a política na vertente de cartaz de campanha

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Pensamentos em trânsito

- Fernando Seara ganhou em Sintra e para comemorar o IC 19 entupiu nos dois sentidos.

- O concelho com maior número de licenciados votou maioritariamente em Isaltino. Parece que a cadeira de ética e moral não era obrigatória na faculdade.

- Em Lisboa, os contentores ganharam aos túneis.

- Ana Gomes, segundo a própria, vai ficar como vereadora, mantendo o lugar em Bruxelas. Na sexta-feira passada, ao anunciar com pompa e circunstância que ficava mesmo que perdesse, esqueceu-se de dizer que ficava nos dois lugares.

- Fátima Felgueiras ficou azul, da cor do saco, ao perder a autarquia.

- Elisa Ferreira já deve estar no aeroporto. O apelo da gamela é irrecusável.


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Ufa, acabou

Acabadas as eleições, pode o país voltar ao habitual engonhanço. Exceptuando o interregno para as próximas eleições internas do PSD. E para as presidenciais daqui a um ano e picos. E para as legislativas daqui a dois anos e tal.


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A gamela

A gamela da dona Elisa

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Resultados das Autárquicas 2009

Acompanhar em http://www.autarquicas2009.mj.pt/


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Progresso autárquico


Foto: Queluz 2009


Hoje vai a votos
  • o expoente máximo do planeamento e da organização;
  • a beleza das cidades, limpas, sem graffiti  e sem cocó de cão;
  • o equilíbrio entre dormitório, escritório e local pleno de vida;
  • a medida certa de urbanismo e de paisagem natural.
Hoje vai a votos a razão de pagarmos IMI, IMT,  derrama, imposto de selo, imposto único de circulação, taxa da água, taxa de saneamento, tudo na módica quantia média de 235 euros anuais (como eu gostava de ser mediano!). Assim vale a pena.


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O Centro Lúdico de Massamá

Recupero um texto anterior sobre uma obra tipicamente autárquica e actualizo o seu estado actual.

Sumário
  • Agosto de 2005, véspera das autárquicas de 2005 (9 de Outubro), começou a construção de um edifício público no concelho de Sintra, na freguesia de Massamá;
  • Trabalhou-se aos fins-de-semana e em horário nocturno para edificar a obra;
  • No dia das eleições não estava concluída mas foi pintada, dando a impressão que estaria para ficar pronta;
  • Durante quatro anos, a obra esteve parada, abandonada, degradando-se dia após dia;
  • A quatro dias das eleições autárquicas 2009 foi fixado um típico cartaz autárquico a anunciar que a obra iria precisar de 225 dias e 1.86 milhões de euros para ficar concluída, sem no entanto precisar a data de conclusão.
O texto de  8 de Julho de 2008
Défice, impostos altos, edifícios abandonados e a res publica...
... tudo isto em quatro fotos e cinco parágrafos.


Centro Lúdico de Massamá
Zoom

Corria o mês de Agosto de 2005. Uma das típicas obras pré-eleitorais, o futuro Centro Lúdico de Massamá, estava nitidamente atrasada para as autárquicas que se avizinhavam, a 9 de Outubro. Trabalhou-se aos fins-de-semana e em horário nocturno, tendo sido possível erguer o edifício. No dia das eleições já estava pintado, antevendo breve conclusão, mesmo que ainda não tivesse portas nem janelas. As eleições passaram e a obra não avançou mais.

Recentemente, já neste ano, a Câmara Municipal de Sintra deliberou rescindir a Empreitada de Execução do Centro Lúdico de Massamá, incluindo a elaboração dos Projectos das
Especialidades, que havia sido adjudicada à Empresa Nascimento Construções, S.A. Consta que a empresa faliu. Decidiu, ainda, pela abertura dum concurso público para a “Empreitada de Execução do Centro Lúdico de Massamá”. Ambas as propostas foram aprovadas por unanimidade.

Chegado aqui, talvez pense o leitor que o atraso se terá devido à falência do empreiteiro. Há, no entanto, a notar que o empreiteiro não terá falido no dia seguinte às eleições! Além disso, atendendo às datas planeadas para o início e fim da obra e atendendo ao modus opererandi dos nossos políticos, é de presumir que o início da obra foi planeado para que se visse algo feito no dia das eleições mas sem que esta estivesse concluída: obra para inglês ver e sem se ter que gastar o dinheiro que não se tivesse.

Posto isto, o ponto principal consiste no actual estado de degradação do que já havia sido construído. Gastou-se dinheiro para fazer depressa e voltar-se-á a gastar para restaurar o que foi estragado.

Atitudes destas mostram a pouca consideração que os políticos têm pelo dinheiro público e explicam males endémicos como os do título deste texto. Nós, portugueses, toleramos estas posturas e até as achamos normais. Mas poderia ser diferente. Poderiamos exigir políticos responsáveis e responsabilizáveis. É pedir muito? Exigir ou conformarmo-nos faz toda a diferença entre um país desenvolvido e nós, não será?

O estado actual


















A quatro dias das eleições autárquicas 2009 foi fixado este típico cartaz autárquico a anunciar que a obra iria precisar de 225 dias e 1.86 milhões de euros para ficar concluída, sem no entanto precisar a data de conclusão. Supostamente será Agosto de 2010 (ver mais abaixo) ou será que teremos mais quatro anos de abandono? E um pouco de respeito pelo dinheiro dos contribuintes, não se arranja, não?

Outras referências 



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Medir a incompetência autárquica

É sabido que mais habitantes significa maior receita de impostos para a autarquia. Assim sendo, seria de esperar que autarquias com igual número de habitantes tivessem infra-estruturas equivalentes, certo? Errado, especialmente nos subúrbios de Lisboa.

Vejamos. Olhando para o número de eleitores nas últimas legislativas, vemos que, juntando algumas freguesias do concelho de Sintra, teremos uma dimensão eleitoral semelhante à de muitos concelhos por esse país fora.

Por exemplo, as freguesias de Massamá e de Rio de Mouro (concelho de Sintra) perfazem 54.946 eleitores:

  • Massamá (freguesia) - Inscritos: 20.998
  • Rio de Mouro (freguesia) - Inscritos: 33.948
Eis alguns concelhos na ordem de grandeza dos 55 mil eleitores:
  • Figueira da Foz (concelho) - Inscritos: 58.543
  • Caldas da Raínha (concelho) - Inscritos: 43.317
  • Aveiro (concelho) - Inscritos: 67.247
  • Palmela (concelho) - Inscritos: 46.727
  • Faro - Inscritos: 54.150
Como se vê, basta juntar apenas algumas freguesias do concelho de Sintra para que se fique com a mesma dimensão eleitoral de muitos concelhos completos. Agora, olhe-se para as infra-estruturas destes concelhos (jardins, mercados, estradas, hospitais, escolas, tribunais, etc., etc.) e compare-se com o que existe nestas freguesias. Pois. As freguesias de Sintra não passam dum gigante dormitório pagador de impostos.


Por exemplo, só a cidade da Figueira da Foz, que conheço muito bem, tem um tribunal, vários jardins municipais, mercado municipal, bombeiros, três escolas secundárias, conservatório de música e por aí fora. O que têm Massamá e Rio de Mouro? Fontes de liquidez tributária.


Mas dirá o leitor, ah e tal, e a actividade industrial e comercial da Figueira? Não virá daí a riqueza desse concelho? Bom, falando de concelhos, nesse caso também teríamos que olhar para o concelho de Sintra como um todo. Não tenho números, apenas a percepção de quem quem conhece os dois concelhos. Creio que Sintra terá muito maior actividade comercial e que a Figueira terá maior actividade agrícola e industrial (devido à Celbi e à Soporcel).


Portanto, entrando por fim no tema do post - e para terminar, já agora - como é que se mede a competência (ou a incompetência) autárquica? Como é que se explica que o segundo concelho mais populoso do país seja o caos que é, sem a sombra de qualidade de vida que muitos outros concelhos têm? Fica a questão para quem souber responder.


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Face a esta notícia, recupero uma imagem de Abril de 2007.

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