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O Carnaval do nosso (deles) descontentamento

Os pais de Paredes de Coura gostam muito do Carnaval. Ao ponto de fazerem queixa à DREN por os professores do  Agrupamento de Escolas Território Educativo de Coura terem decidido não o organizarem para tratarem dos assuntos que o Ministério da Educação considera prioritários. O Pai do País, Albino Almeida, já veio dizer que a situação «configura um 'motim'». A DREN, em todo o seu esplendor negocial, ordenou que o Carnaval se realizasse. Os professores, que precisam de se preocupar mais com a burocracia do que com desfiles, não estão para aí virados.

Em Paredes de Coura confirma-se a atitude nacional: quer-se, mas alguém que faça. Se estes pais gostam assim tanto do Carnaval no qual participariam os seus filhos, porque não o organizam eles mesmos? Fazer queixinhas é feio mas dá menos trabalho, não é?

Adenda 18-02-2009, 17h00:


6 comments :

  1. Anónimo disse...
     

    É tão bom falar do que não se conhece e ter razão, não é? Como podem os pais organizar algo que não sabiam cancelado? Será que houve a preocupação de os ouvir, de os convidar a participar, de os chamar para o lado dos professores? Não creio. Ah.. e não me parece que seja só o Carnaval que foi cancelado... Informe-se!

  2. João disse...
     

    Os professores devem, antes de mais, dar aulas. Esta verdade de La Palice anda muito esquecida no nosso ensino. É preciso conhecer a realidade das escolas para perceber como os docentes se desdobram em preparação de aulas, correcção de testes, apoios curriculares e extra curriculares, reuniões de avaliação, reuniões intercalares, encontros com os encarregados de educação, visitas de estudo, apoio à biblioteca, apoio à ludoteca, aulas de substituição, reuniões do conselho pedagógico, reuniões do conselho de directores de turma, reuniões de departamento... para além de, entretanto, darem aulas.
    Como se não bastasse, têm agora o monstro burocrático da avaliação.
    Compreendo perfeitamente esta tomada de posição e gostava, sinceramente, que não cumprissem a "ordem" prepotente (com que direito?) da DREN de obrigar à realização do desfile, como foi noticiado hoje na TV.

  3. Fliscorno disse...
     

    Caro(a) anónimo(a), vamos lá ver. O que me está a dizer é que um grupo, no todo, decidiu agir por má fé? Para fazer birra? Ou será que não têm efectivamente tempo para actividades não lectivas?

    Já que fala em diálogo, a DREN ouviu as razões desses professores?

    Finalmente, continuo a não ver porque não hão-de ser os pais a organizar este entretenimento. Se os profs ainda vão a tempo para o fazer, certamente que os pais também irão. Afinal de contas, até são em muito maior número. Não se fala por todo o lado da tal escola inclusiva e tal?...

    Ao que ouvi não é só esta actividade, sim. Mas e as actividades lectivas, não continuam na mesma? Que eu saiba, a escola ainda não é um centro lúdico.

  4. Fliscorno disse...
     

    João, essa senhora da DREN é um case study!

  5. Ana, professora disse...
     

    Do senhor albino não vale a pena falar. Quanto aos pais, um bocadinho de lucidez e espírito crítico não lhes fazia mal e aí talvez fizessem o que há muito deveriam ter feito: contestar as medidas deste ME para as quais os professores tem vindo a chamar sistematicamente a atenção nos últimos 3 anos.

    Nesta fase, só não sabe ler o filme quem não quer ou infelizmente não tem capacidade para o fazer!

  6. Anónimo disse...
     

    Porque é que têm que ser os professores a organizarem estes desfiles??
    Onde está escrito essa lei??
    Cumpra-se a lei.

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