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O favor de Portas ao PS

Hoje concretiza-se o golpe de maketing do CDS. A moção de censura ao governo é uma perfeita inutilidade e não é garantido que dê votos ao CDS. Mas o certo é que rouba o protagonismo que o PSD teria no primeiro debate parlamentar pós-derrota do PS, força o PSD a clarificar águas quanto a coligações e impede que Sócrates venha mostrar carinha de cordeiro manso, como decidiram passar a apresentar-se depois da reunião do PS na passada segunda-feira. Por outro lado, Portas acabará por fazer um enorme favor à causa da maioria absoluta que o PS deseja. Daqui a algumas horas poderemos comprovar se Sócrates não avançará com a tese "vejam só o que vos espera sem um governo estável". Adivinha-se dramatismo qb e veremos se o CDS não acabou por criar a principal linha de argumentação para o PS pedir maioria absoluta.


3 comments :

  1. Luis Melo disse...
     

    O governo de José Sócrates enfrenta hoje uma moção de censura apresentada pelo CDS-PP. Não se pode dizer que esta é consequência dos resultados eleitorais de dia 7 de Junho, até porque já há um ano atrás, o CDS havia apresentado uma outra moção de censura.

    Esta ferramenta, visa constranger o governo e alertar (governo e população) para os erros ou desvios na execução do programa que apresentou. Nada mais correcto nesta altura, em que passaram 4 anos desde que Sócrates tomou posse, e os erros foram-se acumulando com efeitos nefastos sobre o país.

    A consequência da incompetência e da má gestão de José Sócrates e dos seus ministros, levou a maioria dos portugueses a desconfiar dele, depois de lhe terem conferido uma maioria em 2005. A moção apresentada pelo CDS hoje, nada mais é, do que o reflexo dessa desconfiança da população.

  2. zedeportugal disse...
     

    Muito pelo contrário, caro Jorge.
    Esta moção de censura está perfeitamente na linha das afirmações do PSD, via Rangel, para forçar o PS a clarificar a sua política de alianças face aos inevitáveis maus resultados eleitorais. Coisa que já aconteceu, com os homenzinhos cor-de-rosa a dizerem que não querem alianças com os malvados dos neoliberais da direita (será o CDS?) nem com os socialismos arcaicos da esquerda (será que inclui o BE?) e a isolarem-se cada vez mais. A clarificação das posições prejudica o PS, que quer é posições dúbias e tretas, e teve que passar à ridícula posição de "après nous, le déluge".
    A única coisa que é preciso assegurar a partir de agora é que o actos eleitoral das legislativas não sofre distorções. Não sei exactamente até onde é que estes tipos podem ir, mas desconfio que estão dispostos a quase tudo.

  3. Fliscorno disse...
     

    Luis, compreendo o seu ponto de vista mas uma moção de censura a semanas das férias parlamentares e a 3 meses de eleições nada muda. Por isso, na minha opinião deve ser vista da perspectiva do marketing político.




    José, Rangel mostrou-se aberto à ideia da moção mas o PSD não é unânime. Salvo erro, Aguiar Branco discordou e coloca de lado a ideia da AD.

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