a política na vertente de cartaz de campanha

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O deserto de Mário Lino

Mário Lino

Até aqui, Portugal era Lisboa e o resto paisagem. Agora sabemos que também há o deserto. Parece-nos que o verdadeiro deserto é o constituído pelo vazio de ideias de Mário Lino.

O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, afirmou hoje, no final de um almoço promovido pela Ordem dos Economistas sobre a Ota, que “a Margem Sul é um deserto” e por isso seria uma “obra faraónica” fazer aí o futuro aeroporto de Lisboa.

“Na Margem Sul não há cidades, não há gente, não há hospitais, nem hotéis nem comércio”, discursou o governante, acrescentando que, de acordo com um estudo recente, “seria necessário deslocar milhões de pessoas” para essa zona para justificar a construção do novo aeroporto. Público, 23-05-2007 [Link]

Textos anteriores sobre a Ota: link


17 comments :

  1. FuckItAll disse...
     

    E Deus nos livre de promover a deslocação de pessoas para o Alentejo, onde é que vamos parar?

    ...será que posso roubar o boneco, com a devida referência, para o meu blog?

  2. Raposa Velha disse...
     

    :) ainda se criava falta de espaço...
    pode servir-se à vontade, no worries ;)

  3. FuckItAll disse...
     

    Tanx

  4. Bernardo Moura disse...
     

    Excelente post.
    Abraço

  5. Anónimo disse...
     

    BEM OBSERVADO!!!

    UM ABRAÇO
    M.SILVA

  6. Raposa Velha disse...
     

    Bernardo: obrigado.

    M. Silva: volte sempre ;)

  7. Eva disse...
     

    Mário Lino deve ter graves problemas de memória ou perdeu mesmo o sentido de orientação.
    Mas por vias das dúvidas, recorde-se os tempos em que no PCP em que era o responsável pelas finanças do partido. Foi nessa altura que “partido” adquiriu por 150 mil contos os terrenos da Quinta da Atalaia, lá para as zonas do deserto. E dizem as más línguas que ele terá sido o “arquitecto” do negócio.
    Na volta, nos tempos em que foi responsável pela holding “Águas de Portugal”, teve uma formatação selectiva que o fez esquecer certas coisas…

  8. António Balbino Caldeira disse...
     

    Parabéns pelo resultado. Valeu a pena o esforço. Gostei dos malmequeres - parece-me que... somos nós...

  9. Alien David Sousa disse...
     

    Parabéns para a IMAGEM! lol Está brilhante raposa.Quanto ao Lino, o homem estava na palhaçada...só pode! Ninguém é tão idiota.
    kisses

  10. LopesCa disse...
     

    Parabéns pelo Mapa está excelente ;)

  11. Raposa Velha disse...
     

    Eva: é o vinho que falou por ele :)

    António: nós os mal me queres? parece-me que esses são mesmo os da política ;)

    alien: lá nos confins do Universo poderá ser verdade que ninguém é assim tão estúpido; mas aqui trata-se de políticos... who knows?

    lopesca: é o que se arranja quando há bons humoristas no governo lol

  12. C Valente disse...
     

    Neste mapa, que por enquanto é Portugal falta o Oásis da Madeira e prados dos Açores.Mas gostei da originalidade, continua.

  13. Mané disse...
     

    Assim se vê o desprezo que os nossos governantes têm pelas gentes do sul. Como esperam que haja desenvolvimento sem pessoas? Como querem que se trave a iminente desertificação se nós não temos cá nada, e quando temos oportunidade de ter alguma coisa ainda nos chamam camelos? Como é que estas pessoas podem comandar o destino dos portugueses?

  14. Gi disse...
     

    Dei pelo mapa no Ideias-Soltas, não percebo como não o tinha visto aqui, está um espectáculo :)

    Os cortes no orçamento deviam começar pelas verbas facultadas para almoços... podiam ser que bebessem água! Evitavam dizer tantos disparates ...

  15. Raposa Velha disse...
     

    C Valente: verdade, esses oásis poderiam aparecer. Uns como "o separatista" e os outros como as flores no verde.

  16. Raposa Velha disse...
     

    mané: infelizmente, queiramos ou não, haverá sempre desta gente a comandar-nos. Mesmo que eles sejam os únicos a votar neles próprios, ainda assim dirão "somos os eleitos". Mandá-los todos para o ti-Alberto João é que era.

  17. Raposa Velha disse...
     

    Gi, olha que se não fossem os almoços, nunca ouviríamos o que esta gente pensa de facto. Porque as suas acções decorrem daquilo que pensam, não é?

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