a política na vertente de cartaz de campanha

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Cartão de S. Valentim

Cartão de S. Valentim



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As medidas do debate quinzenal e a apresentação do programa eleitoral do PS

É um país incapaz de viver sem o Estado. E um Estado que, para responder a esse país, precisa de lhe sacar mais e mais recursos

No segundo debate quinzenal de 2011, ainda no rescaldo das eleições presidenciais, o primeiro ministro puxou da cartola uns números referentes a 2010 e, achando-os bons sinais, adicionou-lhes adubo qb em forma de injecção de dinheiro vindo dos impostos.



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Mensagem de apoio

Alguém assinando Ricardo Gonçalves (vou presumir que terá sido o próprio deputado) teve a amabilidade de deixar em estéreo um comentário no Fliscorno e no Aventar onde afirma «São-me atribuídas afirmações que no essencial nunca proferi. São falsas e injustas» (links do comentário: no Aventar e no Fliscorno). Refere-se certamente à citação do Correio da Manhã que é feita no post «Se abrissem a cantina da Assembleia da República à noite, eu ia lá jantar. Eu e muitos outros deputados da província. Quase não temos dinheiro para comer». Também informa que vai «accionar os mecanismos legais» para repor a verdade, mas sem esclarecer quem terá «mentido propositadamente», «distorcendo grosseiramente» o que ele havia dito e «inventando malevolamente» frases que não havia proferido em lugar algum. Mas noutro comunicado, transcrito n' A Educação do Meu Umbigo, esclarece-se que vai «apresentar uma queixa-crime contra a Rádio Local de Penafiel, a TSF e o Correio da Manhã».

Bom, algumas das declarações estão presentes no vídeo supra, de 1 de Outubro de 2010 no Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa. «A situação ganhou contornos caricatos quando Ricardo Gonçalves afirmou que é necessário abrir a cantina à noite, pois os cortes salariais não permitem as idas aos restaurantes» (fonte: A Voz Local).

No que me toca, compreendo perfeitamente o deputado Ricardo Gonçalves e estou com ele solidário. É uma injustiça que, nem dando os 5700€ mensais para «comer nos  restaurantes», ainda se leve com um aperto na carteira, levado a cabo por um governo que não consegue controlar a despesa e que propõe dois brutais aumentos de impostos no espaço de 5 meses. Que esse governo seja o do seu partido, só mostra estarmos perante um deputado que coloca o interesse dos cidadãos à frente das questões partidárias. Por isso, caro deputado Ricardo Gonçalves, conto consigo para desfilarmos lado a lado na Av. da Liberdade no próximo 24 de Novembro.

Até sempre, camarada, amigo, ...



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Rentrée: à terceira é (possivelmente) de vez

rentrée

A rentrée, depois dos anteriores ensaios-resposta às rentrées dos outros. Com bolinhos e bolinhós para enfatizar o habitual enredo.

Dizem que o PSD deu um tiro nos pés com o voluntarismo da revisão constitucional. Terá facilitado a argumentação mas creio que não tenha sido assim tão decisivo para os discursos proferidos. Quanto a mim, se não tivesse sido esta  tagline, outro assunto acabaria por servir de suporte à tese "nós bons, eles maus". Porque no mundo dos sound bites não importa a relação com o real. Tal como nos romances históricos, basta uma ficção com pontes para algo que tenha ocorrido.

Para este ano temos a história do "João Sem-Medo", que vai apresentar um orçamento salvador do SNS, da educação e do Estado social. Um filme onde as cenas cortadas são as escolas fechadas, os centros de saúde fechados, a redução dos apoios sociais e a guerra sem quartel com os professores para conseguir cortes salariais.



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Agenda política

film strip - agenda política



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O fantasma neoliberal

film strip - fantasma neoliberal

A notícia: «PS disposto a bater o pé na revisão constitucional», no Público



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E se lá tivesse ido falar portunhol?

film strip - tango

«Sócrates: críticas de Passos Coelho em Madrid não honram “boas tradições da política portuguesa”», no Expresso



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Por vezes a tendência não é a miniaturização

Novo modelo de gravador para jornalistas

A notícia: «Gravadores furtados por Ricardo Rodrigues foram restituídos à "Sábado"», no Público



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Governar à sombra da bola

Governar à sombra da bola

Bem, Agosto já não está assim tão distante. E daí ao Natal, passando pelas vindimas e pelo S. Martinho...

Hoje, em estéreo.



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Grande novidade

«Socialistas  recrutaram mais meios  para se preparar para as audições e até têm um assessor só para a blogoesfera.» no DN

Na volta até assina com pseudónimo e escreve em algum blog anónimo.



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Rolhotrelhadora

lei da rolha

Alguns no PSD votaram uma ideia parva para promover uma aparente unidade em vésperas de eleições. Algo parecido ao que, por acaso, o PS tem nos seus estatutos.

Ontem, cinicamente, os socialistas resolveram levar ao Parlamento a lei da rolha do PSD, depois de já antes terem acusado o PSD de não ter no seu congresso apresentado soluções para Portugal.

Esqueceram-se rapidamente essas vozes do PS quando, ainda em Fevereiro de 2008, se queixavam de «intromissão inaceitável na vida do partido» por causa de umas manifestações marcadas para o Largo do Rato quando a Comissão Política do PS se ia reunir por causa do incêndio na educação.

Entre parvos tiranetes e cínicos de memória curta, venha o diabo e escolha.



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Desilusão

image

Não sou grande fã da bola, apesar de seguir um ou outro jogo. Guardo de Figo a imagem do jogador que assegurava a estabilidade do jogo na selecção. É por isso que sinto desilusão por o ver envolvido nesta história. Tenha ele culpas no cartório ou não, o facto é que o nome está nesta lama e, de uma forma ou da outra, acaba por haver razão para lamentar.

Curiosamente, Sócrates veio hoje, véspera de edição do Sol, falar à televisão sem nada acrescentar. Eu, estivesse no lugar dele e estando inocente, não teria a menor dúvida: mandaria divulgar as famigeradas escutas, arrumando com a oposição. Aliás, demitir-me-ia do cargo, provocando eleições e, com as escutas públicas, tudo estaria claro, ficando aberta a porta para outra maioria absoluta. Como não o faz, tiro as minhas ilações.

Nesta comunicação ao país, Sócrates condenou ainda os que usaram a informação proveniente de documentos em segredo de justiça. Noutras ocasiões, insurgiu-se contra o jornalismo de buraco de fechadura. Mas hoje, em mais uma coincidência, uma fonte (anónima, claro) conhecedora do processo Face Oculta disse à Lusa que «o PGR considera que nas escutas há informação de descontentamento do primeiro-ministro, resultante de não terem falado com ele acerca da alegada operação». Então e isto, já não é jornalismo de buraco de fechadura? Ou só o é quando é desfavorável?



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PS em modo jet lag

Ontem soube-se que o PS, ou a parte que apoia o engenheiro, está a organizar uma manif. Eia, aí está uma ideia original. Bem, mais ou menos, já que esta vem na sequência da outra desta semana com o lema "Todos pela liberdade". Ok, pode não ser original mas é coerente. Lembram-se daqueles manifestos a favor e contra as obras públicas? Pois. Depois de uns quantos emitirem um comunicado contra as obras públicas, ou pelo menos contra as obras lançadas enquanto a oposição não passa a governo, o que fez o PS? Um manifesto a favor das obras públicas, ou pelo menos a favor das obras lançadas enquanto o governo não passa a oposição. Elogie-se por isso a coerência de quem segue as iniciativas dos outros em jet lag. «Ah eles fizeram isso? Esperem para ver.» Agora falta que o próximo passo da oposição seja demitir-se. Porque a seguir o PS... Ups!, há aqui uma falha. A oposição já se havia demitido em 2005. Porra para a coerência.



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Orçamento 2010: PS & CDS



Sócrates e Portas - Orçamento


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Relacionados:



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Birrentos

Os socialistas saíram de uma maioria absoluta para a qual tinha sido eleitos com 45.05% dos votos dos portugueses. Agora formam governo depois de ganharem as eleições com 36.55%. Os 8.5% de pessoas que não repetiram o voto nos socialistas obrigam-nos agora a governar em minoria. Mas olhando as repetidas declarações de destacados socialistas das últimas semanas, primeiro-ministro incluído, constata-se o que desejam é repetir a eleição até que o resultado lhes agrade. Como outros fizeram na Irlanda com o Tratado de Lisboa. Chorem menos e trabalhem mais!



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Leituras

Público - Cronologia de um golpe (para assinantes)

 

Texto completo aqui



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À atenção do DN

Este caso em que José Lello e António Braga são acusados tem uma diferença notória quando comparado com o caso da compra de votos no PSD: os socialistas negoceiam com cargos de estado e o PSD negoceia com fundos próprios.

Estão bem uns para os outros!

Já agora, é de recordar o episódio que envolveu o Joana Amaral Dias e o convite que lhe foi dirigido (ela própria o confirmou) para integrar as listas do PS a troco da presidência do Instituto das Drogas. Como disse Elisa Ferreira, «é do Estado, é do PS do Governo Socialista».


Já agora, pessoal do DN: se tiverem por aí algum email ou alguma fonte para revelar sobre o caso da oferta de cargos em troca de financiamento partidário, não se coíbam.


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O mapa rosa de 2005



Olhando para as últimas sondagens em que o PS luta para ganhar ao PSD por alguns votos, é previsível que o mapa rosa dê lugar a um multicolorido puzzle. Aparentemente, uma multidão que em 2005 mandatou o actual governo já não confia o suficiente para repetir o acto. Porquê? A justiça não foi mexida. A educação está em pantanas. As contas públicas apresentam os piores indicadores das últimas décadas. A maior mudança da saúde foi o fecho de serviços. O estado está ainda mais presente na vida de cada um. A carga fiscal aumentou. Para que serviu então a maioria absoluta do PS? Para destruir o enorme capital de esperança que os portugueses haviam depositado num governo.

imagens copiadas daqui


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A mentira não tem limites

Hoje ouvi Sócrates afirmar que até baixaram os impostos na medida do possível. E deu como exemplo ter baixado o IVA de 21% para 20%.

Mas este ser julga que as pessoas são assim tão de memória curta? Que não se recordam que antes do seu mandato, o IVA era de 19%?


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Rasgado

rasgado


O verbo preferido dos socialistas

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