a política na vertente de cartaz de campanha

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Ingleses desistem do "BI". E os "nossos" chips nas matrículas?

Os ingleses até o projecto de um "bilhete de identidade" recusam mas os nossos adoráveis governantes nada de mal vêm em ferrar electronicamente os nossos veículos automóveis.

ID cards, National Identity Register scrapped

The Conservative-Liberal Democrat government has confirmed that it will scrap the ID cards scheme and the National Identity Register.

"Applications can continue to be made for ID cards, but we would advise anyone thinking of applying to wait for further announcements," the Home Office said in a note on its website on Wednesday.

Leituras:



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Hoje não vou comemorar o 25 de Abril

A liberdade também é isto.



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Mais vale rir - 40

public enemy

Por serem inconvenientes ao poder e seus satélites, estes foram os primeiros blogs a serem alvos de ameaças. Vários se tem seguido, curiosamente até entre os apoiantes do governo. A chatice com os blogs é que não dá para nomear um boy para ser administrador que controle o que se diz.

(republicações, diariamente às 12h30, de bonecada antiga)



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Excesso de tráfego ou excesso de zelo?

Para quem não estiver a par do caso Aventar, deixo este resumo do texto de Gabriel Silva:


1) o blog Aventar decidiu publicar este anúncio no Jornal de Notícias:
2) O Jornal de Notícias, por intermédio de email, informou que o anúncio foi recusado;
3) O anúncio foi hoje publicado no jornal Público (edição Lisboa);
4) O CAA fez hoje de manhã posta com o assunto referindo tais peripécias;
5) O blog Aventar deixou de estar acessível pelas 14.00 horas; (ler o resto aqui)

Gabriel Silva diz que falou "com Fernando Moreira de Sá (outros dos responsáveis do blog) , que tinha contactado directamente a Esotérica, o qual indicou que a empresa teria dito que enquanto «os dois links do Blasfémias para o Aventar estivessem online a coisa não se conseguia desbloquear, pelo excesso de tráfego»!!!!"

Excesso de tráfego? Só pode ser brincadeira. É certo que o Blasfémias é dos blogs mais vistos cá no rectângulo (o Blogómetros diz que tem uma média 5761 visitantes diários) mas daí até excesso de tráfego… Enfim, uma empresa de alojamento não aguenta um tráfego de 5 mil visitantes diários? Excelente convite para não escolher este alojamento. Bem mais visitas aguenta o Blogger e é à borla.

Além disso, no site da empresa estão as condições de venda dos seus produtos de alojamento:

image

Ficamos a saber que anunciam tráfego mensal ilimitado. No entanto decidiram fechar o Aventar alegando excesso de tráfego. É caso para a ASAE por publicidade enganadora.

Mas a questão que se me coloca mesmo é se estamos perante um caso de excesso de tráfego ou de excesso de zelo.

Caros Aventares, querem uma sugestão de um alojamento fiável por 35 euros anuais? Cá vai: http://www.brinkster.com Custa um bitoque a mais do que a solução da Esoterica mas ao não vos fazem palermices destas. E é fiável.

Segue-se uma série de adendas para efeitos de histórico



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255 edições depois

imageHá vários anos que sigo as escritas d'O Jumento, umas vezes concordando, outras nem tanto. Desde há muito que sei que o autor é quadro das finanças, dito pelo próprio no seu blog. A notícia hoje no i acrescenta o nome do autor e recupera mais umas velharias inconsequentes saídas no Público em 2008 (queixa ao DIAP arquivada por este nada ter encontrado «que consubstanciasse violação do dever do segredo dos funcionários»). Acrescentou algo? Nope.

Além de mais, neste blog nem havia tentativa alguma de iludir, já que é óbvio que "O Jumento" é a alcunha usada pelo autor do blog (contrariamente ao caso Miguel Abrantes, que é uma identidade fictícia).

Para que serve então esta notícia, que tem direito a destaque na primeira página do jornal e ao primeiro lugar na galeria do site? Simplesmente para revelar o nome do blogger. Lamentável jornalismo este, de verdadeiro buraco da fechadura, como escreve Gabriel Silva. Ao agir assim, PPM apenas diminuiu a liberdade do autor do blog, sem nada acrescentar que tenha interesse público.

Ainda há dias comentava com um amigo que o i era o único jornal a que não apontava jogadas baixas. Afinal bastaram 255 edições para lá chegar.

image image
imagens copiadas do blog.fractura.net 

Resposta do autor d'O Jumento: A propósito da notícia no ‘i’



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85 blogs (*)

Todos pela liberdade31 da Armada; 5Dias; Portugal dos Pequeninos, Vila Forte; Aventar; Insurgente; Clube das Repúblicas Mortas; Tradução SimultaneaVasco Campilho; Republica do Caustico; Blogue de direita; Blue Lounge; Cachimbo de Magritte; Cocanha; Corta-fitas; Golpe de Estado; Impensável; Impertinências; Impressões de um boticário de província; Inflaccionista; Intervenção Maia; Nortadas; Portugal Contemporâneo; Papa-Açordas; Centenário da República; Vida breve; Correntes; Terra portuguesa; O fio dos dias; Braga maldita; Anabela Magalhães; Cortar da direita; O estado da educação e do resto; Promova; The Braganza Mothers; Le rouge et le noir; Octavio V Gonçalves; ABC do PPM; Dedos em riste; fliscorno; Democracia em Portugal; Vento Sueste; Kl@ndestino; Porta da Loja; Espumadamente; tasquinha; A curva da estrada; A casa dos discus; Palavrossavrvs RexPleitos, apostilhas e comentários; Profblog; Cláudia Köver; Delito de opinião; Gladius; Do Portugal profundo; Estado Sentido; CPGondar; Bomba Inteligente; Pensamentos desblogueados; Ofício diário; Em@; tasquinha; Um jardim no deserto; Adufe; O número primo; Hora absurda; O último pingo; A página do Mário; MUP; Don Vivo; Donatien alphonse françois; Oeiras local; Direito de opinião; Pérola de cultura; Gavajelly; Ruptura Vizela; Terras de Azurara; BlogMora; Cozinhar com os anjos; A sul; O Estado da educação e do resto; soucontraacorrente; educação s.a.; José Luís Araújo; Kruzes kanhoto; Pedro Cruz;


compilação do Gabriel Silva
* às 23h06

Adenda:
Maré Baixa


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Todos pela liberdade

Todos pela liberdade Dei com isto pela manhã mas quis esperar para analisar a questão.

Depois disto e atendendo a isto, só posso concordar.

Links:

- o blog da organização

- assinar a petição.

 

E já que se fala de liberdade:

Anagrama sobre 25 de Abril de 1974



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Os 3 mosqueteiros da cusquice fiscal

Os 3 mosqueteiros da cusquice fiscal

Muitas palavras me ocorreram sobres estas três pessoas, que graças a quem neles votou também são deputados. São pessoas sem respeito pela privacidade dos outros e que não hesitam no uso da demagogia para defender algo que afirmam ser para combater a corrupção. Como se o vulgar contribuinte fosse a fonte da corrupção em Portugal. Como se quem pratica a corrupção não tivesse meios para a ocultar de uma mera declaração fiscal.

Do alto da sua hipocrisia, alguns defendem que quem nada tem a esconder não teme, posição que anonimamente – ou com escassa identificação, o que é o mesmo – defendem em comentários em blogs diversos. Esquecem-se de dar o exemplo daquilo que para os outros defendem.

A corrupção é coisa séria. Combate-se com uma justiça que funcione em tempo útil. Mais leis não passa de areia para os olhos.

Estas três pessoas não são o PS que lutou pela liberdade. Antes, representam as forças que lei após lei vão encurralando a liberdade individual até ao golpe de misericórdia. Aqui ficam retratadas para mais tarde recordar.



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Ao cuidado das virgens ofendidas

«Em 1964, o Supremo deu razão ao Times. Numa decisão que faz parte do decálogo da liberdade de imprensa na América, Brennan escreveu este conhecido parágrafo: "O debate sobre questões públicas deve ser desinibido, robusto e aberto e isso pode incluir ataques veementes, cáusticos e às vezes desagradavelmente duros contra titulares de cargos públicos."» Pedro Lomba no Público

Um texto a ler na totalidade.



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O tiranete

«Quem relatou foi o Correio da Manhã: "José Sócrates e a sua equipa não gostaram nada" que a RTP tivesse ouvido, entre outros especialistas, Paulo Pinto de Albuquerque, que criticou o presidente do Supremo Tribunal de Justiça por ter considerado nulas escutas do caso Face Oculta. Mais: "fizeram questão de o dizer, de forma bastante viva e clara, ao director de Informação da RTP", J. Alberto Carvalho (CM, 04/12). » Eduardo Cintra Torres, Público 11.12.2009

 continuar a ler no Portugal dos Pequeninos



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Um mundo pequeno

 

Sobre esta crónica de Pedro Lomba:

Opinião: Cronologia de um golpe

12.11.2009 - 07:00 Por Pedro Lomba

Acto I. Estamos a 3 de Outubro de 2004 e José Sócrates é eleito líder do PS. A 9 de Outubro, Armando Vara regressa à direcção do partido pela mão de Sócrates. A 20 de Fevereiro de 2005, o PS vence as legislativas com maioria absoluta. A 2 de Agosto de 2005, há mudanças na Caixa Geral de Depósitos: Teixeira dos Santos afasta Vítor Martins e Vara integra o “novo” conselho de administração. A maioria dos membros desse conselho é afecta ao PS.

Avancemos no tempo. Grande plano. No primeiro semestre de 2007, a Caixa financia accionistas hostis ao conselho de administração em funções no BCP.
Cresce o peso do banco do Estado no maior banco privado português. Vara e Santos Ferreira são incluídos em lista concorrente nas eleições para o conselho executivo. O jornais falam no financiamento da Caixa ao empresário Manuel Fino que apoia Santos Ferreira:
«A garantia desses financiamentos é feita em primeira linha com os títulos adquiridos com os fundos emprestados, sendo, nalguns casos, reforçada com outros activos de menor volatilidade.
Estas operações foram aprovadas pelo Conselho Alargado de Crédito da Caixa formado por cinco administradores: Carlos Santos Ferreira, o então CEO, o seu vice, Maldonado Gonelha, Armando Vara, Celeste Cardona e Francisco Bandeira.
[...]
"Este grupo de investidores tem vindo a reforçar a sua presença no BCP, o que lhes têm assegurado uma palavra a dizer no combate que se trava pelo controlo do poder no maior banco privado português. Actualmente, no quadro da assembleia geral de accionistas de 15 de Janeiro, todos eles subscreveram a lista que Santos Ferreira e Vara candidatam ao conselho de administração executivo (CAE). Admite-se ainda que Manuel Fino (que apoia Santos Ferreira) tenha igualmente financiamento da CGD."
A 15 de Janeiro de 2008, Armando Vara é eleito vice-presidente do BCP. Segundo documento divulgado pelo próprio banco ficam a seu cargo os pelouros executivos mais relevantes: (i) Rede Corporate; (ii) Rede Empresas; (iii) Factoring e Leasing; (iv) Marketing de Empresas; (v) Aprovisionamento, Património; (vi) Desinvestimento de Activos; (vii) Fundação BCP; (viii) Millennium Moçambique. Ou seja, Armando Vara coloca-se precisamente no coração dos movimentos de créditos, dívidas, compras e vendas de acções e activos. No centro do fluxo de todos os interesses e todas as influências.
Chegados aqui, com os actores certos nos papéis certos nas duas maiores instituições de crédito nacionais (CGD e BCP), tudo se torna possível. O primeiro golpe foi concluído. Começou então o segundo.
Acto 2. Com as possibilidades que o controlo do BCP oferece, o recém-chegado grupo Ongoing, que entretanto adquirira o Diário Económico e já tinha uma posição no Grupo Impresa (SIC, Expresso, etc), é financiado para novas acções.
Com o grupo Ongoing: José Eduardo Moniz sai da TVI e controla-se a Media Capital, depois de uma tentativa de aquisição pela PT abortada pelo Presidente e pela oposição.
Em Fevereiro de 2009 torna-se possível ajudar o empresário Manuel Fino a aliviar os problemas financeiros (em parte criados pelo reforço da posição no BCP) junto da CGD prestando uma dação em pagamento com acções suas valorizadas cerca de 25% acima do preço de cotação e com opção de recompra a seu favor.
Torna-se também possível ajudar o «amigo Oliveira» a resolver os problemas financeiros do seu grupo de media (Diário de Notícias, TSF, Jornal de Notícias).
Tudo factos do domínio público que muitos a seu tempo denunciaram. Sócrates respondia com a cassete familiar: “Quem tem procurado debilitar os órgãos de supervisão, lançando críticas à sua actuação no BCP, está a fazer 'política baixa'".
Política baixa, diz ele. Estamos perto do fim desta operação bem montada. Sócrates ganhou de novo as eleições. Mas este encadeamento todo precisava de confirmação. Incrivelmente, nas escutas a Armando Vara no caso “Face Oculta” eis que surge a arma do “crime” libertando fumo: "O primeiro-ministro e o ‘vice’ do BCP falaram sobre as dívidas do empresário Joaquim Oliveira, da Global Notícias, bem como sobre a necessidade de encontrar uma solução para o ‘amigo Joaquim’. Uma das soluções abordadas foi a eventual entrada da Ongoing, do empresário Nuno Vasconcellos, no capital do grupo. Para as autoridades, estas conversas poderiam configurar o crime de tráfico de influências."
Escutas nulas, disse o Supremo. Os factos, meus amigos, é que não são.
A 15 de Janeiro de 2008, Armando Vara é eleito vice-presidente do BCP.

 

foi dito que

Pedro Lomba foi afastado de colunista do Diário Económico sem uma palavra de explicação do director, uns dias depois de ter criticado violentamente a actuação do governo nos negócios dos media. no ABC do PPM

o que é confirmado pelo próprio Pedro Lomba:

Sem resposta

A propósito do que li aqui e aqui, confirmo que publiquei esta crónica no Público a 12 de Novembro, quinta-feira e na segunda-feira da semana seguinte, dia 16 de Novembro, a 2 horas de entregar o meu texto pronto para ser publicado na edição de terça do Diário Económico, como sempre fiz desde o princípio de 2008, fui contactado pelo editor de opinião do jornal informando-me de que a minha colaboração era dispensada. Não obstante ter escrito imediatamente ao director do Diário Económico manifestando a minha surpresa por ter sido dispensado sem uma explicação no próprio dia em que iria entregar um artigo, não recebi qualquer resposta.

É mesmo um mundo pequeno.



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Mais um

Pedro Lomba foi afastado de colunista do Diário Económico sem uma palavra de explicação do director, uns dias depois de ter criticado violentamente a actuação do governo nos negócios dos media. no ABC do PPM



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Publicidade estatal na comunicação social

Muito se tem falado sobre sobre o estado ter diminuido drasticamente a publicade (do estado e das empresas com participação estatal) durante o anterior governo Sócrates. A revista Sábado fez as contas:

publico dn publico dn jn sol independente all

Imagens integrantes da edição Sábado.

Uma pessoa do círculo próximo do primeiro-ministro e que conhecia muito bem a situação do jornal e a nossa relação com o banco BCP disse-nos que os nossos problemas ficariam resolvidos se não publicássemos a segunda notícia do Freeport”, diz à SÁBADO o director do Sol, José António Saraiva – não revelando, porém, a identidade do autor da proposta. Ressalva, porém que não foi Armando Vara: “É evidente que Armando Vara era a pessoa que tinha o pelouro do Sol no BCP e que todos os assuntos relacionados com o Sol passavam directamente por ele, e isso nós sabíamos”, acrescenta José António Saraiva. in Sábado

Pelo que se ficou a saber das escutas do Vara (a legalidade é outra coisa; aqui importa o facto político) sabemos da condenável influência do governo na comunicação social. Mais um motivo para se rejeitarem maiorias absolutas.



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«Quem não deve, não teme», certo?

Mais um tema, os chips RFID nas matrículas de veículos automóveis - que causou imensa polémica que no qual o anterior governo autista recusou abertura a outros argumentos - está em vias de ser retirado da legislação. Por este andar, antevê-se um novo parlamento cujo trabalho é corrigir erros da anterior legislatura.

Daqueles que sempre optam por esse argumento "quem não deve, não teme", espero equidade e que o apliquem também a José Sócrates no caso das escutas com Armando Vara, sugerindo que estas sejam tornadas públicas. Afinal de contas, quem não deve, não teme, não é?

Para perceber porque sou absolutamente contra os chips RFID nas matrículas de veículos automóveis, remeto-o para a leitura deste texto: Chips RFID nas matrículas de veículos automóveis: considerações.


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Os direitos dos outros

Sobre os negligenciáveis direitos individuais versus os intocáveis direitos empresariais, crónica de José Vítor Malheiros hoje no Público:

O degredo dos tempos modernos
José Vítor Malheiros - 2009-11-10
O Conselho Europeu e o Parlamento Europeu alcançaram na semana passada um acordo que visa reduzir o download através da Internet de obras sujeitas a direitos de autor sem que sejam pagos os respectivos royalties.

A directiva ainda tem de ser confirmada pelo Parlamento Europeu, mas ela deverá permitir que um utilizador possa vir a ser impedido de aceder à Internet como sanção. Os termos em que isso acontecerá ainda não são claros. De facto, ainda que o acordo estipule que o corte do acesso à Internet "respeitará os direitos individuais", não é ainda claro que ele passe obrigatoriamente por um juiz.

Que o corte do acesso só tenha lugar após uma decisão judicial que prove a responsabilidade do autor do acto, parece uma obrigação elementar. Mas é significativo dos tempos que vivemos e do ataque aos direitos individuais que haja quem defenda que a sanção seja aplicada pelos fornecedores de acesso à Internet (ISP), sem mais considerações, a todos os que possam parecer estar a infringir a lei.

Que a nova norma será difícil de aplicar é evidente. Basta pensar num computador doméstico, usado por todos os membros de uma família. Se o corte do acesso for decidido unilateralmente pelo ISP, sem processo e sem direito a defesa nem exigência de prova, tratar-se-á de uma prepotência inaceitável que justificará as mais violentas reacções de rejeição por parte dos utilizadores.

Mas mesmo que haja um processo judicial, como se tentará provar a responsabilidade de um dado membro da família? Para isso ser levado a cabo não podemos senão imaginar uma profunda devassa da vida privada de todos os elementos da família - interrogatórios separados com acareação? Estímulos à delação? Interrogatórios aos amigos para confirmar as preferências musicais de cada membro da família?

Ou será que se prescindirá da responsabilização individual e se criará a nova figura de "responsabilidade familiar", condenando todos os membros da família ao exílio da Internet?

E isto para além de uma questão prévia não menos importante: como sabem os ISP que alguém, através daquele computador, está a fazer download de um dado filme ou de um dado CD senão através de uma devassa da sua vida privada? Não se perceberá que, em nome da defesa dos direitos de autor, se estão a destruir princípios que não são menos importantes?

Quando os ISP (e outras empresas) nos diziam que, de vez em quando, davam uma olhadela ao nosso tráfego sempre nos juraram pela sua saúde que apenas o faziam para obter estatísticas e para detectar problemas técnicos e sempre nos garantiram que nunca tentariam saber o que fazia cada utilizador individual. A nova directiva vem provar que todas essas promessas e protestos eram falsos. Se não o fossem, os ISP estariam na primeira linha da recusa da nova norma europeia.

Que a nova norma se vai revelar inútil todos o sabemos. Há mais de uma maneira de esfolar um gato - ou de aceder a música e filmes com direitos sem pagar um tostão. A lei será, quando muito, um incentivo a formas mais sofisticadas de pirataria. Que a nova norma é injusta (e insensata) também sabemos. Os piratas que a indústria estupidamente persegue constituem o grosso dos compradores das obras de autor.

Mas o que a nova norma não esconde é o conceito que permeia de forma cada vez mais violenta as nossas sociedades: em nome da defesa dos direitos das empresas, todos os atropelos aos direitos individuais são permitidos.

A Internet não é hoje uma forma de entretenimento. É o meio através do qual se exerce uma parte fundamental da cidadania. Amputar um cidadão dessa ferramenta constitui uma punição semelhante a um degredo, uma negação do exercício de direitos cívicos fundamentais.

Agora estão a levar os nossos vizinhos e não ligamos. Um dia virão buscar-nos a nós e será tarde.


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Muro de Berlim: fugas para a liberdade

Documentário «Berlin Wall: Escape For Freedom» (duração: 59' 39''):




Documentário muito interessante. Inclui a fuga dos três irmãos, na qual o primeiro era soldado junto ao muro, tendo estudado um caminho para atravessar a terra de ninguém; chegado ao outro lado, ajudou o irmão que disparou uma flecha para fazer passar um cabo de aço que lhe permitiu deslizar para o outro lado; e finalmente os dois irmãos montaram dois ultra-leves para voarem de novo para o outro lado e trazerem o terceiro irmão. Notável!

Um outro vídeo com interesse é  um documentário americano sobre o primeiro ano de existência do muro: The Wall (1962) / Berlin Wall Documentary Film Video.


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«Comprar os jornais»



PRIMEIRO PLANO
Comprar os jornais
por Ricardo Reis, Publicado em 24 de Outubro de 2009

Há países onde já há estudos sobre a manipulação do governo nos jornais. Em Portugal continuamos a debitar opiniões avulsas...

Durante as campanhas eleitorais falou-se muito na suposta manipulação da comunicação social por parte do PS. As acusações de que os media são enviesados e manipulados pelo governo são uma constante em todas as democracias do mundo. No entanto, ao contrário de Portugal, noutros países esta discussão já foi para além da teoria da conspiração.
Por exemplo, dois economistas argentinos, Di Tella e Franceschelli, fizeram um cálculo simples para detectar o controlo dos media pelo governo. Mediram o espaço da primeira página dos quatro principais jornais argentinos que é dedicado a expor escândalos de corrupção entre 1998 e 2007. Depois compilaram os dados públicos sobre os destinatários dos gastos em publicidade do Estado. Por fim, simplesmente olharam para a correlação entre estas duas variáveis. O resultado salta à vista: por cada 230 mil euros que o governo dá em publicidade a um jornal, esse jornal tem em média menos meia página por mês dedicada à corrupção.
De seguida, os economistas olharam para o tratamento de cada caso de corrupção por cada jornal. Mostraram que quanto mais publicidade estatal mais casos em que o jornal não noticia o escândalo, menor a probabilidade de o jornal ser o primeiro a noticiá-lo e menor o número de artigos que lhe são dedicados. Por fim, mostraram que estas opções editoriais não correspondem aos desejos dos leitores. Por cada página a menos por mês dedicada a expor escândalos de corrupção, cada jornal tem menos 1,48 milhões de circulação esse mês. Os estudos que se seguiram mostraram que os jornais que declaram frequentemente o seu apoio a candidatos de esquerda têm mais notícias sobre o desemprego se o presidente é de direita do que se é de esquerda e vice-versa. Por fim, outro estudo recente identificou as expressões não usadas pelos políticos de esquerda que os de direita mais usam nos seus discursos. Por exemplo, a direita diz "a guerra ao terror" e "o imposto sobre a morte" enquanto a esquerda diz "a guerra no Iraque" e "o imposto sucessório". Os autores mostram que os jornais se dividem claramente em matéria de uso de vocabulário de esquerda ou de direita.
É óptimo que se discuta a "asfixia democrática" em Portugal. Mas, por favor, com tanta energia e tempo gastos em debates e opiniões avulsas, não há ninguém no país que queira investir antes umas semanas a recolher alguns factos a sério sobre este assunto tão importante?

Professor de Economia, Universidade de Columbia 

Artigo no i



Comentário: agora liguem este artigo ao facto de o Público ser um jornal onde o estado ou empresas participadas não colocarem um cêntimo em publicidade. Um comentador no 31 da Armada diz que isto é totalmente falso. Talvez haja dois cêntimos de publicidade... Basta comprar o jornal e verificar que os omnipresentes anúncios da energia solar e das novas oportunidades, só para apontar dois casos que encheram outdoors e jornais pelo  país fora, estão fora deste diário.


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Liberdade de imprensa em Portugal

No final do governo liderado pelo «Cristo da política portuguesa», descemos oito posições no ranking da liberdade de imprensa 2009.Passámos para a posição 30ª, logo depois de países como a Jamaica e o Uruguai. Mas atenção, estamos à frente da África do Sul e da Macedónia! Mesmo assim estamos em "boa situação", sem ninguém ligado à comunicação social morto ou preso. E estamos melhores do que a Espanha, com a sua "situação satisfatória" (posição 44ª no mesmo ranking).


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Queimem-nos

Os livros são veículos de transmissão de terríveis ideologias, desde o socialismo ao capitalismo, do ateísmo ao culto divino, do tudo ao nada, que condicionaram e ainda condicionam toda a humanidade. Deviam ser todos queimados, para a segurança da espécie.


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DGS envia SMS a todos os portugueses

A Direcção-Geral de Saúde (DGS) está a enviar um SMS para todos os telemóveis nacionais com uma mensagem de aconselhamento sobre a gripe A.

No JN:
O envio de alertas sobre a gripe A por SMS para os telemóveis dos portugueses é uma "medida excepcional" com uma "duração limitada", garantiu ao JN Clara Guerra, do Serviço de Informação da Comissão Nacional de Protecção de Dados.

De acordo com a autorização concedida pela CNPD, o envio das mensagens é feito directamente pelas operadoras telefónicas aos respectivos clientes, não havendo qualquer acesso aos dados nem conhecimento por parte da Direcção-Geral de Saúde (DGS) dos números de telefone.

No DN:
Para já, apenas será "enviada esta mensagem, mas se houver uma situação epidemiológica especial, poderão ser enviadas mais", acrescenta o director-geral da saúde, que apela às pessoas para cumprir estas regras para minimizar o contágio.

Seria necessário ir tão longe na divulgação da mensagem? Talvez houvesse ainda alguém, num local remoto onde não chega a rádio, a televisão e os jornais, que ainda não tivesse tomado conhecimento destes conselhos. Mas que esse lugar não seja remoto de mais para nem o telemóvel lá chegar, já agora.

O facto é que, independentemente da validade dos argumentos, é possível o governo usar, mesmo que por interposta pessoa, dados privados dos cidadãos. Sem querer entrar em teorias da conspiração, isto preocupa-me. Este é um bom momento para trazer à actualidade a polémica sobre o uso de chips RFID nas matrículas de automóveis.