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Bye Bye DVD alugado

Realmente, há qualquer coisa com a malta dos videoclubes. Agora apetecia-me citar o ministro da economia e falar dos empresários da palha mas passo à frente.

Veja-se a tal associação de clubes de vídeo que afirmava que, desde 2004, têm caído os alugueres de vídeos nos videoclubes devido à internet flatrate quando nessa altura nada mais havia do que uma ligação em modem a passo caracol.

Independentemente da pirataria, o negócio de aluguer de filmes em formato DVD está para desaparecer a breve trecho pela mesma razão que o negócio de aluguer de filmes em VHS foi extinto quando o DVD se massificou: o meio de distribuição mudou. Quem teimar em encontrar outras desculpas para as suas maleitas apenas está a assinar a sua morte económica.



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A agenda mediática dos clubes de vídeo

imageO título deste post pode parecer estranho mas as sucessivas  notícias na comunicação social o parecem confirmar: há uma agenda mediática dos clubes de vídeo.

  • 27-04-2009: No Fórum TSF um representante de uma qualquer associação de clubes de vídeo (!) afirmava que, desde 2004, têm caído os alugueres de vídeos nos videoclubes devido à internet flatrate. Que delírio. Em 2004 havia ligação em modem e descarregar uma foto demorada uma eternidade;
  • Novembro 2009: O Expresso noticia a crise dos clubes de vídeo;
  • 16-01-2009: O Expresso voltar a noticiar a crise dos clubes de vídeo.

    O que eu gostava mesmo era de saber a opinião destes senhores e do Expresso, já agora, sobre este vídeo execrável, patrocinado pelo Ministério da Cultura (logo com os nossos impostos!), que tem aparecido em vários DVD que comprei, sendo das primeiras coisas mostradas ao inserir o disco no leitor, sem se ter hipótese de o saltar nem de avançar em fast forward.


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Último DVD que comprei em PT

Fazia algum tempo que tinha o filme "Vicky Cristina Barcelona" na minha lista de desejos. Escapou-me a ida ao cinema mas hoje em dia isso já não tem grande importância. As edições em DVD saem pouco depois dos filmes, os conjuntos de cinema em casa são muito satisfatórios e além disso não tenho que aturar alguém a comer pipocas ao meu lado durante todo o filme. Assim, quando este filme saiu em DVD deixei passar algum tempo até que o preço baixasse um pouco e, na semana passada comprei-o. Custou 20 euros.

O que é que costumamos encontrar num DVD? O filme (obviamente), legendas em diversas línguas, opção de escolha por apresentação ou não das legendas, por vezes diferentes formatos de áudio e alguns extras tais como cenas cortadas, comentários do realizador, entrevistas, etc. As edições particularmente baratas (5 a 10 euros) costumam ser pobres na inclusão de conteúdos para além do filme, sendo frequente apenas a opção de mostrar ou não as legendas. Nas edições mais caras (18 a 23 euros) é frequente encontrar todo o adicional leque de conteúdos além do filme, sendo um bom incentivo à compra do filme e, com este valor acrescentado, contribuindo para menor opção pelo download ilegal.

Sendo um filme de Woody Allen não esperava que o DVD "Vicky Cristina Barcelona" incluísse extras. No entanto, este DVD apenas tem legendas em português, as quais nem sequer é possível esconder. Nem sequer as legendas em inglês estão presentes, apesar de habitualmente fazerem parte das edições internacionais. Acresce que, novamente, este DVD contém o maldito vídeo anti-pirataria, que é mostrado sem opção de escolha logo que se insere o DVD. Esta é para mim uma atitude de desrespeito pelo consumidor. Além de me tratarem como um criminoso impingindo-me um braiwash anti-pirataria num produto que comprei, a editora deste DVD, tal como a maioria delas têm feito (só para não dizer todas), lançou um produto de sofrível qualidade.

Tem havido muito desleixo no que respeita as edições portuguesas de DVD. Em particular nas séries da TV editadas em DVD, é a completa rebaldaria. Muitas delas distribuídas pela Prisvideo, são edições unicamente legendas em português nas quais nem sequer é possível não exibir as legendas e o som é verdadeiramente decepcionante. O preço, apesar disto, é consideravelmente superior ao que se encontra no restante mercado europeu. Quanto a filmes, as edições vendidas em Portugal vão do mau ao aceitável, onde os extras incluídos são, por regra, escassos.

Face a esta situação decidi não comprar mais DVD no mercado português. Não valorizo as legendas em português e considerando-as até um incómodo quando as não posso desligar. Contudo, quem as achar importantes saiba que boa parte das edições comercializadas nos grandes mercados europeus (Alemanha e UK, por exemplo) têm à disposição uma panóplia de escolhas de legendas. No caso concreto deste DVD, comprando-o na Amazon UK pagaria 15.43 euros em vez de 20 euros (IVA e entrega incluídos). Esta poupança é um bom incentivo para mim. Além disso ganho, por regra, melhores edições.


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Da pirataria

Republicação



Este vídeo execrável, patrocinado pelo Ministério da Cultura, tem aparecido em vários DVD que comprei, sendo das primeiras coisas mostradas ao inserir o disco no leitor, sem se ter hipótese de o saltar nem de avançar em fast forward.

Além disso, cada vez que um disco é inserido somos forçados a olhar para um texto sobre os direitos de autor antes do visionamento do produto comprado. Felizmente, não é possível aos editores de DVD controlar se o lemos, caso contrário aposto que o fariam.

Ora eu ao comprar um DVD sinto-me insultado pelo respectivo editor e, também, pelo Ministério da Cultura, por patrocinar propaganda como esta. É como se eu, que paguei o produto, fosse culpado pela existência da pirataria. Colocam-me no mesmo patamar dum violador da legalidade.

No contexto dum supermercado, por exemplo, esta atitude seria o equivalente a passar gravações tipo "roubar é crime" em vez de música misturada com o habitual brainwashing "aproveite a nossa promoção". Seria chamar ladrão a todos os clientes por um ou outro meter um chocolate ao bolso.

De cada vez que assim sou tratado sinto vontade de piratear o DVD para remover essas ameaças, podendo desfrutar tranquilamente do bem que adquiri. O ridículo da situação é que quem produzir cópias piratas pode, com a maior das facilidades, remover esta palhaçada antes de fazer o seu master para duplicação. Resulta então que estas medidas parvas não servem para mais do que insultar aqueles que, como eu, compram DVD.

Vem esta dissertação sobre mais uma pseudo-notícia trazida a público pela Federação de Editores de Videogramas, por intermédio do Diário de Notícias.

http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=1001614
Estima-se que a contrafacção de filmes em DVD renda, em média, 800% de lucro, e roube mais de 20 milhões de euros por ano às editoras.

[...]falamos de um fenómeno que ninguém sabe avaliar com rigor. O meio milhão de DVD apreendidos são parte de um universo de contrafacção de contornos pouco exactos: "Mas é seguro afirmar que a pirataria movimenta por ano o equivalente a 20% das cópias originais lançadas no mercado." Contas feitas, mais de três milhões de discos piratas.

A mim parece-me que 20 milhões de euros é um número bem concreto para quem não sabe avaliar o fenómeno com rigor!

Da leitura deste texto, notam-se algumas tendências:
  • Tenta-se comparar o negócio da contrafacção ao tráfego de droga. Salta à vista que isto é tão comparável como o é a comparação da venda de camisolas «Lacoste» com o dopping no desporto;

  • Esta malta das editoras têm mais serviços policiais à sua disposição do que nós, simples "bestas" pagadoras de impostos;

  • Afirma-se que este suposto crime de pirataria surge «cada vez mais associado ao financiamento de redes criminosas», numa atitude pouco honesta, já que isto é feito sem nenhuma referência válida.
Se estas palavras lhe dizem alguma coisa e se achar que vale a pena, deixo-lhe umas imagens que pode usar como entender.

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http://farm3.static.flickr.com/2092/2226698253_25b4a5ecc8_o.gif
tamanho: 424x357


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http://farm3.static.flickr.com/2092/2226698253_25b4a5ecc8_o.gif
tamanho: 424x357

Paleio legal: imagens alojadas no flickr.

Adenda 28-04-2009
Ontem na TSF, hoje no Público, o assunto volta a ser tema.
No Forum TSF de ontem até ouvi um representante de uma qualquer associação de clubes de vídeo (!) afirmar que, desde 2004, têm caído os alugueres de vídeos nos videoclubes devido à internet flatrate. Que delírio. Em 2004 havia ligação em modem e descarregar uma foto demorava uma eternidade. Então e o preço dos DVD ter baixado drasticamente? Não terá sido por aí que o mercado de aluguer desapareceu? Isto sem contar com os preços altos (recordo-me de pagar 2.5€ pelo aluguer diário de uma "estreia"), pouca renovação de stocks, video on-demand, etc. Mas claro, fica bem dizer que é tudo pirataria.

Adenda 11-06-2009
Curiosamente, no Público saiu mais um artigo sobre a temática da pirataria.

Adenda 13-06-2009
A notícia do passado dia 11 tem agora destaque na galeria de topo do site do Público.


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Da pirataria



Este vídeo execrável, patrocinado pelo Ministério da Cultura, tem aparecido em vários DVD que comprei, sendo das primeiras coisas mostradas ao inserir o disco no leitor, sem se ter hipótese de o saltar nem de avançar em fast forward.

Além disso, cada vez que um disco é inserido somos forçados a olhar para um texto sobre os direitos de autor antes do visionamento do produto comprado. Felizmente, não é possível aos editores de DVD controlar se o lemos, caso contrário aposto que o fariam.

Ora eu ao comprar um DVD sinto-me insultado pelo respectivo editor e, também, pelo Ministério da Cultura, por patrocinar propaganda como esta. É como se eu, que paguei o produto, fosse culpado pela existência da pirataria. Colocam-me no mesmo patamar dum violador da legalidade.

No contexto dum supermercado, por exemplo, esta atitude seria o equivalente a passar gravações tipo "roubar é crime" em vez de música misturada com o habitual brainwashing "aproveite a nossa promoção". Seria chamar ladrão a todos os clientes por um ou outro meter um chocolate ao bolso.

De cada vez que assim sou tratado sinto vontade de piratear o DVD para remover essas ameaças, podendo desfrutar tranquilamente do bem que adquiri. O ridículo da situação é que quem produzir cópias piratas pode, com a maior das facilidades, remover esta palhaçada antes de fazer o seu master para duplicação. Resulta então que estas medidas parvas não servem para mais do que insultar aqueles que, como eu, compram DVD.

Vem esta dissertação sobre mais uma pseudo-notícia trazida a público pela Federação de Editores de Videogramas, por intermédio do Diário de Notícias.

http://dn.sapo.pt/2008/01/28/artes/pirataria_dvd_rouba_milhoes_editoras.html
Estima-se que a contrafacção de filmes em DVD renda, em média, 800% de lucro, e roube mais de 20 milhões de euros por ano às editoras.

[...]falamos de um fenómeno que ninguém sabe avaliar com rigor. O meio milhão de DVD apreendidos são parte de um universo de contrafacção de contornos pouco exactos: "Mas é seguro afirmar que a pirataria movimenta por ano o equivalente a 20% das cópias originais lançadas no mercado." Contas feitas, mais de três milhões de discos piratas.

A mim parece-me que 20 milhões de euros é um número bem concreto para quem não sabe avaliar o fenómeno com rigor!

Da leitura deste texto, notam-se algumas tendências:
  • Tenta-se comparar o negócio da contrafacção ao tráfego de droga. Salta à vista que isto é tão comparável como o é a comparação da venda de camisolas «Lacoste» com o dopping no desporto;

  • Esta malta das editoras têm mais serviços policiais à sua disposição do que nós, simples "bestas" pagadoras de impostos;

  • Afirma-se que este suposto crime de pirataria surge «cada vez mais associado ao financiamento de redes criminosas», numa atitude pouco honesta, já que isto é feito sem nenhuma referência válida.

Se estas palavras lhe dizem alguma coisa e se achar que vale a pena, deixo-lhe umas imagens que pode usar como entender no seu blog. Sinta-se, igualmente, à vontade para usar deste texto o que bem entender. Cabe a quem não concorda com esta atitude fazer pressão para que o consumidor, nós, mereça respeito por parte desta gente.


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http://farm3.static.flickr.com/2092/2226698253_25b4a5ecc8_o.gif
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Paleio legal: imagens alojadas no flickr.

Adenda 28-04-2009: Ontem na TSF, hoje no Público, o assunto volta a ser tema.
No Forum TSF de ontem até ouvi um representante de uma qualquer associação de clubes de vídeo (!) afirmar que, desde 2004, têm caído os alugueres de vídeos nos videoclubes devido à internet flatrate. Que delírio. Em 2004 havia ligação em modem e descarregar uma foto demorada uma eternidade. Então e o preço dos DVD ter baixado drasticamente? Não terá sido por aí que o mercado de aluguer desapareceu? Isto sem contar com os preços altos (recordo-me de pagar 2.5€ pelo aluguer diário de uma "estreia"), pouca renovação de stocks, video on-demand, etc. Mas claro, fica bem dizer que é tudo pirataria.

Adenda 11-06-2009: Curiosamente, no Público saiu mais um artigo sobre a temática da pirataria.