a política na vertente de cartaz de campanha

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Quanto custa cada voto?

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Bom, ainda não percebi bem quanto se vai estoirar na compra de votos. Escreve a TSF:

«De acordo com o chefe do Governo, as novas medidas de apoio às famílias vão custar ao Estado 100 milhões de euros, prevendo o executivo ainda gastar este ano 150 milhões de euros na moratória relativa às prestações de crédito à habitação.
Ainda segundo a TSF (sem link, ouvi no noticiário) prevê-se que 300 mil pessoas venham a usar este benefício.

Assim sendo e se bem percebi, o total da despesa será 250 milhões de euros mas o referente a este medida maravilha (da prestação da casa) e que abrangerá os tais 300 mil eleitores cidadãos é de 150 milhões de euros (os referentes à moratória).

Assim cada um dos 300,000 mil eleitores cidadãos receberá

150,000,000.00 € / 300,000 =500  €

500 euros é quanto o PS vai pagar por cada voto, usando o dinheiro público, para comprar os votos que lhe tragam a maioria absoluta.

Obviamente que há marosca nestes números. 500 € dará para um mês ou dois meses de prestação! E Sócrates gabou-se dizendo que os beneficiários desta medida poderiam dela usufruir até um período máximo de 2 anos.

Conclui-se que
a) ou isto vai custar muito mais do que 150 milhões de euros;
b) ou o número de beneficiários será bem inferior;
c) (adenda) ou estes 150 milhões não serão para pagar metade da prestação da casa mas sim para permitir adiar o pagamento durante dois anos.


Então, ó senhor engenheiro, precisa duma calculadora? Ou será que nós é que precisamos dum polígrafo?

Note-se que fica mais barato Valentim Loureiro, se bem que pouco, a dar televisões e frigoríficos.

Adenda
Afina não fui o único a não perceber. Nas televisões limitaram-se a repetir o comunicado de imprensa mas hoje no Público há mais qualquer coisa sobre o assunto:
«Está em causa um adiamento do valor da prestação, que começará a ser pago a partir de Janeiro de 2011 e por um prazo que, segundo informação do Ministério das Finanças, poderá ser igual ao restante empréstimo. Regulamentar a medida e definir detalhes com a banca vai demorar algum tempo, pelo que as famílias que venham a aderir poderão beneficiar de um ano e meio de reduções ou pouco mais.»
Ora isto não tem absolutamente nada a ver com a mensagem ontem repetida sobre não pagar metade da prestação da casa. Não é o engenheiro que precisa duma calculadora, somos nós que precisamos mesmo de o ter ligado a um polígrafo.


Já agora, fica um número para memória futura, presente no mesmo texto do Público: «Em 2008, o Estado gastou um total de 1432 milhões de euros em prestações às famílias. » Isto é, dividindo pelos 10 milhões de portugueses, o estado deu 143,2 euros a cada um. Como alguém tem que pagar isto, os números são absolutamente diferentes... Eu que o diga, que não recebi um tostão.


2 comments :

  1. Jorge C. Reis disse...
     

    A montanha pariu mais um rato !!!

  2. Miguel Ângelo F. M. Valério disse...
     

    A questão dos 500 Euros é simples.

    300 mil pessoas não significam 300 mil agregados com empréstimo habitação... Se imaginarmos que o empréstimo foi concedido a duas pessoas, falamos de 150 mil empréstimos. Se em média existirem dois menores, estamos a falar em 75 mil.

    E não me admirava que visse por aí um quoficiente qualquer, de acordo com o valor dos rendimentos. Era mais uma mentira, mas não a primeira vez que coisas destas aconteciam (ver: http://idealsocial.blogs.sapo.pt/336186.html)

    E falta saber como se resolve isto no futuro. Porque isto é apenas um adiamento. Estará tudo resolvido em 2011? E se não estiver?

    Abraços...

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