a política na vertente de cartaz de campanha

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Em defesa de Sócrates (kind of)

Quem por aqui passa sabe que costumo ser crítico quanto à propaganda de Sócrates e do seu governo. Que se tem demonstrado que é um primeiro-ministro que mente sem pudor (veja-se o caso mais recente do relatório "OCDE"). Que se tem mostrado que o défice das contas do estado apenas baixou graças ao forte aumento da carga fiscal, pelo fecho de serviços, pelos congelamentos e por o estado não pagar aos fornecedores.

Quem costuma passar pelo Fliscorno sabe que aqui não tem sido um lugar para passar a mão pelo pêlo da família Socrática. Nem de outras famílias políticas, já agora. É por isso que estou perfeitamente à vontade para afirmar: esta história dos ingleses meterem o nariz nos nossos assuntos é uma nojeira.

Passo a explicar. Por alguma razão, muitos acham que os ingleses são os nossos velhos aliados. No entanto, levámos porrada deles em vários momentos da nossa história, como por exemplo no caso do Mapa Rosa. Ou com a Maddie, recentemente. E agora com o caso Freeport.

Calendários eleitorais à parte, o certo é que um país estrangeiro está a interferir na justiça portuguesa. Se a mais ninguém isso incomodar, a mim incomoda de sobremaneira. Se temos um problema, devemos ser capaz de o resolver entre nós. Se os ingleses têm indícios válidos, que deles façam uso. Agora pretenderem meter o nariz porque a coisa cheira mal não é suficiente nem é admissível.

Entre nós, temos os meios para resolver o problema: com a justiça para as questões legais; com as eleições para as questões éticas. Poderemos ter uma justiça para inglês-ver mas não nunca para inglês-interferir!


27 comments :

  1. Anónimo disse...
     

    Somos um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonha, feixes de miséria, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia de um coice, pois que já nem com as orelhas é capaz de sacudir as moscas. [...]“;

    temos
    “Um clero português, desmoralizado e materialista, liberal e ateu, cujo Vaticano é o ministério do reino, e cujos bispos e abades não são mais que a tradução em eclesiástico do fura-vidas que governa o distrito ou do fura-vidas que administra o concelho [...]“;

    “Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavra, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo [...]“;

    “Um exército que importa em 6.000 contos, não valendo 60 réis [...]“;

    “Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo [...]“;

    “A Justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara a ponto de fazer dela um saca-rolhas”;

    “Dois partidos monárquicos, sem ideias, sem planos, sem convicções [...]“;

    “Um partido republicano, quase circunscrito a Lisboa, avolumando ou diminuindo segundo os erros da monarquia, hoje aparentemente forte e numeroso, amanhã exaurido e letárgico [...]“;

    “Instrução miserável, marinha mercante nula, indústria infantil, agricultura rudimentar”,

    “Um regime económico baseado na inscrição e no Brasil, perda de gente e de capital, autofagia colectiva, organismo vivendo e morrendo do parasitismo de si próprio”;

    “Liberdade absoluta, neutralizada por uma desigualdade revoltante, o direito garantido virtualmente na lei, posto, de facto, à mercê dum compadrio de batoteiros, sendo vedado, ainda aos mais orgulhosos e mais fortes, abrir caminho nesta porcaria, sem recorrer à influência tirânica e degradante de qualquer dos bandos partidários”;

    “Uma literatura iconoclasta, – meia dúzia de homens que, no verso e no romance, no panfleto e na história, haviam desmoronado a cambaleante cenografia azul e branca da burguesia de 52 [...]“;

    “E se a isto juntarmos um pessimismo canceroso e corrosivo, minando as almas, cristalizado já em fórmulas banais e populares [...] teremos em sintético esboço a fisionomia da nacionalidade portuguesa no tempo da morte de D. Luís, cujo reinado de paz podre vem dia a dia supurando em gangrenamentos terciários.”

    GUERRA JUNQUEIRO 1886

  2. Fliscorno disse...
     

    Olhe, cada qual fala por si. Eu não preciso de porta-voz.

  3. Anónimo disse...
     

    Deixe-se de conversas. Venham eles e o mais depressa possível, porque aqui ninguém quer descobrir nada. Está tudo controlado.

  4. Núncio disse...
     

    "Se temos um problema, devemos ser capaz de o resolver entre nós."
    E estamos a resolvê-lo?
    Fomos capazes de resolver o lamentável caso do currículo académico fradulento?
    Fomos capazes de resolver o episódio do "queijo limiano"? Do Casino de Lisboa? Dos submarinos? Da Casa Pia?
    Ainda não percebeu que, por causa deste temor reverencial que nos caracteriza, não somos capazes de resolver nada que tenha a ver com políticos?

  5. Fliscorno disse...
     

    Para mim é inaceitável que se peça aos estrangeiros para resolver os nossos problemas. Se não, alguma vez precisaremos de outro 1 de Dezembro.

    De resto, o resolver das coisas: temos eleições, não temos? Em quem votam os portugueses? Até nos que fogem para o Brasil, voltando como anjos! Não, o problema não está só nos que nos governam. E não serão os de fora que virão mudar o que seja. A mudança nasce de dentro.

  6. Paulo disse...
     

    Desculpe mas o que os ingleses investigam é um caso de fraude fiscal na empresa que esteve envolvida no licenciamento do Freeport. É um problema que lhes diz respeito e têm todo o direito de o fazer. Se como "danos colaterais" temos informação sobre o envolvimento do PM e de autarcas nesta bagunça, então qual o problema? Deve ser a Justiça portuguesa a investigar e a julgar essa malta mas não há problema em aproveitar informações que entretanto tenham sido recolhidas. Ou vamos fechar os olhos só porque vêm lá de fora? Não faz sentido.

  7. Fliscorno disse...
     

    É por isso, Paulo, que escrevi "Se os ingleses têm indícios válidos, que deles façam uso." Até ao momento não tenho a certeza de que disponham de algo mais do que esse DVD. Qualquer um, para salvar a pele, pode incriminar quem quiser. A questão para mim é mesmo esta: ou têm indícios sólidos para envolver um português ou não têm. Os efeitos laterais não me importam. Se tiverem que acontecer, que aconteçam. Agora não posso aceitar que pretendam vasculhar o que lhes passe pela cabeça só porque não lhes cheira bem.

  8. Fliscorno disse...
     

    Já agora, se os ingleses apresentarem algo de válido, cá estarei para a correspondente escrita, obviamente.

  9. Paulo disse...
     

    Mesmo o nosso PGR diz que sempre que há uma suspeita, deve ser investigada. Eles não podem esperar sentados por indícios sólidos - se é que já não os têm - para iniciar as investigações. Os indícios sólidos virão da investigação. E claro que os ingleses não vêm "vasculhar" sem autorização das autoridades portuguesas. É impossível que as autoridades inglesas tenham, por exemplo, acesso às contas bancárias do PM sem que isso seja permitido. Isto está a ser feito em cooperação entre os dois países e não é verdade que os ingleses possam vir pôr e dispôr à sua vontade. Mas a verdade é que trouxeram novidades ao processo e fez isto arrancar novamente, o que na minha opinião, é positivo.

  10. Fliscorno disse...
     

    Concordo, Paulo, pelo menos fez isto mexer. Ontem até escrevi sobre isso: A cada quatro anos.

    Talvez já tenha dado com o artigo que saiu no Independent, do qual destaco: "The English royal family is reported to have a large stake in Freeport, which was taken over by the US conglomerate Carlyle in 2007." (não conhecia a palavra strake e fui ver; pode-se traduzir por pipa de massa). Há hipóteses que não se podem ignorar. Por isso, repito: se há matéria de facto, tudo bem. Quanto a mim, vou esperar para ver o que é que eles têm mesmo. Não confio nos gajos (basta ver como lidaram com as inabaláveis pistas que usaram para ir para a guerra do Iraque).

  11. Anónimo disse...
     

    Reparem que isto se resolveria de forma célere e drasticamente eficaz, bastaria o PM permitir, ele próprio , a investigação sobre as suas contas e movimentos bancários. Mas... pelos vistos....
    Agora, é assustador como perante as informações, nunca contrariadas, que vamos tendo, como é possivel que a preocupação "parola" ( desculpe-me o termo) de que aqui na minha quinta ninguém toca, xÔÔÔ ingleses. O que é importante são os novos dados que dispomos e a sua veracidade ou não... e por uma vez decidir como TEM de ser. è preciso pôr fim ás vergonhas dos BPN, dos BPP, dos Dias Loureiros, dos Coelhos e da impunidade.
    José

  12. Pedro Lucas disse...
     

    Nenhum jornalista gosta de Sócrates. O ar pomposo, arrogante, bem vestido, faz embirrar quase qualquer um. Mas ao menos o homem tenta efectuar uma mudança. Os outros atrás dele nem tentaram. Que ele praticou muitos actos de duvidosa ética ou moralidade, não tenho duvida. Mas nunca vi até hoje provas de efectiva corrupção. É tudo diz que disse, e mais nada. Até prova em contrário é inocente. E a sede com que os jornalistas se atiram a ele, como mastins a babarem-se, estandos eles a "cagar" para o segredo de justiça, publicando tudo e mais alguma coisa, esteja em investigação ou não, seja em Portugal, seja em Inglaterra, não ajuda nada a que qualquer pessoa íntegra se interesse em ir para a política. Ou seja, os actos de selvajaria jornalistica também conduzem a que os válidos e íntegros se afastem, e deixem lugar aos corruptos e carreiristas. E no fim disto tudo, é a imagem do país que sofre. E não, não sou PS, já fui PSD e agora sou alguém que já não acredita neste povo. Como Prado Coelho. Como Guerra Junqueiro.

  13. Fliscorno disse...
     

    Ó José, na Visão online está "No que respeita a todos estes protagonistas, a polícia inglesa diz ter «motivos razoáveis» para acreditar em «alegações de suborno e de corrupção», prática que, remata a carta, entra «em contravenção com as leis de Inglaterra e do País de Gales»."

    Eu quero é saber o que são esses "motivos razoáveis". O que estiver num vídeo não é um motivo razoável. Quem está à rasca pode na boa mandar as culpas para outro. É esse o meu ponto. Além disso, já levámos porrada dos gajos por mais do que uma vez. Espero para ver o que eles têm.

  14. Fliscorno disse...
     

    Quanto às "vergonhas dos BPN, dos BPP, dos Dias Loureiros, dos Coelhos e da impunidade", somos nós que temos que resolver as coisas.

    Sócrates tem feito um figurão a bater na educação. O povo até parece que aplaude. Mas na justiça, nessa miséria que não existe, pois demorar anos e anos é a mesma coisa que não existir, dizia, nessa miséria não mexeu uma palha que desse fruto algum.

    Porquê? É aí que os portugueses têm que procurar mudança. Não é a gritar aos de fora ó tio, ó tio. Discordo que seja uma preocupação "parola". É que na nossa justiça e nos nossos políticos ainda tenho uma palavra a dizer, mesmo que pouco valha. Aos ingleses, só tenho a calar.

    Como disse mais a cima o Paulo, eles só cá intervirão com consentimento das nossas autoridades. Pelo menos em teoria. Mas o facto é que está a ser atirada muita areia ao ar e eu quero é ver que vento a move.

  15. Paulo disse...
     

    Eu compreendo perfeitamente a desconfiança sobre os ingleses. Não estarão a fazer isto por serem nossos amigos, com certeza. Concordo que temos que ser nós a resolver os nossos problemas. Mas preocupa-me que se desenvolva na sociedade portuguesa, neste caso em particular, uma certa reacção de defesa quanto à intromissão alheia nos nossos assuntos e que isso interfira no apuramento da verdade. Até porque em bom rigor, este não é um assunto só nosso... Espero que as nossas autoridades não nos deixem ficar mal e que defendam a soberania portuguesa, como não deveria deixar de ser.

  16. Fliscorno disse...
     

    Subscrevo o seu ponto de vista, Paulo. Por mim, querover o que é que eles têm.

  17. Fliscorno disse...
     

    Um texto interessante:
    Freeport a grande velocidade

  18. Fliscorno disse...
     

    Aliás, todos os textos no Estrago da Nação são um must para perceber as movimentações neste caso.

  19. Ana, professora disse...
     

    Fliscorno, não será lógico pensarmos que eles têm muito mais do que dizem? E que não é nós, simples mortais e espectadores, que irão revelá-lo, pelo menos para já..

  20. Fliscorno disse...
     

    É possível Ana. Por isso aguardo para ver.

  21. Anónimo disse...
     

    Sr. fliscorno,

    Não vai conhecer para já, em que é que eles se baseiam. Não vai conhecer as cartas todas que os ingleses têm na mão (se as têm sequer) porque isso seria abrir o jogo. Seria o mesmo que eles lhe dizerem porquê alguém é suspeito e, claro, revelarem o fio condutor da investigação.

    Não lhe parece lógico?

    O que não me parece lógico é um caso desta gravidade ter ficado parado 4 anos e agora a justiça Portuguesa vir dizer que é preciso celeridade. Então que porra é esta? Ficar à espera de uma merda de uma carta para se mexerem? Mas não temos autonomia? Um individuo que é suspeito tem de esperar este tempo todo porque os responsáveis do processo adormeceram?

    Ai Portugal, Portugal...

  22. Fliscorno disse...
     

    Parece lógico. Como também me parece lógico que poderão não ter nada. Em aberto.

    Quanto à pausa dos quatro anos, sem dúvida que isso é miserável. Como é possível passarem-se anos sem que nada aconteça? E os que têm obrigação de fazer o seu trabalho (acusar ou arquivar), não verão a responsabilidade cair-lhes em cima?

    Porque passou Sócrates um mandato a bater na educação sem ter mexido uma palha na justiça? Pode progredir um país sem a justiça funcione? Estes são os nossos problemas e os que podemos resolver. Este ano as pessoas podem decidir se concordam com a estratégia que foi seguida.

  23. Pata Negra disse...
     

    Eh pá! Ó Fliscorno, desta vez foste polémico! Este é o 23º comentário e o artigo é transcrito,hoje, no caderno P2 do Público - blogues em papel!

    Para animar a discussão:
    Os ingleses ajudaram a salvarmo-nos de Napoleão, ajudar-nos-ão a salvarmo-nos do Sócrates.

    Um abraço

  24. Fliscorno disse...
     

    Deve ter sido o que encontraram mais parecido com opinião contrária, Pata Negra. LOL

  25. Ana disse...
     

    Relativamente aos ingleses, lamento discordar. Isto chegou a um tal estado que precisamos da intervenção da comunidade europeia ou algo que ponha esta vergonha a nu. Relativamente à OCDE venho partilhar os meus mails

    1º mail meu para OCDE:

    Os professores de Portugal estão muito descontentes com a educação do país e reclamam que a OECD faça algo urgentemente. As nossas escolas tem 28 alunos por turma, não existem praticamente apoios para alunos com necessidades educativas especiais porque o governo não quer gastar dinheiro com professores especializados. Estou numa escola que não tem aquecimento nem armários nas salas nem para os alunos. Os alunos estão no inverno com casacos vestidos dentro das salas. Estão a impor-nos um sistema de avaliação com o qual não concordamos. Ajudem-nos por favor.

    Portugal teachers are very grumblers with the education of the country and require that the OECD make something urgently. Our schools have 28 pupils for group, practically there are no supports for pupils with educative special necessities because the government does not want to spend money with specialized professors. I am in a school that does not have heating near Oporto nor closets in the class nor for the pupils. Pupils have their coats dressed in the class room. They are to impose the one evaluation system to which we do not agree. Chile was the only country that was trying to implement that evaluation and already stoped it because of teachers complain. Most teachers spend 6 and more years far from home with no financial suply. Help us please. Goverment want to spend money in TGV, football, airports and our children don`t have a proper school.

    RESPOSTA:

    Dear Ana Fernandes,

    Thank you very much for writing to us to share your concerns about education in Portugal.

    The report released in Lisbon earlier this week, Policy Measures Implemented in the First Cycle of Compulsory Education in Portugal, was carried out by independent experts who were directly commissioned to carry out this work by the Portuguese Ministry of Education. The study was led by Dr. Peter Matthews, Visiting Professor at the Institute of Education, University of London and international consultant in the area of education. Peter Matthews has worked as a consultant for the OECD on other occasions and for this exercise his team chose to use an approach very similar to the one that OECD has used in assessing education policies over a number of years.

    Although the OECD had no input into the contents of the report, which remain the responsibility of the authors themselves, it was invited by the Portuguese authorities to write the foreword, a task we were happy to accept after reading the report. The OECD also agreed to participate in the event to launch the report with a discussion of the issues raised in the report. External and independent assessments by experts are a valuable input to inform policy debates and assist with the design and implementation of policies. They can provide useful insights for policy development. The recommendations of the independent experts in this report are thoughtful and constructive and on that basis, they merit the full consideration of Portuguese education stakeholders in the pursuit of better education for all in Portugal.

    Best regards,

    Susan Copeland

    Esta foi a tradução tosca que consegui fazer do texto:

    O relatório realizou-se em Lisboa no início da semana, “As medidas políticas executadas no primeiro ciclo em Portugal”, foi realizado por peritos independentes que foram directamente encarregues pelo Ministério da Educação de realizar este trabalho. O estudo foi conduzido pelo Dr. Peter Matthews, professor visitante no Instituto da Educação, na Universidade de Londres e consultor internacional na área da educação. Peter Matthews trabalhou como um consultor para a OCDE noutras ocasiões e para este exercício a sua equipe escolheu usar uma aproximação muito similar a essa que a OECD usou para avaliar políticas da educação durante vários anos.

    Embora a OCDE não tivesse nenhuma entrada nos índices do relatório, permanecendo exclusiva a responsabilidade dos autores, foram convidados pelas autoridades Portuguesas a escrever o prefácio, uma tarefa que nós ficamos felizes em aceitar após ter lido o relatório. A OCDE concordou também em participar no evento para lançar o relatório com uma discussão das edições levantadas no relatório.

    As avaliações externas e independentes por peritos são uma entrada valiosa para informar debates da política e a ajudá-las com o projecto e execução das políticas. Podem fornecer introspecções úteis para o desenvolvimento de política. As recomendações dos peritos independentes neste relatório são para reflectir e construtivas merecendo, nessa base, a consideração plena das partes interessadas na busca de uma melhor educação em Portugal.

    2ºmail para OCDE:

    Dear Susan Copeland

    Thanks for your answer, Susan.
    Please alow me to make one other question.
    I wonder if Dr. Peter Matthews used only 10 schools of 7 autarchies from the same political party of the Portugal goverment in that study (approach very similar to the one that OECD has used in assessing education policies over a number of years) in other countries?
    In pre-electoral campaign as the goverment is, using OECD as related to the study, we (teachers) feel no hope in the pursuit of better education for all in Portugal. It was mentioned, by our 1st minister, compliments that had been made to the teaching evaluation during the event of launching of the report. I inform you that the teaching evaluation concerns the professors of 1º, 2º, 3º cycle and secondary. With this politic weapon, me, together with two hundred and thousand that protested in Lisbon, we lose credibility on those less informed.
    I think that Dr. Peter Matthews refered the instability of the professors in the country but little detached.
    It would help a lot this country, without wanting to diminish what of good they have done on 1º cycle, that the reality became known since this ministry already treated teachers very badly saying that we work few hours, that the guilt of students school abandonment is ours although the information I gave you about school conditions and awfull social conditions of the country. They have turned public opinion against us turning our job with young students worse.
    I, a simple 2nd cycle teacher, believe that it would be very important if OECD and Dr. Peter Matthews come to public with other studies like ” Education at a glance”- OECD (2006) pages 30,34,36 and most important page 40.
    I believe that Susan have heard lots of complains but we have to believe in something, in someone, in anything.

    EM PORTUGUÊS:

    Cara Susan Copeland

    Obrigado pela sua resposta, Susan.

    Permita-me que faça outra pergunta. Interrogo-me se o Dr. Peter Matthews terá usado apenas 10 escolas em 7 autarquias do mesmo partido que o governo nesse estudo (aproximação muito similar aquela que a OCDE usou para avaliar políticas da educação durante vários anos) noutros países.

    Na pré-campanha eleitoral em que o governo se encontra, usando a OCDE como relacionada ao estudo, nós (professores) ficámos sem esperança na busca de uma melhor educação para todos em Portugal. Foi mencionado, pelo nosso 1ª ministro, os elogios que tinham sido feitos à avaliação durante o evento de lançamento do relatório. Eu informo-a que a avaliação docente é relativa aos professores do 1º, 2º, 3ºciclo e secundário.

    Com esta arma política, eu, junto com duzentos mil que protestaram em Lisboa, perdemos credibilidade junto dos menos informados.
    Eu penso que Dr. Peter Matthews referiu a instabilidade dos professores no país mas com pouco destaque.
    Ajudaria muito este país, sem querer diminuir o que de bom fez no 1ºciclo, que a realidade se torne conhecida já que os professores foram muito mal tratados por este ministério dizendo que trabalhamos poucas horas, que é nossa a culpa do abandono escolar por parte dos estudantes apesar das informações que lhe dei sobre as condições da escola e péssimas condições sociais do país. Viraram contra nós a opinião pública tornando nosso trabalho com os jovens estudantes ainda pior.
    Eu, uma simples professora do 2ºciclo, acredito que seria muito importante a OECD e Dr. Peter Matthews vir a público com outros estudos como ” Education at a glance”- OECD (2006) paginas 30,34,36 e, mais importante ainda, a página 40.
    Acredito que a Susan tenha ouvido muitas queixas mas nós temos que acreditar em algo, em alguém, em alguma coisa.
    in http://profindignada.wordpress.com/

  26. Ana, professora disse...
     

    Amanhã, no SOL, excertos dos famosos mails e sms:

    - «tudo deve estar concluído antes do novo Governo tomar posse»

    - «tenho estado sob ordens muito rígidas do ministro para não dizer nada»

    - «enviar a taxa em duas partes, uma para o Estudo de Impacto Ambiental e outra para os protocolos. Tenho as pessoas sob controlo graças a essa transferência»

    - «para o Estudo de Impacto Ambiental é necessário pagar mais 50K. Não digo para pagar já, faça só a transferência»

  27. Fliscorno disse...
     

    Também já vi Ana. E também já li a tal carta, a qual comento extensivamente aqui: 8 páginas

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