a política na vertente de cartaz de campanha

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Rua da Saudade

Rua da Saudade

E mais delícias

 

Quem se lembra de "Retalhos da Vida de um Médico"? O tema de abertura é o primeiro vídeo, numa soberba interpretação de Luanda Cozetti.



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Pagar impostos: um privilégio

O Professor de Coimbra contribui para o enredo da actualidade socialista na sua crónica hoje no Público:

«As deduções fiscais no imposto sobre o rendimento redundam quase sempre num privilégio dos titulares de mais altos rendimentos, que são quem mais pode aproveitar delas. Isso é assim especialmente quando as deduções não têm "tecto", sendo uma percentagem das despesas efectuadas, como sucede com os encargos com saúde. Mas ainda é assim quando existe um limite, como é o caso dos encargos com educação e com os relacionadas com imóveis. Com a agravante de neste último caso tal subsídio ser socialmente ainda menos justificável do que a dedução fiscal com despesas de saúde e de educação.
(...)
É altura de rever esta política de subsídio fiscal ao crédito à compra de casa (...)
(...)
Em vez de subsidiar tendencialmente todos os contribuintes de IRS, o Estado deveria assegurar o direito à habitação de quem não tem meios para o conseguir por si mesmo, subsidiando os encargos com aquisição ou arrendamento de casa somente dos que não dispõem de rendimentos acima do limiar tecnicamente considerado suficiente para esse efeito. A poupança da actual despesa fiscal com as deduções (mesmo mantendo, como é devido, as actualmente existentes) deveria ser desviada para esse novo benefício social, agora destinado a quem realmente precisa.(...)»

Apenas um "pequeno" detalhe: são esses infames "titulares de mais altos rendimentos" que compram casas (um "privilégio" obsceno) que pagam toda esta vastidão a que se chama Estado.

Está encontrada mais uma fonte de baixar o défice («já o fizemos uma vez e sabemos como o voltar a fazer», como disse o outro).

Esprema-se a teta mais um bocadinho que ainda não será desta que se precisará de cortar na despesa.



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Quase lá

film strip - benfica quase lá 

A notícia: «Nacional vence Benfica por 2-1» e a anterior piada de ocasião.

Imagem de fundo: a usada na notícia.



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Solução Incêndios 2010



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Governo confirma que a despesa aumenta...

image

... e constata-se de novo que o aumento de impostos acaba por servir para aumentar a despesa.

O que não surpreende. Dada a necessidade eleitoral de ganhar eleições, mesmo que em certo período se corte na despesa, chegado o acto eleitoral a tentação de estoirar o crédito trazido pelos impostos será mais forte.



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Espantoso

«Concessionário das Scut manda conta ao Estado por atrasos nas portagens», Público

A não ser que pela introdução de portagens nas SCUT a concessionária passasse a receber mais dinheiro, alguém me explica porque é que estas não terem arrancado traz custos acrescidos?

É de ver que o eventual "desequilíbrio nos contratos negociados" será o mesmo tenham ou não as portagens avançado e que, estivessem as SCUT portajadas, o "suporto técnico aos sistemas" teria igualmente de ser assegurado.

Resta a primeira hipótese. Ou então é mais um episódio da preparação da reentrée.



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Piada de ocasião

film strip - sporting

A notícia: «Sporting começa campeonato com derrota na Mata Real», no Público.

Imagem de fundo: a mesma que ilustra a notícia.



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Um país que arde...

portugal queimado



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Insossos por decreto

film strip - sal no pão

Mais: The Portuguese way.

Imagem de fundo: Creative Food Sculptures.



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The Portuguese way

«As leis nossas de cada dia, agora sem sal

Nos países ocidentais é, pelos vistos, uma novidade: Portugal tem, a partir de hoje, uma lei que estabelece valores máximos para o teor de sal no pão e quem violar tais limites arrisca-se a pagar uma multa que pode chegar a 5 mil euros. Países como a Inglaterra ou a Finlândia conseguiram bons resultados apenas com campanhas, sem nenhuma lei, mas Portugal, que tem por hábito inventar leis para tudo, aprovou mais esta. Os motivos são nobres, não se duvida, até porque estudos já com alguns anos detectaram no pão teores elevados de sal, à época (2006) quase o dobro dos encontrados em pães ingleses e suíços. E Portugal tem ainda altas taxas de ingestão de sal (11,9 gramas/dia, contra o máximo de 5 gramas/dia indicadas pela Organização Mundial de Saúde). Os panificadores garantem que já houve uma evolução no fabrico e que a maior parte do pão tem teores de sal abaixo dos legalmente impostos. Mas, porque a lei manda (o seu papel será sobretudo intimidar), vamos ter a ASAE a recolher e testar pães, em mais uma cruzada alimentar que o Estado entendeu empreender pela nossa saúde. Antes, na gíria popular chamava-se "pãozinho sem sal" a algo sem graça. Agora, passa a ser algo sem multa. Os portugueses, esses, é que continuam a legislar para viver. E até para comer.» Editorial do Público, hoje.

 

The Portuguese way: para quê simplificar quando se pode fazer uma nova lei?


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Sai um decreto flambé, sff

imageVolta e meia, independentemente do ministro que esteja em funções, lá vem a conversa do Estado poder meter o nariz na propriedade privada. No caso presente, fala-se do Estado tomar posse de terrenos particulares. Antes, em 2008, foi Jaime Silva com uma teoria quanto às partilhas.

Atente-se nas declarações do ministro da Agricultura (via TSF): "(...) estão a ser estudados «alguns instrumentos» de «agravamento fiscal para quem não utiliza as terras, não as mantém, não as arrenda ou não as vende». Estão também em estudo «instrumentos mais agressivos», como «o Estado vir a tomar posse de determinada propriedade para mais tarde fazer uma concessão para privados com experiência na gestão de espaços florestais ou outros», acrescentou António Serrano".

Portanto, cavalgando o caos dos incêndios, aproveita o ministro para apresentar adicionais fontes fontes de receita, pelo agravamento fiscal e pelas concessões, que (aposto) não serão gratuitas.



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Lei obriga a menos sal no pão

 

Lei obriga a menos sal no pão

Entra amanhã em vigor a lei que limita o teor de sal no pão, punindo o desrespeito com coimas entre 500 e 500 0 euros. Ocupando o pão um lugar central na alimentação dos portugueses e provada que está a associação do sal à hipertensão arterial, os médicos acreditam que esta medida pode traduzir-se em benefícios para a saúde, nomeadamente a nível da prevenção de acidentes vasculares cerebrais e ataques cardíacos.

11 Agosto 2010

 

Aproveito desde já para recomendar que estes senhores avisem os populares dos perigos que correm:

Mas pronto, será por decreto que lá vamos. O facto de actualmente quem quiser comer pão sem sal o poder fazer problemas não tem importância. Urge, isso sim, uma lei de costumes à boa moda do Socialismo. Porque, como se sabe, o proletário é ignorante e precisa do Estado-Papá para lhe dizer o que pode ou não pode levar à boca.



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Contadores de Verão

film strip - Contador de incêndios

A notícia: «Mais de 2000 incêndios nos últimos seis dias em Portugal continental», Público, 07.08.2010

E também:

  • «Falta de dinheiro retira vigilância do Parque Nacional da Peneda-Gerês», TSF, 06 de Agosto de 2010
  • «Continua activo incêndio no Parque Nacional Peneda Gerês», i, 08 de Agosto de 2010
  • «Fogo: Mata do Cabril em perigo na Peneda Gerês», i, 08 de Agosto de 2010

As habituais e inúteis soluções sazonais pela via legislativa: «Tutela quer penalizar abandono das florestas», RTP, 08 de Agosto de 2010. Que de resto já tinham sido tentadas, sendo de sublinhar que o próprio Estado se esquece de fazer a sua parte na limpeza dos seus baldios (notícias de 2009 e 2005).

Foto de fundo: Chevrolet



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On Her Majesty's Secret Service

Filmado em alguns locais de Portugal, um filme a (re)ver, especialmente para se comparar o antes e o depois do desordenamento do território. Especialmente no que se refere à sequência de introdução, filmada no Guincho.

Aqui, a Ponte 25 de Abril:

1969:

Ponte_25_abril_007

2008:

Ponte_25_abril_2008

Na foto de 1969, a perspectiva é de um ponto bem mais alto do que aquele de onde fiz a minha foto.  Ainda pensei atirar a máquina ao ar mas o temporizador não funciona. Se não fosse este detalhe, sendo que tudo o resto correria bem, ... Uma experiência a tentar com a minha nova reflex ;-)



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O meu baptismo de Freeport

Freeport

Estreei-me ontem no Freeport. Desaguei no outlet da Reserva Natural do Tejo numa passagem de carro por aqueles lados. Um espaço aberto e embelezado com fontes que proporcionam um agradável sincopado de água chilreante. Atendendo ao pesado ambiente que tem pairado sobre este empreendimento, o ar era surpreendentemente respirável.

Caminhando por aquela pequena aldeia erguida sobre um estacionamento subterrâneo pude com rigor constatar que cerca de 90% das lojas destinam-se à venda de roupa. Espantoso. Seis anos de investigação por causa de umas camisas Lacoste. E a feira de Carcavelos tão mais próxima da Rua da Escola Politécnica.

O sol ia ganhando tons torrados e a perspectiva de uma bela imperial ganhou forma até se tornar incontornável. Finalmente sentado, de copo à minha frente, tive uma epifania. Quem ali planeara construir um cemitério, anos antes do Freeport existir, estava absolutamente certo. A cerveja veio completamente morta. Um detalhe menor num grande dia passado no Deserto da Margem Sul.

foto



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Freeport, nas Bahamas

freeport bahamas

Google map



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Pelo fim dos chumbos

film strip - Chumbos

A notícia: «Isabel Alçada quer acabar "gradualmente" com os chumbos», no Expresso

Imagem de fundo: Hunting Pages



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Faça você mesmo: baixar o défice

Teoria

  • ...
  • Dica 18,971: Faça despesas este ano e contabilize-as apenas nos anos seguintes.
  • Dica 18,972: Aplique a dica anterior em ano de eleições para ficar bem visto. Quem vier a seguir, que pague a factura.
  • Dica 18,973: Se for um governo que encaixe no quadro "quem vier a seguir" referido na dica anterior, arranje forma de adiar o pagamento.
  • ...

Casos práticos

  1. Compre submarinos. Arranje questões contratuais para adiar a entrega dos submarinos. Quando estes chegarem, «inscreva esta despesa no OE no ano seguinte ao da chegada do submersível, adiando assim um agravamento do défice que poderia chegar aos 0,3 por cento do PIB» (no Público).
  2. Mande fazer auto-estradas SCUT que só se comecem a pagar passados 5 anos. Chegada a factura, aumente os impostos para cobrir a despesa. Adie o mais que possa a introdução de portagens.

Exercícios

  1. Coloque sob a forma de dicas as seguintes "estratégias" usadas para se conseguir um défice redondinho e baixo: não transferir verbas para as empresas públicas; não pagar a fornecedores; retirar despesas do orçamento criando novas empresas públicas.
  2. Escreva um discurso, onde se vanglorie da forma como baixou o défice. Use expressões tais como "Já o fiz e sei como o voltar a fazer".


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Mala aviada

film strip - Causa atendível

A notícia: «FPF sem justa causa para  despedir Queiroz» na RR.

Foto de fundo: Louis Vuitton “Soccer” Monogram Bag



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Alguém precisa de passar pelas Novas Oportunidades

RTP desemprego

Este gráfico baseia-se num que encontrei no Blasfémias ao qual adicionei alguns elementos (as escalas e o bloco azul) para evidenciar uma coisa simples: o 10.8% do mês de Junho não está à escala. Manipulação grosseira no telejornal estatal.