a política na vertente de cartaz de campanha

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3. A sátira aos partidos: PSD

PSD: pê esse dê

Ao longo da nossa longa história como nação, tivemos surpreendentes momentos de entrada de riqueza no país. As especiarias da Índia, o ouro do Brasil e os fundos comunitários da UE, só para citar alguns. Como reagiram os governantes de então? Realizou-se uma faustosa embaixada a Leão X, deslumbrantes templos religiosos foram construídos - Convento de Mafra incluído - e, na história recente, torrentes de dinheiro foram transferidas para formação profissional que formou ninguém, subsídios a uma agricultura que acabou extinta e obras públicas que renovaram o país mas sem o modernizar.

O PSD foi o partido que teve os recursos financeiros e a oportunidade para as transformações mas para além dum artigo no Financial Times sobre o aluno exemplar, da nova rede rodoviária, construída com tanto capital público e mesmo assim paga a preços de mercado e da construção selvagem permitida pelo poder autárquico, o que é que sobrou?

Sobrou a subsídiodependência, essa cultura de não correr riscos e de pedir apoio ao Estado quando o negócio corre mal, guardando o lucro quando vai de feição. Ficaram as pessoas, para quem a política foi um trampolim na vida profissional, aconchegada em cargos públicos, em empresas apadrinhadas pelo Estado e em cargos internacionais, mesmo que para isso compromissos sejam quebrados sem vergonha.

Sobrou uma cultura de interesse privado tão forte que nem conseguem encontrar quem sirva o partido depois dele se terem servido.

As "estradas" são necessárias, isso não está em causa. No entanto, se constituirem a apoteose duma estratégia de desenvolvimento, apenas servirão para mais rapidamente concentrar na capital as pessoas que antes viviam por todo o país.


4 comments :

  1. Cláudia Ribeiro disse...
     

    Os portugueses não sabem o que fazer qd tem dinheiro :S

    Continua com esta tua 'rubrica' :D

  2. Watchdog disse...
     

    São mentalidadezinhas que duram e perduram... são dificeis de desenraizar. É um factor consanguíneo!

  3. Maria Lisboa disse...
     

    Dê Esse Pê... zinho de dança

    vamos a um vira que vira e toca a virar... ora viras tu, ora viro eu

    mais do que o nosso vira as mamonas assassinas explicam melhor do que ningém dança do vira entre a seta e a rosa (http://natura.di.uminho.pt/~jj/musica/html/mamonas-viraVira.html)

    PS(D): escolheram muito mal o símbolo! Uma seta direita ao céu... a que tu deste a forma de uma auto-estrada (esqueceste-te dos buracos e das obras constantes - alguém se abotoa sistematicamente com metade dos materiais... só pode ser!)... e eles esqueceram-se que o que sobe depressa de mais, normalmente cai numa velocidade maior (e quando é lançado na vertical, normalmente em cima da cabeça do próprio)

  4. Raposa Velha disse...
     

    Cláudia: por isso o "dão" ao Estado para que CCBs, Otas e estádios da bola sejam feitos ;-)








    Watchdog, e se perduram... Ora veja-se essas notícias de ser prática no PSD certas pessoas comprarem votos nos congressos! Belo exemplo de democracia. Só me interrogo como estas temáticas passaram despercebidas aos jornalistas...







    Maria, "Dê Esse Pê...zinho de dança" LOL Muito bem apanhada. Sobre a ausência dos buracos, nota que é uma vista à distância. E ao longe, tudo parece melhor ;) Essas histórias dos materiais.... pois, basta um centímetro a menos de alcatrão numa autoestrada ou menos algum ferro numa estrutura e logo nasce uma pequena fortuna.

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