a política na vertente de cartaz de campanha

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Nova página no folhetim



Continua o folhetim da mão invisível que alterou o Orçamento de Estado 2009. O Ministro das Finanças não sabe quem foi. Pode-se concluir que um anónimo poderia então alterar o OE2009?

Agora é o PSD a seguir uma peça de Kafka. Mas está contra a alteração. Mas não permite a correcção. Mas se o PS não propor alteração, o PSD avança com a proposta.

Eis as grandes questões da Nação.


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Au revoir Genève, olá Lisboa

Depois de organizar a casa, deixarei aqui alguns apontamentos sobre a ida dum Tuga à cidade dos Tuguíssimos.


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Fotos com história - Oktoberfest, a festa da cerveja de Munique

Festa da Cerveja em Munique


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Brinquedos tradicionais


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Barris de cerveja para a cerimónia de abertura


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Bávaro a demonstrar o uso do chicote


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Litradas


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Barris de cerveja na cerimónia de abertura


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Uma das tendas, a da cerveja Löwenbräu


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Vista aérea de parte da festa



Quando estive em Munique pela primeira vez tinha começado nesse fim de semana a festa da cerveja. Ainda não tinha estabelecido o paralelo cerveja-Baviera, tal como o fazemos com Porto e vinho, pelo procurei obter o maior detalhe possível ao perguntar a um bávaro o caminho para a festa. Mas ele teimava em dizer que bastava ir sempre em frente, que eu daria com ela. Mas, pensava eu, como raio darei com essa festa? Foi, realmente, fácil. Como poderia deixar de notar numa estrutura que, por festa, acolhe à volta de 6,5 milhões de visitantes e que serve cerca de 68,6 hl de cerveja, 494, 000 frangos de churrasco e 144,500 pares de salsichas? Terminou ontem. Este ano não deu mas para o ano há mais.


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Munique e as bicicletas

Duas notas prévias:
1. escrevo com um teclado alemao, pelo faltarao alguns acentos;
2. neste internet café nao é permitido usar o USB pelo que nao pude usar as fotos que tinha feito; em contrapartida o fantástico flickr é uma fonte inesgotável de fotografias, que me permitiu encontrar outras semelhantes às que pretendia usar.




Munique.

Se há coisa que um bávaro faz antes de planear algo a mais do que um dia de distancia é ver a previsão meteorológica. Por estes lados, com maior incidência perto das montanhas, o tempo muda com considerável rapidez, afirmado alguns não sei se com conhecimento de causa, que muda inclusivamente mais depressa do que uma mulher muda de opinião.

Por isso ao ver ontem a menina do tempo anunciar sol com fartura para hoje, logo desfilou perante os meus olhos essa intencao de pegar na bicicleta e percorrer a cidade. O que aconteceu até certo ponto. Da última vez que por aqui estive, faz uns meses, tinha deixado a bicla trancada num dos omnipresentes parques para bicicletas.





Estava furada, que é o que acontece quando se compra uma bicicleta usada por 50 euros, já com os pneus a puxarem ao careca. Resolveu-se facilmente este transtorno alugando uma bicicleta ao minuto. O DB, que é como quem diz a nossa CP, tem bicicletas espalhadas por parte significativa da cidade que podem ser alugadas através dum telefonema. Paga-se 7 centimos ao minuto, num máximo de 15 euros ao dia. Usam-se e deixam-se onde se quizer, depois de comunicar o fim do uso e respectiva localizacao.


Feita a chamada, dado o número de cartao de crédito e eis que se abre a fechadura electrónica e, com ela, as ruas da cidade. O plano para o dia era simples: partindo da estacao central, rumar à Odeonsplatz para tomar um café e ir almocar ao Jardim Ingles. Isto significa atravessar grande parte da cidade, o que seria consideravelmente complicado em muitos outros locais se tal se pretendesse fazer de bicicleta.

Mas Munique é particularmente bem organizada em termos de transportes públicos, pelo que o caos automovel nao é significativo, apesar dos 1.3 milhoes de pessoas que aqui vivem (dados de 2003). Acresce que as zonas de estacionamento estao bem delimitadas (e cada 12 minutos de estacionamento custa em média 50 centimos), a polícia multa com eficiencia quem estacionar em cima do passeio e, qual cereja no topo do bolo, as ruas sao compostas pelas vias de rodagem para carros, por uma ciclovia de cada lado da estrada e pelos habituais passeios para peoes.


Claro que o facto de quase toda a cidade ser plana ajuda em muito à popularidade deste meio de transporte, pelo que perante chuva, neve ou sol, basta a roupa adequada para se ir dum lado para o outro. De tal forma que inclusivamente passei por um grupo que participava numa visita guiada pela cidade, em bicicleta. Há algumas empresas dessas por aqui mas a primeira foi a Mike's Bikes.

Mais umas pedaladas e uma pausa para café com um pouco de leitura, neste caso o "Último Papa"de Luís Miguel Rocha e sobre o qual aqui direi algo noutra ocasiao.



Já o sol vai alto e a fome comeca a apertar. É hora da paparoca. O Englischer Garten, o Jardim Ingles, é um parque enorme no meio da cidade, com cerca de 3 Km2, ou seja aproximadamente o tamanho do parque de Monsanto em Lisboa. Com a diferenca que toda a área do parque está acessível para se passear, pedalar, desportos, banhos e, inclusivamente, para fazer surf numa pequena cascata com uns 5 por 10 metros de área! É caso para dizer que quem nao tem cao, caca com gato (LOL esta cedilha faz mesmo falta aqui) e o certo é que o pessoal faz fila de prancha na mao para esperar a sua vez até saltar para onda. Como o espaco é pouco, só vai um de cada vez, mas mesmo os mais experientes rapidamente dao o lugar ao seguinte após a inevitável queda.


Num dia soalheiro como este era de esperar que toda a gente andasse a aproveitar um dos últimos dias de sol, que o tempo chuvoso já se andou a insinuar. Nao sei se os lisboetas fariam o mesmo se em vez de Colombos e Vascos da Gama tivessem espacos assim. Se acreditarmos que uma populacao tem aquilo que exige, pela escolha de certos caminhos em detrimento doutros gracas ao voto eleitoral, entao a resposta é que possivelmente a nossa escolha nao recaíria nas actividades ao ar livre. E o pouco uso do Parque das Nacoes para aí aponta. Mas nao se podem tirar estas ilacoes só com as modestas aproximacoes que temos deste Englischer Garten.

O facto é que por aqui existe uma verdadeira cultura de "ar livre" e actividade física. Uma coisa infuenciará a outra, certamente. A par desta, existe uma outra, a dos Biergarten, os jardins da cerveja.

Algo comparável ao nosso hábito de ir ao café. A palavra Munique, München, deriva de monge, os que habitavam um certo convento que acabou por dar origem à cidade. E se há coisa que por aqui liga é monge e cerveja, tal como entre nós convento e doce. Estes eram grandes produtores de ceveja, que guardavam em pipos de madeira acondicionados debaixo de terra até o momento de a consumir. Por isso, Dona Ines, no milagre das rosas, nao podia ter dado aqui a desculpa "Sao rosas senhor" pelo simples facto que nestes jardins colhem-se barris de cerveja. Noutros tempos, claro. Hoje em dia, os Biergarten sao lugares onde se vai buscar uma canecada e a comidinha, seja um petisco ou uma refeicao.

Hoje a fome apertava um pouco pelo que saiu meio passo assado, uma salada de batata e uma litrada de Weißbier, a que chamamos de cerveja turva.

Uma tarde bem passada. Pedalei de volta ao hotel, telefonei para o servico do call a bike e como bom portugues que sou, já tinha ar livre a mais, já sentia a falta da clousua dum shopping. Sendo domingo e estando todo o comércio fechado, shoppings incluídos, tive que me contentar com a vinda para o internet café para escrever estas balélas.