a política na vertente de cartaz de campanha

Buzz this

A terceira pessoa

ic19_tales_03


gracinhas anteriores


Buzz this

Direito de opinião

ic19_tales_02


gracinhas anteriores

Parece que há um partido para o qual a eleição não passa do ritual onde distribuem os assentos para uma peça de teatro.


Buzz this

Apertar o cinto

i-see-19 tales


gracinhas anteriores


Começo hoje uma nova secção a que chamo de «I-See-19 tales». Ou traduzindo do inglês técnico: histórias do IC 19 ;-) Serão uma espécie de tira, pingadas ao ritmo irregular deste blog. Espero que gostem.


Buzz this

Bill Gaitas é português

Não sei se não passará de comichosísse minha mas o correio não solicitado aborrece-me, pelo uso improdutivo dos nossos limitados recursos naturais. Diria que, duma forma geral, costumo rejeitar o que me é impingido.

O Windows Update começou por ser uma forma de a Micro$oft nos disponibilizar a correcção de bugs mas rapidamente a empresa de Bill Gaitas descobriu que também serviria para concretizar estratégias comerciais. É o caso da persistente tentativa de nos impingir - ai, lá fico eu chateado - software que consolide a posição da M$ no mercado, como sejam as novas versões do Windows Media Player, do Internet Explorer 7 e do próprio Windows Update (este actualizado sem possibilidade de intervenção do utilizador).

Acontece que prefiro usar o Winamp e o Firefox em vez dos equivalentes M$. Blasfémia das blasfémias, porque diabos há-de alguém querer usar no Windows software que não tenha sido
escrito pela Micro$oft?! Talvez por ser melhor?... Bom, o facto é que a M$ não parece assim pensar e insiste os disponibilizar no Windows Update o que bem lhe apetece. Livro-me deles de vez da forma que mostro na figura: 1º desselecciono-os, 2º primo CLOSE, 3º aparece uma nova janela e selecciono a opção "vai dar banho ao cão" e, finalmente, 4º primo close.

Porque não tem o software em geral garantia?
É ridículo que por 5 € compre uma porcaria dum gadget made in China, tendo garantia de dois anos, mas se for comprar um software que custe centenas de euros, por exemplo, já tenho que me limitar à habitual EULA (End User Licence Agreement, link em PT/BR).

Convido à leitura desta EULA e ao exercício de imaginar que seria, por exemplo, um televisor que estaria a comprar.
  • Antes de sequer ligar a TV teria que concordar com a licença imposta pelo fabricante. Caso contrário nem poderia premir o botão de ligar.

  • Ao aceitar a licença, concordo que o televisor nunca será meu. Apenas me é concedido o direito de o usar, sendo realçado que o equipamento não foi vendido mas sim licenciado.

  • Não posso abrir a caixa do aparelho (disassemble). Além disso, há um limite de 5 aparelhos que posso legalmente conectar e tenho que consentir que o fabricante possa recolher dados sobre a minha utilização.

  • Concordo que estou a comprar o equipamento no seu estado actual, problemas de funcionamento incluídos e o fabricante não poderá ser responsabilizado pelas consequências do seu normal uso. Mesmo que o televisor expluda à minha frente.
Pergunto, onde andam essas associações de defesa do consumidor que se mantêm silenciosas perante um bem que podemos comprar mas que temos que aceitar que poderá nem sequer funcionar como anunciado?

Bill Gaitas é português
A manta de retalhos que é o Windows, bem visível pelo número de actualizações/«tapa buracos» com que anualmente o Windows Update nos brinda lembra-me por vezes a maneira portuguesa de fazer obras públicas. Estas nunca são verdadeiramente concluídas; o que está no projecto pode ser esquecido a partir do momento em que uma utilização minimalista se torna possível; o momento da inauguração é criteriosamente escolhido com objectivos eleitorais; e o custo final nunca é bem o anunciado.

Perante estes paralelismos, temos que concluir que o Bill Gaitas é português, não vos parece?


Buzz this

Governo rasca

tapar o sol com a peneira

gracinhas anteriores

Sócrates e o seu governo deve achar que somos tapadinhos. Só assim se compreende a notável lata em pretender nos convencer que a estrutura das Estradas de Portugal muda radicalmente continuando tudo na mesma. Das duas três, ou a mudança é inútil ou a mentira é descarada.

Merecemos ser governados na mentira? Devemos pagar a estes políticos?

Dizem que esta mudança tem impacto nulo no orçamento do estado. Mas a futura empresa poderá vir a criar novas portagens (apenas em túneis, pontes e autoestradas, dizem!), devendo por isso esta empresa passar a pagar uma renda ao estado. Como?! Então algo que dava prejuízo passa a dar lucro? Adivinhem do bolso de quem virão estas novas receitas...

Outro aspecto é a questão da privatização da Estradas de Portugal. Dizem que neste governo isso nunca acontecerá. Então, pois claro, primeiro é preciso garantir que a sociedade anónima é constituída. Depois de 2009, o novo governo (PS?) já poderá fazer o que bem entender. Daqui a quatro anos alguém se lembrará da promessa de não privatizar?

Mas nem é a questão de privatizar ou não o que me incomoda neste negócio. É a falta de frontalidade, a cobardia política e a desonestidade desta forma de governar, a qual me leva sempre a duvidar das intenções anunciadas.

Vicente Jorge Silva escreveu há uns anos no Público essa frase que se tornou da famosa sobre a geração rasca. Depois das variadas negações, temos que admitir que ela existe, materializando-se na actual classe política.


Buzz this

Secretos de porco

Ingredientes:
Secretos de porco preto alentejano: 800 gr
Colorau doce espanhol: 120 gr
Alho seco: 25 gr
Azeite 0,3 acidez: 3 dl
Sal grosso:20 gr
Louro em folha: q.b.

Receita:
Cortar a carne de porco preto em triângulos e mariná-los com água, colorau doce, alho picado fininho, louro em folha sem o veio, um pouco de azeite e sal grosso q.b.. Deixar no frio pelo menos 3 horas. Numa sertã, fritar os secretos de porco preto, num pouco de azeite. Acompanhar com migas de broa, couve portuguesa e feijão frade.



Alternativamente, imite Paulo Portas, fotocopiando o arquivo do Ministério da Defesa, num total de 60 mil e tal páginas.


Buzz this

Sobre o debate do Orçamento de Estado 2008

wannabes

gracinhas anteriores


Dos ecos que me chegaram do Parlamento Fight Club, retive algumas idiossincrasias:
  • um PM que não respondeu às questões concretas sobre o Orçamento;
  • uma comunicação social mais interessada num duelo, publicitado por uma das partes, do que na reflexão sobre o que nos espera no próximo ano;
  • uma oposição fraca, fonte de soundbytes, em vez de escrutinadora do documento em debate;
  • a técnica de guerrilha usada por Sócrates, apresentando de surpresa e em tempo inapropriado medidas a implementar pelo SNS;
  • a disciplina de voto imposta e a consequente questão sobre se elegemos deputados ou grupos parlamentares.


Esperava, ingenuamente, sim, que o debate nos poupasse o trabalho de ler e estudar o OE para sabermos coisas concretas como:
  • continuará a carga fiscal a aumentar?
  • vai o Estado diminuir a despesa porque vai desperdiçar menos ou porque reduzirá a qualidade e quantidade de serviços prestados?
  • prevêem-se medidas para que a Justiça finalmente comece a funcionar, procurando acabar com o estado de bandalheira e impunidade em que vivemos?
  • continuará o dinheiro a servir para forrar estradas em vez de ser usado para formar pessoas?
  • e os poderes local e regional, continuarão a viver sem controlo do maná que é o OE?

Nesta semana apresentou o Governo a forma como tenciona gastar os meus salários de Janeiro até Maio, que é em média quanto cada um de nós contribui em impostos para o Estado. Não fiquei mais elucidado. Apenas constatei novamente que, para os partidos políticos, o Estado não passa dum lugar a ocupar.


Buzz this

Bacalhau à Socas, novo prato nacional




Já lá vai algum tempo mas não resisto a esta postagem. Boas gargalhadas ;-)
O vídeo original está aqui: http://youtube.com/watch?v=CegTUupkdUQ.


Buzz this

O eduquês envergonhado

eduquês envergonhado
Hosted by Flickr
Clique na imagem para a ver a 100%

Imagem publicada no Expresso, caderno Actual, de 27 de Outubro de 2007




Vale a pena ver esta imagem a 100% para constatar o absurdo que habita na cabeça dos nossos dirigentes educativos. E não me refiro apenas à actual equipa. Isto é mal de longa data e, na verdade, o rumo educativo tem sido o mesmo desde há décadas: deriva total.

Poderá o leitor pensar «olha cá está este outra vez feito de amiguinho dos professores», ao que eu comentaria lembrando que um país com pessoas para quem a escola foi um lugar de aprendizagem, em vez de passagem, é o que acaba por permitir que o país cresça económica e socialmente. Cresce economicamente porque o saber leva ao saber fazer e cresce socialmente porque todos nós sabemos que «pessoa educada não cospe no chão». Isto é, a educação muda atitudes. Muda a forma como reagimos à corrupção, faz-nos mais atentos aos destinos do país e leva, duma forma geral, a que as pessoas pensem por si mesmas. Eventualmente, também terá o efeito secundário de acabar com a nojeira da escarradela, devidamente precedida da sonora preparação nasal.

Portanto, a educação é muito mais do que portáteis para todos, quadros interactivos, estatísticas, reformas em cima de reformas, etc. É a forma como as gerações futuras são preparadas para a vida; é, afinal, a forma como é preparado o futuro do país. Ao que eu lhe pergunto: está o país a ser preparado com o devido rigor? Ou está, antes, a ser educado no permissivismo e na ilusão de que há sempre mais uma oportunidade?

Finalmente, recomendo vivamente a leitura do artigo de Nuno Crato «O eduquês envergonhado» publicado no Expresso, caderno Actual, de 27 de Outubro de 2007, ilustrado pela imagem aqui reproduzida. Um longo e sumarento texto sobre a falácia do "moderno" aprender brincando, sem esforço, sem memorização e onde os conteúdos desapareceram para dar lugar às competências. A ler no blog Sorumbático (link: Eduquês envergonhado).