Lapidar!
A intervenção de Peter Vilax, no Prós & Contras foi notável (cito de cor):
«Tenho à minha frente o estéril [referindo-se ao ministro Manuel Pinho e ao convidado do PSD, Jorge Costa]. As novas democracias vivem numa campanha eleitoral permanente. Não se governa, gerem-se percepções. Há uma constante construção duma narrativa. O governo pinta-a mais cor-de-rosa do que a realidade e a oposição pinta-a mais negra do que ela é. A consequência é a descredibilização da política.»Continuou sobre a necessidade de os planos serem de longo prazo, por exemplo 15 anos, não mudando ao sabor dos sucessivos governos. Mesmo sendo o tema economia, será que ouviram isto no M.E.?
Desconstrução de um "facto" político com uma frase
Escreve Luís Valadares Tavares no Público de hoje (2008-06-30):
A dura realidade dos factos diz-nos que pode o défice das contas do Estado ter diminuído mas graças ao aumento da receita. Baixe-se a carga fiscal para os idos tempos do IVA a 17% (lembram-se?!) e voltamos ao mesmo. E no entanto têm-nos dito a todo o momento que finalmente estão as contas públicas em dia. Referir-se-iam, eventualmente, a ter os "livros" da contabilidade devidamente actualizados, com todos os haveres e deveres registados...
[... A] despesa decorrente que continua cerca de 9 pontos percentuais acima da de Espanha e que não diminuiu entre 2001 (42,5 por cento) e 2007 (43,3 por cento) apesar dos insanos esforços (!) dos quatro Governos que nos dirigiram ao longo deste período.
A dura realidade dos factos diz-nos que pode o défice das contas do Estado ter diminuído mas graças ao aumento da receita. Baixe-se a carga fiscal para os idos tempos do IVA a 17% (lembram-se?!) e voltamos ao mesmo. E no entanto têm-nos dito a todo o momento que finalmente estão as contas públicas em dia. Referir-se-iam, eventualmente, a ter os "livros" da contabilidade devidamente actualizados, com todos os haveres e deveres registados...
Flexi-avaliação

Os "alunos têm direito a ter sucesso", escreve o Público, citando uma eventual afirmação da directora da DREN. Ocorre-me que o sucesso se constrói mas não esperava que fizesse parte dos direitos, já que estes parecem vir por inerência. As pessoas terão direitos se fizerem algo por isso. Como trabalhar, estudar, aprender e, finalmente, demonstrarem que adquiriam conhecimento suficiente (competências no Dicionário Eduquês) pela realização de uma prova. O sucesso decorre desta construção. Não é um direito que se dá ou se tira conforme as vontades do avaliador. Até porque existem critérios de avaliação e o aluno pode recorrer da nota obtida caso não concorde.
Margarida Moreira faz parte duma máquina educativa cheia de folgas como as questões do ciclo anterior para avaliar o ciclo actual, mais tempo para realizar as provas e critérios de avaliação dinâmicos. É a flexi-avaliação tão necessária para demonstrar a bondade do caminho educativo do ministério. Ah! e parece que também dão jeito para as estatísticas da OCDE. Para os anos que vêm, perante os números do sucesso mágico, quem se vai lembrar desta polémica?
imagem de http://blog.despair.com presente numa recolha em recolha http://szillat.org/jokes/2007-05-18.htm
Nyes
Publicado em
sexta-feira, 27 de junho de 2008
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Labels: cartoon , Tratado de Lisboa
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A ler
O sequestro dos senhorios
no DN, via Insurgente
Nos meus tempos de estudante em Coimbra, havia uma "senhoria" que vivia numa casa alugada, frente à Sé Velha. Na verdade, ela era arrendatária mas como a casa tem umas 15 divisões, sub-alugava os quartos, em regime de quarto duplo, a 15.000$00 cada quarto. Pagava 2$50 de renda. Isto nos anos 90. Não faço ideia se a "nova" lei das rendas lá chegou. Mas o certo é que insistindo em pretender controlar uma actividade particular, o estado teve um papel crucial na manutenção desta injustiça. O Estado é pessoa de bem? Certo!!!
no DN, via Insurgente
Nos meus tempos de estudante em Coimbra, havia uma "senhoria" que vivia numa casa alugada, frente à Sé Velha. Na verdade, ela era arrendatária mas como a casa tem umas 15 divisões, sub-alugava os quartos, em regime de quarto duplo, a 15.000$00 cada quarto. Pagava 2$50 de renda. Isto nos anos 90. Não faço ideia se a "nova" lei das rendas lá chegou. Mas o certo é que insistindo em pretender controlar uma actividade particular, o estado teve um papel crucial na manutenção desta injustiça. O Estado é pessoa de bem? Certo!!!
Acordares
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“Não é sério, nem credível contrapor os serviços que fizeram estas provas e que elaboraram relatórios técnicos a umas pessoas que acordam de manhã e que dizem que exame foi fácil demais, criando alarmismo entre pais, professores e alunos. A avaliação sobre a complexidade que tem sido feita é pouco rigorosa.”
Maria de Lurdes Rodrigues, Ministra da Educação, 24.06.2008 , in Público
Ministério das Estatísitcas Educativas
Volta e meia, cá sai no Fliscorno uma ou outra referência ao interessante blog O Jumento. Calha esta ser de desacordo. Queixa-se o respectivo autor de que na comunicação social espanhola não há, por exemplo, «uma única notícia sobre as ASAEs dessas paragens, ou associações de professores de matemática ou de química a pronunciarem-se sobre exames». Ocorre-me que isso possa ser por lá não existirem motivos para essas manchetes... Mas adiante. Já antes tinha «O Jumento» repetidamente lançado a questão no tom de quem se admira por a Associação de Professores de Matemática ter criticado o reduzido grau de dificuldade do exame nacional de 9.º ano usando o argumento «o mais engraçado destas críticas é que esquecem os autores do exame, os próprios professores de matemática». Uma abordagem fácil de ser aceite por quem estiver menos informado, o que não é garantidamente o caso do autor do blog. Como bem sabemos, é o GAVE que faz as provas de exame. Este gabinete faz parte da estrutura do Ministério da Educação e os seus dirigentes são escolhidos por nomeação política. São alguns professores, convidados pelo GAVE e sob a tutela deste, que de facto que fazem os exames. Mas a responsabilidade destes exames é do GAVE, ou seja, do próprio Ministério da Educação. A constatação deste facto é a própria atitude da ministra em desvalorizar as críticas, apelidando de «pessimistas de serviço» os respectivos autores, sem no entanto atribuir a autoria das provas aos «professores». Faze-lo seria demagógico e desonesto. «Alguns» professores e, para mais, escolhidos pelo GAVE, não são «os» professores. Elementar, não é?
As posições expressas pela Associação de Professores de Matemática e pela Sociedade Portuguesa de Química quanto à facilidade das provas, foram ainda complementas com dois outros aspectos. O positivo foi a inexistência de erros nas provas. Havendo um gabinete do ME específico para este assunto nem outra coisa seria de esperar dum serviço competente. O segundo ponto foi sobre o maior tempo disponível para realizar a prova. Todos os que já tenham realizado exames sabem muito bem que o tempo é um factor crítico numa prova e que é também factor de avaliação. É indiscutível que aumentar o tempo da prova constitui uma forma de promover melhores resultados. Torna, também, inválidas as comparações de resultados com anos anteriores.
Apesar das posições destas duas associações, a Associação Portuguesa de Matemática e o departamento de Educação da Sociedade Portuguesa de Física já vieram dizer que as provas tem grau de dificuldade adequado, validando assim as teses do ME. Como não tenho competência para me pronunciar, fico-me pelo que dizem as partes e pelo que leio por aí. Mas como não acredito em milagres, tenho dificuldade em perceber como é que do ano passado para este se diminui a taxa de reprovação em metade. Foram os alunos que progrediram assim tanto dum ano para o outro ou foi o nível de exigência que baixou? Como diz o editorial do Público, cada qual que tire as suas conclusões.
Mas devemos ainda perguntar se constitui motivo para preocupação serem as provas de exame fáceis. Afinal de contas, fica alguém a perder? Exceptuando os alunos que de facto se esforçaram para se preparem para as provas constatarem que a balda compensa e de se contribuir para a eterna fraca dos portugueses, nada há a lamentar. Acresce ainda que as famosas estatísticas da OCDE, construídas com base nas informações disponibilizadas pelas entidades oficiais de cada país, sairão bem melhores. O facto é que para o ano que vem, ano da publicação trianual «Programa Internacional para a Avaliação de Alunos» da OCDE, quando a curta memória da opinião pública já tiver esquecido este episódio, lá estarão os habituais comentadores e políticos a cantar louvores às políticas seguidas pelo ME. Alguém se vai lembrar que os exames foram, eventualmente, mais fáceis e que tiveram mais tempo para a sua resolução?
Se há uns milhares de professores, já os pais são milhões e os alunos nem sequer votam. Um governo tem que ter prioridades e ter eleitores felizes está na ordem do dia.
As posições expressas pela Associação de Professores de Matemática e pela Sociedade Portuguesa de Química quanto à facilidade das provas, foram ainda complementas com dois outros aspectos. O positivo foi a inexistência de erros nas provas. Havendo um gabinete do ME específico para este assunto nem outra coisa seria de esperar dum serviço competente. O segundo ponto foi sobre o maior tempo disponível para realizar a prova. Todos os que já tenham realizado exames sabem muito bem que o tempo é um factor crítico numa prova e que é também factor de avaliação. É indiscutível que aumentar o tempo da prova constitui uma forma de promover melhores resultados. Torna, também, inválidas as comparações de resultados com anos anteriores.
Apesar das posições destas duas associações, a Associação Portuguesa de Matemática e o departamento de Educação da Sociedade Portuguesa de Física já vieram dizer que as provas tem grau de dificuldade adequado, validando assim as teses do ME. Como não tenho competência para me pronunciar, fico-me pelo que dizem as partes e pelo que leio por aí. Mas como não acredito em milagres, tenho dificuldade em perceber como é que do ano passado para este se diminui a taxa de reprovação em metade. Foram os alunos que progrediram assim tanto dum ano para o outro ou foi o nível de exigência que baixou? Como diz o editorial do Público, cada qual que tire as suas conclusões.
Mas devemos ainda perguntar se constitui motivo para preocupação serem as provas de exame fáceis. Afinal de contas, fica alguém a perder? Exceptuando os alunos que de facto se esforçaram para se preparem para as provas constatarem que a balda compensa e de se contribuir para a eterna fraca dos portugueses, nada há a lamentar. Acresce ainda que as famosas estatísticas da OCDE, construídas com base nas informações disponibilizadas pelas entidades oficiais de cada país, sairão bem melhores. O facto é que para o ano que vem, ano da publicação trianual «Programa Internacional para a Avaliação de Alunos» da OCDE, quando a curta memória da opinião pública já tiver esquecido este episódio, lá estarão os habituais comentadores e políticos a cantar louvores às políticas seguidas pelo ME. Alguém se vai lembrar que os exames foram, eventualmente, mais fáceis e que tiveram mais tempo para a sua resolução?
Se há uns milhares de professores, já os pais são milhões e os alunos nem sequer votam. Um governo tem que ter prioridades e ter eleitores felizes está na ordem do dia.
Modelo para os exames nacionais
Tivemos acesso, no Fliscorno, ao modelo que serviu de inspiração a diversas provas dos exames nacionais da corrente época. Sabemos por fonte segura que no GAVE circulou a orientação de usar este mesmo modelo nos restantes exames.
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O castelo Kafkiano
Perderam os que o fizeram ilegível para depois dizerem que não podia ir a votação por ser demasiado difícil de entender. José Fujão já deu o mote: continuemos em frente. Para que serve uma porcaria dum tratado difícil de perceber (palavras dos defensores anti-referendo)? Há um mundo de burocratas que parecem viver alheados num castelo Kafkiano, legislando para algo abstracto em lugar de o fazerem para as pessoas!
Novamente, quem não chora, não mama
Empresas que tenham frota de transportes próprio vão passar a pagar
mais imposto de camionagem, mantendo-se este inalterado para as
empresas de camionagem. A perda de receitas que o Estado tem com umas
empresas passa a ser compensado por outras empresas. Também a Brisa já
fez saber que só aceita suportar os descontos nas portagens nocturnas
para os camionistas até ao fim do ano, altura em que exige negociar
contrapartidas com o governo.
Aí está como se faz a aposta certa na gestão da crise dos transportes
de mercadorias.
mais imposto de camionagem, mantendo-se este inalterado para as
empresas de camionagem. A perda de receitas que o Estado tem com umas
empresas passa a ser compensado por outras empresas. Também a Brisa já
fez saber que só aceita suportar os descontos nas portagens nocturnas
para os camionistas até ao fim do ano, altura em que exige negociar
contrapartidas com o governo.
Aí está como se faz a aposta certa na gestão da crise dos transportes
de mercadorias.
Democracia de camionista
Não posso concordar com esta democracia de camionista. Se a vida lhes está difícil, também para mim o está. Acaso estiveram eles a defender baixas de impostos e benefícios fiscais para toda a população? Não. Eles trataram do seu negócio, tendo obrigando à participação quem quis e quem não quis. E quando o negócio da camionagem der lucro novamente, vão os camionistas fazer bloqueios para exigir que lhes aumentem os impostos?! Lamento que mais uma vez que o Estado só exista para me levar dinheiro, já que para manter a ordem pública não serviu.
Sócrates diz que fez a aposta certa na gestão da crise dos transportes de mercadorias. Fez certamente a gestão que menos prejuízos eleitorais lhe causou. Nesse sentido, a gestão da crise foi-lhe certeira. De resto, tudo se resumiu a ceder à pressão sem parecer que estava a dar subsídios (está) e sem deixar os camionistas de mãos a abanar (não deixou).
Numa gestão comunicacional bem elaborada, bem melhor do que a gestão do conflito, ainda aproveitou para criar a antítese da imagem construída nos últimos três anos de mandato. O Homem que faz História, que tem Rumo e Soluções também tem Medo. Deve ter falado na TV sobre isto. Não vi mas até posso antever a comoção que invadiria a minha pessoa. A mesma que, no cálculo estratega, leve milhões de espectadores a pensar que há um homem como nós à frente do governo. Um homem que vê cada vez mais mês no fim do ordenado e que não tem um camião para bloquear a Segunda Circular até que o Estado lhe conceda umas benesses.
À conta dos impostos que o caro leitor e eu pagamos, o país pode continuar o seu rumo. Até ao próximo episódio.
Sócrates diz que fez a aposta certa na gestão da crise dos transportes de mercadorias. Fez certamente a gestão que menos prejuízos eleitorais lhe causou. Nesse sentido, a gestão da crise foi-lhe certeira. De resto, tudo se resumiu a ceder à pressão sem parecer que estava a dar subsídios (está) e sem deixar os camionistas de mãos a abanar (não deixou).
Numa gestão comunicacional bem elaborada, bem melhor do que a gestão do conflito, ainda aproveitou para criar a antítese da imagem construída nos últimos três anos de mandato. O Homem que faz História, que tem Rumo e Soluções também tem Medo. Deve ter falado na TV sobre isto. Não vi mas até posso antever a comoção que invadiria a minha pessoa. A mesma que, no cálculo estratega, leve milhões de espectadores a pensar que há um homem como nós à frente do governo. Um homem que vê cada vez mais mês no fim do ordenado e que não tem um camião para bloquear a Segunda Circular até que o Estado lhe conceda umas benesses.
À conta dos impostos que o caro leitor e eu pagamos, o país pode continuar o seu rumo. Até ao próximo episódio.
O factor Chindia
Tenho ouvido com frequência dizer que a crise dos combustíveis se deve ao factor Chindia, o aumento de procura na China e na Índia.
Para que todos falemos do mesmo, convem notar que o aumento de mais de 100% no PVP dos combustíveis resulta, segundo esta explicação, do aumento de apenas alguns pontos percentuais no consumo da China e da Índia.
http://www.newsweek.com/id/139396
Decorre naturalmente esta questão: explicará mesmo o factor Chindia a actual crise energética?
Para que todos falemos do mesmo, convem notar que o aumento de mais de 100% no PVP dos combustíveis resulta, segundo esta explicação, do aumento de apenas alguns pontos percentuais no consumo da China e da Índia.
http://www.newsweek.com/id/139396
China is indeed a trendsetter when it comes to most commodities, typically accounting for 25 to 30 percent of total demand in various base metals and bulk commodities. But on the oil front, the United States is still the 800-pound gorilla of that market; it consumes nearly 25 percent of the world's total output, compared with 9 percent for China. India is far from being a major player in the commodity arena, accounting for no more than 5 percent of global demand for any major commodity and just 3 percent of the world's oil demand.
Decorre naturalmente esta questão: explicará mesmo o factor Chindia a actual crise energética?
Presidente da AdC apresentou no Parlamento conclusões do Relatório sobre Mercados de Combustíveis
Disponíveis aqui, o relatório e a apresentação no parlamento:
http://www.concorrencia.pt/Conteudo.asp?ID=1397
Dadas as 96 páginas do relatório, isto será tema para futura ocasião. Mesmo assim, cá vão umas postas de pescada.
A sociedade funcionou sem precisar do Estado. Não é o que muitos defendem como paradigma?
http://www.concorrencia.pt/Conteudo.asp?ID=1397
Dadas as 96 páginas do relatório, isto será tema para futura ocasião. Mesmo assim, cá vão umas postas de pescada.
- 66% por cento do que pagamos em combustíveis são impostos. Nada de novo, mas convém não esquecer.
- Gostaria de chamar a atenção para o patamar de preço sensivelmente constante do Brent entre Jul06 e Jan08 (preços em €, alisados a 1 ano; gráfico 1). Ainda não encaixei bem este dado, pese embora as explicações de João Miranda.
- Entre as recomendações notam-se os incentivos para que se crie um mercado mais aberto e concorrencial. Deve-se portanto depreender que isso agora não existe.
- esta acção em que um grupo de consumidores se organiza para fazer pressão sobre uma empresa é a primeira de que tenho conhecimento entre nós (ingleses, americanos, alemães, etc. fazem-no correntemente);
- a avaliar pelas palavras do presidente da Galp, teve sucesso.
A sociedade funcionou sem precisar do Estado. Não é o que muitos defendem como paradigma?
Foi um fim de semana português
Profissionais da pesca destruiram peixe que comerciantes já tinham comprado e pago. Razão: ninguém podia furar a greve. Ah!, e achavam indecente que os comerciantes tivessem esperado um dia para fazer negócio de forma mais lucrativa. Num acto magnânimo, queriam os primeiros que o peixe pago pelos segundos fosse doado aos pobres, coisa com que os últimos não concordaram, vá lá saber-se porquê. Por isso, foi democraticamente destruído, perante incapacidade policial. Esperemos que a justiça mostre prova de vida e que siga o seu caminho. Entretanto, os pescadores, assim lhes tenho ouvido chamar, procedem (ilegalmente) a operações stop de todos os carros que entram e saem das docas, revistando (ilegalmente) os seus interiores. Novamente me ocorre onde é que pára a polícia.
Já o domingo, foi o dia do orgulho nacional. E o início das férias de Sócrates. O Presidente da República e a Selecção foram juntos mirar o rio, em busca de maré de sorte. Estaria em enchente?
De resto, o Homem que faz História e Justiça em cada lançamento de obras públicas, pagas com os nossos impostos, de resto, anunciou a construção dum túnel em Trás-os-Montes. Esperemos que seja neste que se lhe veja a luz ao fundo. Depois de três anos a apertar o cinto, voltamos à habitual política do betão. Curiosamente, é a continuação das políticas anteriores, essas mesmas que parece terem conduzido ao Estado das desigualdades sociais e do défice.
Ah!, já me esquecia, não choveu.
Já o domingo, foi o dia do orgulho nacional. E o início das férias de Sócrates. O Presidente da República e a Selecção foram juntos mirar o rio, em busca de maré de sorte. Estaria em enchente?
De resto, o Homem que faz História e Justiça em cada lançamento de obras públicas, pagas com os nossos impostos, de resto, anunciou a construção dum túnel em Trás-os-Montes. Esperemos que seja neste que se lhe veja a luz ao fundo. Depois de três anos a apertar o cinto, voltamos à habitual política do betão. Curiosamente, é a continuação das políticas anteriores, essas mesmas que parece terem conduzido ao Estado das desigualdades sociais e do défice.
Ah!, já me esquecia, não choveu.
Excelente oportunidade para estar calado
Segundo Jorge Pedreira, "se todos puderem ser excelentes, o que está errado é a definição de excelência". Por esta ordem de ideias, se todos puderem vir a ser secretários de Estado adjuntos da Educação, o que está errado é a definição de secretário de Estado adjunto da Educação.
Uma pista para o senhor Jorge Pedreira: numa avaliação, um resultado obtem-se pela aplicação dum conjunto de critérios. Os critérios podem ser diversos mas se a sua aplicação a um grupo resulta que todas as pessoas tenham determinada avaliação, o problema não está nas pessoas mas sim nos critérios. Já agora, atribuição de quotas para resultados é artificial. Todas as pessoas podem ser excelentes no que fazem. O erro desta abordagem consiste na mistura dos conceitos de avaliação de desempenho com progressão na carreira. Dada a limitada existência de recursos, pode-se aceitar que a progressão na carreira seja limitada. Isto é uma discussão que tem lugar ao nível do orçamento. Outra coisa é a avaliação do trabalho produzido, a qual não pode ser condicionada para justificar o orçamento insuficiente para todos serem promovidos. Dizer a alguém que não pode ter um excelente na sua avaliação porque existe uma quota para excelentes, mesmo tendo o seu trabalho sido de facto excelente, é um convite para não atingir a excelência. É desmotivador. Mas, aparentemente, para se perceber isto não se pode ser secretário de Estado adjunto da Educação. Logo, lá está, se calhar o que está mesmo errado é a definição de secretário de Estado adjunto da Educação.
Uma pista para o senhor Jorge Pedreira: numa avaliação, um resultado obtem-se pela aplicação dum conjunto de critérios. Os critérios podem ser diversos mas se a sua aplicação a um grupo resulta que todas as pessoas tenham determinada avaliação, o problema não está nas pessoas mas sim nos critérios. Já agora, atribuição de quotas para resultados é artificial. Todas as pessoas podem ser excelentes no que fazem. O erro desta abordagem consiste na mistura dos conceitos de avaliação de desempenho com progressão na carreira. Dada a limitada existência de recursos, pode-se aceitar que a progressão na carreira seja limitada. Isto é uma discussão que tem lugar ao nível do orçamento. Outra coisa é a avaliação do trabalho produzido, a qual não pode ser condicionada para justificar o orçamento insuficiente para todos serem promovidos. Dizer a alguém que não pode ter um excelente na sua avaliação porque existe uma quota para excelentes, mesmo tendo o seu trabalho sido de facto excelente, é um convite para não atingir a excelência. É desmotivador. Mas, aparentemente, para se perceber isto não se pode ser secretário de Estado adjunto da Educação. Logo, lá está, se calhar o que está mesmo errado é a definição de secretário de Estado adjunto da Educação.
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