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9 anos de Google

Ora aí está, 9 anos a googlar. Entre nós não é costume mas no inglês da América é prática corrente construir novos verbos a partir de substantivos (É curioso, não seria capaz de dizer isto usando a TLEBS!) Assim, no contexto anglo-saxónico, "to google" é equivalente a pesquisar. Até existe uma entrada na Wikipedia sobre este assunto: link.

Estava na faculdade quando isto do serviço Internet www começou a fervilhar entre a comunidade universitária. "Ir à net" era então uma expressão inexistente, mas existindo significaria ir até ao laboratório da faculdade, utilizar uma estação de trabalho Sun e, usando o Netscape, e consultar uma ou outra página nova, já que as existentes raramente eram actualizadas.


Recordo-me perfeitamente dum colega que tinha encontrado a página pessoal - era assim que eram chamadas as páginas web - onde o autor mantinha uma lista de endereços favoritos. Na altura já ia em centenas! Estas páginas terão sido os primeiros portais. Alguém lhes antecipava a importância que viriam a ter? Eu não, infelizmente. No entanto houve que visse esse potencial e apostasse forte. Yahoo, Infoseek, Altavista e vários outros foram desbravando o caminho. O Google foi dos últimos a chegar e triunfou graças à velocidade com que devolvia os resultados e à capacidade em apresentar resultados relevantes, com o algoritmo PageRank (link).

Curiosamente, foi também graças a este algoritmo que sugiram as chamadas Google Bombs (link). Consiste em diferentes páginas web conterem uma frase igual a apontar para um mesmo endereço. Na campanha eleitoral de Bush em 2004, o termo "miserable failure" foi usando sistematicamente como texto do link para página da biografia de GWBush. Assim, uma pesquisa com estes termos enganava o algoritmo do Google e uma página não relacionada aparecia no topo dos resultados.

Nove anos depois, esta empresa continua a inovar em grande escala e, neste momento, é o rival da Microsoft, com reais possibilidades de lhe fazer o que ela havia feito à IBM: destrona-la do lugar de nº 1 da informática mundial. E o infortúnio, para a Microsoft, acontece pela mudança de paradigma. Tal como o mainframe, o servidor central, foi destronado graças ao computador pessoal, também o conceito "um sistema operativo+um conjunto de aplicações=um utilizador", ganha pão da Microsoft, se tornará obsoleto perante o reaparecer do conceito dum servidor central e múltiplos clientes a ele ligados. Isto está a tornar-se possível graças ao ADSL e as suas crescentes velocidades de ligação.

A Microsoft, claro, não está a dormir e já lançou o serviço Windows Live, cópia chapada dos serviços do Google. Mas este sinal é precisamente o pronuncio do fim, em que o líder passa a seguir a concorrência, em vez do contrário. Vamos ver se, como no Triunfo dos Porcos, apenas se troca um dominador por outro, até tendo este a particularidade de querer saber tudo sobre todos.


5 comments :

  1. Watchdog disse...
     

    Não tem nada a ver:
    Permite-me roubar o link do teu post "Dias... cobardia dos bloggers", para publicar no Puro Arábica, que tem um post, que entendo, que o teu post serve na perfeição!
    Entendeste? eh eh eh...

    1 Abraço!

  2. avelaneiraflorida disse...
     

    "BRIGADOS" esta é também uma informação preciosa!!!!

    O que eu aprendo aqui!!!!
    UMA BOA NOITE!

  3. Alien David Sousa disse...
     

    Adorei este texto raposa, mas de tudo o que li - muito não foi novidade, apesar de ter aprendido algumas coisas aqui contigo ;) - o que me deu vontade de rir foi:

    "The verb to google"

    É engraçado sem dúvida.

    Quanto à Microsoft. A mim parece-me que os "putos" têm visão, algo que o Bill está a perder.

    Beijinhos

  4. Range-o-dente disse...
     

    Boa.

    .

  5. Raposa Velha disse...
     

    Olá pessoal!
    Obrigado pelos vossos "two cents", como diriam os américas :)

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