a política na vertente de cartaz de campanha

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Contraditório

Apesar de perceber a manipulação, não vejo porque há-de o spot ser censurado:  começada a censura, pára-se onde?

Por outro lado, temos visto a ERC e o ministro da propaganda, em outras alturas, muito preocupados com o contraditório. Até houve leis ou regras, não sei precisar, quanto às obrigatoriedades do contraditório.

Bom, mais do que a censura, basta-me o contraditório a este spot.

Até posso sugerir um spot:

Um sujeito ouve as notícias na rádio. Está a passar uma sessão do parlamento. O sujeito pergunta «Então, o que estão agora a legislar?» Responde Eduarda Maio «Que importa? Estão a legislar contra si.»


3 comments :

  1. João disse...
     

    Jorge, aqui discordo ligeiramente, Do meu ponto de vista, não se trata de censura, mas sim de repor a legalidade democrática, para usar um termo pomposo.
    O direito à indignação e à discordância, que podem exprimir-se de vários modos, entre os quais através de manifestações, são essenciais num Estado que se diz democrático. E dizer, ou insinuar, que quem se manifesta são os malandros preguiçosos, que o estão a fazer contra os bons cidadãos ordeiros e pacatos que querem trabalhar, tem laivos de fascismo e, como tal, deve manter-se na expressão de opinião a título meramente privado. Trata-se do respeito da Constituição da República, a que todos os orgão de comunicação social estão obrigados.
    Não faço juízos de intenção sobre quem realizou ou concebeu o spot, limito-me a constatar o teor da mensagem.

  2. Fliscorno disse...
     

    Percebo o teu ponto de vista e também percebo a manipulação, como escrevi no texto. A minha questão é simplesmente qual vale mais, a liberdade de expressão, mesmo quando não concordamos, ou o "bom nome" das manifs? Claro que neste spot há muita coisa estranha, não é isso que estã em causa.

  3. João disse...
     

    É um equilíbrio difícil. Mas quando, num estado democrático, a liberdade de expressão vai contra outros direitos fundamentais dos cidadãos, acho que deve prevalecer a lei.
    Se fosse um artigo de opinião, que vinculasse unicamente o autor, nada haveria a apontar, para além da possibilidade do contraditório. Mas trata-se um órgão de comunicação social, ainda por cima estatal, que está obrigado ao dever de isenção.
    Sob pena de tudo e todos fazerem não importa o quê, independentemente dos outros e das leis, tornando Portugal cada vez mais numa república das bananas.

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