Que Europa é esta?
Já agora, onde estão as sessões de esclarecimento sobre o tratado de Lisboa prometidas por Sócrates a troco de não fazermos um referendo como ele mesmo havia prometido?
Tudo muito fraquinho
Para interpretar os resultados eleitorais sem ter de sair do bar, basta olhar para as garrafas à sua frente e aplicar a tabela dos bêbados. É só converter as percentagens dos partidos em graduações alcoólicas.
Só com 40 graus é que há motivo para festa, entrando-se no estonteante mundo dos destilados. 43 ainda é mais excitante, alcançando os whiskies mais sérios e os gins mais puxadotes. Como se vê, também são estes os números das vitórias retumbantes e das maiorias absolutas.
Entre 35 e 37,5 encontram-se as mais pindéricas vodkas e os mais rascas gins e runs, diluídos com mão pesada, porque a água é mais barata e mais saborosa do que o álcool. Mas, pronto, ainda se podem aproveitar para coquetéis manhosos, disfarçando o gosto com sumos de frutas.
Pois o PSD nem isso teve. Teve 32 graus. Esqueçam as bebidas de adultos. Quando muito, é um licor de peppermint ou uma daquelas vodkas horríveis com sabor a fruta, concebidas para ajudar os adolescentes a fazer a transição dos rebuçados para o álcool. Quanto ao PS, teve 27 graus - é um pobre Pimm's, sem contar com a gasosa. Na melhor das hipóteses, é uma ginjinha caseira.
Já o BE passou de mera cerveja a vinho de mesa, com uns belos 11 graus. A CDU foi sempre vinho mas lá subiu de grau. E o CDS, que se dizia destinado a cerveja light, acabou como vinho verde de pipa, com 8,5 graus.
Enfim. Foram só aperitivos, licores e vinhos leves. Nada de whiskies ou aguardentes depois desta refeição mal regada.
Não há volta a dar-lhe. As eleições europeias foram mais uma vez disputadas num registo nacional, como julgamento político do Governo em funções. Como partido do Governo, o PS perdeu e as oposições ganharam. Não é provável que as posições dos partidos quanto à Europa e às políticas europeias tenham influenciado a decisão de voto de muitos eleitores.
Estas foram eleições europeias com a Europa ausente. Não que não tivesse havido por parte de algumas candidaturas - incluindo, à cabeça, a do PS - um esforço honesto de colocar na agenda da campanha eleitoral a crescente importância da UE, o relevo destas eleições europeias em especial (desde logo, por causa dos poderes acrescidos que o Tratado de Lisboa confere ao Parlamento Europeu), bem como ideias e propostas para as principais políticas europeias, desde a política económica à política de defesa. De nada valeu, porém. Desses esforços só algum eco chegava aos eleitores, e quase sempre de forma distorcida (como sucedeu com a questão do chamado "imposto europeu"), por efeito da filtragem de uma comunicação social mais interessada sobretudo nos assuntos domésticos ou na especulação política do que nos temas europeus.








Número dos que podem votar não bate certo com os recenseados
04.06.2009 - 08h22 Sofia Branco
Quase um milhão de pessoas separa o número de cidadãos maiores de 18 anos e, portanto, com capacidade para votar, e o número de recenseados. O primeiro, fixado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), é de 8.642.681, enquanto o segundo sobe para 9.562.141. Os especialistas ouvidos pelo PÚBLICO dividem-se nas explicações para este hiato.

«Gordon Brown was under renewed pressure to hold a referendum last night after José Manuel Barroso, the president of the European Commission, hailed the European Union as an "empire". [...]O mesmo assunto numa versão menos british:Mr Barroso, Portugal's former centre-Right prime minister and a student radical in the 1960s, tried to argue that unlike old "super state" empires the EU was based on a voluntary surrender of sovereignty, not military conquest.
"What we have is the first non-imperial empire," he said.» in Telegraph
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