a política na vertente de cartaz de campanha

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Rangel United Studios, companhia de encenações

Rangel recorre a actores para angariar votosQuando o Magalhães era pretexto para aparições semanais de ofertas de computador, o Ministério da Educação, com o o Primeiro Ministro, partici-param numa acção  de propaganda no Centro Cultural de Belém onde Sócrates, embevecido, circulava entre umas crianças com o Magalhães à frente. Seguiu-se o previsível discurso sobre o futuro radiante que nos esperava, espelho da felicidade destes alunos magalhanizados. A nuance estava no facto de as crianças não serem alunos mas sim actores contratados para uma encenação destinada a dar um fundo à intervenção de Sócrates.

Agora que no horizonte se antevê um novo primeiro ministro, Rangel na sua posição de candidato a candidato ao cargo arranjou uma claque para o apoiar. Animou o último congresso e ajuda-o na angariação de votos. Em comum com o primeiro relato está o facto de também em causa estarem actores contratados, aqui para a claque. Novamente, a encenação na política, com traços de coreografia à moda de Riefenstahl. Fica claro que com Rangel sairá um para entrar a fotocópia. Depois queixam-se do rótulo "são todos iguais".

imagem: Expresso



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Isto é propaganda. Isto é mentira. Isto é manipulação.



O Magalhães não é um portátil 100% feito em Portugal. Nem mesmo 90%,80% ou 70%. Nem mesmo 5%. Talvez 1%? Vou dar o benefício da dúvida. Afinal, sempre é preciso imprimir os recibos e as etiquetas.

É lamentável a comunicação social pegar na propaganda partidária e difundi-la sem sequer verificar o que é que divulgam. É mau jornalismo. Aliás, não é jornalismo. É manipulação, é mentir.

Não tenho problema nenhum em afirmar isto, estou em casa.

Que se saiba, em Portugal não se vai passar a construir waffers, chips, microprocessadores, placas gráficas, modems, placas de rede, écrans, teclados, discos rígidos, ratos, memórias e por aí fora. Isto só para falar do hardware pois, novamente, que se saiba, entre nós ainda ninguém vende um sistema operativo, aplicações, browsers, anti-virus, etc.

A parceria entre Portugal e a Intel é a mesma que temos com a Coca Cola: vir cá vender os seus produtos.


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É um quadro, não tem ícons para clicar


Estive aqui a pensar. Com os Magalhães os alunos terão mesmo que ler e escrever. Ora vejam. Para ir para uma directoria, listar o seu conteúdo e depois copiar o trabalho de casa dum colega é preciso escrever
 
c:
cd \documentos
dir *.*
copy trabalho_de_casa_do_luis.doc  e:\o_meu_trabalho_de_casa.doc
 
E ainda é preciso ler e interpretar as listagens e as mensagens de erro.
 
Ups! O Magalhães vem com uma interface gráfica? Bolas.

Posted by email from fliscorno's posterous



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Uma boa impressão (a 300 dpi)


É inquestionável, os portáteis Magalhães vão melhorar as capacidades de escrita e manipulação numérica dos alunos do 1º ciclo. Os números e as letras digitados no Magalhães serão sempre bem desenhados e redondinhos.

Posted by email from fliscorno's posterous



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Tecnedu

Nos últimos dias tem havido umas estratégicas fugas de informação sobre o enorme investimento na educação que o próximo OE trará. Pergunto-me quanto deste dinheiro servirá para pagar os Magalhães e os e-escola. Isto é, quanto é que é investimento e quanto é apenas subsídio à economia.

E como poderá alguém apresentar-se com tão elevada excitação quanto aos quadros electrónicos? É isso que fará os miúdos aprenderem a ler, escrever, interpretar e a fazer contas?

Há uns anos, quando a Via Verde, o Multibanco e os telemóveis faziam furor nas notícias, foi criada a ideia de que os portugueses aceitavam muito bem a tecnologia. Que eram doidos por geringonças electrónicas. Parece mesmo que foi nesses textos que algum assessor foi buscar inspiração para os delírios tecnológicos do governo. A tecnologia é um multiplicador do conhecimento mas de nada valerá se for zero o que os miúdos aprendem na escola.


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Ora bem...

... as férias estão à porta e o trabalho abrandou um pouco. À distância de 3500Km chegam-me ecos dum país delirante. Deve ser o efeito da distorção transalpina.

Para meu grande espanto, tivemos uma cena à 24 / Jack Bauer com atiradores furtivos que, ao que parece, têm o cognome de spiners. Enfim, o incontornável deslumbramento perante o que vem de fora, quase ao nível dos "serviços de inteligência". Parece que o atraso português vai muito além dos tais 50 anos que por vezes se usam para justificar o dominante investimento no transporte rodoviário, a betonização do litoral português e o analfabetismo funcional duma considerável parte da população para quem desporto é ver a bola no sofá e encher a boca com rixas Benfica / Porto. Atendendo à táctica "tiro neles" que tão querida tem sido entre muitos emissores de opinião, o atraso português chegará mesmo aos 200 anos, situando-se algures no American Old West do século XIX.

E parece que pelo Algarve, agora é proibido fazer massagens na praia. Incluirá recusar o apoio a beldades em busca de ajuda para espalhar o amaciador costas fora? Até já estou a ver a regulamentação deste absurdo: uma esfrega, ok, duas são preliminares.

Entretanto os Jogos Olímpicos começaram e a Rússia, com elevado sentido de oportunidade, decidiu atacar. Pobres jornalistas, já os imagino, que escolher? O triunfo Amarelo ou a investida Soviete?

Também houve o Magalhães e a prova de que uma boa encomenda jornalística na RTP é a melhor razão para continuarmos com um serviço público de televisão. Dizem que à distância vemos com maior clareza e eu estou realmente distante. Resta-me a dúvida se terei a vista turva ou se o chorrilho de disparates anunciado pelo governo não passa dum péssimo trabalho jornalístico.

Tenho a certeza que muitos outros aspectos essenciais à vida portuguesa, roupa interior do Cristiano Ronaldo incluída, me terão escapado, especialmente perante a bem mais interessante temática de uma bela Augustiner Lagerbier a regar um naco de Schweinebraten. Nos próximos dias deixarei algumas fotos por aqui.