a política na vertente de cartaz de campanha

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Um folhetim no valor de 30,264 € / ano

A deputada Medeiros classificou como um folhetim a polémica das viagens Lisboa-Paris-Lisboa que ela quer que a AR lhe pague.

Ora bem, 52 semanas ano e voos de ida e volta a Paris a 582 € dá uma despesa extraordinária de 30,264 € / ano. Ou de 121,056 € / legislatura.

Para a deputada Medeiros é um folhetim. Para mim é uma pipa de dinheiro e que nos sai a todos do bolso. Diz a deputada «Nada pedi». Quem disse então «Eu é que não as pago»?

Demita-se, se se acha assim tão prejudicada.



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Mais vale rir – 57

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A senhora da foto teve uma dessas casas da Câmara pela módica quantia de 146€. Mas parece que ganhava uma miséria. E não, não é a mentira do dia.

(republicações, diariamente às 12h30, de bonecada antiga)


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As viagens dela na minha terra

 

A deputada Inês de Medeiros foi eleita pelo circulo de Lisboa mas diz que vive em Paris, pelo que pretende que a Assembleia da República lhe pague os voos Lisboa-Paris-Lisboa. Queixa-se de descriminação face aos outros deputados. Não vejo onde está o problema. Basta sua excelência mudar a residência para o circulo eleitoral que a elegeu para não ser descriminada e ter o mesmo apoio dos outros deputados. Não lhe sendo conveniente residir no círculo eleitoral que a elegeu, pode sempre abdicar a favor de um suplente desse círculo e eleitoral ou, ainda melhor, pode o lugar ficar vago poupando-se dinheiro ao Estado. Onde é que está a complicação?



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Mais vale rir – 56

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A ASAE, novamente em grande. A minha fonte garantiu-me que a causa foi a cor das facas.


(republicações, diariamente às 12h30, de bonecada antiga)


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Directores & Portas

Paulo Portas foi a estrela do Prós & Contras. Na primeira parte teve o dobro do tempo dos outros convidados. Na segunda parte não cronometrei mas parece-me que também esteve em destaque.

Do lado dos professores e como bem sublinha Paulo Guinote, nem um professor no activo falou. Apenas os directores. Curiosamente todos os outros "parceiros sociais" tiveram tempo de antena, alunos, funcionários e directores.


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Prós e...?

22h47, vamos lá ver o que isto dá. O ME não se fez representar (vamos ver que falará pelos pais…), sorte do Paulo Portas (PP) que entra logo a abrir. Reportagem. PP diz que o professor deve mandar na escola. O caso do professor agredido pela família de um aluno e que hoje tem um processo.

22h56 Nuno Crato (NC). A autoridade não é de esquerda nem de direita. É impossível a aprendizagem facilitada sem disciplina. São os profs que devem mandar, dentro de regras gerais. As escolas devem decidir.

23h01 Helena Matos (HM). O caso do professor que se suicidou e a acta que não tem referências à violência. Não existe autoridade. Quem a pode exercer não a exerce. A linguagem do eduquês por parte do ME: comportamentos disruptivos; e tal. Comparação com a inverdade, coisa que não existe: ou é mentira ou verdade. O ME trata de questões laborais (em oposição a questões educativas). É um empregador. Há gente no ME que há muito tempo que não sabe o que é dar uma aula e que coloca os seus filhos no particular.

23h08 António Gouveia (AG). Professor, director de uma escola no Cacém. Responde a HM, que além do conselho de turma que não relatou os factos em acta, também há outros responsáveis no ME e no Estatuto do Aluno (EA). Responde a NC: um acto de indisciplina na sala ocorre uma vez mas não se repete. NC lembra que não é bem assim com o actual estatuto do aluno. Fátima Campos (FC) toma partido, dizendo que os alunos indisciplinados sabem que podem ser apanhados. AG sublinha que a escola do professor que se suicidou devia ter actuado (face às 7 participações) e não o fez.

23h15 PP. Já deu razão a NC por duas vezes. PP lembra-se de todos os profs que o fizeram como ele é. A realização foca risos na audiência. FC volta a tomar partido, agora porque existem programas alternativos. PP fala do EA que não distingue as faltas justificadas das injustificadas.

23h20 Voz à assistência. Francisco Vitorino (FV), Escola Marques Castilho, Águeda. A autoridade já vem de fora, dos pais. Se os alunos vêm com hábito de não reconhecer a autoridade, na escola fazem o mesmo. FC diz que os profs podem aplicar o EA. FV diz que isso implica muita burocracia. FC toma partido concordando. FC sugere que o exercício da autoridade também implica o professor, que a tem que exercer. FV concorda mas não pega na deixa. FC volta a sugerir uma linha de argumentação, falando dos pais que não respeitam a autoridade. FV concorda e FC corta-lhe a palavra.

23h25 Maria José Viseu (MJV), Presidente da CNIPE. O problema social dos pais que têm que levar para casa o salário. O grande problema do EA é que este não cria protecção de aluno para aluno.

23h28 Maria João Alves (MJA). directora do agrupamento de escolas de Almodôvar. Disserta sobre para educar uma criança é preciso uma aldeia. A educação é mais do que instrução. É a família, que não pode estar em campos opostos. FC pergunta como é que se puxa a família para a escola. Ela tem directores de turma que se deslocam a casa dos pais. A 40Km de distância. Os seus professores conversam com os pais usando os telemóveis pessoais. Os pais e mães vão a cada de MJA.

23h33 Eduardo Fernandes (EF) Plataforma de Estudantes. (Não consegui apanhar o que EF disse)

23h34 Albino Almeida (AA), CONFAP. Não responde a FC. Pega na cassete. Lê discurso. Não aceita ser interrompido. Hierarquização de responsabilidades. A família é a primeira responsável pela criança. FC pergunta o que fazer quando um pai vai agredir o prof à escola. AA responde falando do regulamento interno da escola. AA não aceita que lhe tirem o pio. Palmas.

23h39 Américo Baptista (AB), psicólogo clínico. Divaga sobre o mito do séc. XX em que amor e carinho bastava para educar as crianças, o que levou a perda de autoridade dos professores. Fala da necessidade de também memorizar quando se estuda. São precisas regras claras para a disciplina nas aulas.

23h43 Intervalo.

Termino aqui o relato de futebol, ups quero dizer, do Prós & Contras.

Tempos de participação

Participante Tempo    
Reportagem de introdução e Paulo Portas 00:09:00 Convidado Deputado, líder do PP
Helena Matos 00:07:00 Convidado Jornalista
António Gouveia 00:07:00 Convidado Professor, director de uma escola no Cacém.
Francisco Vitorino 00:05:00 Assistência Director da Escola Marques Castilho, Águeda
Paulo Portas 00:05:00 Convidado  
Maria João Alves 00:05:00 Assistência Directora do agrupamento de escolas de Almodôvar
Albino Almeida 00:05:00 Assistência CONFAP
Nuno Crato 00:05:00 Convidado Matemático
Américo Baptista 00:04:00 Assistência Psicólogo clínico
Maria José Viseu 00:03:00 Assistência Presidente da CNIPE
Eduardo Fernandes 00:01:00 Assistência Plataforma de Estudantes


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Expliquem-me, que ando lerdo

Escapa-me a razão do estado ter

1. dois canais de televisão;
2. três rádios;
3. uma agência noticiosa.

Especialmente quando 19 outras empresas com participação estatal estão à venda.



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Mais vale rir – 55

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Sobre os exames do secundário, os quais (oficialmente) não foram facílimos.

(republicações, diariamente às 12h30, de bonecada antiga, hoje com atraso)


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Ach Portugal!

Lisboa sem hora certaHans Magnus Enzensberger, poeta, ensaísta, tradutor, escritor e editor alemão, disserta no seu livro "Ach Europa!" (*) sobre sete países europeus, Portugal incluído. Escreve na página 182 e seguinte (numa tradução livre):

«Há muitas assincronias no nosso mundo. Porque é que há apenas linhas isotérmicas e isobáricas? Seria muito mais interessante encontrar linhas em que se poderia ver que zona temporal estaríamos a passar quando viajamos. Linhas que mostrariam as brechas da história. Poder-se-iam chamar "linhas isocrónicas". Vamos supor que o leitor e eu viveríamos de facto no ano de 1986 - um pressuposto audaz! - e iríamos visitar uma pequena cidade perto de Berlim. Talvez nos parecesse que estivéssemos no ano de 1958. Uma colónia no Amazonas podia-se datar como sendo de 1935 e uma mosteiro do Nepal como sendo da época napoleónica. Num mapa assim, grande parte de Portugal seriam ilhas temporais. (…) Em Portugal pode acontecer-lhe ainda hoje que um fornecedor lhe escreva uma carta e que assine com as palavras "Com a maior consideração", "De V. Ex.ª", "Atto. Ven.dor" e "Ob.gdo". Repare também nos relógios. Nos muitos relógios nas torres, nos mercados, nas esquinas das lojas. Eles vêm de uma altura em que o relógio era algo raro, precioso. Apenas farmacêuticos, directores e juízes teriam dinheiro suficiente para ter o seu próprio relógio. Vai verificar que todos estes relógios públicos não estão certos. Melhor dizendo, estão parados. Ninguém lhes dá corda.»

Ontem na SIC, no Jornal da tarde, foi notícia o relógio da Rua Augusta que se encontra parado há alguns anos. Veio-me à memória esta ilha temporal em que vivemos, pela qual passam as tempestades da formação profissional, do choque tecnológico e do Simplex sem que enraizados hábitos sofram um abanão.

* Edições: alemão, inglês, espanhol. Primeira edição: 1987 (alemão).



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Um relato do actual antigo tempo

Avançar Portugal

(…) Durante a viagem, o comboio mal conseguia circular devido à enorme afluência de gente vinda de todos os cantos do concelho, e que queria ver e cumprimentar o Senhor Primeiro-Ministro. Algumas senhoras chegaram a desmaiar com a emoção. Numa das paragens o Senhor Ministro do Fomento deu vários autógrafos a bandos de crianças que por ali andavam. Todas queriam ser a primeira a receber o precioso papelinho com a chancela do Senhor Ministro. (…)



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Apague os pixéis do seu blog e salve o planeta (e quiçá Portugal também), bis

Apague os pixéis do seu blog e salve o planeta (e quiçá Portugal também) Para compensar o não uso de electricidade, cuja produção liberta muito CO2, os aderentes à iniciativa acenderam velas que, como é sabido, consomem CO2.

Podiam, no entanto, ter usado esta imagem.



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Mais vale rir – 53

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Mais uma lei parva de então sobre o estabelecimento de um sistema de créditos no divórcio.
(republicações, diariamente às 12h30, de bonecada antiga)


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Apague os pixéis do seu blog e salve o planeta (e quiçá Portugal também)

use esta imagem para poupar energia

Hora do planeta já começou na Ásia, para lutar contra as alterações climáticas

 

Parece que pelo globo fora algumas luzes foram apagadas, não em solidariedade com a nossa que não brilha o fundo do túnel, mas para – dizem - lutar contra o clima que se porta com rebeldia. Porque a iniciativa me parece parva, especialmente devido aos distúrbios que estas brincadeiras causam  no sistema de produção e de distribuição - pior a ementa do que o cimento – tenho uma alternativa. A imagem supra apresenta uma mancha gráfica negra bem superior à mediana de claridade deste blog, o que contribui para baixar o respectivo consumo energético. Apago pixéis em vez de apagar as luzes.



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Mais vale rir – 52

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O edifício educativo em chamas. Reacendidas agora, ironicamente.

(republicações, diariamente às 12h30, de bonecada antiga)



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O outro partido socialista

Então o outro partido socialista tem novo líder. Sorte da direita que continua só.



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Senhores jornalistas, vejam lá se aprendem

José SócratesNum dia desta semana, parece-me que na segunda-feira, estava o primeiro-ministro na sua fuga por Marrocos e arredores quando a jornalista lhe pediu um comentário sobre o arranque da Comissão de Inquisição a Sócrates ao que este se saiu com a sua habitual dose de moralismo e repreensão «Estou aqui para tratar da fuga ao assunto Comissão de Inquérito por isso tenha juízo e deixe as perguntas sobre a política interna lá para o Pantanal». Eventualmente esta mensagem foi proferida com outras palavras.

Já hoje, estava o mesmo primeiro-ministro num lugar melhor frequentado, lá para as europeias bandas das couves com o mesmo nome, e sem ninguém lhe perguntar, resolve brindar-nos com o encíclico  momento de hipocrisia, referindo-se ao PSD e ao seu desejo para que este partido entre nos eixos e para que apresente propostas credíveis para o que fazer com o dinheiro que nos é extorquido para compor o Orçamento de Estado. Mais palavra, menos palavra, foi por aqui.

Portanto, senhores jornalistas, aprendam. Às segundas-feiras, Sua Excelência o Primeiro-Ministro de Portugal Engenheiro José Sócrates não fala de política interna quando está no estrangeiro. Mas às sextas-feiras já o faz, desde que também esteja fora do país. Vejam lá se aprendem a colocar as questões certas nos dias certos.



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Mais vale rir – 51

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Lembra-se deste projecto de lei na senda proibicionista do PS de então?

(republicações, diariamente às 12h30, de bonecada antiga)



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Hoje deu-me para basculhar no baú das antiguidades

Desencontro

O encontro não teria sido casual se alguma vez tivesse acontecido. Cinco minutos de espera foram mais fortes do que a incerteza, por isso Sara decidiu que ele não viria. Um sentimento de aliviada desilusão percorreu-lhe o corpo, deixando uma surpreendente sensação de bem estar. Caminhou um pouco pela rua repleta de esplanadas enquanto antecipava o gosto da Guiness que iria tomar em breve no Irish Pub. Se Carlos tivesse vindo, conforme ficara combinado depois do longo flirt da noite anterior, estariam agora a caminhar lado a lado, procurando um tema de conversa menos apagado do que este fim de dia.

O ar carregado do pub desceu pelo seu corpo, intenso e quente como as mãos de Carlos que ontem haviam explorado a sua pele macia. Sentiu-as fortes, navegando discretamente na suas costas. Ela tinha querido abraça-lo, sentir o cheiro da sua pele, deixa-lo caminhar entre os seus vales e colinas, sentir-se sem fuga, entregue, sem recuo. Foram os olhos que a venceram. Ou talvez a ausência de hesitação quando Carlos lhe sorriu com um piscar de olhos. O seu interesse fora reconhecido, como uma presa prestes a ser caçada. Percebia agora que nada em contrário poderia ter feito quando ele pegou na sua mão para a levar para a rua. Mesmo sentindo-se entregue, foi com surpresa que assistiu a Carlos continuando a conquistar-la. Falou-lhe ao ouvido, entre mordiscadelas e beijos, todas as coisas que lhe agradava ouvir, como se o seu pensamento mais não fosse do que um livro aberto. E depois, como se fosse necessário demonstrar quem controlava a situação, foi-se embora, marcando apenas este encontro que não cumprira.

Durante este curto caminho para o pub, não pode deixar de sentir esse alívio trazido pela inesperada liberdade que julgara perdida. Como a quem o acaso um problema resolve, assim Sara respirava como se algum colete tivesse deixado de existir. A cerveja soube-lhe novamente a amargo, como a boca de Carlos. Percebeu que a sedução não era um jogo que pudesse ganhar. Nem a traição. Um desencontro a levaria mais cedo para casa, ainda sobrando tempo para preparar um inesperado jantar a dois.



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Lembram-se no sal no pão?

No Weltonline, numa espécie de tradução:

Resumindo, os alemães estão a discutir a ideia da União Europeia impor um à quantidade de sal no pão vendido na Alemanha. Apesar do pão alemão ser reconhecido por ser de muito boa qualidade, facto que posso atestar.

Parece que os alemães têm andado preocupados com a economia e só agora discutem se querem o pão saudável. Cá começamos pelo pão e só falta a economia saudável. Prioridades.



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Infames gasolineiras?

Volta e meio recebo um apelo ao boicote às gasolineiras. No calor dos preços, em 2008, eu próprio já participei em iniciativas destas. Entretanto concluí que estas iniciativas são muito giras mas inúteis. É que o grosso do preço dos combustíveis (60% a 70%) são impostos. Dei-me ao trabalho de estudar a coisa e acontece que, no geral, os preços dos combustíveis, vistos numa escala alargada, seguem o mercado. Há períodos em que os combustíveis estão em média mais altos do que o esperado e outros em média mais baixos do que o seria de esperar se se seguisse o mercado. Pois dei-me ao trabalho de ver se estes períodos se anulavam ou se, como pensamos, os períodos de alta fazem com que as gasolineiras tenham mais lucro do que o esperado com as subidas e descidas. Pois foi uma surpresa para mim. O saldo é quase nulo mas ligeiramente negativo para as gasolineiras. O estudo está aqui:

http://fliscorno.blogspot.com/search/label/análise brent

Agora, poderemos perguntar, se assim é porque é que o governo deixa passar a ideia oposta, de que as gasolineiras poderão estar a cobrar mais do que o devido? Esta ideia tem sido passada de forma implícita pela forma de actuação do governo. Com os painéis de preços nas auto-estradas (para as gasolineiras não "abusarem"), com sucessivos estudos das autoridades competentes, com diversas declarações dos políticos responsáveis pelas pastas e até com a famosa Taxa Robin que, ao que sei, deu em nada. Ora, acontece que o governo tem todo o interesse em manter as atenções viradas para essas "sacanas" gasolineiras em vez de os eleitores se exaltarem por a carga fiscal sobre os impostos ser o que é.

Portanto, em vez de perdermos tempo com estas mobilizações de massa contra as "infames" gasolineiras (nas quais participei, como já referi), devíamos mesmo era fazer barulho contra os impostos que o governo nos leva nos combustíveis. É que em vez de 5 cêntimos que poderíamos levar das gasolineiras, em causa estão 60 a 80 cêntimos de impostos. Bem diferente.