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Divórcio dá crédito

Público: Lei do divórcio aprovada à esquerda, PSD vota contra
A nova lei prevê que o cônjuge "que contribui manifestamente mais do que era devido para os encargos da vida familiar adquire um crédito de compensação que deve ser respeitado no momento da partilha".
[...]
Esta ideia de "crédito de compensação" [...] foi esclarecida pelo deputado do PS Jorge Strecht.

O deputado que explicou que a lei do divórcio pretende proteger a parte mais fraca e salientou que na sociedade portuguesa é ainda a mulher que mais se esforça no dever de cooperação no casamento, por exemplo, no que toca à partilha de tarefas domésticas.

Sugestão de listagem de créditos para o brilhante deputado Strecht:
Levar o cão à rua=0.5 créditos
Lavar a loiça=1 crédito
Mudar o óleo ao carro=1 crédito
Arrumar as cervejas no frigorífico=2 créditos
Cozer batatas e bacalhau=5 créditos
Aturar leis parvas dos socialistas=20 créditos
Fazer de conta que estes é que são os reais problemas=50 créditos
Acrescentar pitada de esquerda-caviar a leis que podiam ser simples=100 créditos


4 comments :

  1. Anónimo disse...
     

    o nacional-socialismo do largo dos ratos cada dia mais tragico-cómico

  2. Rui Perdigão disse...
     

    Eu acrescentaria a tarefa difícil de mudar o canal de televisão ou ir todos os dias, logo de manhã, passear o cão. Ele há cada Strecht.
    Obrigado pela visita. Volte sempre, nem que seja para apreciar a template que vai mudando.
    Rui Perdigão (Vida)
    http://www.vida-das-coisas.blogspot.com

  3. Eva disse...
     

    Ter um gajo a ressonar ao lado durante anos e anos, quantos pontos dará?

  4. Raposa Velha disse...
     

    Dá 1 por cada noite mal dormida :D

    Mas aqui o que me espanta mesmo é esta ideia dos créditos. Com que objectividade se estabelecem? E devem os casais, logo após o início do contrato, quando ainda tudo é love in the air, dizia, devem os casais começar logo por anotar o que cada qual faz, não vá o diabo tece-las e um dia ser necessário proceder a uma contabilidade-tio-patinhas?

    Finalmente, se as pessoas possam a individualmente poder accionar o fim do casamento, não bastaria que o fizessem se as coisas estivessem a correr mal, como por exemplo uma das partes não colaborar nos deveres conjugais?

    E ainda: se uma das partes fica a trabalhar até mais tarde para trazer mais dinheiro à família, cabendo à outra parte maior investimento (trabalho) nos assuntos domésticos, deve haver uma contabilização de créditos? E ambas as partes receberão créditos?!

    Enfim, esta lei vem dizer que quem está mal se mude. Mas também diz que se estiver mal, não mude logo. Talvez valha a pena esperar algum tempo até que tenha contabilizado créditos suficientes para começar novo jogo.

    Não é isto mais uma intromissão do Estado no foro individual?

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