a política na vertente de cartaz de campanha

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Preços gasolina, gasóleo, brent: 2005 a Janeiro 2011

Sendo novamente tema quente, continuo o registo da variação de preços do brent, do gasóleo rodoviário e da gasolina sem chumbo com 95 octanas (IO95).
2005 - 2011: Câmbio Dólar / Euro 2005 - 2011: Preço do Brent em euros
2005 - 2011: Preço de Venda ao Público do Gasóleo Rodoviário 2005 - 2011: Preço de Venda ao Público da Gasolina 95 octanas Gasolina, gasóleo e brent 2005-2011
Estes gráficos (clicar neles para ampliar) apresentam dados para o período de 2005 a 10 de Janeiro de 2011:
  1. 2005 - 2011: Câmbio Dólar / Euro
  2. 2005 - 2011: Preço do Brent em euros
  3. 2005 - 2011: Preço de Venda ao Público do Gasóleo Rodoviário
  4. 2005 - 2011: Preço de Venda ao Público da Gasolina 95 octanas
  5. Gasolina, gasóleo e brent 2005-2011


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xkcd

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DBH trouxe-me à memória o xkcd. Vale sempre a pena lá voltar.



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Não estou a percerber…

… mas a renováveis não serviam para baixar a nossa dependência energética e, consequentemente, passarmos a ter energia mais barata?

Eletricidade: Tarifa de 2011 vai ser agravada em 550 milhões por causa dos custos das energias renováveis

Lisboa, 15 out (Lusa) - A tarifa de eletricidade para 2011 proposta pela ERSE inclui um agravamento de 550 milhões de euros devido aos custos com as energias renováveis e cogeração, garantia de potência às centrais, rendas aos municípios e remuneração garantida dos produtores de eletricidade. [expresso]



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Carro eléctrico, electricidade-fóssil

Em 2007, a capacidade de produção eléctrica foi a seguinte:

Capacidade de produção eléctrica - Portugal 

e na Europa a 27 foi (clicar para aumentar):

Capacidade de produção eléctrica - UE27

Fonte: Statistical pocketbook 2010 (site, PDF, XLS)

Portanto, quando se fazem títulos como este «Carro eléctrico: adeus século do petróleo, olá século da electricidade?», ou quando se decide avançar com projectos megalómanos de redes de abastecimento eléctrico ou quando um primeiro-ministro resolve falar de uma prometida revolução com o carro eléctrico, é preciso não esquecer que

  • mais de 50% da actual produção eléctrica nacional (e europeia também) provem da queima de combustíveis fósseis, com as consequentes emissões de CO2 e dependência energética do exterior;
  • se todos os carros deixassem de queimar combustível para gastar electricidade, simplesmente estaríamos a transferir os actuais problemas dos carros para as centrais termo-eléctricas (para aumentar a capacidade produtiva) e possivelmente ainda haveria questões como a capacidade da rede de distribuição eléctrica e da respectiva eficiência;
  • além de não resolver os problemas energéticos e ambientais, o carro eléctrico vem ainda criar um novo: o da reciclagem das baterias (produto de elevado perigo ambiental);
  • finalmente, a adopção de tecnologias embrionárias tem o elevado risco de se escolher as que não vingam (que o digam, por exemplo, os que apostaram no formato vídeo betacam ou no HD DVD) e de poderem ser caras e com baixo rendimento.

Não tenho grandes dúvidas sobre um futuro com o carro eléctrico mas aposto que não o veremos em massa com as actuais tecnologias. Enquanto uma alternativa prática aos combustíveis fósseis não for encontrada, estes ímpetos modernistas não passam de um frisson para embelezar programas eleitorais.

Leituras adicionais:



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Gasolina, Gasóleo e Brent: preços 2005 - Jul. 2010 (III)

Este é o terceiro e último texto de uma série de três com uma análise da evolução dos preços dos combustíveis entre 2005 e Julho de 2010:

  • Parte I - apresentação dos dados
  • Parte II - Análise dos dados
  • Parte III - o presente texto: Divagações sobre as "infames gasolineiras"

As duas primeiras partes desta sequência foram de cunho exclusivamente factual, enquanto que esta terceira parte será a minha interpretação dos factos.

Mas antes disso tenho um pequeno segredo a revelar.



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Gasolina, Gasóleo e Brent: preços 2005 - Jul. 2010 (II)

Este é o segundo texto de uma série de três com uma análise da evolução dos preços dos combustíveis entre 2005 e Julho de 2010:

  • Parte I - apresentação dos dados
  • Parte II - o presente texto: Análise dos dados
  • Parte III - Divagações sobre as "infames gasolineiras"

Parte II - Análise dos dados

Na primeira parte desta série, vários gráficos foram apresentados, mostrando a evolução dos preços do brent, do gasóleo, da gasolina e do câmbio dólar/euro:

Gasolina, Gasóleo e Brent: preços 2005 - Jul. 2010 

Os primeiros quatro gráficos têm "apenas" interesse documental, sendo a presente análise baseada no último dos gráficos, aqui reproduzido:

Gasolina, Gasóleo e Brent: preços 2005 - Jul. 2010



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Gasolina, Gasóleo e Brent: preços 2005 - Jul. 2010 (I)

Com este post começo uma série de três onde apresentarei uma análise da evolução dos preços dos combustíveis entre 2005 e Julho de 2010:

  • Parte I - o presente texto: apresentação dos dados
  • Parte II - Análise dos dados
  • Parte III - Divagações sobre as "infames gasolineiras"

 

Parte I - apresentação dos dados

Os gráficos seguintes ilustram as variações dos valores do brent, da gasolina sem chumbo 95 octanas e do gasóleo rodoviário, no período de 14 de Janeiro de 2005 a 19 de Julho de 2010.

 

2005 - 2010: Preço do Brent em euros
de 2005 a 19 de Julho de 2010

2005 - 2010: Preço do Brent em euros



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Apague os pixéis do seu blog e salve o planeta (e quiçá Portugal também), bis

Apague os pixéis do seu blog e salve o planeta (e quiçá Portugal também) Para compensar o não uso de electricidade, cuja produção liberta muito CO2, os aderentes à iniciativa acenderam velas que, como é sabido, consomem CO2.

Podiam, no entanto, ter usado esta imagem.



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Apague os pixéis do seu blog e salve o planeta (e quiçá Portugal também)

use esta imagem para poupar energia

Hora do planeta já começou na Ásia, para lutar contra as alterações climáticas

 

Parece que pelo globo fora algumas luzes foram apagadas, não em solidariedade com a nossa que não brilha o fundo do túnel, mas para – dizem - lutar contra o clima que se porta com rebeldia. Porque a iniciativa me parece parva, especialmente devido aos distúrbios que estas brincadeiras causam  no sistema de produção e de distribuição - pior a ementa do que o cimento – tenho uma alternativa. A imagem supra apresenta uma mancha gráfica negra bem superior à mediana de claridade deste blog, o que contribui para baixar o respectivo consumo energético. Apago pixéis em vez de apagar as luzes.



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Infames gasolineiras?

Volta e meio recebo um apelo ao boicote às gasolineiras. No calor dos preços, em 2008, eu próprio já participei em iniciativas destas. Entretanto concluí que estas iniciativas são muito giras mas inúteis. É que o grosso do preço dos combustíveis (60% a 70%) são impostos. Dei-me ao trabalho de estudar a coisa e acontece que, no geral, os preços dos combustíveis, vistos numa escala alargada, seguem o mercado. Há períodos em que os combustíveis estão em média mais altos do que o esperado e outros em média mais baixos do que o seria de esperar se se seguisse o mercado. Pois dei-me ao trabalho de ver se estes períodos se anulavam ou se, como pensamos, os períodos de alta fazem com que as gasolineiras tenham mais lucro do que o esperado com as subidas e descidas. Pois foi uma surpresa para mim. O saldo é quase nulo mas ligeiramente negativo para as gasolineiras. O estudo está aqui:

http://fliscorno.blogspot.com/search/label/análise brent

Agora, poderemos perguntar, se assim é porque é que o governo deixa passar a ideia oposta, de que as gasolineiras poderão estar a cobrar mais do que o devido? Esta ideia tem sido passada de forma implícita pela forma de actuação do governo. Com os painéis de preços nas auto-estradas (para as gasolineiras não "abusarem"), com sucessivos estudos das autoridades competentes, com diversas declarações dos políticos responsáveis pelas pastas e até com a famosa Taxa Robin que, ao que sei, deu em nada. Ora, acontece que o governo tem todo o interesse em manter as atenções viradas para essas "sacanas" gasolineiras em vez de os eleitores se exaltarem por a carga fiscal sobre os impostos ser o que é.

Portanto, em vez de perdermos tempo com estas mobilizações de massa contra as "infames" gasolineiras (nas quais participei, como já referi), devíamos mesmo era fazer barulho contra os impostos que o governo nos leva nos combustíveis. É que em vez de 5 cêntimos que poderíamos levar das gasolineiras, em causa estão 60 a 80 cêntimos de impostos. Bem diferente.



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O carro eléctrico tem mesmo emissões zero?

João Dia 
(clique na imagem para ver o vídeo)

Ouvimos dizer com frequência que o carro eléctrico tem emissões zero. Ora aqui está uma mentira conveniente. Porquê?

  • Porque a energia eléctrica tem que vir de algum lado e as renováveis estão longe de chegar para o actual consumo, quanto mais para substituir o consumo de energia fóssil.
  • E porque as baterias precisam de um rumo depois de terem atingido o fim de ciclo de vida.

Segundo João Dias, Director do Gabinete para a Mobilidade Eléctrica, os carros eléctricos até poderão vender energia (no vídeo, aos 8 minutos). Pois, isso mesmo! «Num futuro próximo», carrega-se à noite, quando a energia é mais barata, e vende-se à rede durante o dia quando a energia é mais cara. Falta saber se sem subsídios (como agora acontece com as eólicas), isto será viável economicamente. Mas pronto, cá estará o contribuinte para pagar.

Finalmente, há a questão sobre qual será a fonte energética do futuro. Será, muito possivelmente, eléctrica mas estamos longe de saber sob que forma será distribuída. Veja-se por exemplo o que se está a fazer com as "fuel cells".

Cá opta-se por fazer uma «experiência nacional» e isto é apresentado como uma vantagem. Sê-lo-á seguramente para os outros países que podem esperar confortavelmente para ver se a experiência é bem sucedida antes de gastarem o dinheiro dos contribuintes deles.

Alguns números segundo João Dias:

  • Final de 2010 / Janeiro 2011: primeiros veículos
  • Para o ano: 5 mil carros eléctricos a circular
  • 750 mil em 2020 (15% a 16% do parque automóvel)
  • Produção actual de energia eléctrica a partir de fontes renováveis: 40%
  • Julho de 2011: haverá 1300 postos de carregamento lento instalados nas ruas de 25 cidades e mais 50 postos de carregamento rápido
  • Carregamento "rápido" da bateria: 15 a 30 minutos

Atendendo a que o ciclo de desenvolvimento de um carro com tecnologia madura (a actual) demora 4 anos, duvido muito que antes de 2012 haja produção em massa de algum carro eléctrico. Mas como estamos perante um carro com tecnologia nova, creio que esses 4 anos serão ultrapassados. Suposições, claro. Cá estaremos para ver.

Mas o aspecto que me parece mais falível é precisamente a questão da rede de distribuição de energia. É sabido que uma parte considerável da população não tem garagem própria. Logo, como vai carregar a bateria? Usa uma extensão desde o seu apartamento no 8º andar até ao carro estacionado à frente do prédio? Depois, um carregamento que demore 15 a 30 minutos só com boa vontade se pode chamar de rápido. E por fim, quanto a carregar a bateria enquanto o carro estiver estacionado em lugares públicos coloca a séria questão do vandalismo.

Apesar destes factores, somos o país que terá a primeira rede pública de carregamento baterias. Uau, sinto-me orgulhoso. Existe a forte possibilidade do Infocid, do Via CTT e dos Quiosques do Cidadão ganharem companhia nova.

Então, dirá, vamos ficar paradinhos sem tomar iniciativa? Neste caso, diria que sim. Porque estamos a optar pela adopção de tecnologias sem mostras dadas e em que não há a certeza de que sejam as que venham a vingar. Nestas condições, o risco de se fazer a escolha errada é elevado e, consequentemente, existe a forte possibilidade de se estar a estoirar dinheiro. Estoirar por estoirar, seria preferível optar pelo incentivo à investigação no domínio energético. É que se cá se desenvolvesse a tecnologia energética a usar no futuro estaríamos, aí sim, na vanguarda tecnológica. Assim, fazendo de cobaias, estamos apenas a financiar a investigação dos outros e não ficaremos com as respectivas patentes.



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Gasolina, Gasóleo e Brent: preços 2005 - 2010

Tenho publicado uma série de textos sobre o preço dos combustíveis. Aqui fica a actualização com os últimos dados.

 

2005 - 2010: Preço do Brent em euros, de 2005 a 7 de Março de 2010:

2005 - 2010: Preço do Brent em euros de 2005 a 7 de Março de 2010

 

2005 - 2010: Preço de Venda ao Público do Gasóleo Rodoviário, de 2005 a 7 de Março de 2010:

2005 - 2010: Preço de Venda ao Público do Gasóleo Rodoviário de 2005 a 7 de Março de 2010

 

2005 - 2010: Preço de Venda ao Público da Gasolina 95 octanas, de 2005 a 7 de Março de 2010:

2005 - 2010: Preço de Venda ao Público da Gasolina 95 octanas de 2005 a 7 de Março de 2010

 

Combustíveis e brent - 2005 - 2010: Evolução dos preços em Portugal de 2005 a 7 de Março de 2010 - Preços antes impostos (PsT), normalizados para índice 100:

Combustíveis e brent - 2005 - 2010: Evolução dos preços em Portugal de 2005 a 7 de Março de 2010 - Preços antes impostos (PsT), normalizados para índice 100

Este último gráfico permite comparar directamente a evolução dos três preços. É um gráfico normalizado para índice 100.

 

Fontes:

Processamento:   

Textos anteriores:

Está disponível um considerável número de textos sobre este tema (análises, gráficos, comparativos, etc.):



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À atenção do Sr. Sócrates


Há quem esteja a investigar e desenvolver tecnologias energéticas em vez de importar ventoinhas e painéis solares.

Saiba tudo sobre esta empresa inovadora, a BloomBox. E espreite o vídeo. Vale a pena.

via



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Obrigado sr. Manuel Pinho

A produção em regime especial corresponde à subsidiação da energia eólica e à co-geração industrial, para que estas formas de produção de electricidade sejam competitivas com as restantes (hídrica e com recurso a combustíveis fósseis):
«Nos factores que determinaram a tarifa para 2010, destaca que a pressão para a sua subida veio da quebra do consumo de electricidade, do aumento dos custos com a produção em regime especial e das amortizações e juros gerados pelo défice tarifário.» Público

Obrigado sr. Manuel Pinho por me aumentar desnecessariamente a conta da electricidade:
«A contribuir para este aumento estão também os encargos com as energias renováveis, que serão em 2010 de 700 milhões de euros.» i

Outra ideia do ex-ministro Manuel Pinho foi congelar os aumentos da electricidade mas fazendo-os aparecer em prestações durante os próximos 15 anos. Além de deixar o problema para os que vêm depois dele, há ainda o pequeno detalhe deste adiamento introduzir juros de dívida. Por isso, pagaremos não só tudo o que não aumentou durante 4 anos de pinhísses mas também os respectivos juros:
«Os dados da ERSE indicam ainda que a manutenção do défice tarifário, montante que corresponde aos custos tarifários que em vez de terem sido aplicados foram diferidos para os anos seguintes, obrigará ao pagamento de 52,5 milhões de euros de juros, que serão, por sua vez, incluídos na tarifa de 2010.» Público

Só à conta da electricidade, deixou o ministério de Manuel Pinho uma marca de 1 euro por mês a pagar durante 15 anos. Assim se salva a economia socialistamente.


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Nepal solar hair hoax

O i divulga uma notícia do Daily Mail sobre um eventual painel solar que usa células foto-voltaicas construídas com cabelo humano, em vez de usarem as habituais e caras pastilhas de silício. O único problema é que possivelmente a notícia é um hoax, como descrito em Nepal Human Hair Solar Panel Hoax. Más notícias para os gadelhudos, portanto.


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Solar para todos os primeiros 61 mil (4)




No passado dia 5 de Agosto, o Ministério da Economia e da Inovação, na pessoa de Ana Costa Dias, teve a amabilidade de responder ao meu email em que perguntava quanto custou a campanha de marketing dos painéis solares.

Fê-lo não respondendo, afirmando não dispor dos dados em causa «dado não ter sido a entidade que contratou a campanha». Acontece que a iniciativa dos painéis solares é uma acção conjunta do ministério da economia e do ministério das finanças. Que agora até têm o mesmo ministro. Não têm estes dados?! Então, um ministério não sabe quanto gasta? E se não têm estes dados, quem os tem? Esta vai ser a próxima questão. Vamos ver quantas perguntas serão precisas até chegarmos a algum lado.

Esta campanha tem a particularidade de abranger até 61 mil instalações (1.83% da população, no máximo) e de estar patente em todos os órgãos de comunicação social (TV, rádio e jornais) e em outdoors pelo país fora. Portanto, não é uma campanha barata e saber quanto custou é relevante para se apurar a relação custo / benefício.


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Solar para todos os primeiros 61 mil (3)



Como se pode ver na presente imagem, este é o 3º mail que mando para os Ministério da Economia e Ministério das Finanças para saber uma informação que o governo, como meu representante, tem obrigação de me dar.

Este email é a propósito da campanha em curso com o título "É para todos" e, resumindo, está em causa:
  1. a campanha diz que é solar para todos mas na verdade é para as primeiras 61 mil instalações (detalhes);
  2. face ao ponto 1, a medida abrange 1.83% da população (detalhes);
  3. o investimento em marketing é enorme, já que a campanha já havia começado bem antes das europeias;
  4. Falam de «benefícios fiscais de 30% do custo do investimento em sede de IRS com máximo de €796». Acontece que estes «este benefício é cumulativo com outros benefícios que o cliente tenha (ex. crédito habitação)». Logo, que estiver a pagar a casa a crédito não terá uma unha de benefício fiscal, pois a prestação da casa esgotará o plafond deste item (detalhes).

Ora eu gostava mesmo de saber quanto custa esta campanha que abrangerá apenas 1.83% da população. Se por acaso também tiver curiosidade, convido-o a também questionar estes dois ministérios. Os emails são gmei@mei.gov.pt e gab.mf@mf.gov.pt

Afinal de contas, não tem o meu representante obrigação de prestar contas do que faz?

Os textos desta temática estão marcados com a etiqueta Painéis Solares


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Preços da gasolina, gasóleo e brent 2005-2009 (5/5)

Parte 5 de 5 (ver tudo): conclusões

Gráficos relacionados:



Este gráfico mostra o preço do brent e dos combustíveis, com e sem taxas. Permite uma comparação directa. Ver também o 1º gráfico desta série com os preços do brent e dos combustíveis convertidos para base 100.

Como se constata, não é fácil tirar conclusões pela análise do gráfico. Nos posts anteriores apresentei uma possível metodologia para obter conclusões numéricas (ver 2º post da série) mas ao meter as mãos à obra no excel concluí que era pouco prática. Delineei então a seguinte abordagem:

PsT GasóleoBrent% aumento brent
Preço teórico
(Preço real) - (preço teórico)
G1B1------
G2B2%B = B2/B1GT = %B * G1Saldo = G2 - GT
...............

Nesta tabela temos o preço do gasóleo antes de impostos (1ª coluna ) e o preço do brent (2ª coluna). Na 3ª coluna calcula-se a percentagem de variação da linha 1 para a linha 2. Na coluna 4 calcula-se em quanto ficaria o gasóleo se este aumentasse na mesma proporção do brent. E na coluna 5 calcula-se o saldo entre o preço real do gasóleo e o preço calculado teoricamente. Fiz um estudo semelhante para a gasolina.

Na 5ª coluna obtêm-se valores positivos e negativos, consoante o combustível aumente mais ou menos do que o preço teórico. Somando todos os valores da coluna 5 para um período de tempo fica-se a saber se, durante esse período, se se pagou demais ou de menos pelos combustíveis.

Os dados e o resultado dos cálculos estão disponíveis no Google Docs e as duas figuras seguintes mostram-nos graficamente (a escala vertical não se aplica ao brent, a linha amarela).






E, para terminar, as conclusões numéricas. Somando a variação do preço dos combustíveis entre 2005 e Junho 2009, obtêm-se os seguintes valores:
  1. Gasóleo: diferença entre o preço real e o teórico = -0.0731
  2. Gasolina: diferença entre o preço real e o teórico = -0.00354
Conclui-se que neste período de 3 anos e meio, a variação no preços dos combustíveis antes impostos seguiu, em termos médios, a variação do preço do brent. Isto é, os períodos em que se pagou demais e os períodos em que se pagou menos praticamente se anularam (daí os valores 1 e 2 praticamente nulos).

Esta conclusão contraria muito senso comum, inclusivamente o meu, pois há um sentimento de que o preço dos combustíveis não acompanha o preço do brent. No entanto, é preciso ter em conta que olhando apenas para períodos curtos não se têm a visão global. Vejam-se por exemplo os posts 3 e 4 desta série.

Antes de começar esta série pensei que o resultado fosse outro mas mantive a mente aberta para os resultados que viessem. Aliás, nos vários posts onde tenho abordado esta temática salvaguardei a possibilidade de apenas se poder estabelecer conclusões definitivas com um estudo em que se analisasse o histórico das variações.

Então, mas porque é que temos os combustíveis tão caros? Para responder a esta questão há que atender à elevada carga fiscal sobre os combustíveis, em que inclusivamente há impostos sobre impostos (o IVA incide sobre o ISP) - ver ISP e IVA entre 01.01.2004 e 29.02.2008. Aliás, basta olha para o 1º gráfico deste post para ver a diferença entre o preço dos combustíveis antes e depois de impostos.

Posto isto, faz sentido fazer campanha contra as gasolineiras? Do meu ponto de vista, consumidor, claro que sim. Basta ver que as marcas brancas vendem os combustíveis cerca de 10 cêntimos mais barato. Além disso, a pressão dos consumidores é a melhor forma de se evitar que as empresas dêem largas à sua avidez pelo lucro.


Adenda
Depois de ontem publicar as primeiras conclusões, resolvi debruçar-me mais um pouco sobre os números obtidos.



Esta tabela evidencia que em 2008 os combustíveis aumentaram muito a cima das correspondentes variações do brent, tendo a gasolina e o gasóleo em média ficado 16 e 32 cêntimos mais caros respectivamente. Se optarmos por uma lógica de saldo nulo, os combustíveis não deviam ter subido tanto para compensar as perdas anteriores. Em 2009 estamos a ver corrigidos os ganhos adicionais de 2008. Se então não tivéssemos feito a pressão que fizemos sobre as gasolineiras teria isto acontecido?

Por outro lado, é de notar que, no período 2005-2009, a gasolina acompanhou de perto as variações do preço do brent mas o gasóleo esteve, em média, 7 cêntimos mais barato do que estaria se tivesse acompanhado as variações do crude.

Finalmente, apesar de não me ter debruçado sobre esse aspecto, é importante não esquecer entre 60% a 70% do preço dos combustíveis são impostos. Isto explica porque temos combustíveis mais caros do que Espanha e mostra também qual o caminho a seguir para termos combustíveis mais baratos: combater o estado. Aliás, é bem possível que a estratégia do estado tenha sido exactamente desviar as atenções para as gasolineiras, evitando assim que os eleitores exigissem menos impostos nos combustíveis. Isso explica a idiota ideia da Taxa Robin dos Bosques e todo o aparato à volta da Autoridade da Concorrência (AdC) e os seus inconclusivos estudos. Como aqui se viu, a AdC não tinha margem para outras conclusões, o que novamente mostra que o alvo nesta questão do preço dos combustíveis tem que ser o estado e a sua avidez na cobrança de impostos.


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Preços da gasolina, gasóleo e brent 2005-2009 4/5

Parte 4 de 5 (ver tudo): variações do preço da gasolina em função do brent

Gráficos relacionados:



Tal como no anterior gráfico com as variações do preço do gasóleo em função do brent, este gráfico mostra a variação do preço do brent (linha amarela) e as diferenças semanais entre o preço do brent e o preço do gasóleo antes de impostos (linha azul claro).

Como no caso do gasóleo, se o preço da gasolina acompanhasse perfeitamente o preço do brent, a linha azul seria uma recta. Na realidade, a distancia entre as duas linhas varia, umas vezes aumentado, outras vezes diminuindo, como se pode ver no gráfico do primeiro texto desta série [ver Preços da gasolina, gasóleo e brent 2007-2009 (1/5) ].

Também nesta comparação, as variações oscilam entre dois patamares mas no período C, no início do último pico do preço do brent, vemos que a distância entre estas duas linhas diminuiu consideravelmente. Como o brent estava em subida, isto significa que o preço da gasolina aumentou a uma taxa superior ao aumento do preço do brent. Assim, no período C pagámos, garantidamente, mais do que devíamos pela gasolina.

O post seguinte apresenta estes dados sob a forma numérica para permitir conclusões mais objectivas.


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Preços da gasolina, gasóleo e brent 2005-2009 (3/5)

Parte 3 de 5 (ver tudo): variações do preço do gasóleo em função do brent

Gráficos relacionados:



Este gráfico apresenta duas linhas:
1. a amarela mostra o preço do brent;
2. a verde mostra, para cada semana, a diferença entre o preço do brent e o preço do gasóleo (antes de impostos).

Num mundo ideal a linha verde seria uma recta. O que vemos é que há semanas em que a distância entre a linha do brent e o preço do gasóleo (antes de impostos) aumenta e noutras diminui.

De uma forma geral, estas variações oscilam entre dois patamares mas nos períodos A e B, em torno do último pico do preço do brent, vemos que a distância entre estas duas linhas aumentou consideravelmente. Ora no período A, o brent estava em subida. Se a distância entre as linhas aumentou é porque o gasóleo aumento a uma taxa inferior ao preço do brent. Por outro lado, no período B, estando o brent em queda e tendo aumentado a distância entre as duas linhas, então o gasóleo não baixou de preço com a mesma taxa do brent. Assim, no período B pagámos mais pelo gasóleo do que devíamos. Ficámos a ganhar ou a perder? Só depois da análise numérica poderemos saber.

A seguir virá um estudo semelhante para a gasolina. E depois deste virão as conclusões numéricas.