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Perguntas sobre o Laboratório Educativo - II

Questões:

1.
Durante quanto tempo se consegue manter atento um aluno numa sala de aula?
[ ] 10 a 20 minutos
[ ] 20 a 30 minutos
[ ] 20 a 50 minutos



2. As aulas de 90 minutos são vantajosas?
[ ] Sim
[ ] Não


8 comments :

  1. Raposa Velha disse...
     

    Para responder a estas questões precisei de pesquisar um bom bocado. Primeiro porque em português não consegui encontrar nada de jeito publicado online. Segundo porque em inglês não estava familiarizado com a terminologia. Esta é:

    - aulas de 90 minutos (ou pelo menos, aulas de maior duração do que 50 minutos): "Block Scheduling"

    - período de atenção dum aluno numa sala de aula: "attention span"

    - personalidades relevantes: Joseph Carroll

    - uma pesquisa no google que devolve resultados relevantes: "Joseph Carroll" block scheduling concentration



    Posto isto e de acordo com o que encontrei:

    1. Durante quanto tempo se consegue manter um aluno numa sala de aula?
    20 a 50 minutos

    2. As aulas de 90 minutos são vantajosas?
    Não


    Pontos de vista a favor e contra as aulas de 90 minutos (em inglês...):

    Advantages of Block Scheduling
    There are some advantages that have been observed in high schools using block scheduling, including:

    * Fewer failing grades
    * Less time lost in the halls between classes
    * More time for student-teacher interaction
    * Less stress (unless teachers actually try to cover twice the material in a longer class period!)
    * More time for labs and advanced topics with motivated students
    * More time for teacher planning
    * More time for off-site work experiences for school-to-work programs (is this really an educational advantage to students, or a nice way for businesses to get free labor?)
    * Reduced drop out rates


    Summary of the Problems [index]
    1. Problems due directly or indirectly to attention span limitations:

    * Longer classes are incompatible with the attention spans of most students (20-50 minute attention spans are commonly cited).
    * Instead of trying to cover twice as much material in a longer class period, the natural tendency is to water down the material to maintain interest, resorting to movies, games, doing homework in class.
    * Either due to attention span limitations or to the watering down of material, learning is likely to be less effective, especially in courses such as math and science (as demonstrated in Bateson's study).
    * Learning Disabled children may be especially disadvantaged by the longer classes of block scheduling.

    2. Retention problems

    * Students taking all of their English, math, science, or other topics in one semester may experience a gap of 8 to 13 months before taking the next course in that series, whereas students under traditional schedules experience gaps no longer than 4 months (summer vacation).
    * The long gaps in learning a particular topic may translate into poor retention and the need for more remedial review.
    * Many students will take tests (ACT, SAT, others) at the end of the school year for topics that were covered in the first semester only. The time gap of several months between the course and the test may hurt test performance, as Bateson's study shows.

    3. Problems in transferring

    * Transferring in the middle of the school year from a school with block scheduling to one without it poses many problems for students. They may have missed half a year of material in required courses that they would have taken in the second semester under block scheduling, and they may needlessly repeat half a year of material for courses already taken.
    * Of course, similar problems apply to students transferring to schools with block scheduling.

    4. Problems with Specific Courses

    * Music programs can be at a great disadvantage. Choirs, bands, and other musical activities really require regular, year-round involvement. Many opportunities for growth and performance are lost if the course is taken only in one semester, while many students are unable or unwilling to devote 25% of their class time to music in order to take it year round under a regular 4x4 Block. Kevin Meidl's national survey on the effect of block scheduling on music provides valuable information on this topic (see Kevin Meidl, "The Problem with Block Scheduling," Music Educators Journal, v. 84, July 1997, p 11).
    * Sports programs face similar challenges. Many coaches want daily time with their teams, which can result in athletes having to devote twice as many credits to athletics as before, decreasing the time they have for other courses. See Part 1 for a section on athletics.
    * Many courses such as math, science, and foreign language seem to be most effective when learned in small, regular doses that the student can assimilate, rather than in intense blocks.
    * Teachers are more likely to teach courses outside their expertise. If math is taught in the first semester only, what will math teachers teach in the second semester? (This disadvantage can be solved with properly modified schedules.)

    5. Academic performance: Block scheduling is unproven

    * Block scheduling has not been proven to increase performance on objective tests in any longitudinal study.
    * In fact, Canadian studies have shown that block scheduling can hurt academic performance when assessed through objective tests.
    * Benefits claimed by Joseph Carroll require further analysis and confirmation before they are accepted at face value.

    6. Difficulty when school is missed

    * For a given course, missing a week of school due to sickness under block scheduling can be like missing several weeks under traditional scheduling. If the course is a challenging, content-based course like math or foreign language, catching up may be extremely difficult for the student.
    * How will schools help students who miss several days of school and get far behind in critical courses? E-mail from a teacher suggests that the solution must be "to hire tutors and spend even more money."
    * Of course, since total amount of material covered in a day of block scheduled classes will be no greater and perhaps even less on the average than under traditional scheduling, the problem of missed classes would appear to be no disadvantage under block scheduling. But when it comes to a few truly difficult classes, missing the equivalent of two or four weeks instead of just one can be devastating.


    (Texto retirado de link.



    Nós temos aulas de 90 minutos. Como as vêm?

  2. Rosalina disse...
     

    Bem, creio que depende das disciplinas.

    Eu sou professore de Língua Portuguesa e desde que as aulas começaram a ter 90m que a prática pedagógica melhorou.

    Claro que um período lectivo de 90m é particularmente exigente para o professor que tem de controlar sistematicamente o tempo e diversificar as actividades.

    Mas, sem dúvida, que o saldo é bastante positivo.

    E, ainda hoje, numa turma do 9º ano, tocou e a maioria dos miúdos nem se apercebera que já era para o final da aula.

    No entanto, reconheço que noutras disciplinas seja complicado.

  3. Rosalina disse...
     

    professora*

  4. Raposa Velha disse...
     

    Pois, Rosalina, por acaso respondi "Não" mas sem muito convicção. Encontrei muitos textos com opiniões diversas e, claro, não tenho experiência de campo.

    Compreendo que as coisas não sejam a preto e branco. E talvez essa deve ser a melhor escolha: adaptar cada coisa a cada caso. É que estou a lembrar-me que há disciplinas que passaram a ter apenas um tempo lectivo por semana... Não seria preferível dois tempos e mais curtos?

  5. Raposa Velha disse...
     

    Erro crasso, claro!

    Em vez de «Nós temos aulas de 90 minutos. Como as vêm?»

    ler

    «Nós temos aulas de 90 minutos. Como as vêem

  6. Rosalina disse...
     

    A gestão dos blocos de aula de 90m e aulas de 45m, varia de escola para escola.

    Há uma carga horária definida pela tutela e que tem a ver com os vários ciclos. Isto é, a tutela diz que os alunos têm de ter no 2º ciclo xis horas de xis disciplinas e as escolas gerem.

    Creio que comum será apenas o facto de a Matemática e Língua Portuguesa serem sempre dados dois blocos por semana, portanto 2x95m.

    Quanto a haver disciplinas com apenas 45m, que eu tenha conhecimento, isso só acontece com Religião e Moral, Formação Cívica (aula com o Director de Turma) e na minha escola, por exemplo, no 9º Ano só têm 45m de Estudo Acompanhado.

    Mas é como digo, isso dependerá muito da gestão da escola e da organização dos departamentos.

    Posso, por exemplo, dizer que antes da gestão da minha escola ter mudado há cerca de 3 anos, pelo projecto educativo desenvolvido durante 7 anos, ia ser possível alterar a gestão do tempo a Língua Portuguesa, a média, longo prazo se a proposta de trabalho que pretendia propor fosse para a frente. :)

    Infelizmente, não foi possível, sequer, iniciar o projecto.

  7. Rosalina disse...
     

    Não seria preferível dois tempos e mais curtos?

    Ainda sobre esta questão...


    Claro que depende sempre de cada disciplina e da metodologia adoptada pelos professores.

    Mas, vejamos, uma das razões, unanimemente aceite por todos, desestabilizadora, do processo ensino-aprendizagem é a falta de capacidade de concentração dos alunos.

    Ora, isto significa que a primeira parte de qualquer aula é sempre dedicada a tentar prender a atenção dos alunos.

    Antes das aulas de 90m, muitas vezes, quando, finalmente, os alunos estavam a atingir o nível de concentração desejável, tocava.

    Assim, com os 90m, isso é viável. Mas como disse antes, exige mais ao professor, no entanto, quanto a mim, é compensador.

  8. Raposa Velha disse...
     

    Compreendo Rosalina. Ontem quando procurava formar opinião li uma série de papers sobre o assunto e encontrei acérrimos defensores de ambos os lados.

    Quando frequentava o liceu, pelos 40 minutos entrava em curto-circuito heheheh

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