a política na vertente de cartaz de campanha

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Abstenção

abstenção

O Pedro dissertava no Aventar sobre as razões da abstenção. Concordo e acrescento que a insistência em não se discutir o que vai a votos não convida a que a atitude seja diferente.

Apesar de tudo isto, os temerários que ainda assim se deslocam à assembleia de voto puderam presenciar nesta eleição ao choque do país real com o país virtual dos simplexes. Com as mudanças do local de voto trazidas, por exemplo, com o cartão do cidadão, muitos eleitores ficaram impedidos de votar, seja por não saberem o número de eleitor, seja por não saberem a que local de voto se dirigirem.

O presidente da CNE não sabia que se poderia obter o número de eleitor com um SMS. Ou que o site do recenseamento eleitoral poderia dar dar esta informação. Poderia! Pois estes serviços deixaram de funcionar logo que o nível de utilização subiu, colocando a nu o amadorismo da sua implementação. Valham-nos alguns serviços menos usados ainda funcionam.

No país de Sócrates, os simplexes funcionam. O problema é que a votação não ocorre no Second Life, onde pelo menos uma acção de campanha decorreu, mas sim num local físico. Onde as pessoas têm problemas reais que os perfeitos mundos virtuais não resolvem.



2 comments :

  1. Alien David Sousa disse...
     

    Simplex uma m3rda! Como li noutro blog; e os idodos??? Deixaram de contar, porque muitos nem telemóvel têm ou Internet....que vão todos para o...........

    kisses

  2. Fliscorno disse...
     

    Nem precisas de ir mais longe. No dia da votação estive com amigos agricultores do Baixo Mondego e havias de ver as questões deles sobre como é que os computadores sabem que terras eles têm...

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