FLISCORNO

a política na vertente de cartaz de campanha

Google Chrome OS

A Google anunciou num webcast algumas características do que será o Google Chrome OS:

  • Sistema operativo baseado em Linux
  • Completamente aberto
  • Corre aplicações apenas no browser
  • Guarda todos os dados na web

Está disponível imediatamente para developers. Mais detalhes aqui.

Algumas imagens, tiradas do webcast, tiradas daqui:

A arquitectura:

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O aspecto:

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Note-se que as aplicações correm dentro do browser. Isto significa que não há aplicações específicas para o computador, uma vez que estas são descarregadas da web. Portanto, não importa se se está a correr um PC, um MAC, uma Playstation.

E um vídeo a explicar o que é o sistema operativo:

 

Até aqui passámos por algumas fazes na computação:

  • 60’s e 70’s: a distinção entre aplicação e sistema operativo era dúbia;
  • 80’s: as aplicações foram-se tornando autónomas do sistema operativo
  • 90’s e 2000’s: as aplicações passaram a ter o mesmo aspecto dentro do mesmo sistema operativo.

Na actual tendência, as aplicações estão a fugir ao sistema operativo, ficando para este reservado o papel de gerir o equipamento. Como se o computador passasse a um telemóvel com mais capacidade de processamento. Nem tudo são rosas nesta abordagem. Se por um lado o utilizador deixa de se preocupar com instalar e manter software, por outro perde o controlo sobre as suas aplicações já que estas passam a ser disponibilizadas nos termos (e preços) que o fornecedor entenda. E que o legislador autorize, já agora. Exagero? Repare-se então na fome de controlo que têm os EUA e a UE relativamente aos conteúdos audiovisuais. Tudo tem um preço. Veremos até onde vai o slogan da Google «Do no evil».




Quatro anos e meio de tempo perdido

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José Rodrigues dos Santos deu tareia a Teixeira dos Santos

José Rodrigues dos Santos deu tareia a Teixeira dos Santos O ministro das finanças foi hoje ao noticiário da RTP. Levou uma tareia de José Rodrigues dos Santos, com direito a contrapor (com vídeo) as declarações de Teixeira dos Santos em Janeiro com o que ele estava a dizer agora. Há muito tempo que não via um jornalista questionar um governante.

Quando disponível no site da RTP , ficará aqui.



Orçamento e credibilidade

Hoje foi aprovado um orçamento rectificativo em conselho de ministros (défice oficial de 8%). Quem ouviu Teixeira dos Santos ao longo do ano e, em particular, no período eleitoral, juraria que tal nunca aconteceria. Por isso, atente-se na cronologia preprada por Miguel, do Insurgente:

16 de Dezembro: Ministro das Finanças recusa fazer Orçamento Rectificativo

15 de Abril: Teixeira dos Santos afasta cenário de um orçamento rectificativo

04 de Maio: Teixeira dos Santos diz que “orçamento rectificativo não é oportuno”

15 de Maio: Não vejo necessidade de Orçamento Rectificativo”, disse Teixeira dos Santos durante a conferência de imprensa onde anunciou as novas previsões do Governo

01 de Julho: Teixeira dos Santos continua a rejeitar necessidade de orçamento Rectificativo

21 de Julho: Sobre um eventual Orçamento rectificativo, o governante rejeitou a ideia, considerando que “os números hoje divulgados [pela Direcção-geral do Orçamento] consolidam a percepção que o Governo tinha inicialmente e dão sinais claros de controlo da despesa”.

20 de Agosto: Governo afasta orçamento rectificativo

10 de Novembro: Ministro diz que ainda é cedo para saber se haverá Orçamento Rectificativo

19 de Novembro: Governo apresenta orçamento rectificativo

Depois ainda há quem se admire por haver quem duvide da seriedade dos políticos.




Publicidade estatal na comunicação social

Muito se tem falado sobre sobre o estado ter diminuido drasticamente a publicade (do estado e das empresas com participação estatal) durante o anterior governo Sócrates. A revista Sábado fez as contas:

publico dn publico dn jn sol independente all

Imagens integrantes da edição Sábado.

Uma pessoa do círculo próximo do primeiro-ministro e que conhecia muito bem a situação do jornal e a nossa relação com o banco BCP disse-nos que os nossos problemas ficariam resolvidos se não publicássemos a segunda notícia do Freeport”, diz à SÁBADO o director do Sol, José António Saraiva – não revelando, porém, a identidade do autor da proposta. Ressalva, porém que não foi Armando Vara: “É evidente que Armando Vara era a pessoa que tinha o pelouro do Sol no BCP e que todos os assuntos relacionados com o Sol passavam directamente por ele, e isso nós sabíamos”, acrescenta José António Saraiva. in Sábado

Pelo que se ficou a saber das escutas do Vara (a legalidade é outra coisa; aqui importa o facto político) sabemos da condenável influência do governo na comunicação social. Mais um motivo para se rejeitarem maiorias absolutas.




VAROPÉDIA

VAROPÉDIA
Assalto à Vara - assalto de fato e gravata
Che que à Vara - nome revolucionário de Armando Vara
Ovários - ninho de Varas
Vara de porcos - PS
Vara verde - corrupto inexperiente
Varação - encalhar a corrupção na PGR
Varamento - acto de bater em corruptos
Varanda - falcatrua em marcha
Varapau - a vara que julga o Vara
Varapau de corrida - carapau corrupto
Varar um barco - encher o barco de corruptos
Vardade - mentira
Varejeira - secretária do Vara
Vareta - desfalque à chuva
Variações - diversidade de golpadas
Variante - novo esquema corruptor
Variável - oscilação do preço da cunha
Varicela - Vara na cela
Varicose - licenciatura à Vara
Variedades - diferentes modelos de corrupção
Varina - mãe do Vara
Varinha mágica - uma cunha (pequenina) do Vara
Varíola - um Vara mariola
Varómetro - medidor de corrupção
Varonil - um Vara de Abril

Há gente com imaginação.



Invasão de privacidade


Não era grande utilizador do MSN Live Messenger. Já não gostava de, quando à Microsoft lhe apetecia, ter que instalar nova versão do dito cujo. Mas agora deixo de usar de vez. Este software é uma autêntica invasão de privacidade, mostrando mensagens sobre o que fazem as pessoas na minha lista de contactos. Mas mais do que isso, mostrando inclusivamente quem são as pessoas que os meus contactos adicionaram! Visto do outro ponto de vista, todos os meus contactos ficam a saber quem é que eu adicionei aos meus contactos, o que é que comentei nas suas páginas da rede social Live, que fotos é que eu mudei, etc. A lista completa é a seguinte:
  •     Actividades Web - Mostrar actualizações das actividades Web.
  •     Blogue - Mostrar actualizações do blogue.
  •     Conteúdos favoritos - Mostrar actualizações dos livros, música e filmes favoritos.
  •     Debates - Mostrar actualizações dos debates nos grupos.
  •     Documentos - Mostrar actualizações dos documentos partilhados.
  •     Eventos - Mostrar actualizações dos eventos.
  •     Favoritos partilhados - Mostrar actualizações acerca dos favoritos partilhados.
  •     Fotografias - Mostrar actualizações das fotografias.
  •     Grupos - Mostrar actualizações dos grupos.
  •     Jogos do Windows Live Messenger - Mostrar actualizações dos jogos jogados no Windows Live Messenger.
  •     Listas - Mostrar actualizações das alterações às listas nos espaços.
  •     Livro de convidados - Mostrar actualizações dos comentários adicionados aos livros de convidados.
  •     Notas - Mostrar actualizações das notas publicadas nos perfis.
  •     Perfil - Mostrar actualizações do perfil.
  •     Rede - Mostrar actualizações quando as pessoas aderem a uma rede.
  •     Windows Live Messenger - Mostrar actualizações das alterações às imagens ou mensagens pessoais do Messenger.
O utilizador se assim preferir pode inibir o que os outros vêm sobre si mesmo, tendo para isso que clicar na pequena ferramenta colocada perto destas mensagens. Por omissão, no entanto, todos verão o que consta da lista anterior.

No que me toca, nada tenho contra quem decida expor a sua vida privada no Facebook, num blog ou em qualquer outro lado na net. Mas não contem comigo para isso. Por isso, caros senhores da Microsoft, vão dar banho ao cão.



Proteger a família, proteger o emprego, proteger as empresas


Afinal, o homem das Habituais Oportunidades  não vai perder 34 mil euros por mês. Com o aumento de impostos, já sabíamos qual era a visão do PS quanto a proteger as famílias e agora vamos percebendo o que significa proteger o emprego (do Vara) e proteger as empresas:

Apesar de as decisões serem colegiais, Vara, como qualquer gestor executivo tem um enorme poder no banco. Depois, embora lhe reconheçam capacidade de trabalho, é visto como um corpo estranho ao sector, alguém que fez carreira na política e subiu até à gestão. No BCP, tal como na CGD, Vara assume uma relevância particular: surge como uma escolha pessoal do CEO, também ele do universo socialista, com uma linha directa aberta para José Sócrates (de quem é amigo) e com pelouros de grande conteúdo. Vara ficou responsável pelas áreas (corporate) onde se incluem as instituições do universo público e os clientes privados mais importantes, como a PT, a EDP, a Teixeira Duarte, Joe Berardo, Joaquim Oliveira ou Manuel Fino. Em causa estão activos de cerca de 20 mil milhões de euros. in Público

Recorde-se o slogam do PS para as legislativas 2009: proteger a família, proteger o emprego, proteger as empresas.



«Quem não deve, não teme», certo?

Mais um tema, os chips RFID nas matrículas de veículos automóveis - que causou imensa polémica que no qual o anterior governo autista recusou abertura a outros argumentos - está em vias de ser retirado da legislação. Por este andar, antevê-se um novo parlamento cujo trabalho é corrigir erros da anterior legislatura.

Daqueles que sempre optam por esse argumento "quem não deve, não teme", espero equidade e que o apliquem também a José Sócrates no caso das escutas com Armando Vara, sugerindo que estas sejam tornadas públicas. Afinal de contas, quem não deve, não teme, não é?

Para perceber porque sou absolutamente contra os chips RFID nas matrículas de veículos automóveis, remeto-o para a leitura deste texto: Chips RFID nas matrículas de veículos automóveis: considerações.



El placer está en tus manos

«Mãos à obra
Miguel Esteves Cardoso - 2009-11-17

Aqui ao lado, na Extremadura com X, a Junta ensina os jovens a masturbar-se. Vinha, por assim dizer, no PÚBLICO de anteontem. Valem os trocadilhos rascas porque a campanha chama-se El placer está en tus manos - manos no sentido não-incestuoso, claro. Destina-se aos jovens entre os 14 e os 17 anos. Se calhar, porque os de 13 ainda são novos de mais para aprender e os de 18, mesmo sem campanha, já conseguiram dalgum modo descobrir.

Apesar do placer de fazer pouco da iniciativa estar nas minhas mãos, sou obrigado a louvá-la. Há uns anos descobri na Internet muitos vídeos médicos que ensinavam a respirar. Num minuto, aprendi a respirar melhor. Mas a coisa mais importante que aprendi é que quase ninguém sabe respirar (Como não expelimos totalmente o ar velho dos pulmões, nunca conseguimos enchê-los de ar novo).

Aprende-se sempre alguma coisa pela simples razão que cada um de nós sabe pouco acerca de tudo. Há com certeza mil maneiras de bater punhetas que desconhecemos - e uma ou duas delas até podem ser boas. Nos filmes americanos, por exemplo, a masturbação masculina está sempre associada a uma loção. E alguns ingleses sentam-se em cima da mão até ela adormecer, para imaginarem que é a mão de outra pessoa.

A puberdade leva à loucura hormonal e, mesmo que não ensinasse nada de novo aos loucos e às loucas adolescentes, pelo menos o carácter oficial da campanha contribuirá para remover qualquer culpabilidade - e mesmo um pouco daquela constante tesão.», in Público



A beleza do formalismo

Ele há coisas que realmente não percebo. Mas então em Junho, Sócrates não jurou a pés juntos nada saber do negócio da PT/TVI?
Março (vários dias) - Escutas da PJ no caso Face Oculta registam telefonemas entre Armando Vara e José Sócrates. As conversas que o DIAP de Aveiro considerou mais relevantes versam sobre a venda da TVI e questões financeiras do grupo Global Notícias. in Público
Ah!, esperem lá, o que está em causa é «o conhecimento oficial e o conhecimento prévio». Assim, está bem, fico tranquilo. Sócrates pode ter ajudado o «amigo Oliveira» mas nada fez (oficialmente). Então mas assim mesmo que oficiosamente, não se lhe pode aplicar a mesma medida que Santana Lopes levou por menos?



Transformar pensamentos em tweets *

No i, um artigo sobre as 50 maiores invenções de 2009. Numa delas, fala-se de «escrever no programa Twitter apenas através do pensamento». Para os curiosos, aqui fica o link para a notícia:  Twitter Telepathy: Researchers Turn Thoughts Into Tweets.

* Piada de ocasião: isto é fácil, um tweet apenas tem 140 caracteres. E para algumas pessoas é mesmo trivial: basta manda uma mensagem vazia.



Arrogância absoluta

Os quatro anos e meio de governo Sócrates não passaram de uma oportunidade perdida e as evidências estão aí com o governo a recuar em pontos polémicos que lhe ocuparam a governação. Desde coisas simples, como as taxas moderadoras dos internamentos e cirurgias, até ao extenso caos criado na educação. Para agora com toda a simplicidade se encontrar abertura para as soluções. Tempo perdido em duplicado, primeiro no braço de ferro, agora a apaziguar. Para mim, isto é a prova acabada de que as maiorias absolutas são de evitar a todo o custo. Esse argumento da governabilidade é palha para  se conseguir arrogância absoluta.



As amizades escolhem-se

Ao longo dos meus 41 anos de existência cruzei-me com vários escroques. Não fiz amizade com essas pessoas; optei por delas me afastar. Contrariamente à família, as amizades escolhem-se. Revelam traços de personalidade e falam por nós. Sócrates fez as escolhas que quis e agora, se não por mais, anda no lodo em consequência disso.



Leituras

Público - Cronologia de um golpe



Quem é ele, quem é?



Mão amiga fez-me chegar esta pérola.
Artigo no jornal O Diabo.



Hipócritas

Fim da duplicação de viagens aéreas de deputados aprovado por unanimidade



Leituras

Kick in the eye, por José Simões.



Post dedicado aos votantes no amigo Sócrates

Crónica hoje no Público:

Carga fiscal: um aumento pela calada
Pedro Pereira - 2009-11-11

Mais uma vez o Governo encontrou uma forma de aumentar a carga fiscal sobre os portugueses

No Diário da República de 16 de Setembro de 2009, já em período pré-eleitoral, foi publicada a Lei n.º 110/2009 - o Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social - sem que a comunicação social em particular, e a opinião pública em geral, lhe tenham dado a devida importância, e que na prática vem promover o aumento de impostos, ou melhor, neste caso, um aumento significativo das contribuições para a Segurança Social dos trabalhadores e das empresas.

A leitura deste documento suscita (ou deve suscitar) enorme preocupação. Já em 2010, e de forma progressiva até 2012, as contribuições para a Segurança Social irão aplicar-se a todos os tipos de rendimentos auferidos: salário (o que obviamente já acontecia no passado), mas agora também ao subsídio de almoço, às participações nos lucros, aos bónus, às viaturas, às despesas de representação e às ajudas de custo.

Se por um lado se pode considerar como justo e razoável o aumento do "perímetro" de rendimentos sujeitos a tributação, ajustando-o à prática remuneratória, o que não é justo nem razoável é que o trabalhador e a empresa vejam os seus descontos aumentados, sendo que, no caso do empregador, tal aumento vai repercutir-se directamente nos custos do factor trabalho (qualificado, na grande maioria dos casos), com repercussões directas na competitividade das empresas; quanto ao trabalhador, não terá qualquer contrapartida ao nível da sua pensão de reforma.

Vejamos. Para as empresas, o que esta alteração legislativa implica é um forte incremento dos custos dos quadros qualificados, pois, como é sabido, o peso destes fringe benefits na remuneração dos trabalhadores é significativa. Assim, desta forma os descontos para a Segurança Social vão aumentar substancialmente, tanto mais quanto maior o peso destas variáveis (os referidos fringe benefits) em relação ao salário na remuneração total do trabalhador. Como será difícil às empresas reduzir e/ou alterar estes benefícios, o que elas vão enfrentar é, num contexto particularmente adverso como o que hoje vivemos, um aumento dos seus custos, o que pode pôr em causa a sua (frágil) sustentabilidade financeira e degradará a sua competitividade.

Por outro lado, para os empregados, a reforma também não lhes traz qualquer vantagem. Para todos os trabalhadores que entraram no regime de Segurança Social antes de 2001, a sua pensão de reforma é calculada tendo como limitação o valor de 12 IAS (indexante de apoios sociais - aproximadamente o valor do salário mínimo). Assim, o resultado prático das alterações agora introduzidas é muito simples: o trabalhador irá descontar mais, o que pode não se traduzir em qualquer benefício na sua pensão de reforma que continuará limitada aos 12 IAS.

Em suma, mais uma vez o Governo encontrou uma forma de aumentar a carga fiscal sobre os portugueses e mais uma vez essa subida não nos trará qualquer benefício, destinando-se apenas a alimentar a pesadíssima máquina do Estado. Economista