Usámos teias de aranha, não há buraco algum
Problemas orçamentais? Nãããã, o buraco está tapado. Alguma vez isto aconteceria sob a alçada do 16º melhor ministro das finanças? (título DN, sic).
Problemas orçamentais? Nãããã, o buraco está tapado. Alguma vez isto aconteceria sob a alçada do 16º melhor ministro das finanças? (título DN, sic).
A notícia:
José Sócrates reiterou que o Orçamento do Estado (OE) para 2011, que esteve hoje em negociações no Parlamento e que amanhã continuará a ser debatido entre Governo e PSD, “defende” e “abriga” o país da “turbulência” e das “tempestades financeiras”. no Público
Ricardo Rodrigues, o deputado dos gravadores, diz que as propostas do PSD para o orçamento implicam uma "perda" (!) de receitas na ordem dos mil milhões de euros e pergunta onde se vai buscar esse dinheiro.
É simples:
E ainda sobram 8 milhões para termos o leite com chocolate com, no máximo, o mesmo IVA de uma garrafa de vinho tinto.
Simples, não é?
Independentemente da existência ou não de um tal "interesse nacional" - assunto muito em moda - que estratégia é esta de ser contra para depois viabilizar? Preciso, urgentemente, de um curso Novas Oportunidades em assuntos afins.
"Vamos fazer uma consolidação orçamental baseada na redução da despesa e não através de aumento de impostos, porque isso seria negativo para a economia portuguesa", declarou José Sócrates aos jornalistas, depois de confrontado com uma posição pública hoje assumida pelo governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio. no JN
A verdade oficial:
"Vamos fazer uma consolidação orçamental baseada na redução da despesa e não através de aumento de impostos, porque isso seria negativo para a economia portuguesa", declarou José Sócrates aos jornalistas, depois de confrontado com uma posição pública hoje assumida pelo governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio. no JN
A realidade oficiosa:
Bem, vamos lá a isso.
Os homossexuais já se podem casar (se a lei for constitucional). Pouco me importa isso, se bem que ache ridículo que esses grupos que se acham tão modernos estejam tão obcecados em querer algo tão conservador. Se a questão era mesmo da ordem dos direitos conjugais (heranças e demais), não era preciso um casamento, pois não? Bastaria rever essa lei das uniões de facto. O que até era bom, pois essa lei, na sua última formulação, até foi bem para além do aceitável ao tornar quase igual uma união de facto a um casamento. É que, note-se, que quisesse os direitos e os deveres de um casamento já se podia... casar! O upgrade das uniões de facto é a concretização do Estado meter o nariz na vida privada das pessoas!
Vem este preâmbulo para ir ao que verdadeiramente importa. É que temos um governo há cerca de 3 meses e ainda nem uma proposta de orçamento foi apresentada. Esta é que é a realidade. Discute-se folclore social antes de resolver os problemas. Como disse, pouco me importa que os homossexuais se casem. Agora o que não compreendo nem aceito é que este tema tenha prioridade sobre a apresentação do Orçamento de Estado para o ano que já está em curso. Haja prioridades!


Foi publicado no DR o 1º orçamento suplementar da AR para '09. Na versão inicial previam-se 70,5 milhões de € de despesa com a subvenção pública aos partidos concorrentes às eleições. Este valor subiu para 88,3 milhões, isto é, mais 17,8 milhões do que o inicialmente orçamentado.
Numa altura em que os portugueses sofrem no seu quotidiano uma das piores crises de sempre, em que o desemprego atinge níveis alarmantes e a possibilidade do caos social é perspectiva que não deve ser desprezada, permitirem-se os deputados aumentar em mais de 20% a já vultuosa verba destinada às campanhas é, no mínimo, indecoroso.


«José Sócrates vai entrar no último ano de legislatura com três trunfos de peso: conseguiu a redução do défice orçamental para o nível mais baixo de sempre desde 1974; conseguiu a redução líquida no número de efectivos na Função Pública de 51.476 pessoas, o que nunca tinha acontecido nos últimos 30 anos; conseguiu uma criação líquida de empregos que ronda os 100 mil, numa situação económica muito desfavorável. Poder-se-ia ter feito mais? Certamente. Mas nunca se fez tanto.»Vejamos. O défice diminui graças a um aumento massivo de impostos, situação dificilmente repetível. Acresce que, já descontando a inflação, a despesa pública apenas diminuiu em 2006, tendo aumentado em 2007, estima-se que aumente em 2008 e o OE2009 prevê o seu aumento em 2009. Acresce que as progressões nas carreiras estão congeladas há três anos e suspeito que há dívidas que simplesmente não estão a ser saldadas (exemplo: as farmácias ameaçam ir para tribunal por falta de pagamento por parte do estado).


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