com direitos e deveres e estabelece, em elevado grau, a interdependência entre todos.
Enquanto que séculos a trás ninguém se surpreenderia perante uma existência de auto-subsistência, hoje até este termo tem conotação negativa, equivalendo a insucesso na vida. É impensável viver-se sem dinheiro, sem o meio de trocar a capacidade produtiva de cada um de nós por parte da produção de outrem. Ser-se universalmente consumidor foi a maior mudança que o século XX nos trouxe.
















