a política na vertente de cartaz de campanha

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Que Europa é esta?

Passado um ano, os irlandeses vão votar de novo o tratado de Lisboa. Que Europa é esta que não aceita uma decisão democrática? Sou apologista da união europeia mas isto é uma compressão e não uma união.

Já agora, onde estão as sessões de esclarecimento sobre o tratado de Lisboa prometidas por Sócrates a troco de não fazermos um referendo como ele mesmo havia prometido?


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Eleições europeias: a victória do PSD

Eleições europeias: a victória do PSD

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Sócrates perde eleições europeias 2009

Sócrates perde eleições europeias 2009

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Adenda: Os bombeiros do PS preparam-se para apagar o fogo.


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«Tudo muito fraquinho»

Miguel Esteves Cardoso, Público, 9.Junho.2008
Tudo muito fraquinho
Para interpretar os resultados eleitorais sem ter de sair do bar, basta olhar para as garrafas à sua frente e aplicar a tabela dos bêbados. É só converter as percentagens dos partidos em graduações alcoólicas.
Só com 40 graus é que há motivo para festa, entrando-se no estonteante mundo dos destilados. 43 ainda é mais excitante, alcançando os whiskies mais sérios e os gins mais puxadotes. Como se vê, também são estes os números das vitórias retumbantes e das maiorias absolutas.
Entre 35 e 37,5 encontram-se as mais pindéricas vodkas e os mais rascas gins e runs, diluídos com mão pesada, porque a água é mais barata e mais saborosa do que o álcool. Mas, pronto, ainda se podem aproveitar para coquetéis manhosos, disfarçando o gosto com sumos de frutas.
Pois o PSD nem isso teve. Teve 32 graus. Esqueçam as bebidas de adultos. Quando muito, é um licor de peppermint ou uma daquelas vodkas horríveis com sabor a fruta, concebidas para ajudar os adolescentes a fazer a transição dos rebuçados para o álcool. Quanto ao PS, teve 27 graus - é um pobre Pimm's, sem contar com a gasosa. Na melhor das hipóteses, é uma ginjinha caseira.
Já o BE passou de mera cerveja a vinho de mesa, com uns belos 11 graus. A CDU foi sempre vinho mas lá subiu de grau. E o CDS, que se dizia destinado a cerveja light, acabou como vinho verde de pipa, com 8,5 graus.
Enfim. Foram só aperitivos, licores e vinhos leves. Nada de whiskies ou aguardentes depois desta refeição mal regada.


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Delírio hipócrita

Vital Moreira, Público, 9.Junho.2009
Não há volta a dar-lhe. As eleições europeias foram mais uma vez disputadas num registo nacional, como julgamento político do Governo em funções. Como partido do Governo, o PS perdeu e as oposições ganharam. Não é provável que as posições dos partidos quanto à Europa e às políticas europeias tenham influenciado a decisão de voto de muitos eleitores.
Estas foram eleições europeias com a Europa ausente. Não que não tivesse havido por parte de algumas candidaturas - incluindo, à cabeça, a do PS - um esforço honesto de colocar na agenda da campanha eleitoral a crescente importância da UE, o relevo destas eleições europeias em especial (desde logo, por causa dos poderes acrescidos que o Tratado de Lisboa confere ao Parlamento Europeu), bem como ideias e propostas para as principais políticas europeias, desde a política económica à política de defesa. De nada valeu, porém. Desses esforços só algum eco chegava aos eleitores, e quase sempre de forma distorcida (como sucedeu com a questão do chamado "imposto europeu"), por efeito da filtragem de uma comunicação social mais interessada sobretudo nos assuntos domésticos ou na especulação política do que nos temas europeus.

Mas em que mundo viste este homem? Então andou durante uma semana a bramar por causa da agressão do 1º de Maio e outra semana a falar da roubalheira do BPN. Quer fazer-nos crer que não sabia que eram estes os assuntos que a comunicação social focaria? Quer tomar-nos por ingénuos procurando convencer-nos que não escolheu premeditadamente estes temas para que fossem sublinhados pela comunicação social? É por hipocrisias destas que eu gradualmente vejo a minha crença nos políticos diluir-se com o passar dos anos. É possível que o mesmo se passe com aqueles que optam por não ir votar, mostrando a sua indiferença por esses que "são todos iguais".


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Falta de objectividade da Lusa

Esta infografia está no site do DN e é da autoria da Lusa. Diz que PSD ganhou as eleições com uma "ligeira vantagem". Sendo isto um conteúdo informativo, porque optou a Lusa por uma terminologia subjectiva ("ligeira vantagem") em vez de o fazer objectivamente? Poderia dizer que o PSD ganhou com uma vantagem de 5.1%. Não o fez, pelo tenho que fazer uma leitura igualmente subjectiva: a Lusa está a fazer um jeito ao PS. É uma conclusão tendendiosa? Pois. Uma agencia noticiosa ignorar a objectividade também o é. Já agora: o DN também podia ter optado por não publicar este conteúdo. Deu-lhe crédito publicando-o. Logo, "herda" o presente reparo.


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Europeias 2009: os resultados



Tabela adaptada a partir da que está publicada no Margens de erro

De uma forma geral, nestas eleições, perdeu o PS e a maioria das empresas de sondagens. Uma diferença de 10 pontos percentuais (Eurosondagem) é obra.


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Europeias 2009: as previsões das televisões







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Quem quer ser Eurodeputado milionário

Passa um minuto das 20 horas. Aqui fica o valor dos jackpots para aqueles que acabou de eleger.




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Sondagens europeias 2009 e capas dos jornais de 5 de Junho








sondagens anteriores: publicadas aqui.


Capas (e sondagens, quando existentes) de alguns jornais de sexta-feira, 5 de Junho de 2009, véspera do dia de reflexão (!!!), antevéspera do dia de eleições europeias 2009.

Possivelmente, ganhará a abstenção. Ah e tal, os portugueses não têm sentido cívico e coisa e tal e preferem ir de férias e o melhor é o voto obrigatório.

Primeiro: durante quatro anos não se fala do que se faz no parlamento europeu e nem a campanha eleitoral alterou este cenário.

Segundo: voto obrigatório para quê? Para os políticos não serem incomodados com chavões tipo "vocês estão numa redoma de cristal" e "os eleitores não vos têm consideração"?

Domingo todos vão cantar vitória. Até os eleitores para quem um terço do assédio está passado. Vai ser giro voltar a este post e comparar as capas dos jornais de hoje com os resultados das eleições.



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Sondagens eleições europeias 2009





Resultados de 10 sondagens e gráfico evolutivo com as flutuações nas intenções de voto ao longo dessas 10 sondagens. Sondagens publicadas entre 19 de Abril e 03 de Junho.

Fonte: dossier eleições 2009 do Público

Adenda: sondagens de 5 de Junho publicadas aqui.


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Boletim de voto europeias 2009

São 12 partidos e uma coligação que se apresentam às eleições europeias:
  • Bloco de Esquerda (B.E.)
  • CDU - Coligação Democrática Unitária PCP-PEV
  • Partido Social Democrata (PPD/PSD)
  • Partido da Terra (MPT)
  • Partido Popular Monárquico (PPM)
  • Movimento Esperança Portugal (MEP)
  • Partido Socialista (PS)
  • Partido Popular (CDS/PP)
  • Partido Nacional Renovador (P.N.R.)
  • Movimento Mérito e Sociedade (MMS)
  • Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCPT/MRPP)
  • Partido Operário de Unidade Socialista (POUS)
  • Partido Humanista (P.H.)


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O natural passo seguinte

Número dos que podem votar não bate certo com os recenseados
04.06.2009 - 08h22 Sofia Branco
Quase um milhão de pessoas separa o número de cidadãos maiores de 18 anos e, portanto, com capacidade para votar, e o número de recenseados. O primeiro, fixado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), é de 8.642.681, enquanto o segundo sobe para 9.562.141. Os especialistas ouvidos pelo PÚBLICO dividem-se nas explicações para este hiato.

Depois da corrupção, confusões eleitorais é o natural passo seguinte.


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Durão Barroso e a UE

Durão Barroso e a UE

Um artigo versando o ponto de vista britânico sobre a Europa.

http://www.telegraph.co.uk/news/main.jhtml?xml=/news/2007/07/11/weu111.xml
«Gordon Brown was under renewed pressure to hold a referendum last night after José Manuel Barroso, the president of the European Commission, hailed the European Union as an "empire". [...]

Mr Barroso, Portugal's former centre-Right prime minister and a student radical in the 1960s, tried to argue that unlike old "super state" empires the EU was based on a voluntary surrender of sovereignty, not military conquest.

"What we have is the first non-imperial empire," he said.» in Telegraph

O mesmo assunto numa versão menos british:
http://euobserver.com/9/24458


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Prós e contras: Durão e Sampaio

Esta noite, nesse brilhante programa da RTP em que a entrevistadora permite que os seus convidados quase exponham uma ideia completa nos intervalos dos seus monólogos , juntaram-se aquele que fugiu de Portugal com o que o deixou ir sem o desmascarar.

Quem é que esse pavão oportunista pensa ter convencido dos seus interesses pessoais, ups!, dos seus ideais europeus?