a política na vertente de cartaz de campanha

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Subvenções vitalícias dos titulares de cargos políticos


Pela Espectadora Atenta do Portucale Actual tomei conhecimento destes dados que arranjei em forma de gráfico. Publicados inicialmente no Correio da Manhã.

De notar, a bem da honestidade intelectual, que a a Lei n.º 4/85, de 9 de Abril, que atribuía a subvenção vitalícia aos titulares de cargos políticos, foi revogada a 10 de Outubro de 2005. Esta subvenção pode, mesmo assim, ser pedida por quem, àquela data, adquiriu esse direito ou reúna, até 2009, condições para dela beneficiar.

Até 2009?
É caso para dizer que os deputados que votaram esta revogação trataram primeiro do seu pé de meia.

Deixo uma questão: em tempo de congelamentos e de contenção para toda a população (salvo algumas centenas de politicamente iluminados), será justo manter esta subvenção vitalícia, que “é acumulável com pensão de aposentação ou de reforma”?

Percebe-se melhor a natureza da nobreza que alguns dizem haver na actividade política. É uma questão de tesouro!


7 comments :

  1. João Rato disse...
     

    A cambada que adquire o direito de ficar para sempre a 'mamar' na teta do Estado ao fim de doze anos de 'trabalho', é a mesma que obriga os seus funcionários a trabalhar até aos 65 anos de idade para lhes dar uma reforma de merda!... Porreiro, pá!
    (da Braganzónia

  2. Anónimo disse...
     

    Como é que têm a lata de legislar retroactivamente em benefício próprio e retroactivamente em prejuízo dos outros?

    Que país é este que consente isto?

  3. Sérgio Pontes disse...
     

    É uma vergonha este país!

  4. Moriae disse...
     

    Porreiro ... vá-se lá entender o sornas do povo!

  5. Moriae disse...
     

    Sornas, masoquista e sádico!

  6. Espectadora Atenta disse...
     

    Esse gráfico está fantástico! Parabéns!
    Isto é uma roubalheira por demais... Uma vergonha completa!
    um grande abraço,

  7. Raposa Velha disse...
     

    «Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é burro ou não tem arte.» Palpita-me que estas atitudes têm raízes profundas...

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