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Shōgun

Faz algum tempo, comprei a série «Shōgun», a qual passou na RTP1 há uns anos. É sobre um holandês que naufraga no Japão de 1600, embrulhado nos jogos de poder dos portugueses e dos espanhóis. Uma série muito interessante. Mas vem isto a propósito de algumas filosofias de vida lá apresentadas. Toda a série parece um jogo de xadrez, em que a honra e as antigas tradições são as regras com que os peões se movimentam. Por isso, nunca se sabe bem o que vai acontecer a seguir. Pela personagem feminina principal, japonesa, é-nos dito que o futuro não está determinado, tudo pode levar um rumo inesperado a qualquer momento. Daí, ela advoga o viver cada momento como se só esse instante interessasse. Bem diferente das orientações ocidentais, com o nosso gosto de planear a longo prazo. Bem, nosso salvo seja. Dos nórdicos, porque me parece que os portugueses viveram tempo demais no Japão.

Imagem via Wikipédia. Blackthorne e Mariko interpretados por Richard Chamberlain e Yôko Shimada.


8 comments :

  1. Belzebu disse...
     

    Concordo que seja mais um gosto nórdico do que nosso e ainda bem! O facto de sermos um povo de viajantes e abertos ao mundo, permitiu-nos absorver tudo o que de bom e menos bom havia. Esta recusa em aceitar a inevitabilidade do destino e viver cada momento como se fosse o último, agrada-me.

    Um abraço infernal!

  2. Maria Lisboa disse...
     

    Mais um blog propcessado!!!!

    InApto in:
    http://vbeiras.blogapraai.com/

  3. Raposa Velha disse...
     

    Sim, belzebu, desde que não se viva num eterno estado de ausência de planeamento ;-) Parecendo que não, já vamos em 500 anos disso.

  4. Raposa Velha disse...
     

    maria, parece que à dúzia fica mais barato...

  5. Zé Povinho disse...
     

    O trabalho planeia-se a vida vive-se, embora com peso, conta e medida.
    Abraço

  6. Raposa Velha disse...
     

    É isso Zé Povinho, tudo na vida precisa de equilíbrio.

  7. o guardião disse...
     

    Sempre sofri duma tendência anárquica, e por vezes reajo impulsivamente, logo não sou "muito nórdico". Alguma organização é indispensável mas nem todos podemos ser certinhos...
    Cumps

  8. Raposa Velha disse...
     

    Pessoalmente, watchdog, também diria que a organização pessoal não é o meu forte :)

    Misturei um pouco os conceitos neste post, tendo começado por falar das pessoas individualmente e acabei referindo-me aos grupos/sociedade/país. Acho que a sociedade portuguesa carece de organização, de planeamento a longo prazo, de estratégia.

    Já em termos pessoais, é isso, nem todos temos que ser certinhos :)

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